All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 221
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Casal 2: 38 - Agora é a minha vez
ELIZABETH WINTERPassei os dois primeiros dias em um estado de foco forçado.As reuniões foram, francamente, um banho de sangue. Eu entrei na sala do conselho no 60º andar, com um terno de saia risca de giz e exigi respostas.O Sr. Chau estava muito nervoso e parecia prestes a cometer suicídio na minha frente.— ...São um desastre que você criou. Estamos aqui hoje para que vocês me expliquem, em detalhes muito pequenos, por que eu não deveria demitir todos vocês.Eu era boa nisso. Ver homens mais velhos e arrogantes se contorcerem sob meu olhar era um tipo diferente de orgasmo.No final do segundo dia, os contratos foram assinados. As rotas de envio foram re-direcionadas. Eram 18h. Eu só queria uma coisa: voltar para o meu hotel palaciano, tomar o banho mais quente da história e ligar para Alexander.Estava guardando meu laptop na minha Birkin, dispensando os executivos trêmulos, quando um deles, um homem mais jovem chamado Leo Chen, filho de um dos membros do conselho, se aproximou d
Casal 2: 39 - Você está aqui
ELIZABETH WINTER A viagem de volta foi cansativa. Quatorze horas no ar, presa em uma cabine de luxo, me dando tempo demais para pensar. Pousei em Nova York na quarta à tarde. Meu corpo estava gritando por uma cama. Mas eu não fui para o meu apartamento. Mandei o motorista me levar direto para os escritórios da Winter. Trabalhei no escritório por uma hora. Então, finalmente, fui para casa. Para o meu apartamento. O lugar que eu mal tinha visto nos últimos meses. O apartamento de Alex, com o cheiro de café e dele, parecia mais "casa" do que este lugar. Eu nem dormi, só deitei na minha cama e olhei para o teto, até a hora do voo. Eu precisava vê-lo. Eu tinha que vê-lo.[...] Aterrissamos no SFO às 7:04 da manhã, horário do Pacífico. O céu estava começando a ficar com um tom de pêssego pálido. Quinta-feira. Não mandei mensagem, nem liguei. Porque tinha uma chave. O carro me deixou na frente de seu prédio em. O porteiro da manhã me reconheceu e me deixou subir com um aceno de cabeç
Casal 2: 40 - Eu quero ser dele e quero que seja meu.
ELIZABETH WINTER Enquanto sua boca me devorava, suas mãos ágeis foram para a minha cintura na intenção de remover meu short. Suas mãos encontraram o cós e em um movimento brusco, ele o puxou e minha calcinha de renda branca foi junto. Chutei meus pés para me livrar deles e em segundos, eu estava nua da cintura para baixo. — Deita — ele ordernou, mas não esperou. Uma mão grande e quente pressionou meu peito, e ele me empurrou para trás. A mesa era, como eu suspeitava, comicamente curta. Minha bunda estava na borda, mas meus ombros e cabeça foram para o ar, pendendo para fora. As pontas do meu cabelo varreram o chão. O sangue correu instantaneamente para minha cabeça, fazendo o mundo girar. A visão que eu tinha era do teto e da luz fluorescente do escritório. Era desorientador e incrivelmente excitante. Ouvi o som áspero de seu zíper descendo, o barulho soou alto no escritório silencioso e o senti parado entre minhas pernas abertas. — Envolva-as em mim. — Eu obedeci, minha cabeça
Casal 2: 41 - "Algumas muitas"?
ALEXANDER HAMPTON— Por favorzinho, Alex...— Não.— Mas por quê?— Porque é sexta-feira. E eu sou um homem velho e sensato. E homens velhos e sentatos não vão a... — gesticulei vagamente — ..."baladas".Ela estava na minha frente, na sala de estar, fazendo uma cara de cachorrinho.Desde que voltei para casa, exausto de uma semana de trabalho que pareceu durar um mês, ela estava nessa missão de me levar para aquele lugar barulhento.— Você está sendo chato — ela fez beicinho, e foi um beicinho de nível profissional, calibre de chantagem. Ela sabia usar muito bem suas armas.— Eu estou sendo cansado, Lizzy. O dia foi longo. A semana foi... — A gente fodeu na minha mesa de trabalho — ...intensa. Tudo o que eu quero fazer é pedir uma pizza e assistir àquele documentário sobre concreto que você vetou.— Por favor? — ela tentou de novo, deslizando as mãos pelo meu peito. — É a primeira noite da Marissa de volta de Napa. Ela quer comemorar. Você tem que conhecê-la. E eu quero dançar com voc
Casal 2: 42 - Eu só quero ele
ELIZABETH WINTER Arrastei Alexander para a pista de dança. A batida fazia meu peito vibrar em um ritmo que combinava com meu coração. A fumaça da máquina de gelo seco era uma névoa em meus olhos, as luzes azuis e vermelhas faziam tudo parecer um sonho. Mas Alex estava rígido como uma estátua, com um olhar de puro sofrimento em seu rosto. Ah, não. De jeito nenhum. — Relaxe, Hampton! — gritei, rindo e comecei a dançar para ele. Deixei a batida tomar conta. Me movi, deixando meus quadris balançarem, passando minhas mãos pelo meu próprio corpo, subindo pelo vestido, através do meu cabelo. Eu o estava provocando, com um sorriso malicioso no rosto. Ele continuou parado. Imóvel. Um monumento ao tédio. — Vamos! — gritei. Preciso de uma tática diferente. Se ele não ia dançar comigo, ele ia dançar atrás de mim. Com um movimento lento, me virei e me encaixei nele. Suas mãos, que estavam cruzadas em seu peito, caíram instantaneamente para os lados. Me pressionei contra ele, apoiando min
Casal 2: 43 - Eu não sou um terapeuta
ALEXANDER HAMPTONObservei Lizzy caminhar em direção ao banheiro, e foi como assistir a um filme em câmera lenta. O vestido preto minúsculo, o balanço de seus quadris, a maneira como a luz estroboscópica parecia se agarrar a ela. Eu podia sentir o gosto dela na minha boca e queria que voltássemos para casa.Eu estava com calor. O ar no clube era espesso e rançoso, cheirando a suor, fumaça de gelo seco e álcool derramado. Mas o calor que eu sentia vinha de dentro, e começou no momento em que coloquei minhas mãos nela.Me virei de volta para o bar, sentindo minha respiração ainda irregular. Preciso de água. Não de álcool. Eu precisava de algo para limpar minha cabeça.— Uau.A voz de Marissa, baixa e divertida, cortou minha névoa. Já tinha esquecido que ela estava ali. Ela estava me observando, com um sorriso conhecedor.— Ela realmente te pegou, não é?! — Perguntou, tomando um gole de sua própria bebida escura.— Eu não sei do que você está falando! — respondi, sinalizando para o barma
Casal 2: 44 - Víbora e inspetora de saúde
ELIZABETH WINTERO ar frio da noite de São Francisco fez pouco para esfriar a raiva quente que estava fervendo sob minha pele— Então... — minha voz saiu perfeitamente nivelada. — Vocês querem explicar o que foi aquilo?Alexander deu um passo à frente imediatamente. Ele parecia desesperado.— Lizzy, não foi o que pareceu. Eu juro. Ela...— Amiga, calma. — a voz de Marissa cortou a dele. — Por que você está tão brava? Nós não estávamos fazendo nada demais. Além disso... — ela deu de ombros. — ...não é como se vocês tivessem algo sério.Olhei para ela e me dei conta que não precisa de nenhuma resposta dela, até porque não acredito em nenhuma palavra que sairá daquela boca venenosa — Cala a boca, víbora.Me virei de volta para Alex, ignorando-a completamente. Ela não importava mais. Ele sim. — Você queria ficar com ela, Alexander?— É CLARO QUE NÃO! — ele gritou, rapidamente. — Lizzy, pelo amor de Deus, acredita em mim.A força de sua negação e a raiva dele parecia genuína.— Então, me
Casal 2: 45 - O que aconteceu com o Damian?
ELIZABETH WINTERHoras se passaram, ou talvez apenas minutos. O importante é que nos encontramos entrelaçados, nus, sob os lençóis amassados, com nossa pele quente e úmida roçando uma na outra. Alex estava deitado de barriga para cima, meu corpo pressionado contra o lado dele, meu braço atravessado em seu peito. Ele estava passando os dedos pela minha coluna em movimentos lentos e repetitivos.— Isso é bom — ele murmurou, com a voz rouca.— Sim — eu suspirei, beijando seu ombro. — Isso é muito, muito bom.— Eu vou voltar para Nova York na próxima semana. — Seu movimento de mão parou.O anúncio me fez levantar a cabeça. Eu me apoiei no cotovelo para encará-lo e meu cabelo caiu sobre meu ombro.— Sério?— Sim, você estava certa. Essa filial já não precisa de mim. — Ele sorriu, mas havia uma tensão por trás disso.— Então voltamos na próxima semana. Posso te hospedar no meu apartamento se quiser. — Sorri com malícia, mostrando que minhas intenções não era tão puras como simplesmente lhe
Casal 2: 46 - Em direção à tempestade
ELIZABETH WINTER— Damian foi preso, Lizzy.Eu pisquei. Uma vez. Duas. A palavra não se registrou. "Preso?" Parecia uma piada de mau gosto ou uma realidade distorcida.— Preso? Mãe, do que você está falando?— É sério, Elizabeth! — ela gritou, e o som agudo me fez recuar. — Assassinaram um homem. E estão dizendo que foi ele.— O quê? Mãe, isso é impossível. Explique direito. O que aconteceu?— Ele foi preso esta tarde. — ela soluçou, as palavras tropeçando umas nas outras. — A polícia foi na casa dele... oh, Deus, Lizzy, eles o levaram na frente do Danian. Eles disseram que ele assassinou um homem chamado... — Ela fungou alto, tentando ler algo. — ...Nathan Ponlic.Nathan Ponlic. O nome não significava nada para mim.— Eu não conheço esse nome. Mãe, isso tem que ser um erro. Assassinato? Não. De jeito nenhum.— Eu não sei o que pensar. — ela choramingou. — Seu pai está trancado no escritório, ligando para os advogados, mas ninguém está nos dizendo nada. Lizzy, por favor... por favor,
Casal 2: 47 - Alguém precisa fazer o controle dos danos
ALEXANDER HAMPTONAo começar a acordar a primeira coisa que senti foi o frio.O calor que irradiava de Lizzy, que tinha sido meu cobertor pessoal, desapareceu. Tateei, com meus olhos ainda fechados, minha mão bateu no lençol de seda vazio e então meus olhos se abriram.— Lizzy? — minha voz era um arranhão rouco.Me sentei e olhei ao redor. No criado-mudo, estava meu bloco de notas amarelo.Eu o peguei e não segurei uma risadinha. A caligrafia dela era exatamente como eu esperava: pontuda, impaciente, mas com um floreio inegavelmente elegante."Alex, tive que sair antes que você acordasse. Não queria te acordar. Obrigada por tudo. As coisas vão ficar loucas. Mas eu sei que meu irmão é inocente e vai provar isso. Você disse dois dias. Estou cobrando. Vou estar esperando uma visita sua. Muito em breve. Meu endereço está na folha seguinte. Não demore.Sua Lizzy."Eu virei a página. Um endereço no Upper West Side. Apt. 42B.Sua Lizzy... A irritação de ela ter me deixado sem um adeus de ver