All Chapters of Vendida ao Sheik: Chapter 281
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Capítulo 145
AdirFiz exatamente o que Pashir orientou. Zayd permaneceu escondido no banheiro. Eu me sentei no sofá, encostei a cabeça no encosto e fechei os olhos, fingindo estar inconsciente. Ouvi a porta ser aberta, passos cautelosos, mas não reagi.De repente, senti alguém puxando minha camisa. Foi nesse instante que abri os olhos.Era uma mulher que eu tinha visto no baile. Nunca a tinha encontrado antes. Reagi por instinto, empurrando-a com força contra o chão. Jairo me olhou com os olhos arregalados.Adir: — Posso saber o que está acontecendo aqui?No mesmo instante, Zayd saiu do banheiro apontando a arma para os dois. A mulher me encarou, completamente assustada.Nadia: — Eu não tenho nada a ver com isso. Fui contratada para acompanhar o dono do evento. Não sei de mais nada. Por favor, abaixem as armas.Adir: — Contratada por quem? — perguntei, com a voz fria. — Quem te colocou aqui?Ela hesitou, gaguejou. Antes que terminasse a frase, dei um tapa forte no rosto dela, jogando-a novamente n
Capítulo 146
LeilaEu nunca fui ingênua como as outras mulheres ao meu redor.Nunca acreditei em plano perfeito, muito menos em gente que promete poder absoluto como se isso não tivesse preço. Aqui em Dubai, tudo tem um custo — e geralmente ele é pago com sangue, silêncio ou exílio.Desde o início, eu sabia que aquilo podia dar errado.Quando vi Nadia atravessando o salão atrás de Adir, com aquele vestido caro demais para alguém que dizia ser só uma convidada, alguma coisa se quebrou dentro de mim. Não foi surpresa. Foi confirmação. O tipo de sensação que chega quando a mente finalmente aceita aquilo que o coração já sabia.O evento estava cheio.Sheiks, empresários, mulheres cobertas de joias, homens com olhares frios e calculistas. Um baile da alta sociedade, patrocinado por famílias influentes, onde ninguém entra sem convite — e onde ninguém sai ileso quando algo dá errado.Eu estava ali por status, não por ingenuidade.Enquanto Rafaela e Nayla ainda tentavam manter a aparência de normalidade,
Capítulo 147
AdirOrdenei que meus homens capturassem as duas mulheres durante o evento daquela noite. A instrução foi direta, objetiva. Nenhuma margem para erro. Ainda assim, apenas Laila foi trazida até mim. Quando questionei sobre Leila, informaram que ela havia deixado Dubai horas antes. Foi procurada nas ruas próximas, na residência da mãe, nos lugares que frequentava, mas não estava mais na cidade.Respirei fundo, contendo a irritação. Leila não fugiu por acaso. Ela percebeu que algo daria errado e decidiu desaparecer, abandonando Laila. Se ambas tivessem saído juntas, sozinhas, sem a proteção de um homem, certamente chamariam atenção. Leila sabia disso. Preferiu salvar a própria pele.Laila foi colocada de joelhos à minha frente. As mãos presas atrás do corpo, o rosto marcado pelo medo.Adir:— Você não deveria ter cruzado o meu caminho, Laila. Eu a avisei para permanecer distante, seguir sua vida com discrição. Mas você conspirou contra mim. Contra mim e contra o meu nome. Junto com aquele
capítulo 148
KhandraEu estava inquieta naquela noite.O pequeno Omar já havia tomado o remédio, dormia profundamente sob os cuidados da babá, e pela primeira vez em dias eu consegui sair sozinha. O hospital tinha me drenado por completo — corpo, mente e alma. Ainda assim, senti que precisava estar presente no evento daquela noite.O baile da alta sociedade de Dubai não era apenas uma celebração. Era um encontro de famílias influentes, alianças silenciosas e aparências impecáveis.Demorei para me arrumar. Hidratei o cabelo com calma, tomei um banho longo, como se a água pudesse lavar o cansaço acumulado. Escolhi um vestido preto, justo, elegante, sem exageros. Algo que mostrasse quem eu era agora: uma mulher que sobreviveu, mas não perdeu a dignidade.Fui deixada na área externa do evento. A segurança estava reforçada, e o acesso era restrito. Caminhei sozinha pelos corredores iluminados, observando a cidade ao longe. Às vezes, a lembrança da vida que deixei para trás ainda me visitava. Mas eu sab
Capítulo 149
PashirNós já estávamos atravessando o salão principal do evento quando o assistente de Adir se aproximou com urgência. O baile seguia impecável — música elegante, convidados influentes, taças de cristal circulando — mas algo claramente havia saído do controle.— Senhor, houve um desentendimento — disse ele em tom baixo. — Envolve Khandra e Maisha.Por alguns segundos, eu não compreendi.Khandra estava tranquila quando conversamos mais cedo. Serena. Segura. Eu sequer sabia que ela viria ao evento naquela noite. Quanto a Maisha… eu já imaginava que aquele encontro não terminaria bem, mas não daquela forma.Caminhei rápido na direção indicada. Quando cheguei, a segurança já havia separado as duas. Khandra ainda respirava com dificuldade, o olhar firme, a postura intacta. Maisha, por outro lado, chorava alto, chamando atenção ao redor.Pedi que todos se afastassem.Adir observava à distância, sério, atento. Ele não interferiu. Sabia que aquilo era meu assunto.Olhei para Khandra. O segur
Capítulo 150
KhandraAssim que entramos na casa, Pashir fechou a porta atrás de nós com um movimento firme, como se quisesse isolar o mundo inteiro do lado de fora. Eu ainda carregava o peso dos dias no hospital com Omar, o cansaço físico, a tensão emocional… mas bastou ele me olhar daquele jeito para tudo isso se misturar com desejo.Ele me puxou pela cintura e me jogou no sofá sem delicadeza alguma. Não foi violência — foi fome. Fome acumulada de dias em que o corpo precisou esperar enquanto a vida exigia força.Eu ri, provocando.Ele se abaixou, rasgou minha lingerie sem cerimônia, levou o tecido até o rosto, respirou fundo e guardou no bolso, como se fosse um troféu. Aquilo fez meu corpo reagir na hora.Pashir tirou a camisa devagar, sem pressa, consciente do efeito que causava. O corpo dele era forte, marcado por disciplina e poder. Ele se ajoelhou entre minhas pernas e me tocou como quem já conhecia cada reação minha.Quando a boca dele me alcançou, eu perdi o controle.— Não para… — minha v
Capítulo 151
MaishaCheguei em casa em Dubai e, para minha surpresa, Pashir não veio atrás de mim. Não acredito que ele ficou do lado daquela desgraçada, mesmo depois de Khandra avançar em mim, a mãe do filho dele. Porque essa versão eu vou manter até o fim. Se ele quiser ter um filho, ele vai ter que ficar do meu lado — querendo ou não. As meninas tinham razão: ela vai acabar tentando tirar essa criança de mim, e eu não vou deixar.Entrei em casa já fingindo que estava passando muito mal. Meus pais ficaram assustados e minha mãe logo disse que eu precisava ir ao hospital. Foi aí que precisei contar para ela que estou grávida. Ela arregalou os olhos e disse que eu podia estar perdendo o bebê. Saímos rápido e fomos para uma clínica particular, cheia de mármores, enfermeiras discretas e silêncio. Comecei a inventar vários sintomas que tinha visto na internet, só para garantir que me internassem.Quando cheguei ao hospital, já fui falando meus sintomas para a médica — ela me examinou, fez alguns test
Capítulo 152
KhandraDepois do banho, desci as escadas com o coração pesado. Meu corpo ainda estava quente, mas a minha mente já tinha voltado para o caos que aquela noite tinha se tornado. Pashir me esperava perto da porta, apoiado na parede, mexendo no telefone. Quando me viu, guardou o aparelho sem dizer uma palavra.Entramos no carro em silêncio.Nenhum de nós dois falou nada durante o trajeto. Eu observava as luzes de Dubai passando pela janela, tentando organizar os pensamentos. Não era ciúme. Não era medo de perder Pashir. Era algo mais profundo: a sensação de que Maisha estava disposta a tudo para me colocar como vilã dessa história.Seguimos direto para o hospital particular onde ela estava em observação. Um lugar luxuoso, silencioso, com cheiro forte de limpeza e corredores amplos, frequentado por famílias importantes. Assim que entramos, Pashir foi até a recepção e pediu informações. Antes de ir ao quarto, fez questão de falar com a médica responsável.Eu fiquei alguns passos atrás, obs
Capítulo 153
PashirEu não imaginava que a mãe da Maisha fosse daquele jeito.Na verdade, eu nunca tinha parado para pensar na família dela. Sempre vi Maisha como alguém independente, forte, que resolvia tudo sozinha. Mas bastaram poucos minutos naquela conversa para eu entender que aquela mulher não era fraca, nem ingênua — e muito menos alguém que aceitaria decisões tomadas por cima dela.Quando Maria disse que precisaríamos conversar antes de qualquer coisa, confesso que pensei em ir embora. Não por medo, mas porque eu já sentia que aquela conversa não seria simples. E quando ela respondeu à Khandra com firmeza, sem elevar a voz, apenas impondo respeito, eu tive certeza de que não estava lidando com uma mulher qualquer.Sentamos em uma área mais reservada. O ambiente era silencioso, mas a tensão era pesada.— Pashir, começou Maria, olhando diretamente para mim.— Eu vou ser direta, porque não gosto de rodeios.Mantive a postura, atento.— Não sei como você pretende conviver com a minha filha du
Capítulo 154
Khandra Pashir entrou no quarto para conversar com Maisha, e eu permaneci do lado de fora, sentada em uma das cadeiras do corredor, ao lado de Maria. O hospital estava silencioso àquela hora da noite, iluminado por luzes frias que tornavam tudo ainda mais tenso. O cheiro de antisséptico misturava-se ao peso daquela situação que parecia não ter fim. Ela me observava com atenção, como se estivesse me estudando. Eu também não desviava o olhar. Não gostei nem um pouco da forma como havia falado comigo mais cedo — firme demais, direta demais, como se tivesse autoridade sobre mim, sobre o meu casamento, sobre a minha vida. A verdade era simples: eu não confiava nela. E muito menos na filha dela. Para mim, tudo aquilo tinha cheiro de armadilha. Um discurso bem construído, palavras bonitas, postura de mãe protetora… mas, quando se olhava com mais atenção, o objetivo parecia claro: afastar Pashir de mim e empurrá-lo para uma família que nunca foi a dele. Respirei fundo antes de falar. N