All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 241
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Capítulo 241
Meus pés me levaram instintivamente para longe do terraço, longe dos olhares constrangidos e do silêncio mortal que havia se seguido ao comentário venenoso de Alessandra. Encontrei uma escada lateral nos fundos da mansão que levava ao jardim, um cantinho discreto longe do barulho e das pessoas. Me sentei no degrau de mármore frio, sentindo como a pedra gelada contrastava com o calor da humilhação que ainda queimava meu rosto.As lágrimas ameaçaram vir, mas as segurei com força. Não ia dar a Alessandra Respirei fundo, tentando controlar os tremores nas mãos e o aperto no peito que vinha com a mistura de vergonha e raiva.— Anne!A voz familiar de Zoey ecoou, carregando preocupação e determinação. Ouvi seus saltos clicando no piso de mármore enquanto ela me procurava.— Anne, onde você está?— Aqui — respondi, minha voz saindo mais fraca que pretendia.Poucos segundos depois, ela apareceu na minha frente, o vestido esvoaçando enquanto caminhava na minha direção com cuidado. Havia algo n
Capítulo 242
~ Nathaniel ~O clima no terraço permanecia carregado mesmo depois de Anne e Zoey terem desaparecido. Um silêncio constrangedor havia se instalado entre nós, quebrado apenas pelo som distante da música que vinha do salão principal. Alessandra estava ali parada com aquele sorriso satisfeito nos lábios, como se tivesse acabado de ganhar uma batalha importante. Era evidente que ela achava ter conseguido "me colocar no meu lugar" com aquele comentário venenoso.Bianca e Matheus trocavam olhares desconfortáveis, claramente sem saber como reagir à situação. Henri parecia genuinamente confuso, tentando processar as implicações do que havia acabado de ouvir sem entender completamente o contexto por trás das palavras de Alessandra.Foi quando Christian deu um passo na minha direção. Sua expressão era neutra, mas eu conhecia aquele olhar. Era o olhar de CEO, de líder, de alguém que precisava tomar uma decisão importante.— Nate — disse em tom controlado, mas firme —, uma palavra.Não era um ped
Capítulo 243
Zoey e eu voltamos para a festa com passos determinados, nossos braços entrelaçados num gesto de solidariedade mútua que me dava força a cada passo.— Você está bem mesmo? — Zoey sussurrou, seus dedos apertando ligeiramente meu braço numa demonstração silenciosa de apoio.— Estou — respondi, sorrindo.Foi quando Henri apareceu, emergindo de um pequeno grupo próximo à escadaria principal e caminhando na nossa direção com aquela sua elegância natural. Sua expressão estava levemente preocupada, como se tivesse ficado genuinamente inquieto com o que havia presenciado no terraço. Havia algo em seu rosto que transmitia cuidado real, não apenas curiosidade social.— Annelise — disse quando se aproximou, sua voz mantendo aquele tom educado e respeitoso que eu já havia aprendido a esperar dele. — Posso falar com você em particular por um momento?Zoey imediatamente captou a deixa.— Vou procurar Christian — disse, apertando meu braço numa demonstração silenciosa de apoio. — Nos vemos daqui a p
Capítulo 244
Cada passo em direção à porta de vidro que levava aos jardins laterais aumentava a sensação de que algo importante estava prestes a acontecer. Meu coração batia num ritmo acelerado, bombeando adrenalina pelas minhas veias numa mistura eletrizante de nervosismo e determinação.Quando me aproximei da porta ornamentada, senti o ar mais fresco vindo de fora, uma brisa suave que contrastava com a atmosfera aquecida do salão. Estendi a mão em direção à maçaneta dourada, respirando fundo para me preparar para o que quer que me esperasse do outro lado.— Olha só...A voz cortante de Alessandra surgiu atrás de mim como uma lâmina, interrompendo bruscamente meu movimento. Cada palavra carregava aquele tom venenoso que eu já havia aprendido a reconhecer.— Pronta para desfilar por aí como se nada tivesse acontecido lá fora? Corajosa, eu admito. Mas eu me pergunto... até onde vai essa coragem quando a Bellucci inteira começar a falar de você?Me virei devagar, encontrando Alessandra parada a pouc
Capítulo 245
A festa continuou após o discurso de Christian e dos COOs internacionais, mas com uma energia ligeiramente diferente. As luzes voltaram à intensidade normal, as conversas retomaram seu tom mais descontraído, e o som das taças de champagne voltou a dominar o ambiente.Tentei, em vários momentos durante a noite, encontrar uma brecha para falar com Nate. Mas era como se o universo tivesse conspirado contra qualquer possibilidade de conversa particular entre nós.Sempre que eu achava que havia uma oportunidade, algo acontecia. Na primeira tentativa, quando vi Nate se afastando de um grupo próximo ao bar, um investidor alemão importante se aproximou dele com outros executivos a reboque, iniciando uma conversa aparentemente séria. Fiquei ali parada, segurando minha taça de vinho, observando Nate assumir aquela postura profissional que eu conhecia tão bem.Na segunda vez, quando finalmente consegui vê-lo sozinho próximo à varanda principal, Zoey apareceu do nada me puxando pelo braço.— Anne
Capítulo 246
O sábado chegou como um alívio bem-vindo depois da intensidade emocional da festa. Acordei ainda com um leve vestígio de ressaca, mas determinada a aproveitar os últimos dias com Zoey e Christian antes deles retornarem ao Brasil. Era estranho pensar que logo estariam do outro lado do oceano novamente, reduzidos a chamadas de vídeo e mensagens de WhatsApp.Matheus apareceu no meu apartamento por volta das dez da manhã, carregando cafés e croissants de uma padaria francesa próxima.— Programa família Aguilar — anunciou quando abri a porta. — Zoey já confirmou: hoje somos turistas na sua cidade.Passamos o dia inteiro percorrendo alguns pontos icônicos de Londres que, ironicamente, eu nunca havia visitado adequadamente desde que me mudei para cá. Começamos por Regent's Park e Zoey tirou dezenas de fotos de Matteo no carrinho, rindo a cada expressão engraçada que ele fazia para a câmera.— Ele é uma versão miniatura do papai — comentei, observando como Matteo franzia a testa da mesma form
Capítulo 247
~Nathaniel~Encarei a tela do celular pela décima vez nos últimos cinco minutos, relendo a mensagem de Anne. A luz suave do domingo de manhã entrava pela janela do meu apartamento, mas eu mal conseguia focar em qualquer coisa além das palavras que piscavam na tela.Eu havia reinstalado o aplicativo depois de ouvir acidentalmente Anne confessando para Zoey que havia voltado a usar o app para falar comigo. Ou... o outro eu. A conversa havia acontecido no canto do apartamento, mas eu estava próximo o suficiente para captar algumas palavras-chave. Quando percebi que ela havia reinstalado o aplicativo especificamente para me encontrar, não resisti - baixei novamente e encontrei a mensagem esperando.Anne: "Provavelmente alguém que me desafia. Ou talvez eu só goste de complicar minha própria vida, porque é isso que você faz. Você aparece e minha mente vira um caos completo, e eu não sei por quê. Por alguns minutos, até consigo esquecer dele... e isso deveria ser bom, mas também me assusta.
Capítulo 248
Estava concentrada em um relatório sobre as métricas de vendas do terceiro trimestre quando senti algo macio sendo colocado na minha cabeça. Olhei para cima e vi Bianca parada ao lado da minha mesa, com um sorriso travesso no rosto e as mãos nos quadris, claramente orgulhosa da sua travessura.— Bianca, o que...? — comecei, levando a mão à cabeça e sentindo um tecido felpudo.— Gorro de Natal — ela anunciou com toda a pompa, como se estivesse apresentando uma obra de arte. — Ficou perfeito em você.Não consegui evitar rir da expressão satisfeita dela. Tirei o gorro e o examinei - era daqueles tradicionais, vermelho com pompom branco na ponta, provavelmente comprado em alguma loja de departamentos aqui perto.— Não está um pouco cedo para isso? — perguntei, ainda rindo. — Estamos apenas em novembro.— Anne, olha só lá fora! — disse com aquela animação contagiante que era marca registrada dela. — Londres inteira já está no clima natalino. Tem árvores iluminadas em cada esquina, as lojas
Capítulo 249
A sala de Nate estava silenciosa exceto pelo som suave das teclas do computador e o barulho distante do movimento no escritório. Estávamos trabalhando há quase duas horas revisando um projeto crucial para uma reunião com investidores na próxima semana, e a concentração necessária deveria ter tornado tudo profissional e objetivo.Deveria.Mas havia uma tensão no ar que nenhum de nós estava comentando. Era como se a festa da Bellucci houvesse criado uma corrente elétrica invisível entre nós, algo que tornava cada olhar acidental, cada momento em que nossas mãos quase se tocavam ao manusear os documentos, carregado de significado.As paredes de vidro da sala não ajudavam em nada. Podia ver funcionários passando pelo corredor, alguns lançando olhares discretos na nossa direção, como se estivessem tentando adivinhar o que acontecia aqui dentro. Desde a festa, sentia como se todo o escritório tivesse voltado a me observar com aquela curiosidade mal disfarçada, como se eu fosse um animal em
Capítulo 250
Cheguei ao escritório às sete e meia da manhã, bem mais cedo do que o habitual. Não que eu tivesse dormido muito para justificar acordar tão cedo - passei a noite inteira virando na cama, repassando cada palavra da conversa com Nate na sala dele."Eu vou continuar esperando."A frase ecoava na minha cabeça como um mantra persistente. Esperando o quê, exatamente? Pela conversa que não tivemos no jardim? Por uma decisão minha? Por um momento de coragem que eu claramente não possuía?Sentei-me na minha mesa e liguei o computador, tentando me concentrar no relatório que precisava finalizar até o meio-dia. Mas cada movimento no corredor me fazia levantar o olhar involuntariamente, procurando por uma silhueta familiar, por cabelos castanho-escuros, por aqueles olhos verdes que pareciam ver através de mim.Era patético.Quando finalmente o vi passando em direção ao elevador, carregando uma pasta e falando ao telefone, meu estômago deu uma volta completa. Ele não olhou na minha direção - esta