Henry
Chego em casa, tomo um banho demorado, coloco uma camisa branca que marca meus músculos e uma calça jeans preta.
Não vejo a hora de ver a Navarro, meu pau já fica aceso só de pensar nela, sei que ela não faz o meu tipo, mas tem algo nela que me faz acender como uma árvore-de-natal.
Vou para a garagem e decido ir com a minha BMW esportiva preta.
Sigo o caminho todo pensando nela, em qual roupa ela está usando.
Assim que chego, o manobrista se aproxima e pega as chaves. A fila está imensa, mas é claro que não preciso ficar nela, pois os seguranças já me conhecem. O lugar está lotado e, com uma certa dificuldade, sigo em direção do camarote. John já está à minha espera.
— Henry, que saudades eu estava de você. — Ele me abraça. — Como o seu pai está?
— Ele está bem, vim aqui devido aos negócios.
— Entendo. — John já tinha sido da máfia, deixou seu cargo depois que se casou. Para algumas pessoas, era mais fácil sair dela. Queria ter essa sorte. — Vai ficar na cidade por quanto tempo?
— Ainda não sei bem, estou no lugar do Thiago.
— Não vai me dizer que... — John fica branco como um papel, não sei se isso era possível, pois ele já era branco, com várias marcas de expressões, cabelo grisalho, era bem mais baixo que eu, deveria ter um 1,65 de altura e sempre usava terno preto.
— Não, ele fez uma cirurgia de emergência. Aproveitei para ver o caso do Eric. — Faço uma pausa.
— Nem me fale, Henry. Não obteve nenhuma pista?
— São muito vagas, pelo menos queria encontrar o seu corpo, dar um velório decente a ele.
— Eu sinto muito. — Nesse momento, uma garçonete se aproxima e nos serve.
Aprecio o cheiro do whisky.
— Henry! — Uma voz fina e aguda me chama atenção, já sabia quem era.
— Senhorita...
— Britney Veg! — Ela já vem me dando dois beijos, um em cada lado do rosto.
— Oi Bri. – John a cumprimenta.
— Oi John, como você está? Não sabia que já se conheciam.
— Henry e eu somos velhos amigos.
— Velho? — Ela dá ênfase na palavra e seguro um riso. John é bem mais velho que eu.
— Se me dão licença.
— É claro, John. — Ele me fuzila com os olhos, ele não gosta de ser chamado de velho.
Ficamos nós dois e mais umas garotas naquele camarote. Ele era grande, tinha uns sofás aveludados nas cores vermelho com preto que eram bem confortáveis, tinha um pole dance, e algumas das garotas que estavam lá, dançavam nele e elas ficavam revezando.
— Que surpresa você ter vindo. — Ela começa a mexer no botão da minha camisa. O seu cheiro é bom, mas não consegue mexer comigo e muito menos com o meu pau.
— Também estou surpreso. — Falo tirando suas mãos do botão da minha camisa.
Ando em direção à grade e fico observando, para ver se encontro a Liz.
— Olha Henry, eu sei separar o profissional do pessoal. — Me viro para fitá-la, apenas tenho mais e mais certeza que ela não faz o meu tipo.
— Olha Britney, não me leva a mal, mas... — Antes que eu termine a frase ela me dá um selinho.
— Foi sem querer, vou pegar uma bebida para nós. — Ela não espera por minha resposta e sai.
Coloco o meu copo em cima de uma mesa, me viro novamente para ver o movimento, o bar está cheio, a pista de dança não está diferente e nada da Liz. Olhando rapidamente, encontro sua amiga a ruiva que a acompanhava hoje cedo, e ao seu lado estava ela.
Com um vestido azul, todo decotado, curto e colado em seu belo corpo, com as costas toda aberta até a altura da cintura, com um salto que valorizava ainda mais a sua bunda e suas curvas. Já fiquei excitado só de ver ela com aquele pedaço de roupa. Por alguns segundos nossos olhares se encontram.
Tem um cara se aproximando dela, fecho minha cara e serro meu punho. Ele entrega uma bebida a ela, e em apenas um gole, seca o copo. O cara que estava com ela ainda aproveita para cochichar algo em seu ouvido.
Que porra é essa?!
— Aqui está, meu bonitão. — Aquela menina aparece outra vez, já tinha até esquecido da sua existência.
Pego o copo da sua mão e me sinto satisfeito quando sinto o gosto do whisky, pelo menos ela acertou na bebida.
— Eu já volto, meu bonitão. — Ela tenta me beijar, dessa vez sou mais rápido e me esquivo dela.
Ela sai do camarote.
Resolvo procurar pela Liz, olho em todos os lugares da boate. Ela está toda solta dançando, ela está tão leve que começo a ficar com tesão. Começo a me imaginar rasgando aquele vestido, que nem parece um vestido, e sim, um pedaço de pano.
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Capítulo 270
Imperfeita Para O Mafioso - Valentina KuhnTem momentos na vida que você simplesmente não consegue explicar. Eles acontecem, você vive, mas parece que não tem palavras suficientes para capturar o que está realmente acontecendo. Aquele dia foi assim. A gente sempre imagina como vai ser, o que vai sentir, mas na hora, a realidade tem uma forma própria de se apresentar, e nada do que você imaginou faz sentido. Tudo o que você pode fazer é viver, sentir, e se deixar levar.Desde que aquele peso todo foi tirado das nossas costas, algo mudou no ar. Eu senti isso. Daniel também. Algo no modo como nos olhamos agora, como se tivéssemos redescoberto um ao outro de uma maneira nova. A luta, os dias difíceis, tudo o que passamos... agora parecia fazer sentido. Mas não só isso. Agora, a nossa vida estava prestes a ganhar outro capítulo. Algo mais. Algo que só nós dois poderíamos escrever juntos.Eu estava ali, deitada no sofá, assistindo a um filme qualquer, mas minha mente estava em outro lugar.
Capítulo 269
Imperfeita Para O Mafioso - Valentina KuhnO tempo passou, não rápido ou fácil, mas passou.E, contra todas as expectativas, contra todo o sangue derramado e todas as promessas quebradas, a vida encontrou um jeito de florescer de novo.A mansão ainda estava sendo restaurada — um cômodo de cada vez. Mas a parte mais importante já estava reconstruída: nós.Eu caminhava devagar pelo jardim — ou melhor, me arrastava — enquanto carregava a barriga gigante que parecia querer explodir a qualquer momento.Daniel andava do meu lado, uma mão em minha cintura, a outra acariciando a barriga de tempos em tempos como se não conseguisse evitar.Era engraçado ver ele assim.O mesmo homem que um dia foi puro aço e fúria agora era só doçura e sorrisos bobalhões.Ele se abaixou, falando com a barriga em voz baixa:— Ei, pequeno, tá quase na hora, hein? — murmurou, beijando a minha barriga. — Papai tá esperando você aqui fora... com muito amor e um pouquinho de medo, não vou mentir.Soltei uma risada.—
Capítulo 268
Imperfeita Para O Mafioso - Daniel LuzhinO cheiro de fumaça ainda pairava no ar, como se toda aquela guerra ainda não tivesse terminado — mesmo eu sabendo que… já não havia perigo algum naquele lugar.Dias haviam se passado desde a noite em que o inferno desabou sobre nós, mas a mansão ainda carregava as cicatrizes da batalha.As paredes rachadas, o mármore manchado de sangue, pegadas que nunca haviam aparecido por ali antes e as janelas estilhaçadas deixavam o vento frio cortar os corredores silenciosos.E também estávamos tentando juntar os pedaços.Pietro se recuperava aos poucos, ele ainda mancava e carregava a expressão dolorida, mas o brilho nos olhos dele, o fogo, ainda estava lá.Irina era outra história. Ela se movia como uma sombra pela casa, o olhar perdido, os ombros caídos, a respiração sempre pesada, como se cada dia fosse um fardo que ela mal conseguia carregar, por conta da culpa que agora parecia reverberar dentro de seu ser, como fosse a porcaria de uma maldição da
Capítulo 267
Imperfeita Para O Mafioso - Valentina KuhnTinha coisa que a gente achava que ia conseguir controlar. Que ia conseguir respirar fundo, contar até dez, e fazer o que tinha que ser feito.Quando o inferno estourou dentro da nossa casa, eu nem sabia se ainda sabia respirar.— Entra no armário. Agora! — Daniel disse, a voz tensa, os olhos gritando perigo.Eu obedeci sem perguntar ou balancear.Fechei a porta e me encolhi no fundo, tentando me convencer de que isso ia ser rápido, de que ele ia voltar pra me buscar logo. Mas aí... Os tiros começaram, primeiro um, depois outro em seguida dezenas.Cada disparo parecia explodir dentro do meu peito. Meu coração batia tão alto que abafava tudo.O som dos gritos, barulho dos móveis sendo quebrados, ruídos da nossa casa morrendo.Eu apertei os joelhos contra o peito, tentando me encolher, tentando me convencer a ficar ali, trancada, quieta, como o Daniel mandou.Mas como você fica quieta quando o mundo desmorona do lado de fora da porta?Eu não ag
Capítulo 266
Imperfeita Para O Mafioso - MarcusA rua estava úmida, o cheiro de lixo e chuva misturado, grudando na pele. Acendi um cigarro e encostei na parede fria do bar desbotado. Cada tragada era como um pequeno castigo — e eu aceitava todos eles.Evie apareceu, saindo da neblina como uma sombra. O capuz do casaco cobria metade do rosto, mas eu reconheceria minha irmã em qualquer lugar. O jeito que ela caminhava, firme, determinada, como quem já nasceu pronta pra guerra.Sem palavras, ela parou na minha frente. O olhar era duro, exigente.— Fala logo, Marcus — resmungou, a voz rouca, arrastada.Eu joguei a bituca no chão e pisei nela com força, sentindo o chiado morrer sob minha bota.— Valentina está grávida — disparei, cravando os olhos nela. Evie congelou. Por um segundo, nem respirava.Então, ela soltou uma risada breve, quebrada, cheia de veneno.— Claro que está — cuspiu, cruzando os braços. — Sempre tem que ser ela, né? Sempre ela, a maldita favorita.Ficamos em silêncio. Só o som da c
Capítulo 265
Imperfeita Para O Mafioso - Valentina KuhnEu nem sei direito como começou. Só sei que naquela noite, depois de um dia inteiro de passeio, risadas e beijos roubados, a gente mal conseguiu esperar chegar no quarto.A porta nem tinha batido direito atrás da gente e Daniel já me prensava contra ela, os olhos queimando os meus, como se eu fosse a única coisa que existia no mundo inteiro. E, meu Deus, como eu amava aquele jeito dele. Aquele fogo misturado com carinho, aquela vontade crua de me ter... mas sempre com aquele cuidado que só ele sabia ter comigo.Eu soltei uma risadinha meio sem ar, deslizando as mãos pela nuca dele, puxando ele pra mais perto.— Achei que você estava cansado, marido... — provoquei, mordendo o lábio só pra ver ele perder o controle.E funcionou.Daniel rosnou baixinho e me ergueu no colo, me carregando até a cama sem desgrudar a boca da minha pele. Cada beijo dele era uma promessa, uma confissão muda de tudo que ele sentia. Eu tremia inteira só com o toque dos
