All Chapters of O Rei Lycan e sua Tentação Sombria: Chapter 671
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187. SOU INOCENTE ATÉ QUE PROVEM O CONTRÁRIO
VICTORIAEle cuspiu, envenenado.O lobo nas minhas costas estava em alerta total—sentia sua mão próxima da minha cintura, pronto pra me puxar de volta pro lado dele.—Não. Juro pela minha mãe, que é o mais sagrado que tenho. Pai, eu estava tentando voltar, mas não sabia como.E eu não mentia, de verdade tinha tentado.“Naquele breve momento em que Katherine me visitou em sonho, mal conseguimos falar.Ela falou algo sobre meu sangue pingando em alguma coisa… mas eu não sabia o que fazer com essa informação incompleta. O sonho acabou rápido demais.Este mundo não é como o nosso, a magia aqui funciona diferente, tem interferência demais.”Expliquei tudo rápido, do jeito que deu, mesmo faltando muito a dizer.—Pai… —me aproximei e segurei suas mãos frias.Um rosnado de aviso soou atrás de mim.Eu sabia que o Dracomir era extremamente possessivo comigo, mas era meu pai, ele ia ter que engolir o ciúme.—Este reino já tem problemas demais, por favor, não ataque meu companheiro…—Tem certeza
188. UM REINO EM DECADÊNCIA
VICTORIA— Podemos conversar com calma na sala — a voz do meu companheiro interrompeu na hora certa.Ao se aproximar da minha mãe, ele abaixou um pouco mais a postura.Talvez por tê-la confundido com uma loba, sem notar as presas de vampira que Celine escondia.— Você é o companheiro da Victoria — ela o identificou de cara.Como não faria isso, se nossos cheiros estavam completamente misturados?— Sou, sim...— Isso ainda vamos ver — papai resmungou entre dentes.As garras dos mortos-vivos quase saíam entre as pedras do chão, aguardando apenas o seu comando.Mergulhados em sua dimensão mágica, prontos para atacar.— Amor...— Você não faz ideia do quão confortável estava a sua filhinha. E você lá, morrendo de angústia... colocando em risco o b…— CHEGA, ZAREK!O rugido da minha mãe me fez estremecer.Quando ela se irritava, pra falar a verdade, dava mais medo que meu pai.As pupilas dela brilharam num tom avermelhado perigoso, e isso que era a mamãe Camilla, a mais calma das suas pers
189. CONHECENDO O LORD DOS LOBOS
VICTORIA—Rousse, você tá bem?Me levantei do chão, ainda meio zonza.A sensação de cair e girar sem parar tinha sido horrível.—Sim, senhorita Victoria.A voz rouca dele respondeu.Ele também se ergueu do chão, com mais de dois metros de altura, me cobrindo com sua sombra intimidadora — como tudo nele.O capuz preto que ele sempre usava caiu pra trás, revelando o cabelo grisalho.Os olhos, na mesma tonalidade acinzentada, quase brancos, me encararam sem piscar.Tô mais que acostumada com os não mortos, mas o Rousse ainda impõe respeito... até pra mim.Sempre vestido de preto, forte, sério, com aquelas cicatrizes profundas cruzando o corpo pálido.—Onde você acha que a gente tá?Perguntei, analisando o beco onde a gente tinha caído.O lixo fedia e se acumulava em montinhos pelas bordas.A gente tava cercado por paredes escuras e imundas.—Nunca estive num lugar assim no nosso reino.—Acho que não estamos em casa, Rousse —falei, franzindo a testa—. Vamos explorar.Decidi, puxando o cap
190. ESCAPANDO POR UM TRIZ
VICTORIASem esperar a resposta dele, comecei a correr pelos telhados, que soltavam telhas em pedaços conforme eu passava.Sempre mantendo uma distância segura dos cavaleiros.Paramos em cima de um prédio e consegui ver pra onde eles estavam indo.Muralhas pretas, maciças e grossas, separavam essa zona decadente de outra.Não dava pra ver o que tinha além, mas quando os portões enormes e opressivos se abriram pros lobos, o cheiro que veio do outro lado não tinha nada a ver com o fedor daqui.Vi algumas casas dentro das muralhas, uma cidade próspera, protegida por aquelas paredes altas.Enquanto aqui se morria na sujeira, do outro lado se notava uma vida boa.A divisão era óbvia: entre vampiros e lobos.O que diabos estava acontecendo aqui?"Parece que distribuem comida por ali" — Rousse apontou pra uma direção onde o povo se apertava numa fila sem fim.E era isso mesmo, estavam entregando pedaços de carne velha pros vampiros, que olhavam com olhos famintos os nacos de quinta.Eu não s
191. NO MUNDO SUBTERRÂNEO
VICTORIAO perigo ficou para trás, e seguimos em direção a um lugar desconhecido.“Rousse, atento a qualquer armadilha.”Sussurrei na mente dele, apertando os olhos na escuridão.As verdadeiras intenções daquele bom samaritano ainda estavam por se revelar.O túnel serpenteava e se dividia numa rede que levava a outros lugares desconhecidos.Por fim, uma brisa espantou um pouco o cheiro mofado das paredes, e o vampiro à minha frente pulou em direção a uma saída.—Vem, eu te ajudo —estendeu a mão de novo pra me tirar do túnel alto.Olhei por um segundo nos olhos avermelhados dele.Era um homem muito bonito, apesar dos traços finos demais por causa da magreza.Estendi a mão, e ele me ajudou a descer.O impulso me fez cair no peito dele, roçando sem querer.Foi só um instante, mas senti ele cheirando meu cabelo.O cheiro do sangue rugindo nas veias dele também bateu nos meus sentidos… e tenho que admitir que gostei.—Obrigada —me afastei um pouco e olhei pra trás, vendo meu general cair c
192. PARTE DOS REBELDES
VICTORIAMarius deu outra bronca nela. Eu já estava ficando meio cansada dos chiliques dela.—O que você quer que eu diga?! Que agradeço à Deusa por ter dado poder àqueles cachorros pra nos destruírem, nos escravizarem, nos jogarem nessas pocilgas?!Ela gritou, levantando do banquinho que caiu com estrondo.Por mais que Marius tentasse acalmá-la, saiu correndo e chorando.O silêncio desconfortável dominou o lugar.—Desculpa por isso… ela só é mais sincera e fala o que todos pensamos —ele disse, envergonhado.—O que está acontecendo entre vocês e os lobisomens?—Você realmente não sabe de nada? —o tal Edgar me perguntou, e balancei a cabeça.—Bom, eu vim de outro lugar —respondi, sem enrolar.Foi assim que fiquei sabendo da situação desse reino, dividido entre duas grandes forças: os lobisomens e os vampiros.—E por que tratam vocês assim? Só porque podem?Perguntei a Marius, e ele me lançou um olhar difícil. Depois vi que trocou olhares com os outros.Tanto mistério pra quê?—Bem… des
193. NAS GARRAS DO VAMPIRO
VICTORIAEu estava pronta pra acabar com ela.Sinceramente, só estava esperando a desculpa perfeita, e ela mesma me deu.Dava pra ver que era caidinha pelo Marius, mas não era culpa minha se ele nem olhava pra cara dela.Mostrei minhas presas, sibilando de forma ameaçadora; a mão dela se movia em câmera lenta diante dos meus olhos.“Não se meta, Rousse!”, ordenei mentalmente ao ver que ele ia tentar impedi-la.Hoje, eu ia dar uma lição nessa metida que ela nunca mais ia esquecer.Mas no último segundo…—Sophie, chega! —o grito de Edgar ecoou como um estrondo.Ele se colocou entre nós e acabou levando o ataque daquela histérica, e eu quase arranhei as costas dele também.—Sshh —ele gemeu de dor— Você tá louca, sua maldit4 psiquiátrica! A fome embolou seu cérebro!—Como se atreve a falar assim comigo?! Você sabe muito bem quem eu sou, Edgar, não se engane! —ela retrucou gritando.Notei que os outros começaram a trocar olhares e a ficar nervosos.O que estava realmente acontecendo ali?—
194. UM LOBO NAS MINHAS FANTASIAS
VICTORIAEstávamos a um suspiro de distância, e eu o vi baixar o rosto para beijar minhas bochechas.Lambeu minhas lágrimas com paciência e foi se aproximando da minha boca.Não o impedi, deixei que me beijasse.Sua boca se movia sobre a minha, sua língua explorava os contornos, tentando entrar.Ele me deitou nas cobertas, com o peito firme colado ao meu, uma mão segurando minhas costas e a outra minha cintura.Senti o peso masculino me dominando contra o chão, se encaixando entre minhas pernas.Seu beijo sensual começou a ficar mais intenso, mais agressivo.Nossos caninos se chocavam e a luxúria corria nas nossas veias.A mão dele acariciou minha saia e foi subindo pelas minhas coxas nuas.No meio da escuridão, nossos gemidos abafados se misturavam aos beijos.Minha ansiedade crescia, eu queria me alimentar. Minhas pupilas se contraíram em vermelho.Fazia muito tempo que não transava e eu gostava do jeito bruto, forte, que me deixasse louca de prazer e me fizesse gritar como uma puta
195. NO ACAMPAMENTO DO LORD
VICTORIADeixando a cidade subterrânea, os esgotos e os túneis sombrios, chegamos a uma parte distante da floresta.Do alto da colina, vimos a impressionante cidade negra ao longe.A fortaleza no alto da encosta parecia vigiar tudo abaixo.Nada escapava da visão do Lorde.O primeiro círculo de muralhas protegia a matilha de lobos da capital.O círculo externo abrigava os “infames” vampiros.Tratados mais como escravos do que qualquer outra coisa.Fazendo os trabalhos mais pesados, nojentos e difíceis por migalhas de comida.Essa era a situação deste território.—Vamos, Rousse.Escondidos pela noite que avançava, nos infiltramos entre as árvores.Corríamos como duas sombras velozes, desviando das patrulhas ocasionais, sempre em alerta.Mas, prestes a sair do controle do feudo, demos de cara com um problemão.—Tem um acampamento de lobos montado.De cima de uma árvore, observávamos as tendas brancas à distância.Escondidos na folhagem densa.Meus olhos escaneavam os guerreiros.—Aquele
196. VOCÊ VAI PAGAR POR ESSA!
VICTORIAVi ele se aproximar cheio de confiança.Pelo jeito, tinha esquecido o que era enfrentar uma vampira bem alimentada, e olha que nem estava na minha melhor forma.O chicote estalou, voando na direção do meu pescoço com um rugido vindo dos seus lábios.Me movi tão rápido que ele nem me viu.A mão dele ainda estava levantada, prestes a atacar, e os olhos se apertaram quando me viu surgir bem na frente.— Mas que porra…?! Aaahh, vadia maldit4!Saltou pra trás quando minhas garras afiadas rasgaram o rosto dele, arrancando um belo pedaço.Eu ia direto nos olhos, mas ele reagiu a tempo de salvá-los.Antes que contra-atacasse, arranquei o cabo do chicote e enrolei no pescoço dele.A essa altura, ele tentava se transformar no lobo, me mordendo feito louco.Mas minhas duas mãos apertaram o couro com tanta força contra a garganta dele que logo o som de sufocamento apareceu.Ele não podia se transformar por completo, senão acabaria se enforcando.— Isso é pra você aprender a respeitar as