All Chapters of O Rei Lycan e sua Tentação Sombria: Chapter 611
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127. ROUBANDO HORAS DA NOITE
AIDAN—Nyx… você não precisa… sshh… devagar, neném… —sussurrei entre os dentes com uma mistura de prazer doloroso quando aqueles caninos passaram pelo meu glande sensível.A língua macia dava lambidinhas na ponta enquanto aqueles lábios quentes se fechavam e começavam a sugar.“Ggrrr, não para ela… quero ver essa boquinha me mamando de joelhos…”Meu lobo Alfa estava de língua pra fora, exibindo todos os seus instintos através do meu corpo, se mostrando pra fêmea que tinha escolhido como nova companheira.—Olha pra mim enquanto me chupa —enrosquei os dedos no cabelo preto e sedoso dela, puxando com leveza pra que aqueles olhos lindos subissem até os meus.Caralh0, vê-la tão submissa, corada e com a boca ocupada com meu pau me fez arrepiar inteiro de prazer.Comecei a me mover dentro daquela boca úmida, marcando o ritmo, vendo meu membro entrar e sair todo babado.—Ssshhh… —lambi meus próprios caninos, ondulando os quadris, curvado, suando por cima dela, lutando pra não meter até o fund
128. BRINCANDO COM MINHA LOBA
AIDANO botão preto do seu focinho roçou a pele macia dela, sua bochecha… lambeu seus lábios com lentidão, desejando fazer o mesmo com cada centímetro daquele corpo.A aura selvagem saiu para envolvê-la, suas feromônias a chamavam, a reivindicavam… e só uma razão poderosa nos detinha, uma que ainda pesava em nossa consciência.Vlad aspirou profundamente no vão do seu pescoço, convidando-a a tocá-lo.Rosnou de prazer quando as mãozinhas se perderam em sua pelagem e ela o abraçou, grudando no seu corpo imenso.“Pequena, sei muito bem que você pode me ouvir”, falou em sua mente.Nyx estremeceu, rígida, escondida no meio dos pelos.“Nyx, meu vínculo com Isabella não existe mais. Sua alma me chama, gatinha… e eu também te desejo, tô morrendo de vontade de te marcar como minha… mas ela…”“Eu entendo.”Os braços dela apertaram Vlad com ainda mais força.“Eu também não quero que seja assim… desse jeito.”Vlad fechou os olhos, se esfregando com suavidade, inalando o cheiro do seu cabelo.Palav
129. NÓS TAMBÉM FICAMOS QUIETOS
NARRADORARaven deu um passo à frente, prestes a empurrar Lisa, mas um gemido doloroso vindo de dentro do quarto a fez parar.Seus olhos com reflexos avermelhados ficaram fixos na porta.Ela sabia que Aidan não estava lá. Só queria falar com Isabella… um último papo sincero entre as duas.Mesmo que todos apoiassem o novo amor de Aidan, também não eram uns canalhas sem coração.Raven queria explicar tudo para Bella, ouvir as palavras saindo de sua boca… mas parecia que a feiticeira estava pior do que imaginava.O ar cheirava a morte.— Pode ver que não estou mentindo, majestade. Minha irmã está com muita dor, ela… está lutando para sobreviver enquanto… — Lisa se calou no tempo certo.Apertou as mãos com a raiva fervendo por dentro.Enquanto a irmã agonizava, Aidan devia estar por aí, correndo atrás daquela forasteira.Ela tinha visto tudo na mente fragmentada de Isabella.Aquela mulher era a companheira de Theo, e Bella sabia disso muito bem.Chegou até a pensar em ajudá-los.— Me escu
130. O QUE É UMA SELÊNIA?
NARRADORA—O espírito de Isabella está se apagando, mas tenho certeza… eles vão tentar preencher uma casca vazia com a energia da fêmea do Aidan —Raven disse ela ao sair até os limites do Palácio de Inverno.—Mas Aron disse para Dalila que essa fêmea é muito poderosa, de uma raça diferente...—Mesmo que ela seja poderosa, se Edmund reunir vários dos seus feiticeiros, se armarem alguma armadilha, podem capturá-la.Neste universo, ninguém era invencível, e o próprio Aidan era a prova viva disso.Não havia tempo a perder, e dessa vez, Raven não deixaria tudo nas mãos do filho.Ela convocou sua magia Centuria, libertando o Alfa do seu Clã—um lobo gigantesco que saiu do seu corpo brilhando intensamente.Rugindo com chamas douradas e vermelhas, selvagem e feroz.Anastasia também evocou sua loba Beta.Subiram em seus lombos, cercadas por um fogo poderoso.— Olaf, me leve ao palácio, rápido! — ordenou Raven, apertando as pernas contra os flancos fortes do animal enquanto as patas enormes avan
131. ESTRANHOS DE OUTRO MUNDO
NARRADORA—Você já viu ou não uma Selenia? —perguntou Edmund, franzindo a testa.Os três estavam sentados ao redor da mesinha de centro, negociando.—Nunca vimos uma pessoalmente, mas sei muitas coisas sobre essa raça, só que… —Edgar, o vampiro de cabelos escuros, hesitou.—Mas o quê?!... Fala logo!—Sabemos das Selenias pelas palavras daquela mulher… —Marius, o vampiro loiro, murmurou entre os dentes.Parecia o chefe… ou pelo menos foi a impressão que Edmund teve.—Você está falando da vampira que traiu vocês? —o Rei Feiticeiro tentava ligar os pontos.A história daqueles dois era bem peculiar.Foram encontrados por um dos guerreiros dele, perto da floresta proibida atrás do palácio.Esfarrapados, feridos, morrendo.Edmund os manteve presos porque percebeu que eles não eram desse continente.Tinham atravessado um dos muitos portais ocultos nessas terras.Logo descobriu suas peculiaridades quando, num descuido, sugaram até a morte o sangue de um guarda da prisão.Ficou tão surpreso ao
132. LUTAR ATÉ A MORTE
NYX—O que você tem a ver com essa maldita coisa?! —ele se sentou de repente, me puxando para o colo.Seus dedos agarraram minhas bochechas, me examinando de perto.—Você é descendente daquela bruxa Drusilla?—O QUÊ?! —afastei sua mão bruscamente, tentando me levantar, mas ele me segurou firme.De qual Drusilla ele estava falando? Pela Deusa, a única Drusilla que conheço é da família De la Croix!—Conseguiram quebrar meu feitiço de gelo?! É por isso que seu poder evoluiu?… Continuaram roubando daquela maldita magia?! —ele começou a me acusar de tudo quanto era coisa que eu não entendia.De repente, fiquei furiosa. Pelo que ele dizia, parecia que eu tinha vindo ao reino dele com intenções escondidas.—E se eu te dissesse que tenho sim relação com Drusilla?! —me levantei de um pulo, o empurrando.Chamei a névoa para me vestir. Eu odiava me sentir tão vulnerável diante dele.Seus olhos azuis brilharam de onde estava sentado.Toda a sedução de antes desapareceu.—Me diga, príncipe, o que
133. UM PACTO COM MINHA FERA
NYXO grito da pequena Drakmor se perdeu na clareira, engolido pelos rugidos daquelas duas gigantes.Sua mãe caiu, derrubando algumas árvores, levantando uma nuvem de poeira e terra, tentando se livrar da atacante — outra fêmea feroz e sanguinária.Seus olhos vermelhos brilhavam cheios de ódio.— Não se mete! — ordenei à bebê sem pensar. Ela ficou choramingando, mas dentro da proteção da floresta.Me lancei na luta, temendo o pior. As presas iam direto para o pescoço da Drakmor caída no chão.De repente, seus olhos vermelhos me encararam à distância, cheios de desespero.— NÃO! — gritei, minha magia explodindo num chicote feroz, faiscando poder.Ele estalou no ar e se fechou ao redor do pescoço daquela besta. Mesmo assim, ela não parou o ataque para se defender.Achei que já era tarde demais, mas num segundo surgiu uma camada grossa de gelo ao redor do pescoço da minha Drakmor, e os dentes da outra cravaram naquela proteção congelada.Seu rugido de dor sacudiu os céus.Enfurecida, pux
134. INÍCIO DO CONFLITO
NYXAcontece que você podia se vincular a esses animais tão ferozes, mas ao mesmo tempo astutos, com uma sabedoria própria.— Você não precisa fazer isso por gratidão... — falei suspirando, mas ela continuava rosnando para Aidan.— Você entende mesmo o que ela diz?— Sim — ele respondeu com um sorriso de canto. — Porque eu fiz um pacto com o Alfa dela e posso ouvir tudo o que os Drakmor sob o domínio dele dizem.— Ooohh, impressionante, príncipe — zombei um pouco, tentando afastar as preocupações.— Isso é um presente, Nyx. Eles não fazem isso com qualquer um. É uma raça que rejeita estranhos... nunca vi outro vínculo assim. Só o meu e o do Ignacio.Ele disse isso com certa melancolia.Não comentei o fato de que, aparentemente, Isabella também não teve esse vínculo com a antiga companheira do Alfa.— Nem sou do seu continente, mas se você quer tanto... tudo bem, eu aceito — disse, acariciando o focinho dela.Eu não fazia ideia no que estava me metendo.Aidan desenhou um enorme círculo
135. MEU ÚLTIMO DESEJO
Algumas horas antes dos Drakmor se rebelarem na Matilha do Pântano.PALÁCIO DE INVERNO.ISABELLADesde que cheguei a este mundo, estou amaldiçoada.O poder que a Deusa me deu só trouxe dor e pesadelos.Quem, em sã consciência, desejaria ouvir os pensamentos mais sombrios e distorcidos das pessoas?Seus desejos egoístas, seus sentimentos perversos…Por que eu tenho que ser a única a ficar com essas memórias apodrecidas toda vez que os toco?Esse era o meu dom. Por isso passei a maior parte da minha vida fora de casa, com as mãos cobertas por luvas especiais, isolada e sozinha.Eu devia ter morrido há muito tempo, naquela caverna onde o Príncipe do Inverno me encontrou agonizando, prisioneira da maldade que absorvi durante anos.Aidan foi a gota de água no deserto da minha vida.Mas nem ele conseguiu preencher todos os meus abismos, assim como eu não consegui preencher toda a alma dele.É irônico que, sendo feiticeira, minha magia nunca vibrou com a dele… não do jeito de uma união perfe
136. TRUQUES E ENGANOS
NARRADORAAlgo maligno se movia na montanha dos Drakmor, contaminando suas mentes e obscurecendo seus sentidos.Principalmente o Alfa. Ferido na alma, incapaz de superar o assassinato de sua companheira... e agora, de seu filho.Ignacio vagava pela floresta, seus passos faziam a terra tremer sob seu corpo gigantesco, que se erguia acima de muitas árvores.Permaneceu em seu território durante todos esses anos, mas desde que a baniu e a viu partir, o vínculo entre eles o empurrava cada vez mais para longe de seus domínios.Sua segunda fêmea destinada havia surgido em sua vida.Soube que ela fugiu para o continente dos lobisomens, e lá estava ele, vigiando a entrada da caverna que conectava os reinos.Indeciso se deveria ou não ir atrás dela.No fundo, não acreditava que ela tivesse matado seu filho... Ignacio já não tinha certeza de nada.E quando as pupilas vermelhas focaram na figura que apareceu na clareira diante da caverna, sua mente se perdeu de vez na armadilha do feitiço.Uma en