All Chapters of O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR : Chapter 241
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241 - SINTO FALTA DE SENTIR VOCÊ
Emma então falou:— Querida, você precisa entender uma coisa: isso não tem nada a ver com falta de desejo. Muitas vezes é o contrário. O amor e o cuidado se tornam tão grandes que, para ele, a prioridade é sua segurança. O medo de errar, de causar qualquer dano, pode ser paralisante.— Mas Emma, o médico já tinha liberado, eu mesma falei isso para ele.— Isso é racional, mas o que ele está sentindo é emocional. Pode ser que, no fundo, ele só precise de um pouco mais de tempo para se sentir seguro novamente. E isso não significa que ele não te queira. Significa que ele te ama tanto que o medo de te perder ou de prejudicar a gravidez está sobrecarregando o desejo.Celina ficou em silêncio por alguns segundos, absorvendo aquelas palavras.— Eu nunca tinha pensado por esse lado.— É difícil pensar quando estamos com o coração magoado, e é normal. Você está sensível, e isso é parte do processo. Mas te garanto: Thor te deseja sim. Ele só precisa de segurança emocional para atravessar essa f
242 - ADORO QUANDO VOCÊ ESTÁ COM ÓDIO
O sorriso de Celina sumiu.Ela olhou fixamente para o visor do celular, onde o número de César pulsava ao lado da notificação de mensagem. Suas mãos ficaram geladas por um breve momento, mas ela respirou fundo antes de abrir o conteúdo."Precisamos conversar."Ela bufou, balançando a cabeça em negação e murmurou para si mesma:— Não temos nada pra conversar, César.Sem hesitar, apagou a mensagem. Ela não permitiria que ele a desestabilizasse.Já era noite quando César, em sua luxuosa sala no alto de um dos prédios mais imponentes de São Paulo, assinava documentos, tentando se afundar no trabalho para acalmar a raiva crescente. O ódio por Celina o consumia. Ela o ignorara. Ele não estava acostumado a ser ignorado. Muito menos por ela.A porta se abriu abruptamente com um estrondo.— Você só pode estar brincando comigo, César! — Isabela entrou como uma tempestade, gritando.Sem levantar os olhos dos papéis, ele respondeu com um monótono:— Isabela, não tenho tempo pra você.Ela avançou
243 - DESCOBRI QUE NÃO VIVO SEM VOCÊ
No outro dia, Celina estava em seu quarto terminando de se arrumar para ir ao shopping quando seu celular tocou. Ela pegou o aparelho e viu que era o número de César. Sem hesitar, recusou a chamada. O telefone tocou novamente. Ela recusou de novo. Na terceira vez, suspirou com irritação e atendeu.— O que você quer, César? — disse de forma ríspida.— Bom dia para você também, esposa — respondeu ele com um tom debochado.— Eu não sou mais sua esposa — rebateu, firme.— Enquanto você carregar meu sobrenome, você será. — retrucou ele, autoritário. — Precisamos conversar. Te mandei o endereço. Me encontre em uma hora. Só depois dessa conversa é que vou assinar o divórcio. Se você não aparecer, farei de tudo para esse divórcio nunca sair.— Não temos mais nada para conversar, César. Tenho um ótimo advogado. Você querendo ou não, esse divórcio vai sair.— O advogado que o Thor arrumou pra você? Fraquinho demais, querida. Precisa ser alguém muito bom pra me derrubar. Te espero daqui a uma ho
244 - FAÇA AMOR, NÃO GUERRA
Thor dirigia pelas ruas da cidade com a mente em ebulição. O celular vibrava insistentemente no banco do passageiro. Ele viu o nome Minha Vida na tela, mas rejeitou a ligação sem pensar duas vezes.Na cobertura, Celina, sentada no sofá, olhou para o celular com os olhos marejados e sussurrou para si mesma:— Não adianta recusar, eu vou ligar até você atender.Determinada, ela ligou novamente. Mais três vezes. Thor recusou todas.— Agora não, amor… — murmurou Thor, apertando com força o volante. — Enquanto eu não esfriar a cabeça, não vamos conversar. Eu não vou ser o Thor do passado.Minutos depois, Thor já estava na porta da mansão de Arthur, apertando a campainha sem parar. A empregada abriu a porta e antes que pudesse anunciar, Thor já entrou perguntando:— Cadê o Arthur?Arthur apareceu na sala de estar, visivelmente exausto, coçando os olhos, usando apenas uma cueca.— O que houve, Thor? — perguntou ele, bocejando.— Você não poderia pelo menos colocar uma roupa? — Thor resmungou
245 - EU SOU SUA
Os corpos se apertaram ainda mais. Os corações batiam acelerados, sincronizados, desejando o mesmo.O desejo era palpável, inevitável.O vestido escorregou pelos ombros de Celina como se tivesse sido feito para se render ao toque de Thor. Ele o deixou deslizar lentamente, apreciando cada centímetro de pele que se revelava, como se fosse um presente que ele desembrulhava com a maior reverência. O tecido caiu suavemente aos pés dela, deixando-a apenas com a delicada lingerie que parecia ter sido escolhida especialmente para ele.— Você é a visão mais linda que eu já vi na vida — Thor murmurou, os olhos escurecidos pelo desejo e pelo amor. Ele percorreu o corpo dela com o olhar como se tentasse gravar cada curva, cada detalhe, como se o tempo pudesse roubar aquilo dele a qualquer momento.Celina sentiu o corpo vibrar com o peso daquele olhar. Ela estendeu as mãos e desfez o nó da toalha que envolvia a cintura dele, deixando-a cair no chão. Thor estava completamente exposto diante dela, e
246 - EU TAMBÉM NASCI PRA SER SUA
Thor rolou para o lado, puxando Celina para junto de si. Ela, por conta da barriga já um pouco crescida, deitou-se de lado, apoiando a cabeça no peito suado dele, ambos ainda tentando recuperar o fôlego.— Eu senti tanto a sua falta, amor — ela sussurrou, os dedos desenhando círculos preguiçosos sobre o peito de Thor.— Eu também, meu amor. Você não imagina o quanto — Thor beijou o topo da cabeça dela e sorriu, os corações ainda batendo acelerados.Eles permaneceram abraçados, ainda conectados, como se não quisessem que aquele instante terminasse.— Eu estava com tanto medo de te machucar — Thor confessou, ainda ofegante, passando os dedos pelos cabelos dela.— Você não me machuca, amor — ela respondeu, acariciando o peito dele, sentindo as batidas fortes do coração de Thor sob sua palma. — O que machuca é quando você se afasta de mim. Eu preciso de você por inteiro, Thor. Com os seus medos, com os seus receios, com as suas inseguranças. Eu preciso de você como você é.Thor apertou os
247 - EU PREFIRO VOCÊ PELADA
Já era tarde quando Celina, aninhada nos braços de Thor, sentia o sono a vencendo suavemente. Thor, atento ao tempo que haviam passado juntos, acariciava os cabelos dela com ternura enquanto um sorriso satisfeito brincava em seus lábios.— Vida, vamos tomar um banho e comer alguma coisa — ele sugeriu, sua voz baixa e carinhosa contra o ouvido dela.— Ah não... — Celina resmungou manhosa, ainda de olhos fechados, apertando-se mais contra o peito dele como se assim pudesse escapar do mundo.Thor riu e beijou a testa dela.— Acorda, preguiçosa. Precisamos de um banho. Você deve estar há horas sem comer, e olha que gastou muita energia.Celina soltou uma risada preguiçosa.— Estou faminta... mas super cansada.Thor a ajudou a se levantar com todo cuidado, envolvendo-a com o edredom enquanto a conduzia ao banheiro. Durante o banho, ele foi paciente, lavando os cabelos dela com delicadeza, massageando o couro cabeludo, enchendo o momento com beijos suaves no pescoço e nos ombros.— Você cui
248 - ELA É A RAZÃO DA MINHA PAZ
Alguns dias haviam se passado desde a última conversa séria entre Thor e Celina. O clima entre eles estava cada vez mais leve, mais cúmplice, e a conexão, mais forte do que nunca. Thor estava no escritório da empresa, em pé, com uma das mãos no bolso e a outra segurando o celular contra a orelha enquanto observava a cidade através da imensa parede de vidro que emoldurava São Paulo. O tom da conversa era profissional, mas seus pensamentos estavam em outro lugar: na mulher que agora preenchia todos os espaços da sua vida.Enquanto finalizava a ligação, Zoe entrou apressada, com o tablet nas mãos e um sorriso leve no rosto.— Poderoso chefinho, — brincou ela, fechando a porta atrás de si. — vim passar sua agenda e quero saber se é pra continuar sem marcar nada nos dias que você mandou às 15h.Thor virou-se, apoiando-se na mesa.— Só mantenha a quarta - feira, no mesmo horário. Os outros dias pode preencher normalmente. Mesmo quando eu voltar para os Estados Unidos mantenha o horário.Zoe
249 - É UM SOM QUE MUDA A VIDA
Dois dias depois, o sol da manhã iluminava suavemente a cidade enquanto Thor e Celina se dirigiam ao consultório do doutor. Thor estava visivelmente ansioso, os dedos tamborilando no volante durante todo o trajeto. Por mais que tentasse parecer calmo, era impossível disfarçar a tensão. Aquela consulta era importante para ele, não apenas pelo acompanhamento da gestação, mas porque era a primeira vez que Celina seria atendida por alguém tão próximo da sua família. O doutor não era apenas um médico; era praticamente um membro honorário da família Miller. Tinha cuidado de Thor desde criança e de outros membros da família. Foi amigo do avô dele e acompanhara todas as fases turbulentas da juventude do agora respeitado empresário. Thor confiava nele como confiava em poucos. — Amor, você está muito tenso — Celina comentou, olhando-o de lado no carro, com um sorriso divertido. — Parece que quem vai ser examinado é você. Thor soltou um riso nervoso, tentando aliviar a tensão. — É que… sei lá
250 - EU SOU O PRÓPRIO MISTÉRIO
Naquela tarde, Celina estava sentada no canto aconchegante da sala da cobertura, folheando um livro, quando seu celular começou a tocar. Era Zoe. Com um sorriso, ela atendeu prontamente.— Oi, amiga! Que bom te ouvir — disse Celina, animada.— Oi, poderosa mamãe! Estou te ligando porque o poderoso chefinho me deu uma missão especial. Ele pediu para eu te acompanhar no shopping. Vamos fazer umas comprinhas, que tal?— Como assim? — Celina riu, surpresa.— Tem um jantar beneficente de última hora que você vai com o Thor e você precisa de uma roupa nova. E eu também vou, com o Arthur. Nós vamos nos divertir, pode ter certeza disso.— Ah, esses jantares costumam ser muito chatos… — Celina reclamou.— Nem vem com essa, você vai adorar. Terá a presença de alguém extremamente divertida... Euzinha. Já estou saindo da empresa. Te encontro no shopping, ok?— Combinado né? Não tenho outra alternativa... Até daqui a pouco!Algum tempo depois, as duas se encontraram em frente a uma loja de grife.