All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 321
- Chapter 330
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Capítulo 321
Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, Nate me envolveu num abraço apertado, me erguendo ligeiramente do chão enquanto comemorava minha resposta. Senti seus braços fortes ao redor da minha cintura, sua risada vibrando contra meu peito de uma forma que me fez derreter completamente.— Eu já tinha preparado mentalmente todo um discurso de convencimento — disse contra meu ouvido, sua voz cheia de alívio e felicidade. — Argumentos lógicos sobre a praticidade financeira, apelos emocionais sobre como seria maravilhoso acordar juntos todos os dias, talvez até uma apresentação com gráficos mostrando a porcentagem de felicidade aumentada.Ri alto, imaginando Nate sendo o executivo meticuloso que era, criando slides detalhados sobre os benefícios estatísticos de morarmos juntos, completo com projeções de crescimento de nossa felicidade conjugal.— Não duvido nada — respondi, ainda em seus braços, apreciando a sensação de segurança que ele sempre me proporcionava. — E como sei que não teria
Capítulo 322
A ligação chegou dois dias após a festa improvisada em casa de Nate. Estávamos tomando café juntos na cozinha, discutindo os apartamentos que visitaríamos - ele havia marcado cinco opções diferentes em bairros que achava que eu gostaria - quando o telefone de Nate tocou exibindo o número da delegacia.— Precisamos que vocês venham novamente para alguns esclarecimentos — disse a voz do detetive Thompson do outro lado da linha, seu tom profissional mas não urgente. — Questões de rotina, conferência de fatos, checagem de alguns detalhes dos depoimentos. Nada muito complicado, mas necessário para o processo.Senti meu estômago se contrair imediatamente, como se alguém tivesse apertado um nó apertado bem no centro do meu abdômen. O café da manhã que havia estado saboreando momentos antes de repente perdeu todo o sabor, e minha boca ficou seca. Pensei que a parte mais difícil havia passado, que poderia começar a processar o trauma em paz, no meu próprio ritmo, sem ter que reviver constantem
Capítulo 323
— Como assim, desapareceram? — Nate perguntou, sua voz carregada de irritação crescente.Deixei escapar um risinho irônico, amargo, que ecoou pela sala fria da delegacia. A situação era tão absurdamente previsível que chegava a ser cômica, se não fosse tão frustrante.— Com dinheiro e influência — respondi, minha voz carregada de um cinismo que eu mesma não reconhecia. — Já vi isso acontecer antes. E o culpado era exatamente um Bellucci corrupto e criminoso.Richardson continuou sua explicação com a paciência profissional de alguém que havia lidado com casos similares inúmeras vezes.— Falha no sistema, segundo o hotel — explicou com óbvio ceticismo transparecendo em cada palavra. — Uma corrupção nos dados exatamente nas horas relevantes. As gravações antes e depois estão completamente intactas, mas as específicas do período em que você estava no quarto e quando James foi preso... simplesmente não existem mais.— Isso não pode ser coincidência — Nate disse, sua voz carregada de raiva
Capítulo 324
~ Nathaniel ~— Quero dizer, não que eu esteja planejando isso para amanhã ou queira colocar qualquer pressão — Anne disse, suas palavras saindo em uma cadência ligeiramente nervosa. — Mas acho que essas coisas precisam ficar claras logo no começo para saber... se estamos na mesma página.Ela estava olhando para o jardim abaixo do terraço, evitando meu olhar de uma forma que me fez perceber o quanto essa conversa era importante para ela.— É claro que quero ter filhos — respondi imediatamente, sentindo meu coração se aquecer com a perspectiva de um futuro que havia pintado em minha mente inúmeras ao lado de Anne.Anne me abraçou com uma força que me surpreendeu, seu alívio sendo quase tangível através da intensidade do seu toque. Senti seus braços se apertarem ao redor do meu pescoço, seu corpo relaxando contra o meu de uma forma que me disse que havia estado mais tensa sobre essa questão do que havia deixado transparecer.Mas eu sabia que precisava ser honesto com ela, mesmo que isso
Capítulo 325
— E o que você fez? — Bianca perguntou, se inclinando ligeiramente sobre a mesa pequena do pub, seus olhos escuros cheios de curiosidade e preocupação.Estávamos sentadas no The George Inn, um pub tradicional em Southwark que Bianca havia escolhido por ser "autenticamente britânico", como ela havia dito. O ambiente era exatamente o que se esperaria de um pub londrino clássico: vigas de madeira escura no teto, mesas desgastadas pelo tempo, e o barulho constante de conversas misturadas com o som de copos batendo e risos ocasionais. Nossos pratos de fish and chips ainda fumegavam na mesa, junto com duas pints de cerveja forte que eu havia pedido, precisando urgentemente de algo para amortecer a ansiedade que havia se instalado no meu peito desde a conversa na casa em Notting Hill.— Eu menti! — respondi com mais força do que pretendia, batendo minha cerveja na mesa de madeira com um barulho que fez algumas pessoas nas mesas próximas olharem na nossa direção. — O que mais eu poderia fazer
Capítulo 326
A casa de Nate parecia um campo de batalha organizado, com caixas de papelão espalhadas pelo chão da sala e pilhas cuidadosamente separadas de roupas, livros e objetos pessoais cobrindo praticamente todas as superfícies disponíveis. Estava sentada no meio do caos, ajudando a organizar sua impressionante coleção de livros de negócios e biografias, quando percebi que o problema que havia estado evitando se tornou impossível de ignorar.— Nate — chamei, olhando ao redor da sala espaçosa que havia se transformado num depósito temporário de mudança. — Acho que temos um probleminha aqui.Ele emergiu do escritório carregando uma pilha de pastas e documentos importantes, seus cabelos ligeiramente bagunçados pelo esforço de organizar anos de vida profissional e pessoal, uma visão doméstica dele que me fez sorrir apesar da preocupação crescente com a logística da mudança.— Que tipo de probleminha? — perguntou, depositando cuidadosamente os documentos numa caixa etiquetada como "Escritório".—
Capítulo 327
O vapor do banho ainda envolvia meu corpo quando abri a porta do banheiro da suíte, envolvida apenas numa toalha branca que cheirava a nosso sabonete de limão fresco. Nate estava ajoelhado ao lado da cama, suas costas musculosas tensionadas enquanto encaixava o último cabo na tomada próxima à mesa de cabeceira. A luz do entardecer filtrada pela janela sem cortinas dourava sua pele suada, destacando cada músculo que se movia sob a superfície.— Pronto — ele anunciou, virando-se com um sorriso cansado que me fez o coração apertar de amor. — Agora sim, estamos oficialmente morando aqui.Não respondi. Apenas cruzei os poucos passos que separavam o banheiro da cama e desabei no colchão, a toalha abrindo-se perigosamente ao meu redor. Emiti um gemido que vinha das profundezas da minha alma.— Não mexo mais um músculo hoje — declarei para o teto, sentindo cada fibra do meu corpo gritar de cansaço.Ouvi Nate rir baixinho antes de se levantar. Seus passos se aproximaram, e então seu rosto apar
Capítulo 328
O lobby da Bellucci nunca me pareceu tão imponente quanto naquela segunda-feira de manhã. As paredes de mármore polido e os lustres de cristal que um dia me impressionaram agora pareciam testemunhas silenciosas da minha volta ao ambiente corporativo após semanas de turbulência. Senti meus dedos se apertarem automaticamente ao redor da mão de Nate enquanto caminhávamos pela entrada principal, exatamente como ele havia prometido - juntos, de mãos dadas, pela porta da frente.O burburinho começou quase imediatamente. Pude sentir os olhares se voltando para nós, ouvir o murmúrio baixo de conversas que paravam abruptamente quando passávamos, e depois recomeçavam em tons ainda mais baixos assim que nos afastávamos. Alguns funcionários tentavam disfarçar a curiosidade fingindo consultar telefones ou documentos, mas a tensão no ar era palpável. Todos sabiam quem éramos, todos sabiam nossa história, e todos tinham opinião sobre nossa presença ali, caminhando juntos como um casal oficialmente a
Capítulo 329
As semanas que se seguiram à nossa mudança para a casa em Notting Hill trouxeram uma rotina doméstica que eu jamais imaginei que poderia ser tão gratificante. Claro, também trouxeram as pequenas irritações inevitáveis de duas pessoas aprendendo a dividir o mesmo espaço - como descobrir que Nate tinha o hábito profundamente irritante de deixar toalhas molhadas em cima da cama depois do banho, ou que ele considerava "lavar a louça" apenas enxaguar os pratos e deixá-los no escorredor para que "secassem naturalmente".— Nathaniel Carter — disse numa manhã de fevereiro, segurando uma toalha encharcada que havia encontrado sobre nosso edredom. — Se você continuar fazendo isso, vou começar a dormir no quarto de hóspedes.Ele apareceu na porta do banheiro com o rosto coberto de espuma de barbear, me olhando com uma expressão de inocência fingida que não conseguia esconder o sorriso travesso.— Foi só uma vez — protestou, passando a lâmina cuidadosamente pelo queixo.— Foi a quarta vez esta se
Capítulo 330
O quarto estava um caos organizado, com duas malas grandes abertas sobre nossa cama king-size e roupas espalhadas por toda parte enquanto tentávamos decidir o que levar para nossa viagem ao Brasil. Era aniversário de um ano de Matteo, e Nate seria pessoalmente apresentado aos meus pais.O processo de fazer malas, que normalmente era simples para mim, havia se tornado uma operação complexa agora que precisávamos considerar não apenas nossas necessidades, mas também as de nossa nova companheira de quatro patas.Ginger estava deitada bem no meio da bagunça, ocasionalmente pegando uma meia ou peça de roupa que caía no chão e transformando-a em seu brinquedo pessoal, completamente alheia às nossas tentativas sérias de organização. Seus pelos dourados contrastavam lindamente com o edredom azul-marinho, e ela parecia perfeitamente satisfeita sendo o centro de atenção enquanto organizávamos nossa vida ao redor dela.— Tem certeza absoluta de que Ginger pode voar? — perguntei pela décima vez e