All Chapters of Um chefe irritante e irresistível: Chapter 281
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281: Boa notícia
Seu coração parece parar por um segundo enquanto as linhas finalmente aparecem. Ela pisca algumas vezes, certificando-se de que não está vendo errado. Um nó se forma em sua garganta e suas mãos apertam o mármore frio da pia.— É... positivo? — sussurra, com a voz quase inaudível, tomada por uma mistura de choque e emoção.Lá, diante dela, as duas linhas nítidas indicam o que tanto desejou ver por tanto tempo. Seus lábios se entreabrem em um sorriso hesitante, e uma lágrima solitária escorre por sua face.Um turbilhão de pensamentos invade sua mente, desde a alegria incontida até a incerteza sobre como compartilhar a notícia com Victor. No entanto, por um instante, se permite apenas sentir.Ela leva a mão ao ventre, como se estivesse se conectando com aquela nova realidade, e sussurra com a voz embargada:— Eu vou ser mãe…Temendo que tudo não passasse de uma ilusão, abre rapidamente a segunda caixa, com as mãos ainda trêmulas. Ela repete cada passo com precisão, tentando conter a ansi
282: Felicidade em dobro
Após toda a euforia inicial, os dois se acomodam no pequeno sofá da sala, ainda absorvendo a magnitude da notícia. Segurando a mão da esposa com ternura, seus dedos se entrelaçam em um gesto cheio de carinho e cumplicidade.— Quando você fez esse teste? — pergunta ele, com os olhos brilhando de curiosidade e felicidade genuína.Sorrindo, ainda com o coração acelerado, ela responde:— Agora a pouco. A Suzan que me incentivou, já que eu nem estava desconfiada… — confessa, acariciando de leve a mão dele. — Fiz um, e quando vi o positivo, decidi fazer outro, pensando que poderia ser algum engano. Mas quando o segundo deu o mesmo resultado, não me aguentei de vontade de vir até aqui.Victor ri baixo, balançando a cabeça.— Loirinha, você é incrível… Sempre precisa de uma segunda opinião, até mesmo dos testes de farmácia! — brinca, puxando-a delicadamente para mais perto. — Estou muito feliz. Nem sei como descrever isso.Ela sorri amplamente, com os olhos marejados.— Eu também, amor. Eu qu
283: Epílogo
A alegria do casal era nítida para todos que os conheciam. Desde o momento em que souberam que estavam esperando gêmeos, cada dia se tornava uma nova aventura repleta de sonhos e expectativas. Victor, sempre com seu humor afiado, adorava fazer piadas sobre como teria que aprender a trocar fraldas e perder noites de sono. Já Marina, por outro lado, mergulhava em cada detalhe da gestação com entusiasmo, lendo tudo o que podia sobre maternidade e planejando cada pequeno aspecto da nova vida que os aguardava. Ela contava com os conselhos da mãe que a ajudava a tirar todas as suas dúvidas.Os meses foram passando e, finalmente, chegou o dia da ultrassonografia que revelaria o sexo dos bebês. Eles estavam ansiosos e, ao mesmo tempo, nervosos. Tudo era novo e animado em dose dupla.O médico que os acompanhava na gestação sempre os encontrava com o olhar animado em cada consulta.— Muito bem, vamos ver se hoje esses dois resolvem se revelar — brinca o médico, enquanto espalha o gel frio na bar
284: Bônus dos filhos
O som estrondoso de uma música romântica ecoa do quarto da jovem Amelie, reverberando por toda a casa e preenchendo cada canto com suas melodias intensas, impossibilitando qualquer tentativa de silêncio. Nem mesmo Arthur, seu irmão, consegue se concentrar nos estudos, tentando em vão focar no livro de direito constitucional que segura entre as mãos.Exasperado, ele solta um suspiro pesado, fecha o livro com firmeza e passa a mão pelo rosto, buscando paciência. Após alguns segundos de reflexão, decide que já é o suficiente. Levanta-se determinado e sai do quarto, marchando até a porta da irmã. Sem sequer bater, escancara-a com um movimento brusco e entra sem cerimônia, dirigindo-se diretamente ao aparelho de som ao lado da cama de Amelie, com a intenção clara de desligá-lo.— Ei! Você não pode fazer isso! — protesta Amelie, elevando a voz ao perceber a atitude do irmão.Arthur ergue uma sobrancelha, encarando-a com seriedade, e sua voz grave soa firme e autoritária.— Como assim, não po
285: Conversa de mãe e filha
Ao entrar no quarto, Victor se senta na beira da cama e, com um gesto rápido, afrouxa a gravata, soltando um suspiro pesado. A conversa dos filhos ainda ecoa em sua mente, deixando-o visivelmente incomodado.— Onde já se viu… — murmura para si, balançando a cabeça em descrença. — A minha menininha apaixonada?Franzindo a testa, ele se levanta e caminha lentamente até o banheiro, sentindo o peso da preocupação nos ombros. Retira a roupa com movimentos automáticos, como se tentasse se livrar dos pensamentos incômodos junto com as peças de vestuário. Tudo o que deseja é que a água quente do banho leve consigo aquela inquietação que teima em não deixá-lo em paz.Após alguns minutos no banho, Victor sai, sentindo o calor da água amenizar levemente suas preocupações. Caminha até o closet, vasculhando as prateleiras em busca de algo confortável e informal. Escolhe uma calça jeans preta e uma camisa de manga curta azul, vestindo-se com rapidez.Ao retornar ao quarto, encontra Marina, que acab
286: Um pai ciumento
Mesmo com a segurança que a mãe lhe transmite, a expressão de Amelie volta a ficar tensa. Ela morde o lábio inferior, como se tentasse reunir coragem para falar o que realmente a preocupa.— E o papai? — pergunta, inquieta.Marina sorri suavemente, buscando tranquilizá-la.— Não se preocupe com isso, amor. Vou conversar com seu pai. Sabíamos que esse momento chegaria, mais cedo ou mais tarde.— Mas ele não pareceu nada feliz quando soube que estou gostando de alguém — Amelie desabafa, suspirando.— Você conhece seu pai, ele é ciumento com todo mundo, mas especialmente com você, que é a princesinha da casa.— Acha que ele vai aceitar o Daniel? — questiona com os olhos cheios de expectativa.Marina franze levemente a testa, surpresa.— Daniel? Esse é o nome do seu namorado?— Sim — responde Amelie, com um leve sorriso. — Ele estuda medicina e estagia na escola de idiomas duas vezes por semana.— Uau, ele parece ser bem inteligente — comenta Marina, impressionada.— E ele é, mãe! Tenho c
287: Provocação de irmãos
Após uma longa conversa com a esposa, Victor finalmente consegue se acalmar, ainda que a preocupação persista em algum canto de sua mente. Ele respira fundo, decidido a aproveitar o momento e deixar as preocupações de lado, pelo menos por aquela noite. Afinal, era uma data especial: o aniversário de seus filhos.Com dedicação e carinho, havia reservado uma mesa num dos restaurantes mais renomados da cidade, para celebrar a ocasião em família. Para tornar o momento ainda mais especial, contariam com a presença dos avós dos gêmeos, Daniela e José, além dos tios Valentina e Rodrigo, que trouxeram consigo os filhos, Jasmin, Théo e André.O clima de celebração o fez pensar em transformar aquela noite em uma lembrança inesquecível para todos, especialmente para seus filhos.Embora tudo transcorresse perfeitamente naquela noite, Victor não conseguia evitar lançar olhares furtivos para a filha de tempos em tempos. Cada detalhe parecia reforçar algo que ele relutava em aceitar: sua menininha e
288: Interrogatório
Quando Daniel entra na sala, é recebido por sua namorada, que o envolve em um abraço caloroso, acompanhando-o com um sorriso radiante. Seu entusiasmo transparece, deixando evidente o quanto estava feliz por vê-lo ali. Logo depois, Amelie segura sua mão, puxando-o suavemente para dentro, como se quisesse guiá-lo com confiança.Daniel corresponde ao gesto, adentrando a sala com um sorriso tranquilo, mas sua expressão logo se desfaz ao cruzar o olhar severo do futuro sogro. O semblante fechado do homem faz seu estômago revirar e um nó apertado se formar em sua garganta. De repente, o nervosismo se instala nele.Sentindo o ambiente ficar pesado, Marina, ao lado do marido, toca-lhe discretamente o braço. Com um olhar sutil, mas firme, pede que ele contenha aquela hostilidade.— Pai, mãe… — começa Amelie, quebrando o silêncio. — E Arthur — ela acrescenta, revirando os olhos. — Esse é o Daniel.Arthur é o primeiro a se aproximar de Daniel, estendendo a mão com um sorriso travesso.— Olá, cun
289: Um pai desconfiado
Com os ombros eretos e um olhar calculista, Victor enxerga na resposta do rapaz uma oportunidade perfeita para aprofundar o interrogatório.— Já que mencionou o seu pai e a profissão dele, me diga também o que a sua mãe faz. — Sua voz soa tranquila, mas há um tom de análise subjacente.Endireitando a postura, Daniel responde prontamente, apesar do nervosismo que ainda sente:— Minha mãe trabalha como secretária no consultório do meu pai e também administra uma ONG que cuida de pessoas em situação de rua.Arqueando ligeiramente uma sobrancelha, Victor se mostra surpreso com a resposta. Por um instante, a rigidez em sua postura suaviza, mas a expressão séria em seu rosto permanece intacta, estudando cada detalhe do jovem à sua frente.— Isso é interessante… — murmura, cruzando os braços. — Talvez devêssemos conhecer os seus pais também.Daniel assente rapidamente, como se quisesse garantir sua aprovação.— Claro, senhor. Tenho certeza de que eles ficarão muito felizes em conhecê-los.Vi
290: Cartas
No dia seguinte, a casa da família Ferraz estava mais uma vez movimentada. O jantar daquela noite seria especial, os convidados eram ninguém menos que os pais de Daniel, namorado de Amelie.Pela casa, Amelie caminhava de um lado para o outro, incapaz de esconder o nervosismo. Seu estômago estava um nó, e suas mãos suavam levemente. Conhecer os sogros pela primeira vez já seria intimidador por si só, mas saber que tudo isso foi ideia de seu pai tornava a situação ainda pior.Impaciente, ela entra no quarto da mãe, cruzando os braços e fazendo uma careta nada empolgada.— Por que o papai foi inventar isso? — reclama, indignada.— Meu amor, você sabe como seu pai é desconfiado. — Marina diz com a voz serena, tentando acalmar a filha. — Ele só quer ter certeza de que os pais do Daniel são boas pessoas e que criaram um filho responsável.Ela toca de leve a mão de Amelie, oferecendo um sorriso tranquilizador, na esperança de suavizar o nervosismo da filha.— Mas isso está soando tão estranh