All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 301
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Capítulo 301
A primeira coisa que registrei ao voltar à consciência foi a textura familiar dos lençóis de algodão egípcio de Nate contra minha pele. Meus olhos se abriram lentamente, ajustando-se à luz suave que filtrava através das cortinas parcialmente fechadas do quarto. Por um momento de confusão, pensei que tudo havia sido um pesadelo terrível - a descoberta sobre Wanderer, o choque devastador, a sensação de que o mundo havia desabado ao meu redor.Mas então a realidade voltou como uma onda gelada, trazendo consigo toda a dor e a sensação de traição que havia me derrubado.Tentei me sentar na cama, mas uma tontura leve me fez hesitar. Foi quando percebi que não estava sozinha no quarto. Uma mulher de meia-idade, vestindo um uniforme médico discreto, estava sentada numa poltrona próxima à cama, observando-me com atenção profissional e gentil.— Como se sente? — perguntou com sotaque inglês refinado, se levantando e se aproximando da cama. — Sou a enfermeira Patricia. O Sr. Carter me chamou qua
Capítulo 302
Meu apartamento nunca havia parecido tão pequeno e silencioso quanto quando entrei pela porta. Joguei as chaves sobre o balcão da cozinha com mais força do que necessário, o barulho metálico ecoando pelo espaço vazio de uma forma que parecia amplificar minha solidão. A viagem de Uber de volta para casa havia sido torturante - cada semáforo, cada curva me dava mais tempo para pensar, para reviver a descoberta.Caminhei até a janela da sala, observando Londres se estender diante de mim. As luzes da cidade piscavam como sempre, indiferentes ao caos emocional que estava vivendo. Pessoas seguiam suas vidas normalmente enquanto a minha havia sido virada do avesso em questão de minutos.Precisava falar com alguém. Mas conhecia Zoey bem o suficiente para saber que se ligasse para ela naquele estado, era bem capaz da minha irmã pegar o primeiro voo cruzando o oceano para vir conferir pessoalmente como eu estava. Por outro lado, a outra pessoa para quem eu podia ligar, eu não teria uma conversa
Capítulo 303
Os dias seguintes se arrastaram como uma névoa cinzenta e monótona. Meu apartamento havia se tornado simultaneamente meu refúgio e minha prisão, um espaço onde podia processar meus sentimentos confusos sem ter que fingir que estava bem para o mundo exterior.Nate mandava mensagens regularmente. Não eram mensagens desesperadas ou sufocantes - ele havia encontrado um equilíbrio delicado entre se fazer presente e me dar o espaço que eu claramente precisava. Às vezes eram apenas "Bom dia", outras vezes perguntava como eu estava, ocasionalmente compartilhava algo pequeno sobre seu dia. Nunca pressionava por respostas, nunca implorava para conversarmos, nunca tentava me fazer sentir culpada pelo meu silêncio.Eu lia todas, mas não respondia nenhuma.As ligações dele seguiam o mesmo padrão. O telefone tocava, eu via seu nome na tela, e simplesmente deixava ir para a caixa postal. Ele nunca ligava obsessivamente, respeitando minha decisão de não atender, mas também não desistia completamente.
Capítulo 304
Os últimos dias haviam sido uma forma única de tortura. Minha rotina matinal se resumia a um ritual patético: pegar o celular, digitar uma mensagem para Anne, apagar, reescrever, apagar novamente, até finalmente conseguir algo que não soasse desesperado demais. "Bom dia" parecia seguro. Perguntar como ela estava era arriscado - poderia parecer que estava cobrando uma resposta. Às vezes comentava sobre algo banal do meu dia, na esperança de que soasse natural.Era um equilíbrio impossível entre me fazer presente e não invadir o espaço que ela claramente precisava. Cada palavra era pesada e repesada antes de ser enviada, cada mensagem uma tentativa cuidadosa de mostrar que não havia desistido sem parecer que estava implorando.Mas a pior parte é o que acontece depois de enviar cada mensagem. Meu coração dispara toda vez que o celular anuncia uma nova notificação, uma parte ridiculamente esperançosa de mim pensando que pode ser Anne respondendo. Que talvez desta vez ela tenha decidido co
Capítulo 305
A manhã de 31 de dezembro chegou com uma clareza mental que não sentia há dias. Acordei mais cedo do que o normal, com uma sensação de determinação que havia estado ausente desde a descoberta sobre Wanderer. A conversa com Zoey no dia anterior havia removido um peso dos meus ombros que eu nem percebia que estava carregando - a pressão de sentir o que achava que deveria sentir, em vez de aceitar o que realmente sentia.Por volta das nove da manhã, meu celular vibrou com a mensagem matinal habitual de Nate. Durante os últimos dias, eu havia lido cada uma delas sem responder, uma mistura de teimosia e confusão me impedindo de tomar qualquer ação. Mas hoje foi diferente."Bom dia, Anne. Espero que tenha uma noite maravilhosa hoje."Peguei o telefone e, pela primeira vez em cinco dias, digitei uma resposta."Nos vemos à noite."Era simples, direto, mas carregado de significado. Não era um perdão, nem uma declaração de que tudo estava bem entre nós. Era apenas um reconhecimento de que eu es
Capítulo 306
O momento mágico do encontro de olhares com Nate foi interrompido antes mesmo que pudesse completamente processar a emoção que havia sentido. Mal havia dado dois passos na direção do terraço quando um homem se aproximou de mim com um sorriso confiante e charmoso, bloqueando sutilmente meu caminho.— Impressionante como o clima inglês consegue ser imprevisível até mesmo dentro de casa — disse com sotaque alemão refinado, gesticulando na direção das janelas onde a chuva havia começado a bater suavemente. — Lá fora está chovendo, mas aqui dentro vocês conseguiram criar um verão perpétuo.Não pude evitar uma risada genuína.— É verdade — respondi com um sorriso natural. — Acho que os ingleses aperfeiçoaram a arte de ignorar completamente o próprio clima. Se dependêssemos do tempo para fazer festa, Londres seria uma cidade muito mais silenciosa.— Exatamente! — riu ele, parecendo satisfeito por ter conseguido me fazer sorrir. — Klaus Reinhardt, aliás.O sobrenome me fez parar imediatamente
Capítulo 307
— Sou cunhada do Christian Bellucci — expliquei simplesmente, observando Tori quase derrubar o cartão que segurava. Seus olhos se arregalaram, a boca se abriu ligeiramente, e ela piscou várias vezes como se estivesse tentando processar uma informação impossível.— Você é... o quê? — perguntou, dando um passo para trás e balançando a cabeça em incredulidade. — Nate nunca mencionou isso! E olha que ele e Christian são melhores amigos desde a faculdade.Massageei discretamente a têmpora, sentindo uma leve dor de cabeça começando a se formar. O barulho da festa parecia estar ficando mais alto, e a luz dos lustres começava a me incomodar.— É — concordei, me apoiando ligeiramente no balcão próximo. — Minha irmã Zoey é casada com ele.Tori passou a mão pelos cabelos, ainda processando a revelação.— Não posso acreditar que você nunca mencionou isso... e que Nate nunca disse nada também — murmurou, olhando para mim com nova perspectiva.— Por que você mesma não pediu para Nate fazer essa pon
Capítulo 308
~ Alessandra ~O som dos meus saltos Louboutin batendo contra o piso de mármore do quarto ecoava num ritmo impaciente que refletia perfeitamente meu estado de espírito. Quarenta e cinco minutos. Quarenta e cinco malditos minutos esperando para ver se meu plano daria certo.Parei na frente do espelho e ajustei meu vestido vermelho pela terceira vez, irritada não apenas pela demora, mas pelo ambiente em que me encontrava. O reflexo que me encarava era impecável, como sempre - cabelos perfeitamente escovados caindo em ondas elegantes sobre os ombros, maquiagem aplicada por um dos melhores profissionais de Londres, joias Lennox exclusivas.Mas ainda que fosse um Hotel Milani - e eu reconhecia qualidade quando via -, nunca havia ficado num quarto tão... inferior. A suíte executiva era bonita, sim, com suas vistas panorâmicas de Londres e acabamentos de primeira linha, mas eu sempre me hospedava nas suítes presidenciais, onde realmente pertencia. Lugares que refletiam adequadamente minha po
Capítulo 309
~ Alessandra ~Desci para a festa com a confiança de quem acabara de executar um plano perfeito. Meus saltos ecoavam contra o mármore do corredor do hotel com um ritmo que parecia uma pequena vitória pessoal a cada passo.O salão principal do Hotel Milani estava em pleno andamento quando entrei novamente. A banda tocava, as conversas fluíam acompanhadas pelo tinido constante das taças de champagne, e a elite de Londres celebrava a chegada de mais um ano com a elegância característica desses eventos. Era exatamente o tipo de ambiente onde eu prosperava, onde cada pessoa presente reconhecia instintivamente minha presença e importância.Mal havia dado três passos quando meu celular vibrou com uma sequência rápida de notificações. James.Caminhei discretamente para um canto mais reservado próximo às janelas, longe dos grupos de conversas animadas, e abri as mensagens. Uma série de fotos apareceu na tela, e não pude evitar um sorriso de satisfação que se espalhou pelo meu rosto como mantei
Capítulo 310
~ Nathaniel ~Havia passado os últimos vinte minutos procurando discretamente por Anne no salão do Hotel Milani, navegando entre grupos de conversas e cumprimentos obrigatórios que pareciam intermináveis. Cumprimentei executivos sobre parcerias futuras, sorri educadamente para clientes importantes que queriam discutir negócios mesmo numa festa, e mantive conversas superficiais com colegas da empresa, sempre escaneando o ambiente em busca daquele vestido branco que havia me chamado tanto a atenção quando ela chegou. Verifiquei próximo ao buffet, onde ela poderia estar conversando. Procurei nos terraços externos, pensando que talvez tivesse saído para tomar ar fresco. Até mesmo dei uma olhada nos lounges mais reservados do hotel, esperando encontrá-la em alguma conversa mais íntima com conhecidos. Mas Anne parecia ter simplesmente desaparecido do evento.Ainda nem tínhamos tido a chance de conversar adequadamente. Mas aquele sorriso... só o sorriso que ela me deu quando nossos olhares s