All Chapters of Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato: Chapter 181
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Capítulo 181 - Reconhecida
O almoço seguiu sem novos sobressaltos. Entre conversas mais leves, risos pontuais e silêncios carregados de significados, os pratos foram sendo retirados um a um. Quando perceberam, já estavam na sobremesa.Em determinado momento, Bárbara voltou-se para Olívia, apoiando o cotovelo na mesa, o sorriso contido demais para ser inocente.— Imagino que ver sua família aqui… — comentou, num tom calculado — …torne tudo mais real.Olívia sustentou o olhar sem vacilar. O sorriso que surgiu foi sereno, seguro.— Torna tudo mais completo.Antes que Bárbara pudesse responder, a voz de Liam entrou na conversa. Fria. Precisa. Sem emoção alguma além da verdade.— Tudo se tornou real desde o momento em que nosso destino foi traçado em Dallas. — disse, sem sequer olhar para Bárbara. — No hotel em que eu estava hospedado.O silêncio caiu pesado sobre a mesa. Bárbara ficou imóvel por um segundo. O sorriso desapareceu. Os olhos se arregalaram levemente enquanto assimilava a informação.— O quê? — pergunt
Capítulo 182 - A Gota do Destino
O ar no corredor pareceu ficar mais pesado, denso, como se até as paredes absorvessem a tensão entre elas.Olívia permaneceu em silêncio por alguns segundos. Não desviou o olhar. Não se explicou.Bárbara sorriu sentindo-se vitoriosa.— O seu silêncio diz tudo.Foi então que Olívia reagiu. Com um movimento firme, puxou o braço, libertando-se do toque invasivo. O gesto foi controlado, mas carregado de limite.— Uma pessoa não precisa dizer “eu te amo” para demonstrar amor de verdade. — disse, com uma calma perigosa, daquelas que antecedem uma tempestade. — E você não conhece o Liam… mesmo tendo crescido com ele.Bárbara soltou um riso baixo, sem humor algum.— Eu conheço o Liam. — rebateu. — Conheço o suficiente para saber que ele não mudou. — inclinou levemente a cabeça. — Ele só está te usando. Ele não te ama, querida.O olhar de Olívia endureceu. — Eu conheço o homem que ele escolheu ser comigo. — respondeu. — Algo que você nunca vai entender… porque nunca foi sobre você.O sorriso
Capítulo 183 - Bodas de Diamante
O grande salão de recepções da mansão Holt estava deslumbrante naquela noite. Lustres de cristal pendiam do teto alto, espalhando uma luz quente e elegante sobre as mesas impecavelmente postas. Arranjos clássicos, taças de cristal e porcelanas finas compunham o cenário de uma celebração rara: sessenta anos de casamento.Olga e Frederico circulavam pelo salão com naturalidade e orgulho. Recebiam os convidados como verdadeiros pilares daquela família.A cerimônia havia terminado há pouco tempo, e o clima agora era de celebração leve, conversas cruzadas, música clássica ao fundo e risos contidos.Ísis aproximou-se de Olívia com um sorriso aberto, avaliando-a de cima a baixo com atenção. Os olhos passearam pelo vestido, pelo porte seguro, pelo brilho discreto que ela carregava.— Amiga… — disse, sem exagero. — Você está poderosa com esse vestido. — inclinou levemente a cabeça, o olhar pousando no pescoço dela. — E esse colar… esses brincos… são tão delicados.Olívia sorriu, quase instinti
Capítulo 184 - Linhas que Não se Cruzam
No andar superior da mansão, longe do som da música e das conversas, Laura entrou no quarto e fechou a porta atrás de si com cuidado. Caminhou direto até o espelho da penteadeira, respirando fundo, os olhos marejados.— O que você está fazendo aqui? — perguntou, sem se virar, ao ouvir a porta se abrir novamente.Victor entrou e encostou na porta.— Eu te vi saindo de fininho da festa. — disse, aproximando-se. — Por que estava chorando, ruivinha?Ela pegou um lenço sobre a penteadeira e limpou os olhos.— Não estava chorando. — respondeu, seca.Victor deu mais alguns passos, o sorriso travesso surgindo.— Me dá dez minutos e eu te devolvo esse sorriso que você anda escondendo. — disse, piscando. Laura ergueu o olhar pelo espelho.— Sem chances, Victor. — disse, forçando um sorriso. — Já deixei claro que você não faz o meu tipo. — fez uma pausa breve, o olhar afiado pelo espelho. — E não me chame de ruivinha.Victor parou atrás dela, encarando o reflexo dos dois.— Não é esse o motivo.
Capítulo 185 - Quando Olhar Ainda Dói
Olga o envolveu de volta num abraço caloroso, daqueles que acolhem e confortam.— Meu filho… — disse, emocionada. — Como sempre, carinhoso, educado e cheiroso. — afastou-se um pouco, analisando-o com orgulho evidente. — E como a minha Laura costuma dizer… — sorriu, divertida — você está um negão muito lindo e poderoso. — tocou-lhe o rosto com ternura. — Parabéns pelo seu sucesso, meu querido. Estou muito orgulhosa de você. Olga virou-se então para Marcela, o sorriso gentil no rosto.— E você, querida, como está? — perguntou com carinho. — Há quanto tempo não te vejo nas programações que sua família costuma fazer. — fez uma pausa curiosa. — E seus pais? Por que não vieram?— Estou bem. — respondeu Marcela, com educação. — Estávamos morando fora e retornamos há pouco tempo. — explicou. — Meus pais não puderam vir porque estão viajando, mas fizeram questão de enviar o presente com uma mensagem explicando a ausência.Olga assentiu, compreensiva.— Amanhã vamos ler todas as mensagens com
Capítulo 186 - Antes Que Seja Tarde
Liam se aproximou acompanhado de Olívia, o olhar atento pousando primeiro em Laura, depois na taça vazia em sua mão.— Laura… — disse, num tom controlado, mas firme. — Não exagera na bebida. Lembre-se de que hoje são as bodas dos nossos avós. — fez uma pausa curta, o maxilar tenso. — Se continuar assim, eu mesmo peço para o Edgar se retirar.Olívia tocou discretamente o braço dele, num gesto imediato de contenção.— Liam… — disse, baixa, mas assertiva. — Você não vai ser indelicado. — sustentou o olhar dele. — É a festa dos seus avós. O vovô Frederico o convidou e está visivelmente feliz conversando com ele.Laura inclinou a cabeça, o sorriso surgindo torto, carregado de ironia.— Relaxa, irmãozinho. — disse, com leve deboche. — Eu já superei o Edgar. Não é mesmo, Victor?Ela virou o rosto para ele, desafiadora. Victor ergueu a taça, divertido.— Vou adorar ser estepe. — brincou. — Primeira vez na vida.Nesse instante, o garçom se aproximou. Laura não hesitou. Pegou outra taça e bebeu
Capítulo 187 - Nada Aqui É Coincidência
Logo depois, Ana se aproximou. O abraço dela foi diferente. Foi mais suave, mais longo, envolvente. Quando falou, o tom saiu baixo, quase carinhoso demais para aquele momento.— Eu desejo que você seja feliz… — sussurrou. — Feliz de verdade. Com o seu verdadeiro amor.Ao se afastar, Ana segurou o rosto de Laura entre as mãos por um instante, sorrindo com ternura sincera.— Você já é como uma filha para nós, Laura.O sorriso de Laura surgiu ali, discreto, agradecido… mas os olhos ainda carregavam a tempestade.Laura voltou-se para Marcela, o tom profissional retomando o controle da situação.— Marcela, a veterinária que está cuidando da Meg é extremamente competente. — disse, com um sorriso contido. — Mantenha o tratamento direitinho. — fez uma pausa mínima, quase imperceptível. Então desviou o olhar por um segundo até Edgar… e voltou para Marcela com precisão cirúrgica. — Assim, a filha de vocês não vai precisar lidar com traumas por perdas desnecessárias.Sem esperar resposta, virou-
Capítulo 188 - O Peso de Uma Escolha
Olívia inclinou-se um pouco mais em direção à amiga, a voz baixa, firme.— Amiga… a atriz aqui é você.Ísis soltou um riso nervoso que não tinha nada de humor. Os dedos apertaram a borda da mesa.— Pela primeira vez na vida… — confessou — …eu não faço ideia do que fazer.Olívia a observou por um segundo antes de responder. Não havia julgamento em seu olhar, apenas clareza.— Conta toda a verdade. — disse, com calma. — Mesmo que ele fique com raiva no início. Mesmo que surjam mil caraminholas na cabeça dele. — fez um gesto pequeno com a mão. — Quando tudo esfriar… ele vai te procurar.Ísis balançou a cabeça, visivelmente angustiada.— Você não entende… — murmurou. — O Alex é contra esse tipo de trabalho. — respirou fundo. — Já entramos nesse assunto várias vezes. Eu até tentei contar a verdade.Ela fez uma pausa. O olhar se perdeu por um instante enquanto Olívia escutava em silêncio.— Mas o posicionamento dele sempre me fez recuar. — continuou. — Ele não é do tipo que grita. — a voz b
Capítulo 189 - Palavras Que Matam
Liam perguntou. A voz saiu controlada, mas carregada de autoridade. Ele estava de pé, o corpo levemente inclinado à frente, o olhar atento demais para ser casual.Charles levantou-se imediatamente, quase automático.— De forma alguma, primo. — disse, estendendo a mão. — Como vai?Liam apertou a mão dele com firmeza, sem sorrir, sem prolongar o gesto. Em seguida, tomou a mão de Olívia com a mesma firmeza silenciosa e fez um gesto curto com a cabeça, deixando claro que era hora de se levantar.— Os fotógrafos estão nos aguardando. — disse, já a conduzindo, num tom que não pedia discussão.Enquanto a conduzia até a mesa da decoração, onde os fotógrafos aguardavam, Liam abaixou a voz, incapaz de disfarçar o incômodo que ainda pulsava nele.— Você está proibida de conversar com ele. — murmurou. — De chegar perto dele.Olívia parou no mesmo instante. Girou o corpo para encará-lo, o rosto sério, o olhar firme.— Eu não estava fazendo nada demais. — respondeu, sem recuar. — Eu não sou a Bárba
Capítulo 190 - Antes da Verdade
Edgar aproximou-se de Marcela com passos firmes demais para alguém que dizia estar bem. O semblante estava fechado, duro, como se tivesse acabado de engolir algo amargo.— Vou me despedir do senhor Frederico e da vovó Olga. — disse, em tom baixo. — Vamos embora.Marcela estreitou levemente o olhar, percebendo de imediato que algo havia acontecido. Mas por dentro, estava adorando. Ela aproximou-se um pouco mais, buscando o olhar dele.— O que aconteceu? — perguntou, com calma estudada.Edgar respirou fundo, os ombros rígidos.— Nada. — respondeu, rápido demais. — A Luna está me esperando para dormir.O silêncio que se seguiu foi denso. Marcela manteve o olhar fixo nele, avaliando cada microgesto: a mandíbula travada, a mão fechando levemente, o desvio quase imperceptível dos olhos.Ela não acreditou nem por um segundo.E, para sua própria surpresa, estava adorando vê-lo daquela forma.— Claro… — disse, por fim, com um sorriso radiante, luminoso demais para ser ingênuo. — Vamos, então.