All Chapters of Me tornei na babá da filha do meu ex bilionário : Chapter 71
- Chapter 80
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CAPÍTULO 71: Reencontro
–Essa é a casa da Júlia?– perguntou o homem na porta, com o tom firme e sério.–É… É sim– Joaquim respondeu.–Eu gostaria de falar com ela–Joaquim olhou para dentro da casa, me encarando, e meu coração acelerou ainda mais.Hesitante e com medo, caminhei até a porta, e Joaquim a abriu mais, parando de lado.Era realmente ele. Leonardo estava ali na minha frente, em minha casa. Agora que sabia da verdade, tudo o que eu sentia era vontade de abraçá-lo e me desculpar por tudo, mas tive de me conter.Ele estava sério, com o olhar indecifrável, mas ainda era possível ver a mágoa misturada àquele sentimento que sempre nos ligou.Nós nos encaramos por longos segundos, cada um preso em seus pensamentos, até Joaquim pigarrear, nos despertando.–Ah… A casa está uma bagunça, eu estava fazendo uma limpeza, mas podemos nos sentar no jardim se quiser– falei nervosa, sem saber como agir diante dele. Antes eu estava confiante na minha vingança e o tratava com indiferença sempre o afastando, mas agora
CAPÍTULO 72: Laços além do sangue
POV LEONARDOApós dias pousando como "A família perfeita" com Carla, eu já não aguentava mais todo aquele fingimento. Ver Dália sendo arrastada para tudo aquilo, o desconforto estampado em seu rosto quando Carla segurava sua mão ou a pegava no colo… eu não suportava mais.Por outro lado, as empresas voltaram a se estabilizar, minha reputação foi limpa, as ações voltaram a subir, investidores e sócios começaram a retornar.Mas nada daquilo valia a pena diante da vida infeliz que minha filha estava vivendo.–Helena! Helena!– ouvi Dália chamar enquanto dormia, agarrando minha camisa. –Helena, não… não vá, Helena. Não deixe a Dália. Helena, fica!–Meu peito apertou ao presenciar aquela cena mais uma vez. Dália ainda não falava com ninguém, mas nos sonhos sempre chamava por ela desesperadamente. Aquilo me fez lembrar das palavras de Mariana sobre trazer Helena de volta, mas eu ainda estava relutante. Ela era cúmplice de Carla, a culpada por tudo. Claro, Dália não sabia de nada disso. E Eu
CAPÍTULO 73: Um pouco de Paz e tranquilidade
–Eu… eu não quero voltar para casa... papai, eu posso ficar aqui com a Helena?– perguntou Dália, encarando-me com seus olhinhos de filhote.Olhei para minha filha, depois para Júlia que me encarava em silêncio, ambas esperando por minha resposta.Suspirei e caminhei até elas, me agachando ao lado de Júlia e de frente para Dália.–Querida, sabe que precisamos voltar, lá tem o seu quarto, a sua cama, os seus brinquedos, e eu vou estar lá com você e nada vai acontecer com você, eu prometo––Mas eu não quero! Eu quero ficar com a Helena!– Dália agarrou firme a mão de Júlia como se estivesse se agarrando a uma boia salva vidas.Suspirei, me sentindo encurralado. Eu sabia que Dália era infeliz naquela casa com Carla por perto, mas também não podia simplesmente desaparecer e fugir de tudo.–Querida, eu...––Claro que você pode ficar– Júlia respondeu sorrindo para Dália, e eu olhei para ela surpreso, repreendendo-a por dizer aquilo de forma imprudente.–Você pode ficar aqui hoje, o que acha?–
CAPÍTULO 74: Se rendendo as sentimentos
Após verem todos os animais do rancho, Joaquim levou um pônei até a pista equestre, e os olhos de Dália brilharam ainda mais.–É tão lindo!– disse ela, sorrindo.–Pode se aproximar, ela é muito dócil, não machuca–Dália se aproximou do pônei, deu uma maçã para ele, acariciou e escovou a crina, olhando para o animal como se estivesse olhando para uma criatura fantástica de seus livros de história.–Vamos montar?– perguntou Joaquim.–Tem certeza de que é seguro?– Júlia perguntou receosa, e eu não estava diferente.–Claro, ela é doméstica, nasceu e cresceu aqui, e os meus sobrinhos já montaram nela. Ela já está acostumada e nunca derrubou ninguém–Júlia olhou para mim pedindo permissão, e Dália fez o mesmo. E, novamente, as duas me venceram.–Pode ir–Joaquim colocou a sela no pônei, e Dália montou com a ajuda dele, devidamente equipada.–Papai, olha!– disse Dália, acenando para mim, enquanto Joaquim segurava as rédeas do pônei, guiando-o cuidadosamente pela pista.Acenei de volta para D
CAPÍTULO 75: Dúvidas
POV JÚLIAQuando Leonardo me beijou, meu coração disparou e fiquei em choque, pois não esperava que ele o fizesse depois de tudo que aconteceu. E quando ele se afastou, senti um medo súbito, o medo de perdê-lo. Então segurei seu pescoço e tomei os lábios dele outra vez, dessa vez com vontade.Quando nós beijávamos antes, eu sentia raiva de mim por deixá-lo me tocar, raiva do meu corpo por gostar dos toques daquele que eu considerava o culpado de toda desgraça da minha vida.Mas após saber da verdade, depois de saber que ele não teve culpa de nada, tudo que eu queria era estar nos braços dele, o abraçar por todos aqueles anos afastados, me desculpar por tudo que causei, e ser dele outra vez, me entregar a ele como antes, como 5 anos atrás.–Me faça sua esta noite, por favor. Eu quero estar em seus braços outra vez… quero ser sua como antes, quero ser amada por você, quero sentir que você está aqui, e que é meu, somente meu. Me ame…–Declarei cada palavra com o coração exposto, conscien
CAPÍTULO 76: Medo de perder ele outra vez
–Então, se realmente me ama como diz, se quer que eu confie e acredite em você, me diga a verdade. Por que fez tudo aquilo para me arruinar? Você... você realmente é uma cúmplice da Carla e fez tudo aquilo a mando dela?––O quê? Não! Eu não sou cúmplice da Carla!– falei me sentando na cama, e Leonardo fez o mesmo.–Pois ela disse que vocês são cúmplices––É invenção dela! Eu não conhecia a Carla até ela me ligar pouco antes de tudo acontecer, e depois disse que queria ver a Dália, e eu acabei fazendo a besteira de acreditar nela e levei a Dália até ela, um erro do qual eu vou me arrepender para sempre!––Tudo bem. Se você não é cúmplice da Carla, então por que fez tudo aquilo? Por que quis destruir a minha vida?Baixei o olhar em silêncio. Eu não podia dizer a verdade, não podia contar o nosso passado para ele. Carla tinha a guarda da Dália, e se Leonardo tentasse enfrentá-la, aquela mulher desequilibrada levaria Dália e Deus sabe o que ela faria com Dália. Eu não podia permitir aquil
CAPÍTULO 77: Regresso a casa
–Papai, a Helena pode voltar para casa com a gente?–Olhei para Leonardo e ele olhou para mim de volta, logo desviei o olhar, olhando para Dália.–Querida, eu não posso voltar com vocês, já disse que eu estou morando aqui agora, a minha vida está aqui, e você deve voltar com o seu papai––Mas eu não quero ir sem você, Helena!––Querida...––Você não quer vir comigo porque não me ama mais! Porque... por que eu não sou a sua filha!–Dália saiu do meu colo antes que eu pudesse dizer algo, e correu para o quarto.Olhei para Leonardo que me encarou parecendo indeciso entre aceitar o pedido da filha, ou passar por cima de sua própria decisão. Me levantei e fui até o quarto para consolar Dália.Bati à porta e a abri, sentindo meu coração encolher ao vê-la deitada na cama, encolhida, abraçando o coelhinho.–Dália, querida, por favor, olhe para mim, assim eu vou ficar triste também. Você sabe que eu amo muito você, e eu seria muito feliz se você fosse minha filha, mas não é assim tão simples,
CAPÍTULO 78: Regresso a casa, parte 2
–Se a Júlia quiser e permitir, podemos ir visitar a filha dela juntos–Olhei para Leonardo surpresa e meu coração disparou. Levar ele até o túmulo da nossa filha era algo que eu nunca tinha imaginado, mas, ao mesmo tempo, algo que no fundo eu sempre desejei, que ele fosse ver ela, mesmo que fosse uma vez, que a minha filha conhecesse o pai dela.–Então, podemos acompanhar você?– Leonardo voltou a perguntar e tirei um leve sorriso.–Claro–Descemos do carro e fui até ao jardim da pequena capela onde era permitido tirar flores para deixar nos túmulos, e eu mesma tinha plantado a maioria delas ali.–Papai, olha, são dálias!– disse Dália olhando as flores. –Helena, podemos levar dálias para sua filha?–Sorri para Dália. –Claro, são as flores favoritas dela–Eu e Dália colhemos as flores, enquanto Leonardo se afastava com Gabriel, e assim que terminamos, fizemos dois lindos arranjos e fomos à estrada procurando por Leonardo, que apareceu com um lindo buquê de rosas brancas, lindas e perfei
CAPÍTULO 79: Uma proposta, uma esperança
POV LeonardoQuando vi Júlia ali parada olhando para a lápide de sua filha, logo imaginei os anos que ela passou visitando aquele lugar, sozinha, angustiada, sem amparo nenhum. Minha única reação foi clara: abraçar ela, proteger e dar amparo, tentar confortar ela por todo aquele sentimento que de alguma forma, pesava em mim também, como um senso de dever instintivo, como se eu devesse ter estado todos aqueles anos ali com ela.Mas agora que eu estava ali, eu protegeria ela, não deixaria ninguém machucá-la nem tornar seu coração amargo outra vez. Talvez, se ela tivesse tido alguém ao seu lado, ela não teria se juntado a Carla numa vingança sem sentido.Quando terminei de secar as lágrimas de Júlia após confortá-la, sorri ao ver como ela se parecia com Dália quando chorava e sua testa ficava vermelha como um tomate, e aquela expressão me pareceu estranhamente familiar, como se já tivesse visto em outras ocasiões.E, após confessar que protegeria ela dali para frente, o beijo foi inevitá
CAPÍTULO 80: Segredos e verdades
A resposta de Júlia veio em silêncio e sem hesitar. Ela se colocou na ponta dos pés, inclinou meu pescoço e me deu um beijo simples; logo pude ver seu lindo sorriso.–É claro, eu quero estar com você e não me importa como. E eu vou estar ao seu lado, e prometo que juntos vamos encontrar uma forma de tirar a guarda da Dália da Carla. Lá no cemitério você disse que cuidaria de mim, que eu não estava mais sozinha, e eu digo o mesmo a você. Você não está sozinho, e a partir de hoje vamos enfrentar tudo juntos, como um casal–Meu peito se encheu de uma sensação nova e aconchegante, algo que eu nunca tinha sentido antes, nem por Carla no começo do nosso casamento. A sensação de companheirismo, ter alguém que se ama ao seu lado para enfrentar tudo, juntos.Me inclinei, tirando mais um beijo de Júlia, e sorrimos um para o outro com nossos dedos entrelaçados. Logo fomos até o carro de mãos dadas, e abri a porta para ela; em seguida, entrei no banco da frente, soltando um suspiro.–Vamos–Em al