All Chapters of A Esposa Desprezada pelo CEO Terá Gêmeos: Chapter 131
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Eric estava em seu escritório, a fúria crescendo em seu interior. Ele olhou para os planos sobre sua mesa, mas eles não batiam. Ele não entendia por que, apesar de se concentrar, as coisas não saíam como ele queria. Ele respirou fundo e xingou em voz alta: — Droga! A mediocridade não era algo que acontecia frequentemente em sua vida, mas agora que estava acontecendo, isso o enchia de raiva e frustração. Ele chamou Daniela. — Daniela, preciso que você venha! — ele gritou. A secretária, sabendo que seu chefe não estava de bom humor, apareceu no escritório, nervosa e temerosa. A timidez cercava seu sistema. — O senhor precisa de algo? — ela perguntou, com voz suave. — Quero que você me lembre o itinerário. Não me chegou — disse Eric, com o olhar duro. Daniela lhe explicou o que tinha anotado para aquele dia. Eric bufou, frustrado. Ele não queria dirigir a reunião, mas sabia que não tinha outra opção. — O senhor precisa de mais alguma coisa? — ela quis saber. — Não. Você já pode se
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Mariola olhou para o marido, Alonzo, com uma preocupação que a consumia. Aproximou-se dele e pegou sua mão, seus olhos suplicando. — Querido, você não acha que deveríamos levar nossa filha a algum lugar para que a atendam? — ela perguntou, com a voz trêmula. — Ela não parece mais estar bem. Passa o tempo todo trancada no quarto, quebra coisas, se machuca. Você viu os pulsos dela? Não sabe como me sinto terrível cada vez que a vejo desse jeito. Estou muito preocupada. Vamos fazer algo para que isso mude. Alonzo olhou para ela, seu rosto refletia a mesma dor, mas sua voz era mais dura. — Você acha que eu não me preocupo também com isso? Mas eu não sei mais o que podemos fazer. Tatiana é uma mulher que não se dobra, é bastante teimosa e permanecerá no quarto pelo tempo que ela decidir. Não é algo que possamos controlar. Mariola se encheu de ira. — É claro que podemos controlar! — ela exclamou. — Se isso significa tirá-la à força, então faremos isso! Vamos tirá-la do quarto e levá-l
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Naquele dia, quando Bianca saiu do trabalho, parou de repente. Ali, na frente dela, estava a Senhora Harrington, a mãe de Eric. A última coisa que ela queria no mundo era vê-la de novo. A última vez que haviam se visto, as coisas não terminaram bem. Houve um confronto cheio de tensão e reproches. Vê-la ali não podia significar nada de bom, mas Bianca forçou um sorriso e tentou manter a calma, apesar de a presença de Jackeline a fazer sentir-se muito mal. — Senhora Harrington... — ela saudou, sua voz mal um sussurro. Jackeline se aproximou dela, sem rodeios, e disse: — Preciso falar com você. É só isso. — Por quê? Bianca respirou fundo, o ar que precisava para lidar com uma situação como essa. Ela se preparou para a acusação, para o abuso de poder ao qual estava acostumada. — Preciso falar com você sobre algo, Bianca — repetiu Jackeline. — Quero que encontremos um lugar adequado, um lugar mais pacífico para podermos conversar. Bianca, embora quisesse fugir, aceitou a proposta.
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Bianca chegou ao seu apartamento, sentindo o cansaço do dia em seus ombros. O encontro com sua ex-sogra a tinha deixado esgotada. O esgotamento mental era pior do que qualquer fadiga física. Ela tirou os sapatos e caminhou pela sala, sentindo um pouco de alívio por estar em casa e uma profunda inquietação. A ideia de que Jackeline estivesse envolvida na vida dos gêmeos a oprimia. Sentia que não tinha tido outra opção a não ser dizer sim. Agora, ela nem sequer tinha um plano. Que dias ela diria que ela poderia vir? Com que frequência? A ideia de ter Jackeline em seu espaço, em seu lar, a deixava nervosa. Ela não gostava da ideia, de jeito nenhum. A relação que ela tinha tido com sua ex-sogra não tinha sido a melhor, e agora temia que isso pudesse afetar as crianças. Mas ao mesmo tempo, tentava se convencer de que isso poderia ser algo positivo para eles. Ela esperava, de coração, que Jackeline estivesse sinceramente interessada nas crianças. Que seu desejo de vê-los não fosse apena
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Quando Jackeline recebeu o endereço de Bianca por mensagem de texto, ela dirigiu até o local. Encontrou um edifício que, embora não fosse excessivamente luxuoso, era bonito e acolhedor. Ao estar em frente à porta, sentiu-se invadida por um nervosismo que não esperava. Arrependeu-se de tudo: de ter apontado Bianca, de ter querido se impor, de ter tentado decidir sobre a vida das crianças quando sabia que não era apropriado. Ela respirou fundo, bateu na porta algumas vezes e esperou. Quando Bianca abriu, a cumprimentou com uma formalidade forçada que fez com que a brecha entre elas se sentisse ainda maior do que já era. — Olá, Senhora Harrington. Entre, por favor. Jackeline entrou, mas não teve olhos para mais ninguém. Ali, parados na sala, estavam os dois meninos: Henry e Olivia. Seus olhos pousaram na pequena com o abundante cabelo loiro, a pele branca como a neve e uns enormes olhos cor de mel. Ela tinha um sorriso radiante no rosto, era tão bonita, tão pequena e cheia de ternura
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Bianca estava em frente a Santiago, que segurava a xícara de chocolate que ela havia lhe oferecido. Ele deu um gole e depois a deixou no centro da mesa, enquanto a olhava com aqueles olhos verdes que sempre lhe pareceram tão genuínos e calorosos. Bianca, ainda processando a surpresa de sua visita, lhe disse: — Eu não tinha ideia de que você estava aqui no país. Santiago lhe dedicou um sorriso amplo, desses que iluminavam seu rosto. — Estou aqui porque vou realizar uma exposição de arte, para a qual, claro, vou te convidar — ele disse, a emoção em sua voz era palpável. Bianca ficou atônita. Um sorriso se desenhou em seu rosto. — Eu não posso acreditar, Santiago. De verdade, estou tão orgulhosa de você! Nossa, é algo genial o que você está me contando. — Agradeço, de verdade. É algo muito importante para mim — ele disse, sua voz se suavizou. — A propósito, sinto muito se apareci sem avisar. Eu queria te surpreender. Seu endereço foi Lorena quem me deu. Bianca assentiu, ligando o
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Uma vez que se encontrou sozinha em seu apartamento, a visita inesperada de Santiago pareceu irreal para Bianca. Vê-lo depois de tanto tempo a tinha feito se sentir bem, mas ao mesmo tempo, ela se sentiu comprometida a ser o mais amável possível para não ferir seus sentimentos. Ela pegou o telefone e fez uma ligação de longa distância para Lorena. — Olá, Bianca, como está tudo? Eu estava prestes a almoçar. Me conta o que aconteceu — ela a encorajou, com sua voz alegre de sempre. — Lorena, acho que você não devia ter dado meu endereço ao Santiago — expressou Bianca, um pouco de raiva em sua voz. — Ele apareceu há pouco no meu apartamento. Você sabe que entre nós não vai acontecer nada, então, por que você deu meu endereço? Lorena sentiu a raiva na voz de Bianca e se sentiu culpada por tomar uma decisão sem consultá-la antes. — Sinto muito mesmo, Bianca. Eu não tinha a intenção de que você se sentisse desconfortável, mas ele me pediu tanto, insistiu demais. Você sabe o que eu penso
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Bianca e Santiago conversavam, mas logo Bianca viu Clara se aproximar. Ela pediu a Santiago que mantivessem distância no trabalho para evitar mal-entendidos. Nesse momento, Clara chegou, olhou para Santiago de cima a baixo e estendeu a mão para se apresentar. — Olá, é um prazer conhecê-lo, Senhor Jackman. Meu nome é Clara Solís e sou designer júnior da companhia Pretty — expressou, com um sorriso nervoso. Santiago pegou a mão dela e a apertou levemente. — O prazer é meu. Será um gosto trabalhar aqui com vocês. Bianca notou a forma como Clara olhava para Santiago e não pôde evitar sorrir. Mais tarde, no banheiro, Bianca e Clara se olharam no espelho. Clara olhou para Bianca com um sorrisinho nervoso no rosto. — Esse homem é muito bonito, na verdade, nunca tinha visto um cara tão bonito. Não, espera, ele não é mais bonito que o Senhor Harrington, mas este também tem algo que cativa. Como você pode agir com tanta normalidade ao lado de um homem tão bonito como esse? Bianca riu.
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Após o incidente no parque, Eric levou seus filhos a um restaurante de fast food; ele não era fã desse tipo de comida, mas as crianças tinham insistido bastante. Henry e Olivia, com seus rostos sorridentes, sentaram-se à mesa enquanto Eric ia pedir a comida. Ele os observou à distância, sentindo uma pontada de orgulho. Eles tinham crescido tanto, e ele havia perdido a maior parte de suas vidas. Quando voltou com as bandejas de comida, Olivia olhou para ele com seus enormes olhos cor de mel. — Papai, eu vou ficar bem mesmo? — ela perguntou, apontando para o joelho com o pequeno curativo. — Você vai ficar muito bem, princesa — ele disse, com voz suave. — Você é uma garota muito corajosa e forte. Henry, com a boca cheia de batatas fritas, olhou para ele e disse. — Papai, por que você não vem nos visitar mais vezes? A pergunta de Henry o pegou de surpresa. Eric engoliu em seco e, com o coração apertado, respondeu. — Filho, sua mãe e eu estamos tentando fazer com que as coisas func
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Naquela manhã, Bianca foi para o trabalho como de costume, sem imaginar que, antes de pôr os pés na companhia, encontraria à sua frente a figura de uma mulher que havia mudado tanto que mal parecia a mesma. Ela parecia magra e cheia de olheiras, com um olhar estranho. Bianca pôde perceber que os olhos azuis dessa mulher tinham perdido até o brilho; haviam escurecido. Era Tatiana.— Não sei se devo me apresentar a você ou se já não é necessário — começou Tatiana, com um olhar arrogante.Bianca olhou para ela sem poder acreditar que ela estava ali. Não dava crédito. Não entendia a razão pela qual ela tinha ido até o seu local de trabalho. Sentiu arrepios com a ideia de que ela a tivesse seguido até ali.— Não sei se devo responder a essa pergunta — disse Bianca, com voz cautelosa. — E não entendo por que você está aqui falando comigo.— Quero que encontremos um lugar mais discreto e você pare de se fazer de tonta — retrucou Tatiana. — Você sabe perfeitamente ao que me refiro.Sem saber