A OBSESSÃO DO CEO: OS TRÊS PEQUENOS GÊNIOS
A OBSESSÃO DO CEO: OS TRÊS PEQUENOS GÊNIOS
Author: Tamires Ferreira
Capítulo 1
Author: Tamires Ferreira
last update2025-12-19 22:08:02

Luana! 

- O grito de Alessandro Veronese  veio abafado, mas carregado de fúria, os dentes cerrados a centímetros do rosto dela. 

- Eu não esperava que você fosse tão cruel. Jogar a Camila na piscina? Você se atreveu a tanto?

Luana apertava a toalha de banho contra o peito, os dedos brancos de tanta força. A umidade do banho ainda fumegava em sua pele, e a toalha curta, que mal escondia suas curvas, a deixava exposta de uma forma que a humilhava diante daquele olhar de desprezo.

- Eu já disse ao telefone... 

- Sua voz tremeu, mas ela sustentou o olhar. 

- Não fui eu!

- Hmph!

 -- O bufo dele foi como uma bofetada. Ele não via a mulher com quem dividira a cama por dois anos; via apenas um monstro.

 - Não perca seu fôlego com mentiras. Assine isso. Agora! Ou o seu próximo banho será em uma cela de prisão.

Ele arremessou o calhamaço de papéis. As folhas de papel cortante bateram contra o colo de Luana antes de deslizarem pelo chão. 

A dor física do impacto foi insignificante perto do rasgo que se abriu em seu peito.

Ela o encarou, lutando para que as lágrimas não vencessem o resto de dignidade que lhe sobrava. 

O rosto de Alessandro era uma escultura de gelo: impecável, belo e mortalmente frio. Por dois anos, Luana acreditou que seu amor seria o sol capaz de derretê-lo.

 Ela cuidou de cada detalhe da vida dele, sorriu através das indiferenças e amou por dois.

Que erro fatal, ela pensou. Gelo não derrete para quem ele despreza. Gelo apenas corta.

- Luana, minha paciência acabou - Alessandro deu um passo à frente, a aura de comando sufocando o ar do quarto. - Assine e eu te dou a liberdade que você tanto deseja. Caso contrário...

As lágrimas finalmente transbordaram, pesadas, manchando o papel timbrado do divórcio.

- Certo.

 Eu assino! 

- Ela rabiscou o nome com fúria. Ao terminar, jogou a caneta aos pés dele, os olhos injetados de uma teimosia selvagem.

 - Mas entenda uma coisa, Alessandro: a partir de agora, eu é que não te quero mais!

- É mesmo?

 - O olhar dele percorreu o corpo dela com um escárnio que a fez sentir-se nua.

- Saia daqui! 

Você é um canalha! 

- Ela gritou, a voz falhando.

- Vá para o inferno!

- Quem rastejou para entrar na minha vida foi você - ele sibilou, segurando-a pelo braço com uma força desnecessária e arrastando-a de volta para o banheiro. 

- Você não tem o direito de dizer "não quero".

O choque foi imediato.

 O jato de água fria atingiu Luana, encharcando seu cabelo e a toalha.

 Ela caiu no piso de mármore como uma boneca de porcelana estraçalhada.

 A água gelada roubava seu fôlego, mas o que a paralisou foi a ordem que ele deu ao sair, sem sequer olhar para trás:

- Assim que ela se recompor, mandem-na para a delegacia. Quero ela presa ainda hoje.

O mundo de Luana desabou. Ele realmente ia destruí-la por uma mentira da Camila?

Com as pernas tremendo e os pulmões queimando, ela se arrastou para fora do box assim que ouviu a porta do quarto bater.

 O pânico era um motor potente. Ela vestiu qualquer roupa, pegou o celular com as mãos trêmulas e discou o único número que poderia salvá-la.

- Irmão... por favor... me ajude! - soluçou contra o aparelho.

Passos pesados ecoaram no corredor. 

Eram eles. Os cães de guarda de Alessandro. 

A porta foi escancarada e a figura imponente do ex-marido surgiu atrás dos brutamontes.

- Você vem por bem.

- Alessandro disse, a voz desprovida de qualquer rastro de humanidade.

 

- ou prefere que eu mande eles quebrarem suas pernas para facilitar o transporte?

Luana olhou para a janela. O térreo estava logo ali, mas a queda seria feia. Entre a prisão e a dor, ela não hesitou.

- Eu prefiro morrer a ser tocada por vocês!

Ela saltou.

O impacto com o cascalho do jardim rasgou sua pele, o sangue quente contrastando com o frio da noite. Alessandro correu para a janela, o rosto subitamente pálido, mas sua voz ainda era um chicote:

- Peguem-na! Agora! Ela não pode escapar!

Luana não sentia o corte nos joelhos ou o latejar no tornozelo. 

O ódio era seu combustível.

 Ela correu em direção ao muro lateral, evitando a entrada principal onde os faróis dos carros brilhavam como olhos de predadores.

Havia uma pequena passagem, um antigo vão de serviço quase oculto pela vegetação. Antes de atravessar, ela olhou uma última vez para a mansão iluminada.

- Alessandro! 

- o grito dela rasgou o silêncio da propriedade, carregado de uma promessa sombria. 

- Eu nunca mais quero te ver! E diga à Camila para se preparar... porque eu vou voltar.

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  • Capítulo 416

    A boca de Vivian estava escancarada; cabia uma maçã grande dentro dela. Ela não reagiu nem por um instante. Passou-se apenas uma noite, como é possível que a situação tenha mudado tão drasticamente? Que métodos Alessandro usou em Luana para fazer essa mulher teimosa reconsiderar? Ao perceber que alguém os observava, o olhar profundo de Alessandro se voltou friamente para Vivian. Vivian ficou surpresa com a frieza no olhar de Alessandro, e rapidamente fechou a boca e entrou com o café da manhã na mão. Ela ficou chocada ao ver que a mesa de centro e a mesa aos pés da cama estavam cheias de embalagens de comida para viagem de todos os tipos. Ela achava que ninguém além de Alessandro seria capaz de realizar um espetáculo tão grandioso. Ela evitou o olhar de Alessandro, carregando o café da manhã preparado pela tia Maria , e aproximou-se de Luana, levantando a mão para tocar levemente seu braço. Os olhos daquele homem eram tão

  • Capítulo 415

    Luana ficou atônita por um momento, seus olhos brilhantes cheios de surpresa enquanto encarava Alessandro sem piscar.Ela queria ter certeza se Alessandro sabia o que realmente havia dito.No entanto, sua expressão era séria e ele não parecia estar brincando."Alessandro, você sabe o que está dizendo?" A voz de Luana tornou-se fria, e ela olhou para Alessandro com uma expressão complexa.Não faça promessas que não possa cumprir.Ela não queria que Alessandro desse esperança às crianças apenas para depois desapontá-las.“Eu sei”, disse Alessandro, olhando para Luana com seus olhos profundos e sérios. Ele fez uma pausa e então continuou: “Eles podem ter uma madrinha, mas não podem me chamar de papai?”Alessandro supôs que Luana fez a pergunta porque não gostava da maneira como as crianças o chamavam.Luana ficou atônita por um momento; ela não esperava que Alessandro dissesse aquilo."Podemos mesmo te chamar de papai? Você vai se casar de novo com a mamãe?" Matteo saiu do berço ao lado

  • Capítulo 414

    Mia ainda não acordou.Não era apropriado que todos ficassem confinados naquele pequeno quarto de hospital para sempre, então todos saíram.Lucca e Matteo já estavam dormindo, exaustos.Luana estava deitada ao lado dele, recebendo uma injeção anti-inflamatória, com os olhos fixos no rosto pálido de Mia, sem ousar piscar.Não me atrevi a fechar os olhos.Ela tinha medo de que, se fechasse os olhos, Mia desapareceria.No entanto, sob o efeito da injeção anti-inflamatória, ela ficou sonolenta, seus olhos se fecharam involuntariamente e sua cabeça balançava como um pintinho bicando arroz.O movimento repentino e violento a despertou bruscamente.Acordando assustada, ela balançou a cabeça em sinal de irritação e murmurou: "Como pude adormecer a essa hora?"Nesse instante, algo se moveu na porta.Luana despertou sobressaltada e toda a sua sonolência desapareceu instantaneamente.Seus olhos brilhantes, cheios de alerta e perspicácia, voltaram-se para a porta, apenas para encontrarem, por aca

  • Capítulo 413

    A cirurgia de Mia durou mais de quatro horas. Assim que o médico saiu, uma onda de Luana invadiu o local."Doutor, como está minha filha?"O médico disse: "Felizmente, a criança foi trazida ao hospital a tempo. O coágulo de sangue na cabeça da criança não era grande e já o removemos."A fratura foi tratada e, com os devidos cuidados, não devem surgir problemas maiores.Ao ouvir isso, o coração de Luana, que estava em suspense, finalmente se acalmou, e ela respirou aliviada."Obrigado, doutor. O senhor trabalhou muito", disse Luana."De nada, é o que devemos fazer."Nesse instante, Mia foi empurrada para fora de dentro.Seu rosto delicado apresentava várias pequenas escoriações, todas tratadas com medicamentos. A mais grave era na cabeça, que estava envolta em gaze e sangrava. Parecia muito dolorosa.Alessandro ficou de pé ao lado, com as mãos cerradas em punhos, o coração cheio de ódio pelo agressor.Essa pessoa fez uma criança tão pequena sofrer tanto. Se essa criança cair nas mãos d

  • Capítulo 412

    Alessandro acenou friamente com a mão, e todas aquelas pessoas fugiram num instante.Eles também temiam que, se corressem muito devagar, seriam queimados pelo fogo sem nome que emanava de Alessandro.Alessandro respirou fundo, ajustou a respiração e então se virou para olhar para Luana e os outros.As duas crianças estavam de pé, uma de cada lado de Luana, esperando com ela em frente à sala de emergência.A sensação de impotência e preocupação em seus rostos ficou profundamente impressa nos olhos de Alessandro, comovendo-o profundamente.Luana estava lamentavelmente magra, com o corpo fraco.Vestindo um avental hospitalar folgado, ela parecia estar flutuando em suas roupas, leve e etérea.Desde que voltou ao país, ela sempre se apresentou a ele como forte e teimosa, alguém que nunca precisa da ajuda de ninguém.Mas naquele momento, ela estava tão indefesa que era de partir o coração.Seu olhar se desviou para baixo, e ele percebeu de repente que o dorso da mão dela estava manchado de

  • Capítulo 411

    Lucca observou Mia ser levada por um carro, erguida no ar e aterrissada bem na sua frente.O sangue jorrava continuamente da cabeça de Mia, como uma torneira quebrada.Mia jazia de lado em uma poça de sangue, os olhos fechados, seu rostinho rechonchudo agora sem cor, mortalmente pálido.Lucca correu para o lado de Mia e, cautelosamente, estendeu as mãos para cobrir a cabeça dela.Ele queria desesperadamente empurrar Mia para cima, mas naquele momento Mia era como uma boneca de pano sem alma, com as mãos e os pés se movendo em posturas estranhas e aterrorizantes.Ele não tinha ideia de por onde começar e temia que pudesse magoar Mia ainda mais sem querer.Quando Alessandro correu para o lado de Lucca, viu o garotinho agachado ao lado de Mia, com o rosto pálido e as mãos cobertas de suor.Perdido.Essa foi a primeira vez que ele viu Lucca tão em pânico.Mas quando seu olhar se fixou em Mia, seu coração doeu como se tivesse sido atropelado por um carro.É a Mia!A criança que foi atropel

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