All Chapters of Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato: Chapter 211
- Chapter 220
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Capítulo 211 - O Peso de Proteger
O olhar de Liam era indecifrável. Edgar sustentou o silêncio por um instante antes de responder.— Você está nervoso… — disse, com calma contida. — E está esquecendo do principal. A Laura ainda não sabe de nada. — Respirou fundo. — Se não houvesse seguranças ao redor dela, essa conversa estaria acontecendo primeiro com ela, não aqui.Liam se aproximou um passo, a tensão ainda viva no corpo.— Eu não sei como vai ser a reação dela quando souber da verdade. — disse, mais baixo. — Temo que ela tenha outra crise. Você saiu da festa e não viu como ela ficou.Edgar fechou os olhos por um segundo.— Eu não deveria ter ido àquela festa. — admitiu. — Não suportei ver ela beijando aquele playboy.— Aquele playboy é meu irmão. — Olívia interveio, firme. — E ele só estava ajudando a Laura. Eles não têm nada.Liam voltou o olhar para Edgar.— Você fala que não suportou,Mas ela teve que suportar ver você se exibindo com a mãe da sua filha.Edgar respondeu sem desviar o olhar.— Você, no meu lugar,
Capítulo 212 - Amor Não é Prisão
Edgar respirou fundo antes de continuar.— Lembra que o papai tinha dito que estava dormindo de novo com vocês porque minha casa ainda não estava totalmente pronta? Que quando tem criança não pode morar em lugar bagunçado?Luna assentiu imediatamente.— Lembro, papai. — fez uma pausa curiosa. — A sua casa já ficou pronta?— Então… — ele falou com cuidado, escolhendo as palavras. — A casa ficou pronta, sim. E o seu quarto está lindíssimo.Luna parou de comer o sorvete. Segurou a colher no ar. Os olhos se arregalaram.— O senhor vai me abandonar? — perguntou, com a voz baixa e o lábio inferior tremendo.O coração de Edgar apertou. Ele se inclinou rapidamente para frente.— Por que isso agora, meu amor? — perguntou, segurando delicadamente as mãos dela. — Já conversamos muito sobre isso, lembra? — Falou firme, mas doce. — Eu nunca vou te abandonar. Nunca. Você é minha princesa, minha filha amada.Ela pensou por um instante, mexendo devagar na taça.— Tem uma amiguinha na escola… — disse
Capítulo 213 - O Ponto Sem Retorno
Marcela o encarou, ofegante. O peito subia e descia rápido demais, os olhos brilhando entre raiva e incredulidade. Um sorriso torto surgiu no canto da boca, mais ferido do que irônico.— Então você admite… — disse, a voz trêmula, quase um sussurro carregado de veneno. — Você admite que está com ela?— Ainda não. — respondeu. — Mas vou ficar. — Aproximou o rosto do dela. — E se você colocar minha filha contra mim ou contra ela, eu tiro a guarda da Luna de você. Te acuso de alienação parental. — Soltou-a. — Agora sai da minha frente.Edgar se abaixou para pegar a mala, mas Marcela o impediu.— Você não tira essas roupas daqui! — gritou, chutando a mala.Ele a encarou por um instante.— Tudo bem. — disse, frio. — Essas roupas eu quase não uso mesmo.Marcela caiu de joelhos e abraçou as pernas dele.— Edgar… por favor, amor… — implorou, chorando. — Não me deixa. Eu posso amar por nós dois.Ele tentou levantá-la pelos braços.— Marcela, tenha amor próprio. — disse, cansado. — Se valorize.
Capítulo 214 - O Amor Que Virou Acusação
Laura ficou imóvel por um segundo. O nome dele ainda ecoava na sala, pesado demais para ser apenas uma surpresa.— Edgar? — repetiu, agora mais baixo, como se precisasse confirmar que não estava imaginando.Ele estava a poucos passos dela. Não avançou. Não sorriu. As mãos nos bolsos, o corpo rígido, os olhos presos nela como se tivesse esperado aquele momento por anos.— Seja bem-vinda ao nosso lar, meu amor. — disse, por fim, a voz baixa. — Finalmente vamos poder conversar.Laura engoliu em seco. O olhar correu novamente para os porta-retratos, para as fotos antigas, para a imagem dele com Luna… e então voltou para ele, duro.— Que palhaçada é essa? — perguntou, controlando a voz com esforço. — Eu não acredito que a Olívia fez isso comigo. — Deu um passo para trás. — Eu vou embora.Ela caminhou decidida até a porta, a mão já indo em direção à maçaneta. Edgar reagiu no impulso. Aproximou-se rápido e a segurou por trás, envolvendo-lhe o braço com força contida. Não para machucar, mas p
Capítulo 215 - Cartas Que Mudaram Destinos
Edgar soluçou.— Se eu pudesse voltar no tempo… — disse, a voz quebrada. — Eu nunca teria falado aquelas palavras. Nunca. Pela primeira vez na minha vida eu me descontrolei com o amor da minha vida… e eu tenho vontade de morrer por isso. Meu pai, onde quer que esteja, deve estar profundamente decepcionado comigo. Ele sempre me dizia que uma mulher deve ser tratada como uma flor.Laura riu sem humor.— A boca fala do que o coração está cheio. — disse, fria. — Você disse que eu sou oca. Vazia. Medíocre. Que eu sou uma assassina.Ela se levantou de repente, incapaz de permanecer parada. Começou a andar de um lado para o outro, passando as mãos pelos cabelos, o peito subindo e descendo rápido demais. A sensação era a de que iria explodir por dentro.Edgar chorava abertamente agora, sem conseguir conter. Laura parou. Virou-se para ele.— Mas sabe o que mais me doeu? — a voz caiu para um sussurro rasgado. — Foi você desejar que eu nunca conseguisse gerar. — Ela chorou com mais força. — Porq
Capítulo 216 - Quando o Amor Sobrevive
Laura respirou fundo antes de começar. As mãos ainda tremiam quando ela baixou o olhar para a folha. “Edgar,Eu pensei muito antes de escrever isso, mas é melhor ser sincera agora do que continuar mentindo para nós dois.”Leu a primeira linha, depois a segunda. Os olhos se estreitaram levemente, como se algo não encaixasse. Ela avançou mais um parágrafo.“Eu não quero um filho agora. Não estou preparada para esta responsabilidade e principalmente nessas condições.”O ar lhe faltou de repente. Laura ergueu o rosto devagar e olhou para Edgar, o coração disparado.— Essa… — murmurou, a voz quase inaudível. — Essa… é a minha letra.O silêncio entre eles ficou sufocante.— Como isso é possível? — continuou, balançando a cabeça em negação. — Eu nunca escrevi isso. Nunca.Os dedos dela apertaram o papel com força, amassando levemente.— Realmente não estava preparada, mas eu o queria. — a voz começou a falhar. — Eu jamais diria essas coisas pra você… Jamais. Mais é minha letra.Edgar não d
Capítulo 217 - Onde Recomeçamos
Edgar caiu de joelhos diante dela, como se o corpo não aguentasse mais o peso da culpa. Abraçou a cintura de Laura com força, enterrando o rosto no ventre dela, o choro rompendo sem controle, alto, convulsivo.— Eu sei que não mereço… — soluçou. — Mas eu imploro o seu perdão. — A voz dele vinha abafada, quebrada, desesperada. — Eu deixei você sozinha. — continuou, entre lágrimas. — Eu não protegi vocês. Eu fui um canalha, eu sei…Edgar apertou-a com mais força, como se quisesse voltar no tempo.— Mas era a sua letra, amor… — ergueu o rosto por um instante, os olhos inchados. — Era a freira que nos ajudava. Eram situações que realmente tinham acontecido… tudo parecia real demais. — Baixou a cabeça outra vez, derrotado. — Eu acreditei… — chorou. — E por acreditar, eu te perdi. Eu perdi o nosso filho.Laura permaneceu imóvel por alguns segundos, sentindo o peso daquele choro contra o próprio corpo. As mãos pairavam no ar, sem saber se tocavam nele ou se afastavam.Quando finalmente pouso
Capítulo 218 - Escolha Adulta
Laura respirou fundo novamente, as mãos se enroscando no pescoço dele, a pergunta seguinte vindo carregada de realidade.— Porque o mais difícil começa agora, Nego. — disse. — Existem duas pessoas quebradas que vão recomeçar. — Fez uma pausa curta. — Existe uma ex-esposa. Uma filha. — A voz falhou. — E existe o fato de que sempre quis ser mãe… e que agora você sabe que isso não será mais possível.Laura encostou a testa na dele.— Eu sei que finais felizes só existem em contos de fadas. E isso aqui é vida real. — sussurrou. — Mas eu preciso ter certeza de que estaremos dispostos a caminhar juntos… mesmo sabendo que pode ser doloroso. — Respirou fundo. — Porque, dessa vez, Edgar, teremos que ser maduros. Conscientes. Às vezes mais racionais. E não permitir que nada volte a nos separar. — Continuou, firme. — Porque, se acontecer de novo… não vai ter volta.Ela se afastou apenas o suficiente para encará-lo de frente. O tom mudou. Não mais dor, mas clareza.— E pra finalizar… — disse, com
Capítulo 219 - Entre Promessas e Milagres
Edgar riu baixo, apertando-a contra o peito.Sem dizer nada, pegou a mão dela e a conduziu até o closet. Mostrou cada espaço com orgulho. Depois, abriu a porta da suíte.Laura entrou… e parou. Diante da hidromassagem, sorriu de canto, os olhos brilhando com malícia leve.— Nossa… — comentou, divertida. — Eu vou adorar estrear essa hidro. Minha mente agora foi longe.Edgar se aproximou por trás. A voz saiu rouca, carregada de intenção.— Seu desejo é uma ordem.Ele inclinou o rosto, respirando o perfume do pescoço dela, e depositou um beijo lento ali.— Edgar… — ela murmurou, sentindo o arrepio percorrer o corpo.— Ele anda sem atenção desde a nossa última vez na clínica. — respondeu, baixo, num tom provocador.Laura virou-se de repente para ele, o olhar sério por um instante.— Você… — respirou fundo — …não fez nada com a Marcela ou outra mulher?Edgar segurou a cintura dela com firmeza, obrigando-a a encará-lo.— Ele agora só sobe com você. — disse, direto. — Está implorando por essa
Capítulo 220 - Quando Dois Decidem Ficar
Edgar sorriu discretamente, o olhar carregado de mistério.— É surpresa. — respondeu simplesmente.Laura o encarou por alguns segundos, incrédula. Apertou os lábios, balançou a cabeça em negação, como quem não aceita aquilo tão fácil.— Eu não acredito que você vai fazer esse mistério todo comigo, doutor Edgar. — disse, meio rindo, meio reclamando. — Poxa, Nego… você sabe que eu sou ansiosa. — aproximou-se dele, tentando convencê-lo. — Por favor, me fala pra onde a gente vai.Edgar manteve a expressão tranquila, quase provocadora.— Você vai aprender a lidar com essa ansiedade comigo. — respondeu, firme, mas com carinho. — Só posso te dizer uma coisa: você nunca mais vai esquecer esse dia.Laura suspirou, percebendo que ele não cederia. Conhecia aquele olhar, aquele tom. Quando Edgar decidia algo, não havia insistência que funcionasse. Ela revirou os olhos, rendida.— Tá bom… — disse, resignada, mas com um sorriso nos lábios. — Então vamos ter que passar lá em casa pra eu fazer uma ma