All Chapters of O Rei Lycan e sua Tentação Sombria: Chapter 591
- Chapter 600
847 chapters
107. ENFIA ESSA SUA AJUDA ONDE O SOL NÃO B**E
NYXAidan deu um passo pra trás na hora, como se estivesse horrorizado.As pupilas dele se estreitaram e a respiração saía em rajadas agitadas.Seu lobo Alfa, refletido na superfície, me olhava com uma mistura de raiva e outros sentimentos que eu não consegui decifrar.— Você não tá no seu território, feiticeirinha, esse é o meu mundo! — ele rosnou, mostrando os caninos, como se eu também não pudesse mostrar os meus.— Se eu não te mostrar o caminho de volta pra casa, você nunca vai encontrar sozinha!— Enfia teu caminho onde o sol não bate! — rosnei como uma loba, e aproveitei a expressão de choque dele.— Como é que você tem atributos de loba? Você não é uma bruxa?— Que parte de “sou uma Selenia” você não entendeu?! — eu queria me aproximar, agarrar o rosto dele com minhas garras e… e… sei lá… morder ele, talvez?— Por favor, vocês dois, se acalmem… — a voz fraca da Isabella cortou a tensão no ar.O rosto do Aidan voltou a mudar e aquela máscara de gelo, que não me deixava ver o ve
108. CONSPIRAÇÃO SECRETA
NARRADORA—O que aconteceu, Dalila? —um homem despertou ao lado dela, os cabelos platinados pelas cãs, os olhos azuis vibrantes.—Aron, ele já chegou —disse ela, olhando para os orbes preocupados do companheiro.— Alguém entrou em ressonância de almas mágicas com Theo. Aidan tem uma nova chance.Aron, o Druida dos Homens do Inverno, mostrou espanto na expressão.Aidan não era apenas o príncipe deste continente, era também seu sucessor.Na verdade, o aluno superou o mestre.Nem todos os Homens do Inverno conseguiam manifestar sua magia fora do corpo.Theo era único, e refletia a força interior de Aidan.—Preciso avisar à rainha —disse Dalila, levantando-se da cama para se arrumar.—Como soube disso? A Deusa te revelou em sonhos? —perguntou ele à companheira, a Sacerdotisa das Centúrias.O destino era mesmo curioso, e os dois anciões dos clãs haviam se tornado companheiros depois de séculos de disputas entre seus povos.—Não… quem me revelou foi… Isabella. Ela despertou, mas não quer qu
109. UMA APOSTA COM O ALFA
NYXCerto, hoje é o dia de sair e explorar esse mundo.Não vi mais o Aidan desde a discussão com a Isabella.Dá pra ver que, se dependesse dele, eu estaria trancada na masmorra do castelo… que tente, se for capaz.Olhei pra trás, pras janelas do quarto da feiticeira, mas ela estava protegida pela magia do Theo até a irmã curandeira chegar.Aquele lobinho também não apareceu mais pra me ver… talvez fosse melhor assim.—Só vão ser alguns dias —murmurei, dividida por dentro.Os passos firmes das minhas botinhas me levaram pelos jardins da frente até a trilha de pedra que descia pela montanha, além dos muros congelados.Ia em direção a uma matilha no noroeste. Isabella disse que alguém me encontraria lá e me guiaria até o pântano.Não sei com quem ela tanto se comunicava, e não queria espionar, principalmente depois de tudo que ela estava fazendo por mim.Segui o caminho que ela me indicou, planejando dar uma volta pelo continente dos homens bestas.Podia muito bem invocar meu poder e voa
110. EU SOU UMA SELÊNIA!
NYXAidan ficou em silêncio, me encarando como se quisesse me devorar, destruir, encurralar, virar do avesso... sei lá, não entendia esse homem nem metade de suas fases.—Muito bem, bruxinha —de repente aquela voz lobisomem sussurrou no meu ouvido quando o macho do inverno se inclinou pra falar.—Mas mesmo que chore, não vou ter pena de você. Tá na hora de aprender quem manda aqui.Teve até a cara de pau de me ameaçar.Bufei ao vê-lo se afastar, tirando a capa preta que usava, depois a camisa branca, indo em direção ao abrigo de umas árvores.—Sou uma Selenia, uma Selenia! —rosnei pra ele, embora estivesse começando a perceber que ele só me chamava de bruxa pra me provocar.Meus olhos se grudaram nas costas musculosas e nuas que mal consegui ver antes que ele sumisse atrás do tronco.“Concentra, Nyx.”Me dei uns tapinhas no rosto e respirei fundo, fechei os olhos e convoquei a transformação.Tinha um bom controle da minha forma mágica de loba.O vovô adorava nos levar pra correr sob a
111. NENHUM DE NÓS GANHOU
NYXAqueles olhos rubis estavam tão vermelhos que pareciam sangrar.O focinho dele estava um pouco contraído—parecia incomodado.A cabeça fofa virou em direção ao palácio, e eu entendi… aquele joguinho estranho tinha chegado ao fim.A brisa da manhã soprava pelos pelos brancos dele. Um lobo indomável… e ainda por cima, emparelhado.Por um segundo, eu tinha esquecido o mais importante de tudo… Isabella.“Bom, acho que ganhei. Te vejo em alguns dias,” falei pelo vínculo universal da raça dele.Ele voltou a me olhar, mas dessa vez fui eu quem não quis manter o olhar.Porque toda vez que eu chegava perto do Aidan, me sentia confusa, culpada… e gananciosa.Me virei e corri morro abaixo, minhas patas escuras pisando nos arbustos, espantando esquilos e outros bichinhos.Vlad não respondeu. Nem Aidan.Era o melhor pra todos, mas doía demais…Por que, de repente, parecia que havia um buraco enorme no meu peito?Tentei deixar isso pra trás, focar em buscar as pistas que eu precisava.Mas, do na
112. SONHOS PROIBIDOS
NYX“Me perdi... não é possível que fosse tão longe assim... A Isabella me deu mesmo as instruções certas?”Falava comigo mesma... tipo, no meio da floresta densa e, por mais que eu tivesse voado pra todo lado... nem um galinheiro encontrei, quanto menos um assentamento de lobisomens.— Uf, ainda não tô cem por cento — murmurei quando minhas botinhas tocaram a grama e massageei um pouco os músculos dos ombros e do pescoço.As asas desapareceram com um toque de magia.— Acho que vou descansar aqui — olhei ao redor; era um espaço pequeno, aberto entre árvores grossas.Expandi meus sentidos e não detectei nada perigoso por perto. O sol sumia no horizonte e a noite já quase caía sobre minha cabeça.“Ggrrr” de repente minha barriga roncou.— Se eu soubesse que ia passar o dia todo gastando energia, teria trazido algo pra comer.Entortei a boca, pensando se eu era ruim com direções ou se Isabella era péssima explicando caminho.Passei as últimas horas de luz procurando frutas comestíveis e
113. IMITANDO AIDAN
NYXMas ele não quis mais me beijar, só me empurrou com suavidade.Caí de novo na manta e meus tornozelos foram agarrados com dominação.Me vi numa posição vergonhosa, com as pernas abertas e dobradas.— Aidan, o que você vai fazer?... Espera —tentei me levantar, mas ele colocou uma mão sobre meu ventre, me impedindo de resistir.Se enfiou debaixo da minha saia e começou a subi-la, deixando minhas coxas à mostra, com a correia da adaga presa na perna direita.A língua dele acariciava minha pele trêmula, subindo até aquele lugar que latejava e se contraía desesperado por ser tocado.Vi os cabelos prateados mergulhados entre minhas pernas, e arrepios desceram pela minha espinha ao sentir ele cheirando minha intimidade bem fundo.— Mnnn... —empurrei os pés contra a manta quando aquela língua pervertida passou lambendo toda a minha rachadinha, encharcada de tesão.— Meu príncipe, aah…Seus dedos brutos puxaram a calcinha pro lado, expondo meu bocetinha molhada pro olhar selvagem dele—toda
114. A TRAIÇÃO DE THEO
AIDANO corpo dela tá tremendo. Ela não fecha as pernas, mas dá pra sentir a rigidez e resistência.Olho pra baixo.Nem cheguei a enfiar a cabeça do pau por completo, mas a expressão de incômodo dela me faz ter uma realização absurda.Ela é mesmo virgem… nunca se entregou pra outro macho, e nessa fantasia maluca, vai deixar que eu tire a virgindade dela.E meu coração começa a disparar enquanto a gente se encara.Algo dentro de mim ruge que ela é minha, feita só pro meu prazer.Que essa fêmea magnífica esteve esperando por mim.Não quero machucar o corpo dela, nem mesmo nessa ilusão…O Aidan dentro da minha mente também hesita, apesar do desejo insano de montá-la… ele não sabe como fazer amor com ela, e eu entendo cada vez menos essa loucura…Quero acordar e ao mesmo tempo não… tô no meu quarto ou na floresta?Me sinto ajoelhado entre as pernas dela.Maldição, não posso deixar assim.—Você pode… pode fazer isso, se for você… tudo bem… —ouço a voz suave dela e olho seu rosto.Mulher, n
115. DOIS CONTRA UM
AIDANPor mais que eu o chamasse na minha mente, implorando pra ele voltar, ele não obedeceu.Nossas diferenças estavam cada vez mais evidentes.Theo esteve comigo desde que nasci, diferente de Vlad, que me foi presenteado pela Deusa no meu aniversário de 18 anos.Era poderoso demais, com vontade própria, forjado da união do fogo Centuria com o gelo dos Homens do Inverno.Sempre seguiu minha vontade, aceitou e amou Isabella como sua, mesmo sem sermos almas mágicas gêmeas.Achei que isso nem existia… até estar diante daquela energia, mistura de escuridão e luz.Tão vibrante e linda… como ela.Como a mulher que me faz sentir vivo de novo e, ao mesmo tempo, o pior homem do mundo.Joguei com raiva os lençóis onde meu desejo tinha sido liberado, subi as calças com nojo.Nojo de mim mesmo, dos meus pensamentos, dos desejos que já não conseguia controlar…Caminhei descalço até a varanda, saindo na noite gelada, cravando as garras na pedra do parapeito, encarando a lua enorme acima da minha c
116. ESTÁ CHEGANDO A HORA DE ESCOLHER
AIDAN Cerrei os dentes, bloqueando a presença dele — e junto com ela, a maldita presença de Theo. Não sei quantas horas passei ali, quase nu sob a ventania… só pensando… Eu precisava sentir o calor dela de novo, lembrar do nosso vínculo, buscar aquele cheiro de amoras que seu corpo tinha… e que agora só exalava morte. Voltei pelos corredores como um fantasma, como tantas noites anteriores. Escondendo minha presença, parei diante da porta do quarto dela — o lugar onde ela mal deixava que eu entrasse. Desde que acordou, notei seu distanciamento, sua apatia… Isabella não me deixava tocá-la, sempre arrumava desculpas pra me evitar. Não queria fazer nada demais, eu sabia que ela estava fraca… só queria dormir ao lado dela, de mãos dadas, como um casal… como antes… —Mmmnn aayy… —me contraí ao ouvir gemidos baixos de dor. Estendi a mão até a maçaneta, mas congelei ao ouvir a conversa acontecendo dentro do quarto de Bella. —Maninha, você não pode continuar assim. Eu não aguen