All Chapters of Contrato para o caos: amor à primeira briga: Chapter 211
- Chapter 220
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Capítulo 211: Outra perspectiva
“Abigail Zapata Monterrey”Eu parei na porta da cozinha, enquanto esperava a água ferver para passar o café. Eu estava observando o jardim, pessoas conversando, risadas, os cachorros brincando, era tudo parte de um dia perfeito, até a Magda, quem diria, estava rindo e conversando com a D. Yolanda e a D. Branca, cercadas pelas meninas. Os homens estavam reunidos na horta, planejando como ampliar o espaço para que pudéssemos plantar uma variedade maior de hortaliças. Era tão doméstico, simples e agradável. Quando voltei para o jardim com a bandeja de café, todos voltaram a se reunir.- Quer dizer que você agora será assistente direta do Martim, do Emiliano e da Abigail, Pilar? Não vou mais poder te roubar da recepção? – O Mário brincou, só para mexer com o Emiliano.- Mário, você já sabe que ela é minha! – O Emiliano alertou o amigo, que riu.- Pois é, Mário, mas eu não sei quando vai ser isso, a Abi ainda não encontrou uma substituta pra mim. – A Pilar respondeu com um beicinho.- Você
Capítulo 212: Bonitinho ordinário e dedo duro
“Vera Borges”Eu estava do lado de fora daquele túmulo que a Letícia construiu. Teria sido ótimo me livrar dela e da Camila e deixar apodrecerem ali, mas elas resolveram bancar as espertinhas e fugiram, mas eu colocaria as minhas mãos naquelas duas, colocaria mesmo, e quando eu as pegasse elas teriam uma morte lenta e dolorosa.Mas naquele momento, no lugar delas eu tinha aquele bonitinho ordinário e dedo duro e eu precisava me livrar dele antes que o Senhor aparecesse, porque se ele descobrisse que além de me enganar a Letícia ainda tinha deixado essa ponta solta, ele me mataria, ele já queria fazer isso há muito tempo mesmo, só não tinha feito ainda porque ninguém lidava com as piranhas como eu.Aí eu dei uma tarefa para o Luiz, apenas uma, uma que aliás era rotineira para ele, era só dar um tiro no meio da testa do bonitinho ordinário e dedo duro e pronto. Mas não, todo mundo resolveu me desobedecer de repente, e aí o Luiz saiu daquele túmulo parecendo o cachorro que caiu do caminh
Capítulo 213: Paz da tarde de domingo
“Nikolaos Nomikos”Eu estava na santa paz do meu precioso lar aproveitando a minha tarde de domingo, com um bom charuto, um conhaque decente e um pouco de rebetiko, ah, eu adorava essas músicas. Fechado no santuário do meu escritório em casa, eu estava relaxando um pouco. Mas a minha paz da tarde de domingo foi interrompida pelo meu pequeno terremoto chamado Cassandra.- Papai! Já disse que essa coisa vai te matar. – Ela tirou o charuto da minha boca e apagou no grande cinzeiro de cristal ao meu lado.- Filhinha, eu vou morrer é se eu não puder aproveitar os meus pequenos prazeres. – Eu reclamei e ela estalou a língua.- Você vai viver muito, papai. Desde que faça a dieta mediterrânea que a mamãe tem tanto cuidado em preparar e não contamine o seu corpo com essas porcarias. – Ela tirou o copo de conhaque da minha mão e se jogou no sofá tomando um gole.- Ah, mas você pode se contaminar com essas porcarias? – Eu estreitei os olhos para ela e me levantei para me servir outro copo.- Faç
Capítulo 214: Do que o meu maridinho precisa?
“Martim Monterrey”Eu passei o dia observando a Abigail e a Magda, as duas pareciam em um tipo de trégua, mas eu sabia que a Abigail estava atenta a qualquer mínimo movimento da Magda, mas foi interessante ver como a Magda se comportou bem, mais interessante ainda foi ver como meus irmãos se afeiçoaram a ela.E depois que quase todos foram embora, eu pude ouvir a versão do Mário sobre a Magda e era a primeira vez que alguém a elogiava, o que me surpreendeu. De acordo com o Mário, o que sempre houve entre as duas foi antipatia causada pela disputa pelo afeto do Zapata.- Me explica, coelhinha, por que o Emiliano está levando a Pipa e o Mário está levando a Nat? – Eu pedi ao ver as minhas irmãs saindo da nossa casa com aqueles dois.- Porque o Emiliano namora a Pipa e o Mário convidou a Nat para ir até a casa dele ouvir uns discos que ele coleciona, resumindo, ursinho, as duas são maiores de idade e sabem o que fazem. – A Abigail explicou.- Não sei se eu estou muito convencido. – Eu re
Capítulo 215: Logo hoje
“Tomás Monterrey”Era sempre um deleite ir ao clube de jazz com a Magda. Ela curtia as músicas e o lugar tanto quanto eu, mas a melhor parte é que ela ainda não tinha se dado conta de que o copo dela era substituído por outro cheio antes que a bebida tivesse realmente acabado, isso porque a moça do bar era uma amiga minha. O resultado é que a Magda sempre saía de lá alegrinha e a Magda bêbada era tão engraçada que dava vontade de gravar um vídeo só para assistir depois.Mas essa noite, parecia que a minha amiga do bar tinha realmente exagerado. A Magda não estava só alegrinha, ela estava muito de “borre”, como ela dizia. Eu me preocupei, porque nós estávamos de moto e ela precisava ter o mínimo de equilíbrio, mas quando se levantou eu precisei pegá-la pela cintura, pois felizmente eu percebi a sua instabilidade.- Ah, querido, obrigada. – Ela falou com a voz pastosa e eu ri.Nós saímos do bar e eu não a soltei para subir na moto, pois ela parecia instável. Segurando a mão dela eu a in
Capítulo 216: A segunda vez
“Natália Monterrey”Já fazia tanto tempo que eu não me interessava por ninguém, mais do que eu poderia imaginar que fosse acontecer. Mas eu estava ali, sentada diante daquele homem bonito, ouvindo música boa, como diria o meu irmão Tomás, e ouvindo a voz do Mário acariciar os meus ouvidos com aquelas histórias de viagens que ele já havia feito pelo mundo.Ele não era só um homem bonito, ele era culto, inteligente, divertido. E ele era exatamente o tipo de homem do qual eu deveria fugir, lindo e mulherengo. Ele era o tipo irresistível, aquele que te faz sentir a mulher mais especial do mundo, mas o problema é que ele também era o tipo que sumia no dia seguinte e eu já tinha experimentado isso e não tinha gostado.- Mais vinho, linda? – Ele perguntou, me tirando dos meus pensamentos.- Ah, não, já bebi muito. – Eu sorri ao recusar a bebida.- Bebeu o suficiente para não responder pelos seus atos? – Ele estreitou os olhos para mim.- Não, eu ainda estou bem lúcida. – Eu ri.- Então você
Capítulo 217: Uma chance
“Natália Monterrey”Eu estava olhando para o Mário pensando que talvez eu tivesse ouvido errado ou que ele estivesse brincando comigo. Só podia ser uma dessas duas opções, afinal, quem, em sã consciência, se oferece para esse tipo de coisa? Se oferece, como se estivesse se oferecendo para o sacrifício... o sacrifício da quase virgem... e a idéia me pareceu tão estapafúrdia que era cômica. Então eu comecei a rir, uma gargalhada descontrolada. E eu não conseguia parar.Ele me olhava atordoado e eu continuava rindo e ri até perder o fôlego e começar a chorar. E o meu choro foi igualmente descontrolado, alto, cheio de soluços, cheio de algo que eu nem sabia que ainda tinha em mim, vergonha e arrependimento por ter me colocado naquela situação na época da faculdade e vergonha e arrependimento por ter aberto a minha boca agora e me colocado nesta situação, novamente constrangedora e acachapante.Ele me abraçou, me puxou para si e me abraçou tão forte que eu fui parar no chão com ele e no se
Capítulo 218: Equilibrando as coisas
“Magda Zapata”Eu ouvi aquele som desagradável de um despertador tocando e eu ainda estava muito confusa para me lembrar quando eu ativei o despertador do celular. Eu ainda estava de olhos fechados, mas senti um peso sobre as minhas pernas e um calor sobre mim que parecia até que eu estava na frente de um aquecedor. Senti o mesmo calor sob as palmas da minha mão, que parecia tocar algo rígido, mas tão agradável ao toque, era quase como se eu abraçasse alguém.Então eu abri os olhos, alarmada, e dei de cara com aqueles olhos verdes me olhando. Numa fração de segundo eu registrei que o corpo dele estava encostado ao meu, meus braços estavam em volta dele, ele tinha um braço sob o meu pescoço e o outro em minha cintura e sua perna estava jogada sobre as minhas.- Ai, meu deus! – Eu levei um susto tão grande que se ele não me segurasse eu teria caído da cama. – Tomás! O que você está fazendo aqui?- Bom dia, Mag! – Ele falou com a voz preguiçosa e me deu um beijo no canto da boca.- Bom d
Capítulo 219: A chegada do Senhor
“Alice Borges”Eu já estava cansada de ficar trancada. Ontem eu aproveitei que a minha mãe saiu com o capanga e escapuli, eu fui atrás do Martim, mas fiquei surpresa quando cheguei ao prédio e descobri que a cobertura não era mais dele. Ele era mesmo um idiota, vender uma cobertura maravilhosa como aquela, onde já se viu?Mas eu queria muito encontrá-lo e sendo domingo eu sabia bem onde seria, na casa da mamãe, aquela chata intrometida da Yolanda! Então eu fui para lá, toquei a campainha várias vezes, mas ninguém atendeu. Onde aquela família idiota tinha se metido? Eles sempre almoçavam juntos, todos os domingos reunidos ali. Era tão chato! Eu odiava!Então inventei para o Martim que eu almoçava com os meus pais todos os domingos e o convenci de que ele deveria passar os domingos comigo e a minha família, já que a mãe dele tinha um monte de filhos. Minha família nunca almoçava junta e meus pais nunca estavam em casa aos domingos, mas pelo bem da família, afinal aquele casamento intere
Capítulo 220: Enquanto isso no convento...
“Camila Fernandes”Eu estava cansada, nunca pensei que a vida num convento fosse tão agitada. Pra começar que essas freiras quase não dormem, até vão cedo para a cama, mas acordam com as galinhas, e depois tem tantas tarefas, e ainda tem as orações obrigatórias.- Noviça Maria Santa! Maria Santa! – Eu estava sendo sacudida pela Irmã Rosa.A Irmã Rosa havia sido designada para ser minha “irmã formadora”, como disse a Madre, que ainda explicou que a Irmã Rosa auxiliaria na minha adaptação e formação, afinal, todas ali achavam que eu realmente era a Noviça Maria Santa. Maria Santa... que nome era esse que a Madre me deu? Ah, mas nem me importava, as freiras eram boas, mas a Irmã Rosa era tão agitada e era ela quem me acordava todos os dias as quatro da manhã, isso não era vida.- Por favor, Irmã Rosa, se você me sacudir mais um pouco eu vou ter uma concussão cerebral. – Eu gemi.- Você é tão engraçada! Acorda, Maria Santa! Já são quatro e dez! – Ela continuava pulando em minha frente. Es