All Chapters of Uma noite, uma vida : Chapter 91
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CAPÍTULO 90
DUDA NARRANDO:Sem perder tempo, levantei-me, pegando minha calcinha no chão. Olhei para Renato com um sorriso malicioso e coloquei as mãos dele acima da cabeça, amarrando seus punhos com o tecido macio da minha calcinha. O olhar dele era uma mistura de surpresa e t3são. Lentamente, tirei a cueca dele, revelando o mastr0 completamente dur0, gross0, com a cabeç@ rosa e brilhante. A visão fez meus olhos brilharem de desej0.— Eu vou te mostrar do que eu gosto — sussurrei, com um sorriso provocante.Fiquei de quatr0 na cama, me inclinando sobre ele. Minhas mãos envolveram o mastr0 dele enquanto eu começava a punh3tá-l0 devagar. A cada movimento, ele mordia os lábios e jogava a cabeça para trás, completamente entregue ao praz3r.Inclinei-me mais e, com a l1ngua, comecei a fazer círculos em torno da cabeça do p@u dele. O gosto, a textura, tudo nele me fazia querer mais.A boca de Renato se abriu em um g3mido alto.– Cazzo! Que boca gostos@! — ele rosnou, com sua voz grave carregada de de
CAPÍTULO 91
DUDA NARRANDO:Depois de outro banho, para nos limpar deitamos na cama exaustos, e dormimos juntos, completamente nus. Acordei com alguns raios de sol atravessando a janela e batendo no meu rosto. O calor suave me despertou devagar, mas foi o toque quente de Renato, ainda abraçado em mim de conchinha, que me trouxe à realidade. Ele dormia profundamente, sua respiração calma e ritmada me acalmava. Senti seu braço pesado sobre minha cintura e, por um momento, fiquei apenas aproveitando o calor do seu abraço. Ele parecia tão relaxado, que fiquei com receio de o acordar.Com cuidado, tentei sair da cama sem acordá-lo. Peguei meu vestido jogado no chão e fui para o banheiro na ponta dos pés. O piso frio sob meus pés descalços me despertou um pouco mais. Ao fechar a porta do banheiro, tentei o possível para não fazer barulho. Usei o banheiro, lavei o rosto e, aproveitando a calma do momento, prendi meus cabelos longos em um coque frouxo, usando os próprios fios. Olhei meu reflexo no espel
CAPÍTULO 92
GISELE NARRANDO:Acordei sentindo como se um caminhão tivesse passado por cima de mim sem ao menos anotar a placa. Minha cabeça parecia que ia explodir, e eu mal conseguia focar em qualquer coisa ao meu redor. Levei as mãos aos cabelos bagunçados, tentando desesperadamente organizar meus pensamentos, mas tudo que senti foi um leve desespero crescendo. Pisquei os olhos, ainda com eles semicerrados, e então percebi que não estava em casa.“Que lugar é esse?” Pensei, enquanto meus olhos percorriam o quarto. Era enorme, com paredes de vidro que deixavam a luz suave da manhã entrar pelas cortinas brancas. Ao ver a cama de casal, grande demais para mim sozinha, percebi a pior parte: estava nua. Só de roupão.Meus olhos se arregalaram enquanto o calor subiu por minhas bochechas. “Merda”, sussurrei, dando um pulo da cama, o tecido macio do roupão balançando ao redor do meu corpo. Um pânico tomou conta de mim ao perceber que eu não me lembrava de absolutamente nada. Meu último pensamento co
CAPÍTULO 93
GISELE NARRANDO:Eu não conseguia parar de comer. Meu estômago parecia um buraco sem fundo, como se eu não tivesse me alimentado por dias. A cada mordida, a vergonha de estar nessa situação me consumia mais um pouco. A boca seca me fez tomar mais suco, tentando disfarçar o constrangimento. Rodrigo estava à minha frente, comendo tortilhas calmamente, como se nada estivesse fora do normal.— Você não se lembra de nada mesmo de ontem? — ele perguntou, com a voz casual, mas o olhar fixo em mim.Parei por um segundo, tentando puxar na memória qualquer fragmento da noite anterior. Nada. Apenas um grande vazio.— Não... fiz alguma coisa terrível? — respondi com receio, temendo a resposta.Rodrigo deu um sorriso de canto, enquanto levava outra tortilha à boca.— Não... mas acho que você disse tudo o que tinha vontade de falar na minha cara — ele falou com um tom divertido, enquanto mastigava.Meu coração deu um salto, e o sangue pareceu subir todo para o meu rosto. O que eu tinha aqui? Que v
CAPÍTULO 94
GISELE NARRANDO:Respirei fundo, irritada e nervosa com o abuso dele. A frustração me apertou o peito, então decidi ir direto para o banho. Entrei na ducha gelada, sentindo a água fria escorrer pelo meu corpo, lavando os pensamentos estúpidos que me atormentavam. Rodrigo. Ele não sai da minha cabeça, não importa o quanto eu tente. O meu coração batia acelerado, a raiva e o desejo se misturando. Eu queria arrancá-lo da minha mente, apagar o que aconteceu entre nós no passado, seguir minha vida, mas parecia impossível.— Ele está brincando comigo... e eu detesto me sentir usada — murmurei, frustrada.Terminei o banho e me envolvi na toalha. Olho meu reflexo no espelho do banheiro enquanto secava o cabelo com o secador, o som abafando os pensamentos, mas não os desligando. A voz dele ainda ecoava na minha cabeça, “você é muito linda.” Só de lembrar, um arrepio subiu pela minha espinha. Flashs daquela noite passaram rapidamente, como um filme.Naquela noite... molhados no banheiro, ele me
CAPÍTULO 95
RENAN NARRANDO:Sento-me no escritório de vidro no último andar, uma verdadeira fortaleza suspensa na selva de pedra da Cidade do México. O luxo ao meu redor reflete cada conquista da minha carreira, após herdar todas as fazendas e empresas dos meus pais. Minha cadeira de couro preto me envolve como um trono, enquanto levemente balançado, com a estrela da minha caneta Montblanc encostada em meus lábios. Meus olhos estão fixos no celular à minha frente, repetindo uma cena íntima que gravei na noite anterior. Duda... o nome dela ecoa na minha mente enquanto o vídeo revelava o jeito safado com que ela se entregou a mim. Eu pude sentir o cheiro da pele dela, o gosto, aquelas tatuagens... Ela era tão linda, tinha um sorriso de safada, era intensa de uma maneira que nenhuma outra mulher tinha sido até então comigo. Não era à toa que eu me pegava apertando minha calça, sentindo meu cacete crescer dentro da cueca só de pensar em repetir a dose.Estava completamente obcecado em olhar pra ela
CAPÍTULO 96
RENAN NARRANDO: Ajeitei a gravata e limpei a garganta, enquanto o ícone da câmera rodava no canto da tela. Quando a imagem dela apareceu, eu a admirei por um momento, como sempre. Vittoria era simplesmente estonteante. Cabelos negros e longos caíam sobre os ombros, lábios carnudos que formavam um leve sorriso, e os olhos castanhos brilhavam com a determinação que eu sempre admirei nela. Mas era o cérebro por trás daquela beleza que realmente me fascinava. Vittoria sempre soube como multiplicar meu dinheiro, como poucos conseguem.Mas, claro, havia outro detalhe. Eu só estava no México por causa dela. Vittoria foi a razão de muitos dos meus sucessos financeiros. Tudo começou no dia em que a conheci, ainda casada com seu primeiro marido. Na época, eu cogitava transferir todos os meus investimentos para ele, mas, como a vida adora surpreender, Vittoria se divorciou, casou-se novamente e veio para o México. E eu, confiando apenas nela, decidi segui-la, levando meus negócios para cá.Uma
CAPÍTULO 97
RENAN NARRANDO:Vittoria suspirou, apertando os lábios como se estivesse prestes a dizer algo delicado. Ela era sempre direta, mas dessa vez notei um tom mais pessoal em sua voz.— Renan, preciso te pedir desculpas. Eu sei que não tenho culpa no que aconteceu... — Ela hesitou, com seus olhos escuros encontrando os meus através da tela. — Mas o fato do Rodrigo ser meu primo... eu sei que isso torna tudo ainda mais complicado para você. Eu realmente sinto muito.Aquelas palavras fizeram o sangue ferver nas minhas veias. Ela falou como se fosse algo simples, mas o nome de Rodrigo trazia lembranças amargas, uma raiva que eu mal conseguia controlar. Eu sabia que Vittoria não tinha culpa. Ela sempre foi profissional e, acima de tudo, uma aliada valiosa. Mas o fato de Rodrigo ser seu primo tornou tudo uma teia de traição difícil de engolir.— Vittoria... você não precisa se desculpar. — Minha voz saiu baixa, mas firme. — Eu sei que você não tem nada a ver com o que aconteceu entre mim, Micae
CAPÍTULO 98
RENAN NARRANDO:A sala de reuniões estava ligada à tensão. O clima tornou a atmosfera quase insuportável. Cada rosto ao meu redor exibia apreensão enquanto eu estava meu habitual semblante frio, conduzindo a conversa. Sempre fui considerado um homem imponente em meus ternos escuros sob medidas, cabelos perfeitamente alinhados e olhos calculistas, completamente indiferente à preocupação dos diretores à minha frente.— Então é isso, senhores. — A minha voz cortou o silêncio, e minhas palavras ecoaram pela sala como um aviso sombrio. — Fecharemos a empresa em um mês. Os cortes são inevitáveis. A situação no México não é mais rentável, e manter essa filial aberta não é mais viável.Fiz uma pausa, observando as respostas no olhar ao meu redor. Os diretores, visivelmente inquietos, começaram a se entreolhar, algumas expressões refletindo incredulidade, outras pura indignação. Um dos meus diretores mais antigos, ousou levantar a mão com dúvidas, enquanto outros cochichavam entre si, todos t
CAPÍTULO 99
DUDA NARRANDO:Desde que Gisele começou a morar aqui em casa com o Rodriguinho, virou rotina eu dar carona para ela ir ao trabalho.Eu sempre a levava e a buscava no bar do urso. A convivência com ela tem sido ótima, nos tornamos muito próximas, é como se ela fosse minha irmã mais nova, afinal sou um ano mais velha que ela.Mas hoje... Hoje seria diferente. Acordei depois do meio dia com a cabeça latejando, completamente confusa, ainda absorvendo as loucuras da noite passada e Renato. Quando eu virei na cama, tentei me espreguiçar, colocando a cabeça em ordem. E então veio o seguinte: meu carro!MerdaLevantei da cama com um pulo e o coração disparado. Onde diabos deixei o carro que eu estava quando estava na casa dos meus pais? Caminhei até a janela, tentando recompor os pedaços da noite anterior, quando tudo voltou como um flash: meu carro estava no estacionamento do bar do Guero! De tão louca que fiquei com o Renato, acabei indo embora com ele e... sim, o carro ficou pra trás.Pegu