All Chapters of Caminho Traçado - Uma babá na fazenda : Chapter 291
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Carne fresca no pedaço
Assim que viu as mulheres entrando no veículo, Henri se despediu delas e voltou para casa. Ao chegar, notou uma notificação no celular. Era de Taís, uma garota que havia pegado seu número numa festa.“Queria te ver hoje, será que tem como?” dizia a mensagem.Discretamente, ele sorriu, encostou as costas no carro e abriu a foto para se lembrar do rosto dela, avaliando se valeria a pena. Ela era linda: pele canelada, cabelos cacheados e o sorriso que chamava atenção. Não resistiu e sorriu de novo.“Claro que sim. Que tal nos encontrarmos num barzinho hoje à noite?” respondeu.Não se passaram dois segundos antes dela devolver a mensagem.“Maravilhoso! Não vejo a hora de te ver novamente.”Henri leu, guardou o celular no bolso e pensou mentalmente: nem eu… A lembrança do corpo dela lhe arrancou um sorriso malicioso.— Está sorrindo por quê? — A voz de Oliver soou atrás dele, fazendo-o saltar de leve.Tentando disfarçar, ele se virou.— Não é nada.— Não mesmo? — o pai insistiu, cruzando o
Um predador
Além de ajudar a carregar a mudança, Henri também auxiliou Damião a montar alguns móveis, incluindo guarda-roupas e armários. Ele fazia tudo com atenção, enquanto Andreia cuidava da limpeza da casa e Catarina preparava o almoço.Quando terminou, não pôde deixar de notar a expressão de gratidão no rosto de Damião.— Muito obrigado, senhor Henri. Se não fosse o senhor, acho que passaria a semana inteira tentando terminar isso.— Não há de quê. Foi um prazer ajudá-lo.— Eu sei que o senhor tem muita coisa para fazer agora, mas, após tanto trabalho, não quer ficar para o almoço? — perguntou Damião.— Eu não quero incomodar.— Não é incômodo algum. Nossa comida é bem simples, nada de especial, mas minha filha Catarina cozinha muito bem.— Bem, se for assim, aceito — respondeu Henri, sorrindo.Ele foi até o banheiro, lavou as mãos e depois se sentou à mesa da cozinha, que já estava praticamente toda arrumada. Catarina se aproximou e serviu o prato para ele, meio sem jeito, receosa de que fo
Uma mulher provocadora
Taís era o tipo de garota que sabia exatamente o que queria e não escondia suas intenções por um único segundo. Ela conhecia bem o histórico de Henri Caetano, que não tinha o costume de levar alguma garota a sério e sabia que estar ao lado dele era uma oportunidade única. Mas isso só tornava o desafio ainda mais excitante. Havia planejado aquele encontro há muito tempo e faria de tudo para se tornar inesquecível, até que ele não conseguisse mais a tirar da mente.Enquanto bebia, inclinava o corpo com cuidado, deixando o decote à mostra, consciente de que cada movimento captava o olhar de Henri. Seus olhos brilhavam com malícia ao perceber a atenção dele.— E como está o clima de final de ano para você? — perguntou, arqueando uma sobrancelha, com um sorriso que misturava curiosidade e provocação.— Tranquilo — respondeu ele, relaxando na cadeira — como moro na fazenda, não sinto tanto a correria da cidade grande.— Mesmo assim, sempre que pode, acaba vindo para cá, não é? — ela continuo
Um anjo de filho
Havia uma pequena movimentação na casa de Aurora e Oliver. Alguns funcionários cuidavam da cozinha, preparando a ceia de Natal, enquanto o casal organizava os enfeites e os detalhes da mesa de jantar.— Tudo precisa estar perfeito, ainda mais com todos reunidos — disse Aurora, analisando cuidadosamente a caixa de guardanapos bordados com o brasão da família.— Vai ficar perfeito, meu amor — respondeu Oliver, sorrindo, enquanto colocava algumas velas ao redor do centro da mesa.— Além disso, este não será um Natal comum. Um de nossos filhos está prestes a se casar e se tornar pai — comentou emocionada.— Você tem razão — disse Oliver, concordando. — E que alegria será ter toda a família reunida para celebrar este momento.— A Alice confirmou que virá? — indagou Aurora, olhando para ele com expectativa.— Sim, ela e o marido estarão aqui em breve.— Ótimo — disse, ansiosa. — E os meninos, onde estão agora?— Noah está lá fora com Elisa, e o Gael e a Eloá estão no quarto conversando sobr
Seu homem
Enquanto isso, no quarto de Gael, Eloá estava deitada na cama dele, com o celular em mãos, mostrando as fotos de tudo o que comprou e escolheu para a cerimônia de casamento.— Ainda nem acredito que tudo esteja resolvido — disse ela, com um sorriso largo e os olhos brilhando de emoção.— Eu te disse que não precisava se preocupar tanto — respondeu ele. — Foi uma surpresa para todos, mas a sua família te ama. Nunca te abandonariam.— Eu sei… — ela ponderou, lembrando de todas as noites de aflição que passou sozinha, segurando medos que pareciam maiores do que ela podia suportar. — Ainda bem que você apareceu no momento certo.Deitado ao lado dela, Gael a envolveu com os braços, beijando sua barriga com carinho.— Eu queria que isso tivesse acontecido há muito mais tempo — confessou, olhando para ela com intensidade.Eloá sentiu a sinceridade na voz dele, e uma pontada de arrependimento misturada com saudade a atingiu. Ela pensou em quantas vezes deveria ter amado de primeira, olhado pa
A única inocente
Na varanda, Elisa aproveitava o clima tranquilo do feriado e se deitou ao lado do namorado na rede, apoiando a cabeça em seu peito. Entre risos e carícias, ela tirou algumas fotos dos dois e postou nas redes sociais, compartilhando a felicidade daquele instante.— Quando nos casarmos, quero que a ceia de Natal seja em nossa casa — disse ela, enquanto olhava para o céu iluminado pelo fim de tarde.— Como quiser, meu amor — respondeu ele, abraçando-a com mais força.Por alguns minutos, ficaram em silêncio, deixando apenas o som da brisa e das folhas ao redor preencher o espaço entre eles.— Como está o andamento da casa? — perguntou ela, quebrando o silêncio com interesse genuíno.— Estão terminando a laje — ele respondeu, com um pequeno suspiro.— Ainda? — murmurou, fazendo um bico, nitidamente frustrada.— Amor, eu te disse que seria uma construção demorada — disse ele, sorrindo, tentando acalmar a ansiedade dela.— Eu sei, mas é que… — ela começou, e então parou bruscamente, engolind
Sentimento de irmã
Quando encontrou o noivo, Elisa entrou no carro em silêncio, seguida pelo cunhado.— O que aconteceu? A Eloá e o Gael não quiseram vir? — perguntou Noah, percebendo o rosto pálido dela.— Eles estão ocupados demais agora — respondeu Henri, com um sorriso sem vergonha, percebendo que Elisa não iria comentar nada.Não eram necessárias mais palavras para Noah entender o que estava acontecendo.— Tudo bem — disse ele, dando partida no carro e seguindo em direção à vila.Enquanto cruzavam as ruas iluminadas, Elisa se perdeu nas cores e brilhos, percebendo como a vila estava bonita e movimentada.— De todos os anos, este com certeza é o mais bonito — comentou ela, encantada com as luzes e a decoração impecável.— Com certeza — concordou Noah, acompanhando o olhar dela.Ao virar algumas ruas, Henri notou que Noah dirigia em direção à rua onde morava Damião e sua família. Então decidiu perguntar curioso.— O que viemos fazer aqui?— Encomendei algumas sobremesas e vim buscar — o irmão respond
Natal em família
Não dava para mensurar a alegria que irradiava a casa da família Caetano. A casa decorada, a árvore-de-natal no centro iluminada e a música ambiente demonstravam o quão festivo aquele lugar estava.Na sala, Aurora, já toda arrumada, começava a receber os primeiros convidados. Alice e Caio foram os primeiros a chegar, cheios de presentes.— Trouxe presentes para a Helena e para a Amelie — disse Alice animada. — Não vejo a hora de me encontrar com a Eloá e ver como ela está com o barrigão.— Ela está linda, isso ninguém pode negar — disse Oliver, elogiando a nova nora, enquanto ajudava a acomodar os embrulhos sobre a mesa de centro.A conversa inicial girava em torno de lembranças de Natais passados, pequenas travessuras de infância e piadas internas da família. O ambiente era leve. Aurora, observando a irmã e o cunhado interagirem, sentiu um aperto no peito de felicidade. Era o tipo de momento que ela sempre imaginara: a família reunida, cada um participando de maneira genuína, sem pre
Pai ciumento
Dois dias depois, a casa de Saulo fervilhava com o movimento de convidados. O jardim estava decorado com flores brancas, tão delicadas e bem-arranjadas que era difícil acreditar que se tratava de uma celebração de última hora. Enquanto isso, no quarto, Eloá se concentrava nos últimos detalhes da maquiagem. Sentou-se diante do espelho e, ao se olhar, sentiu uma emoção profunda invadir cada fibra de seu corpo. — Ainda não acredito que tudo isso esteja acontecendo — disse, com a voz embargada, olhando para Elisa, que estava deslumbrante em um vestido salmão, elegante e sofisticado. — Pois acredite — respondeu Elisa, aproximando-se e segurando as mãos da irmã, com os olhos marejados. — Eu nunca imaginei que veria você de noiva antes de mim… mas agora que vejo, preciso confessar: você está deslumbrante. — Você acha mesmo? — perguntou, voltando-se para o espelho, tocando a barriga marcada. — E essa… enorme barriga? — Ah, essa barriga só realçou ainda mais a sua beleza — disse Elisa, sor
O casamento de Eloá
— Não acredito que vai começar com isso num dia tão especial! — Elisa protestou, cruzando os braços.— Começar com o quê? — ele perguntou, fingindo-se desentendido, arqueando a sobrancelha.— Não se faça de bobo, ou vou chamar a mamãe e contar que o senhor já está começando com as suas bobagens para cima de mim! — respondeu ela, rindo, já caminhando em direção à porta.— Não precisa apelar para tanto, Elisa… — ele murmurou, com um meio sorriso — há conversas que podem muito bem ficar entre nós.— Não quando o meu futuro está em jogo! — rebateu ela, dando uma última olhada ameaçadora antes de bater os pés no chão. — Mãe! — gritou pelo corredor.— Ah, que pestinha… — resmungou Saulo, enquanto Eloá ria alto, se divertindo com a cena.Não demorou muito para Denise aparecer no corredor com uma expressão confusa.— O que houve? — perguntou, olhando de Elisa para Saulo.— O papai está querendo estragar o dia do casamento da minha irmã com assuntos que não têm nada a ver! — respondeu séria.—