All Chapters of O Rei Lycan e sua Tentação Sombria: Chapter 261
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261. PACTO DE TRAIÇÃO
NARRADOREle rugiu para eles com os caninos expostos, as pupilas vermelhas se estreitando, a aura intimidadora de um vampiro poderoso.O comando do novo líder fez os guerreiros saírem do transe e obedecerem.BAM!As portas se abriram de par em par e ele entrou com passos firmes, liberando todo o seu poder superior, esmagando qualquer ideia de rebelião.Sua mãe o encarava ao fundo do salão, de olhos vermelhos e arregalados, parada diante das mesas dos líderes.Ela levou a mão à boca, chorando, ao ver a cabeça decapitada do marido.Ela entendeu naquele instante — a dor lacerante de perder seu companheiro — mas não conseguia compreender como aquilo era possível, já que ele havia acabado de sair para falar com o filho.Agora tudo fazia sentido, e seu coração tremia, consumido pelo luto e pela traição.Alessandre sequer olhou para ela enquanto avançava pelas escadas.Virou-se para a multidão que jantava no banquete, mesas longas cheias de iguarias e escravos elementais, belos e servindo ta
262. A ORIGEM DO MAL
NARRADORA —Este é o vilarejo dos elementais onde você nasceu? —Sigrid segurava o chapéu de palha de aba larga para que o vento não o levasse.Eles haviam saído após o almoço com Silas para recolher capim fresco para os coelhos.Seus passos os levaram até o topo de uma colina coberta de margaridas, de onde era possível ver, lá embaixo, as casinhas de madeira e pedra.O som das carroças rodando, o cacarejar das galinhas e as risadas das crianças brincando no campo ecoavam ao longe.—Sim, está exatamente como eu me lembrava. Nunca esqueci este lugar, ao contrário de tantas outras coisas —respondeu Silas, olhando com nostalgia para o vale onde havia nascido.Eram suas melhores lembranças, mesmo durante as noites mais escuras e as piores torturas.—Você já esteve aqui antes? —ele perguntou a Sigrid.Sua mão segurava delicadamente a dela, o feixe de ervas preso em um saco às costas e a foice na outra mão.—Sim, foi aqui que escondi o bebê, lembra? O bebê que salvei quando te conheci, o fil
263. OS MILAGRES EXISTEM
NARRADORASilas ficou rígido.A verdade é que ele não gostava muito de contato físico, a não ser que fosse com Sigrid, mas suportou isso estoicamente, sem ser rude.Apesar dos momentos desconfortáveis, naquela tarde, Silas recuperou um pedacinho de sua família. No entanto, no fundo, sua verdadeira família era apenas a mulher ao seu lado.Todo o amor que restava em seu coração era para ela.O resto havia murchado.Aproveitando um instante a sós, enquanto sua tia arrastava Sigrid para a cozinha para ajudá-la com o lanche da tarde, Silas se aproximou do bebê no berço.Os tatuagens escuras já não se limitavam apenas ao rostinho da criança, mas agora avançavam, consumindo pouco a pouco seu pequeno corpo.Silas estendeu dois dedos, pousando-os na testinha do bebê.Imediatamente, a energia sombria começou a ferver, lutando para não ser expulsa.O bebê começou a chorar de dor.Aquela energia maligna resistia, mas o poder de Silas a forçava a obedecer um novo mestre.Sigrid, percebendo as inte
264. ENCONTROS FURTIVOS NO LABIRINTO
NARRADORASigrid estava extremamente tensa, não pela luta de vida ou morte que estava por vir, mas sim preocupada com os sentimentos e os impulsos assassinos de Silas.Lucrecia não podia descobrir o verdadeiro poder deles.O próprio Silas e sua condição de Selenia eram as maiores vantagens secretas que possuíam.O prelúdio da festa acontecia nos imensos jardins e salões abertos para o exterior, repletos de lanternas e luzes suaves, onde os convidados brindavam, conversavam e trocavam olhares sugestivos.Todos mascarados.Alguns ocultavam muito mais do que apenas o rosto.Estavam ali por um objetivo — e, ao aceitarem o convite, sabiam que a noite prometia orgias e sexo desenfreado.Aquilo era apenas o aquecimento. As verdadeiras festas aconteceriam mais tarde, nos andares subterrâneos da mansão.Ou talvez Lucrecia tivesse preparado algo ainda mais ousado e excitante.—Precisamos encontrar um jeito de fazê-la nos convidar para jogar em particular. Essa será a melhor chance de separá-la
265. VOCÊ ME LEMBRA MUITO O GRAY
NARRADORALucrecia procurava por todo lado, buscando pistas, insinuando-se de forma sedutora em cada canto.Já havia se deparado com casais, trios, quartetos e até quintetos espalhados pelo gramado, contra as sebes do labirinto, sobre os bancos de pedra.Dentro dessa enorme estrutura verde, pequenos pátios, fontes e recantos discretos eram estrategicamente projetados para o prazer.Ela adorava se perder naquele emaranhado de folhas, mas, naquela noite, nada parecia ser o bastante.Aqueles olhos... Ela não conseguia tirar da mente aqueles olhos negros.O escravo havia levantado a cabeça por um segundo, só um segundo, mas aquele olhar tão letal...Deusa, era tão parecido com o olhar do seu Gray.Havia algo de estranho nele, algo que ela não conseguia decifrar, mas precisava vê-lo novamente.De onde aquela puritana da Electra havia conseguido um exemplar como aquele?E parecia tão bem domesticado...Electra… aquela vadia a estava preocupando. Poderosa demais para o seu gosto.Nem mesmo M
266. NA GUARIDA DA BRUXA
NARRADORASigrid sentiu um movimento atrás dela e levou a mão sutilmente para trás, apertando a roupa de Silas.A mensagem era clara: "calma, eu posso lidar com isso".— Mas eu acho que havia mais eventos. Os outros vão ficar muito decepcionados — Sigrid respondeu com neutralidade.— Que se fodam. Venham, venham comigo, vamos para o meu santuário — Lucrecia os convidou, bem entusiasmada.Ela já ia estender as garras para agarrar Silas pelo braço, mas Alessandre foi mais rápido e segurou-a pela cintura, afastando-a.— Me conta, o que você estava fazendo para provocar tanto os meus pais? Já estou farto de nunca ser levado em consideração — o vampiro começou com sua conversa superficial, ajudando também Sigrid.Era mais que óbvia a luxúria nos olhos de Lucrecia ao encarar Silas, uma obsessão que ia além de qualquer disfarce perfeito.Através dos corredores escuros, com a brisa noturna fazendo as folhas sussurrarem, os gemidos abafados em cada canto e as risadinhas femininas, Lucrecia os
267. ARMADILHA CONTRA ARMADILHA
NARRADORA“Deusa”, Sigrid estava enojada.Isso, em outras circunstâncias, talvez se os atores estivessem ali por vontade própria, seria excitante, mas assim, era apenas deplorável.Os homens apalpavam a escrava que gemia entre eles, enfiavam as mãos entre suas pernas, chupavam e apertavam seus seios.Logo ela se ajoelhou entre os dois e começou a estimular seus membros com a boca e as mãos.Ao lado, Lucrecia parecia bem entretida.Sigrid procurava com o olhar o escravo que lhe interessava.Por precaução, não queria se enganar.Estava 99% segura de que era Umbros quem precisava salvar, mas aquele 1% restante estava ligado a esse escravo que lhe provocava algo estranho no peito.Ela precisava ter certeza.Quando os gemidos ficaram mais altos e a garota de seios chamativos, pele clara e cabelos castanhos começou a cavalgar um dos escravos deitado sobre os tecidos, enquanto chupava o membro do outro que estava de pé ao seu lado, Sigrid deu um bocejo de tédio.Mais claro, impossível: eu qu
268. O REI DOS ESPECTROS
narradoraNa mão livre de Silas, formou-se uma adaga negra e mortal, que imediatamente apontou para o pescoço de Lucrecia.Ambos atacaram ao mesmo tempo, aproveitando o fator surpresa e a proximidade.Só que não seria tão fácil.A adaga e as chamas devoradoras foram engolidas de repente por uma névoa escura.O corpo de Lucrecia desapareceu no nada, flutuando em magia negra e reaparecendo alguns metros adiante.Por um segundo, os três se encararam.— Quem diabos é você?! — rugiu Lucrecia, analisando Sigrid com profundidade.Isso ela realmente não esperava.Não podia ser... esse era o poder de uma Selenia dentro de Electra?— Isso não importa, só que você vai morrer — Sigrid não estava para mais conversa.Ela invocou uma espada afiada, cujas chamas azuis brilhavam intensamente, e se lançou contra Lucrecia, que também convocou uma espada de fogo.Elas começaram a lutar no amplo salão, destruindo os móveis, trocando golpes ferozes, cada investida e bloqueio carregado de ódio.Quem quer qu
269. AQUELE QUE RI POR ÚLTIMO...
NARRADORASigrid estava desesperada.Ela sabia que devia haver algum portal mágico em algum lugar: nas paredes, no teto...— Maldição! — explodiu, cheia de raiva e impotência.Silas era forte, mas ela ainda tinha medo. Eles não deveriam ter se separado.De repente, no meio de seu desespero, uma dor intensa começou a tomar conta do peito, forte demais.Ela levou a mão ao esterno.Deusa, o que era isso agora?Sua mente estava em caos, a visão turva enquanto suas mãos tateavam pedra por pedra, procurando a abertura mágica.Ela precisava se acalmar. Culpava o estado de raiva desenfreada, sentia que estava perdendo o controle.Electra se revirava em sua prisão, mais enlouquecida do que nunca, gritando para ser libertada.— Agora não, sua louca maldita! — rugiu, reprimindo o espírito com toda a sua força.Ela não podia dividir seu poder naquele momento, não podia se enfraquecer tentando mantê-la contida.Só que Sigrid se esqueceu de que não estava sozinha naquele quarto.Alguém mais estava
270. APENAS UM ELEMENTAL
NARRADORAEla afastou a mão trêmula dos lábios e a olhou diante do rosto, incrédula.Gotas do líquido carmesim vital pingavam no chão.O grito agudo e arrepiante de uma serpente sendo morta ecoou em meio às trevas.Os olhos de Lucrecia se voltaram naquela direção, incrédulos.Não podia ser... maldição... não... ela não podia ter perdido um de seus melhores feitiços!— MATEM ESSE DESGRAÇADO! AGORA, AGORA OU NÃO LHES DAREI MAIS ALMAS PENADAS PARA DEVORAR! — gritava, mais histérica que os próprios pesadelos.Lucrecia podia sentir... algo estava acontecendo, algo que escapava de seus planos.Ela liberou todos os espelhos, abrindo os portais por completo.De um momento para o outro, rajadas de poder mágico ondularam no ar.Ela firmou os pés no chão, os cabelos esvoaçando com a ventania mágica que sacudia o ambiente.Ergueu as mãos para proteger o rosto, semicerrando os olhos.Aquele poder sombrio, que ela havia acumulado com tanto sacrifício, estava sendo... sugado?Lucrecia deu um passo p