All Chapters of Vendida ao Sheik: Chapter 241
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Capítulo 104
Khandra Fiquei olhando para Zayd e depois para a médica, que se aproximou com alguns exames na mão. O olhar dela sobre mim era frio, profissional, quase julgador, como se eu fosse uma estranha ali. Meu coração começou a bater descompassado. Como assim o Omar não é filho dele? Aquilo não fazia sentido. Khandra: Zayd, isso não pode ser sério. Isso não é brincadeira. Zayd: Eu não estou brincando, caralho! — a voz dele saiu alterada, carregada de ódio. — Quem é o pai desse menino? Fala pra mim agora! Eu passei anos cuidando dele como se fosse meu filho! Você tem noção do quanto eu fiquei feliz quando você disse que estava grávida? Ele respirava pesado. Zayd: Mas pelo visto você não passava de uma golpista. Uma mulher que chegou já grávida, inventou uma história bonita pra me prender e eu caí como um idiota porque estava apaixonado. Se esse menino não tivesse se machucado, eu nunca ia descobrir. Nunca. Porque ele é a sua cara. Senti minhas pernas fraquejarem. Khandra: Isso é
Capítulo 106
AdirZayd e Pashir estavam visivelmente irritados. Como se a situação já não fosse pesada o suficiente, ainda se juntaram a Sahir, que estava tão fora de si quanto eles. Sinceramente, eu não gostaria de estar na pele do homem que fez aquilo com Khandra. Esse sujeito já estava condenado. Se dependesse de nós, ele não apenas pagaria com a vida, como teria o sangue drenado sem nem o direito de encará-la novamente.Seguimos até um dos complexos residenciais sob meu controle, em uma área mais afastada de Dubai. Perguntei aos homens da segurança onde Noor morava. Eles nos conduziram até uma casa discreta, bem protegida. Zayd bateu à porta com impaciência. Quando ela abriu, levou um susto ao nos ver ali, todos juntos.Noor:Zayd… quanto tempo. Desde que você se casou com a Khandra, a gente quase não se viu mais. Nunca mais nos encontramos nos eventos.Zayd:Não vai convidar a gente para entrar? Precisamos conversar sobre algo muito sério.Noor:Claro, entrem. Desculpem a bagunça. Tenho um be
Capítulo 107
Zayd Eu já estava extremamente nervoso e, quando nós saímos da área Pashir, eu fiquei mais nervoso ainda. Quando chegamos ao endereço da Selma, eu bati na porta, impaciente. Eu sei que ela tem marido e filhos, mas é um assunto urgente e eu não posso deixar para resolver em outro momento, até porque a notícia pode chegar no desgraçado que fez isso com a Khandra e ele pode acabar fugindo. Eu não vou tolerar que ele tenha o prazer de fugir das minhas mãos. Ele é um homem morto, independente de quem ele seja; a vida dele acaba hoje. Ela abriu a porta e, quando me viu, arregalou os olhos como se estivesse assustada. Eu falei que precisava conversar com ela por um minuto e ela disse que não podia agora, mas eu mostrei a arma para ela e falei que não estava disposto a esperar. Então, ela respirou fundo e me deixou entrar. Selma: Podem entrar, mas eu preciso que vocês sejam rápidos. Só estamos eu e o meu marido em casa; as crianças ainda estão na escola, mas daqui a pouco elas vão che
Capítulo 108
Zayd Fiquei do lado de fora por mais tempo do que pretendia. O corredor parecia estreito demais para a confusão que se formava dentro da minha cabeça. Cada passo que eu dava em círculos era uma tentativa frustrada de organizar pensamentos que se atropelavam. A raiva estava ali, viva, pulsando, misturada a uma culpa pesada, antiga, difícil de engolir. Minha primeira reação era simples e brutal: encontrar aquele homem e acabar com ele. Sem palavras. Sem explicações. Sem retorno. Mas eu sabia que não podia agir assim. Não ainda. Antes de qualquer coisa, havia Khandra. Nada do que fosse feito a partir daquele momento poderia ignorar o que ela sentia, o que ela havia vivido — mesmo sem memória. Revelar aquela verdade da forma errada poderia destruí-la de vez. E eu não permitiria isso. Não depois de tudo. Pashir se aproximou, os passos firmes, o olhar carregado de tensão. Ele também estava fora de controle, à maneira dele. — Estamos perdendo tempo — disse, sem rodeios. — Cada minuto
Capítulo 109
ZaydEntrei no carro ao lado de Adir, sentindo minha mente mergulhar em um estado frio e calculista. Seguimos até o novo endereço da família de Khandra. Ao chegarmos, observei o local com atenção e, por um instante, senti alívio: não era um condomínio fechado. Uma invasão ali seria muito mais complexa.Tratava-se de uma casa voltada diretamente para a rua, protegida por duas câmeras de segurança visíveis e uma cerca elétrica. Permaneci em silêncio, analisando cada detalhe. Adir percebeu minha expressão e me observou com cautela.Adir:— Você está bem?Zayd:— Não. Só estarei quando esse homem deixar de existir.Adir:— Isso não deve demorar. Não podemos nos aproximar muito por causa das câmeras, mas podemos esperar até que ele saia.Neguei lentamente.Zayd:— Há outra opção. Podemos inutilizar as câmeras externas. Se conseguirmos isso, entraremos na casa.— Eu quero entrar — completei, com frieza. — E não pretendo sair de lá apenas com ele.Adir:— Do que exatamente você está falando?
Capítulo 110
ZaydObservei a enfermeira retirando as bolsas de sangue dele. Ela parou na terceira, dizendo que ele já estava passando mal. Sorri de canto, segurei-o pela camisa e comecei a arrastá-lo para fora. As pessoas no hospital olhavam assustadas, mas tudo o que eu queria era caminhar ao lado de um amigo. Estava tratando-o muito bem; acredito que minha recepção foi até calorosa demais. Quando cheguei onde estavam Pashir e Adir, declarei:Zayd: Estou ansioso para conhecer a sala de punições da Rocinha. Será que podemos ir até lá? Porque acredito que nosso amigo conseguiu sobreviver mesmo com menos três bolsas de sangue no corpo, então isso significa que ele merece um castigo daqueles que deixam saudades até no inferno.Pashir sorriu de maneira discreta e respondeu:Pashir: Vamos.Colocamos o homem no carro e seguimos direto para a sala de punição. Assim que chegamos, não houve sequer tempo para amarrá-lo; Pashir o lançou ao chão e começou a espancá-lo, de forma tão brutal que o homem desmaiou
Capítulo 111
AmirObservei toda a situação ao meu redor e me peguei refletindo sobre como a vida das pessoas pode ser imprevisível e intensa. Sei que fui eu quem entrou nesse universo e acabei trazendo a Nayla também, mas, mesmo assim, acredito que somos os mais sensatos diante de tudo o que está acontecendo. Fico tentando entender quem é filho de quem, e quando um homem toma a mulher de outro, tudo se transforma em caos. A Rafaela engravidou do pai do filho de outra mulher, e tudo parece cada vez mais fora de controle. Minha mente permanece inquieta, sem saber ao certo como agir. Depois de muito pensar, decidi procurar Bruna. Sou jovem, tenho consciência dos meus erros, mas não consegui tirá-la do pensamento. Também pensei nas palavras de minha irmã; ela está certa. Se não estiver pronto para assumir essa responsabilidade, não devo me aproximar da Bruna, principalmente agora que ela espera um filho de outro homem, e nada mudará esse fato. Respirei fundo; ela surgiu à porta usando uma camisa mascu
Capítulo 112
NaylaA mãe da Rafaela veio até mim para dizer que a filha havia saído de casa e que agora estava morando com Zayd. Eu sei que deveria tê-la consolado, que talvez esperassem de mim palavras suaves ou algum tipo de conforto, mas tudo o que consegui dizer foi que, às vezes, deixar uma pessoa enfrentar as consequências das próprias escolhas é a melhor lição que se pode dar a um filho. Permitir que ela aprenda sozinha. Sei que Rafaela já sofreu, engravidou, mas ainda está dominada pelo sentimento que sente. Enquanto essa paixão não desaparecer, não adianta tentar prendê-la em casa; ela sempre encontrará uma forma de fugir para ficar ao lado dele. Então, que viva essa realidade. Que more com ele, que experimente a vida que Khandra viveu ou que veja se ele realmente será capaz de mudar e fazê-la feliz. Porque palavras não adiantam. Nem as minhas, nem as da mãe dela, nem mesmo as palavras de Deus. Quando alguém está apaixonado, perde a lucidez. A cegueira vem acompanhada da surdez. A pessoa
Capítulo 113
YasmimPermaneci em silêncio depois do que aconteceu com Jade, mas isso não significa que eu tenha desistido do homem que considero meu. Soube que haverá um baile neste fim de semana e, como já comecei a me preparar, conversei com as meninas e deixei claro que precisamos encontrar uma maneira de nos livrar daquela mulher sem vergonha chamada Nayla. A situação está complicada, porque parece que ela lançou algum tipo de encantamento sobre Adir. Ele não se afasta mais dela e não procurou mais ninguém. Confesso que estou surpresa com o nível de fidelidade que ele passou a demonstrar.Passei na loja onde Leila trabalha para comprar algumas roupas e, principalmente, para conversar com ela. É verdade que estou saindo com outros homens, mas nenhum deles oferece o mesmo nível de conforto e segurança que Adir. Meu dinheiro está acabando e já não suporto mais essa situação. Essa Nayla precisa sair do caminho de uma vez por todas.Leila: Está procurando algo específico?Yasmim: Quero um conjunto
Capítulo 113
NaylaAdir nem se despediu. Saiu como se nada tivesse acontecido e me deixou dormindo. Nenhum gesto de carinho pela manhã, nenhuma palavra, nem mesmo trouxe pão. Situações absurdas parecem me perseguir. O silêncio dessa casa está me deixando inquieta. Eu já sabia que Amir não havia dormido em casa, mas, sinceramente, isso já não me preocupa como antes. Só torço para ninguém aparecer aqui dizendo que alguém foi baleado, porque não quero acabar dentro de uma ambulância. Todos sabem que meu coração não aguenta sustos.Tomei um banho rápido, vesti uma roupa leve e saí para ir à padaria, já que naquela manhã não fui agraciada com café pelo querido Adir. Se ninguém faz por mim, eu faço. Ao chegar à padaria, dei de cara com Leila. Não gosto dela. Não sei explicar, simplesmente não gosto. Além disso, naquele baile ela me expôs de propósito, e eu não esqueço esse tipo de coisa. Sou rancorosa, reconheço. Mas respirei fundo. Pensei comigo mesma que não era hora para pensamentos negativos. Decidi