All Chapters of Contrato para o caos: amor à primeira briga: Chapter 111
- Chapter 120
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Capítulo 111: Cobrando quem me deve
“Maria Luiza Melo”Eu queria matar a Abigail! De onde aquela louca tirou essa de me demitir assim, do nada! Não, tinha que ter algo que ela não estivesse dizendo. Eu tinha certeza que não tinha nada a ver com o projeto do hotel SPA, porque eu tinha feito as cópias na sexta feira, depois que todos foram embora e se fosse isso, eles teriam me demitido imediatamente e sem direito a nada, mas não, eu recebi até o meu acerto certinho.E também, como eles saberiam que eu roubei o projeto? Impossível! Eu já tinha roubado vários e eles nunca desconfiavam, graças as senhas que eu conseguia no departamento de informática. Até que ficar com aquele estagiário chato tinha valido a pena, tinha me rendido um bom dinheiro.Mas aquela chatinha da Pilar estava lá no escritório, chegou com eles e ia me substituir. Com certeza a Abigail fez aquele circo para dar o meu emprego para a cunhada. É, era isso!E aquelas duas ainda ficaram andando atrás de mim e vigiando para que eu não pegasse nada e eu acabei
Capítulo 112: Um pequeno castigo
“Martim Monterrey”Já era quase hora do almoço e eu estava pensando em chamar a Abigail para irmos dar uma olhadinha em uma das obras e depois almoçar, mas o Emiliano passou pela minha sala e me chamou.- Mário? – Eu estranhei ao ver o Mário ali na sala do Emiliano, nossa reunião era no dia seguinte, quando apresentaríamos a ele o projeto do hotel SPA, o seu mais novo empreendimento.- Martim! Como vai? – Ele se levantou sorridente, era um homem muito simpático e um amigo de longa data do Emiliano. Eu nem sabia como os dois tinham se conhecido.- Me chamou, Emi? – A Abigail entrou na sala e claro que, como eu, não sabia de nada.- Abigail Zapata! – Eu ouvi o Mário pronunciar e se levantar todo felizinho para cumprimentá-la.- Mário? Que bom te ver! Achei que só o veria amanhã. – A Abigail cumprimentou o Mário, deixando claro que também o conhecia.- E eu nem sabia que a encontraria aqui. – O homem estava muito feliz em ver a minha esposa.- Eu não te contei que a Abi trabalha conosco
Capítulo 113: Os convidados chegam na Lanoy
“Maurice Lanoy”E a Mônica conseguiu outra vez! Mais um projeto tirado daqueles panacas do Martim e do Emiliano com sucesso. E esse era gigante, esse projeto resolveria todos os meus problemas e encheria o caixa da empresa e os meus bolsos. Eu até pensei que não fosse conseguir marcar com o cliente, ele não parecia muito interessado e a Mônica conseguiu o projeto muito em cima da hora dessa vez, me deixando com o tempo muito curto.Eu sempre marcava as reuniões antes da reunião do cliente com a Monterrey Quintana, afinal, quando os clientes viam o projeto que aqueles idiotas apresentavam e me ligavam, eu logo dizia que eles haviam roubado o meu projeto e os convencia a fechar comigo, o original! Claro que todos acreditavam, assim eu não só roubava os clientes dos dois panacas, como também os demoralizava.Eu tive que ser muito persuasivo para conseguir a atenção do Mário Bianchi, ele era dono de uma rede hoteleira cinco estrelas e esse novo empreendimento dele era fantástico, mas ele
Capítulo 114: O desastre da reunião
“Mônica Vargas”Eu estava só observando a interação entre o Mário e o Antônio. Na verdade eu estava até gostando dos dois, eles tratavam o Maurice com a mesma arrogância que o Maurice tratava o resto do mundo, inclusive a mim. Seria mais divertido se eu não estivesse sendo ignorada pelos três.Ao entrar na sala de reuniões eu observei o Antônio se sentar como um rei na cabeceira da mesa, o lugarzinho de ouro do Maurice. Ele não suportava que ninguém tomasse o seu lugar e a naturalidade com que o Antônio fez isso foi hilariante. O Mário se sentou a esquerda do Antônio, a secretária que tomaria notas se sentou logo atrás e o Maurice olhava a situação como se não soubesse se escolhia outro lugar ou se dizia para o Antônio se levantar.- Ora, Maurice, vai ficar em pé aí como um estagiário novato? Comece essa reunião, homem! – O Antônio era mesmo uma figura, tratava o Maurice como um idiota, parecia ser um desses velhos ricos e hostis.- Claro, claro. – O Maurice se sentou em minha cadeira
Capítulo 115: Esperando notícias
“Abigail Zapata Monterrey”Eu queria ser uma mosquinha para ver o que estava acontecendo na sala de reuniões da Lanoy. Aqueles ladrõezinhos de meia pataca aprenderiam uma lição, isso eu tinha certeza. O Martim, o Emiliano e eu nos juntamos na sala do Emiliano para esperar notícias, estávamos todos ansiosos, doidos para saber como tinha sido.- Abi, de onde você tirou essa idéia para fazer um projeto horroroso daqueles e cheio de erros? – O Emiliano me perguntou.- Eu só dei àqueles dois um pouco do próprio veneno, Emi. – Eu respondi. – Lembra dos projetos com os dados errados que eu tive que corrigir enquanto o Martim apresentava ao cliente? Pois é, foi daquela sabotagem que eu tirei a idéia. Porque ninguém tira da minha cabeça que aquilo teve dedo deles através da sonsa da Maria Luiza.- Faz sentido. Mas será que eles não vão fazer o mesmo que você, corrigir durante a reunião? – O Martim perguntou.- Impossível, porque eles não fizeram o projeto, eles não têm idéia dos cálculos, falt
Capítulo 116: Cobrando explicações
“Maurice Lanoy”Eu estava me sentindo o homem mais estúpido da terra, ou melhor, o homem mais estúpido da terra em todos os tempos. Como eu fui passar esse vexame? Logo eu, que praticamente nasci dentro dessa construtora! E eu cometi um erro de principiante. Se o meu pai pudesse, ele certamente estaria me puxando as orelhas como ele fazia quando eu era menino e até o início da adolescência. Eu odiava aquilo, ele me suspendia pelas duas orelhas como se fosse arrancá-las. Era melhor eu nem me lembrar disso.Eu coloquei a secretária para fora e me tranquei ali naquela sala com a incompetente da Mônica. Como eu caí na conversa fiada dessa mulher? Eu deveria saber, se os dois panacas a demitiram, algum motivo teria, aquela história de porque ela era amiga da noiva fujona era muito mal contada, eu sempre soube, mas eu me deixei enganar, achei que poderia tirar proveito da situação, principalmente porque ela me ofereceu algo com o que eu sonhava há muito tempo, que era acabar com a vida daqu
Capítulo 117: Última chance
“Emiliano Quintana”A Camila passou pela recepção sem sequer olhar para a Pilar, o que me deixou insatisfeito. E como a Camila estava com o carro dela, eu a segui no meu até o seu apartamento. Não era longe, um trajeto de cerca de quinze minutos apenas, mas que me deu um momento para pensar. A Camila estava se tornando uma complicação constante, arrumando encrenca, brigando com as pessoas que eu considerava família, porque a família do Martim era família pra mim, e ele e a Abi então eram irmãos. Isso tinha que parar.Eu estacionei em frente ao prédio, logo atrás de um carro preto que fez até eu me lembrar que o Enrico havia alugado um igual, eu vi lá na casa da Abi e do Martim no domingo. Eu até sorri. Momento fora de hora para me lembrar daquele folgado!Eu entrei e a Camila estava segurando o elevador a minha espera. Nós subimos os quinze andares em silêncio. Eu estava aborrecido e ela estava fazendo pirraça. Mas eu não esperava o que eu vi quando ela abriu a porta.- Mas o que é is
Capítulo 118: As notícias da Lanoy
“Abigail Zapata Monterrey”Assim que o Tony me ligou, dizendo que estava no apart hotel, eu chamei o Martim e nós corremos para lá. No caminho eu ainda liguei para o Emiliano que disse que se juntaria a nós, mas parecia estar no meio de uma discussão com a Camila. Ah, o que seria do meu amigo nas mãos dessa mulher?O Tony abriu a porta para nos receber, mas ele parecia preocupado. Nós o cumprimentamos e eu avisei que o Emiliano não demoraria a chegar.- Tony, você poderia checar duas pessoas pra mim, por favor? – Eu pedi tendo uma idéia, eu precisava saber mais sobre a Camila e a Letícia.- Claro, querida, me envia os nomes. Que tipo de checagem você quer? – O Tony perguntou.- Completa, Tony. Mas sem que ninguém saiba. – Eu expliquei.- Quem você está pensando em checar, coelhinha? – O Martim perguntou, mas eu não queria que ele soubesse. Mas também não queria mentir para ele. Não tinha jeito.- Eu quero saber da Camila e da Letícia, essas duas entraram na vida de vocês de pára-queda
Capítulo 119: Só problemas...
“Maurice Lanoy”A Mônica ficou em silêncio por um tempo depois que eu contei que já havia pedido ajuda ao meu sogro sem sucesso. Eu realmente achava que aquele grego estava tentando convencer a filha a me deixar, mas minha amada esposa era filha única, herdeira de uma fortuna que o pai construiu com uma franquia de restaurantes espalhados pelo país e eu não a deixaria ir embora tão facilmente. Mas isso era outro assunto, no momento eu precisava resolver os problemas da Lanoy e eu estava olhando para a Mônica como se daquela cabeça limitada pudesse brotar alguma idéia.- Então eu não sei o que te dizer, Maurice. – Ela me olhou como se o que havia acontecido naquela sala de reuniões não fosse nada demais.- Você vai arrumar um novo informante lá! – Era óbvio que era isso que ela precisava fazer.- Não dá, todos lá me odeiam.Isso nem me surpreendia, a Mônica era uma falsa, aquele tipo de pessoa que à primeira vista parece ser agradável, mas depois se revela detestável, complicada, cheia
Capítulo 120: Vamos para a academia
“Tomás Monterrey”Eu entrei na casa do Martim, mas estava tudo tão silencioso e quieto que eu até estranhei, nos últimos dias essa casa andava uma loucura. Mas hoje eu tive que ir até a agência e passei o dia por lá.- Oi, Phina, como é que você está, meu amor? – Eu me aproximei da governanta na cozinha e a abracei.- Bem, querido! E você, como foi o trabalho? Quer que eu te prepare um lanche? – Ela ofereceu.- Foi tudo bem e não, obrigado, mas eu não estou com fome. Cadê todo mundo?- Seus irmãos e a Abi ainda estão no trabalho, o encostado saiu e indesejada está no quarto. Hoje ela teve um dia de muita calma e tranquilidade, passou o dia à toa. Pelo menos não me incomodou. – A Phina não gostava mesmo da Magda.- Então eu vou acabar com o sossego dela. – Eu ri e saí da cozinha.No segundo andar eu parei em frente a porta da Magda e bati.- Pode entrar, Seraphina! – Eu ouvi a voz da madame e abri a porta.- Oi, tia! Cheguei! – Eu entrei e me joguei na cama ao lado dela.Ela estava sen