All Chapters of O Rei Lycan e sua Tentação Sombria: Chapter 681
- Chapter 690
847 chapters
197. COMO OUSA TOCAR NELA?!
VICTORIAFinalmente, minha perna foi solta.Antes que aquele lobo se afastasse por completo, levantei a outra bota e enfiei bem no olho dele.— Isso é pela mordidinha…Cuspi com veneno, ouvindo o uivo de dor.Ele me lançou um olhar furioso, mas obedeceu às ordens.Dois outros me agarraram pelos ombros com força, me levando como prisioneira.Aquele loiro gigante se aproximou, me encarando de cima a baixo.Não desviei o olhar — não tinha medo dele.Esperava o veredito, mas já estava decidida: se achava que eu ia morrer ali, estava enganado.— Ou você é muito imprudente, ou muito burra — disse ele friamente.— Eu prefiro ‘muito corajosa’ — respondi, erguendo o queixo.Ele abriu a boca pra falar, mas fechou com cara de irritado.Sei que às vezes causo esse efeito.— Levem a prisioneira pra tenda oeste — ordenou por fim, bufando e se afastando.— Beta! Ela merece um castigo mais severo! Você não sabe o quanto essa vampira é perigosa!— Quer que eu pegue um lencinho pra você chorar pra mamã
198. ELE É MEU INIMIGO
VICTORIADeusa, quanta força...O desgraçado na minha frente ficou paralisado.Aposto que até a piroquinha dele se mijou de medo.Com um rugido selvagem, foi agarrado pelo pescoço e levantado no ar, afastado de mim.Através da luz que entrava pelas lonas abertas, vi toda a cena brutal.Ele nem tinha se transformado completamente em lycan, mas o Alfa cravou as mandíbulas ainda meio formadas na garganta dele, arrancando a traqueia.O uivo morreu no peito do tenente.Os rugidos de luta atraíram alguns soldados do lado de fora, bem na hora em que aquele homem selvagem arrastava o cadáver.Diante do olhar chocado de todos, ele arrancou a cabeça do infeliz com as garras.Já vi muitas cenas pesadas na vida.Meu próprio pai era um ser bem sanguinário, mas o Lorde podia bater de frente com ele na veia sádica.—Que nunca passe pela cabeça de nenhum de vocês fazer algo tão desprezível com uma mulher! —rugiu com a voz distorcida pelo lobo.Os guerreiros abaixaram a cabeça na hora.Eu podia ver tu
199. EU ODEIO SUA RAÇA
VICTORIA Só se passaram alguns segundos, mas pareceram horas… até que ele me soltou. O pior foi que limpou a mão na calça de couro, como se eu causasse nojo. —Sei que você não é do meu feudo. Não se engane, só estou deixando você viva pra não provocar uma guerra com outros territórios. Mandou essa desculpa de merda que nem ele mesmo acreditava. —E já que está claro que você soltou as amarras, trate você mesma dos seus ferimentos —acrescentou, indo até uma mesa e jogando um potinho de pomada. Eu estava furiosa. Como esse macho insuportável ousava me tratar como uma doença contagiosa? —Tá bom então, manda alguém me ajudar com as costas —soltei de repente, antes que ele saísse às pressas. Sim, era verdade que eu já tinha me libertado. —O quê? —ele virou sem entender, mas eu já estava subindo os babados do vestido até deixar minhas pernas à mostra. —O QUE DIABOS VOCÊ TÁ FAZENDO?! —rugiu, desviando o olhar quando fiquei praticamente só de calcinha. —Tô cuidando da mordida n
200. PRESA NO MEU PRÓPRIO JOGO
VICTORIAArrastei minha voz como um feitiço.Deusa bendita, o que eu estava fazendo?—Fica duro assim com todas da minha espécie? —minha mão foi pra trás e acariciei descaradamente o volume na virilha dele.Alisando pra cima e pra baixo.Saboreei o cheiro delicioso das feromonas dele, do falo quente pulsando sob meus dedos, ficando ainda mais duro com cada carícia.Abri a boca pra continuar provocando, mas o Lorde não aguentou mais minhas provocações.Me virou contra o peito dele e me levantou bruscamente, apertando minha bunda.Mal tive tempo de me agarrar nos ombros dele e enroscar as pernas em sua cintura.Enfiou o rosto no meu pescoço, me dando um chupão carregado de luxúria sombria.—Ahh…Logo minhas nádegas estavam apoiadas na mesa e ele segurava meu cabelo em seu punho dominante.Se enfiou entre minhas pernas, colando na minha intimidade.Puxou minha cabeça pra trás e desceu a dele com os caninos à mostra, pronto pra me devorar como um lobo faminto.Rugindo, desesperado, se ent
201. EM BUSCA DE UMA BRUXA
VICTORIANão sei quanto tempo fiquei com a cabeça abaixada.Pensando, de novo e de novo, no que tinha acontecido.Sempre fui uma mulher espontânea, admito que até mimada, por causa da criação relaxada dos meus pais.Estava acostumada a pegar o que queria sem pensar nas consequências.Era a primeira vez que um homem me rejeitava.Chegou até a me acusar de usar os feitiços de sedução vampíricos que algumas da nossa espécie usam pra encantar as vítimas.Mas eu não fiz compulsão nenhuma. Sei muito bem que ele me desejava com a mesma fome que eu sentia por ele.Por quê?Por que me sinto tão atraída por esse grosso, mal-educado, que me tratou como se eu fosse qualquer uma?— Será que ele é meu companheiro?Murmurei olhando pro tapete, ainda apertando o vestido contra o peito.O cheiro dele me enlouquece, o sangue dele me chama, meu coração dispara só de pensar nele.Mas eu não tenho certeza... É assim que se sente a conexão entre companheiros?— E além disso, os lobos são super possessivos.
202. UMA DOCE FEITICEIRA NA FLORESTA
NARRADORARousse decidiu se aproximar.Parecia que o bicho estava sofrendo.Puxou a adaga da bota, tão grossa que parecia uma pequena espada.Ia lhe dar um fim piedoso.Mas quando o animal escutou o estalo das pedras sob os passos dele, virou-se alerta.Deusa… a frente era ainda pior.Os olhos sem pálpebras, o focinho como se tivesse sido mordido em pedaços que já nem estavam ali.Mostrava os dentes, ameaçador, hostil.— Calma, só quero ajudar, entendeu?Rousse falou com sua voz rouca.Sabia muito bem que o bicho não ia entender — era um animal selvagem.Já estava preparado pra levar umas mordidas… e foi isso mesmo que aconteceu.Quando deu mais um passo, o animal pulou pra mordê-lo no bracelete de couro que ele usava no braço.Rousse levantou a adaga, pronto pra acabar com aquilo rápido e com misericórdia, mas ficou surpreso ao olhar nos olhos do animal.As pupilas tinham ficado completamente brancas, como se ele tivesse ficado cego de repente.O olhar durou só um segundo, mas Rousse
203. DESEJO SABER MAIS SOBRE VOCÊ
NARRADORASerá que os sentidos dela já estavam enfraquecendo tão rápido assim?Mas ela tinha acabado de sair de um corpo vivo.Estava tão focada na descoberta que encostou o ouvido no peito largo dele.Sem perceber o quão impróprio era fazer isso com um desconhecido.Às vezes, era inocente demais, sem nenhuma experiência social.Rousse ficou completamente travado, em estado de choque total.Quer dizer… aquela mulher linda estava passando a mão no peito dele inteiro e agora estava praticamente colada nele.Até o estava cheirando.Será que ela não percebia o quão errado era aquilo?— Senhorita… — ele engoliu seco, incomodado, tentando se afastar com delicadeza.Mas Meridiana estava em modo fascinação — nunca tinha conhecido uma criatura que não tivesse batimentos.— Como você pode estar vivo assim?Ela levantou o rosto, atenta.Ainda estava grudada nele como chiclete.Rousse abaixou o olhar e se perdeu nas feições delicadas dela.Estava começando a ficar nervoso — e isso era bem difícil
204. CENA ROMÂNTICA
NARRADORARousse conseguiu se agarrar na borda de uma rocha e finalmente saiu na margem.Carregava contra seu corpo forte a pequena feiticeira.Parecia um coala grudada em seu peito, tremendo de frio.— Aguenta firme, vou acender uma fogueira pra você se esquentar.Falou balançando a cabeça para escorrer toda a água do cabelo grisalho.Suas roupas de couro estavam pesadas, mas ele não sentia frio, nem dor pelas pancadas e arranhões.Ao se inclinar para deixá-la sentada num tronco de árvore, Meridiana levantou a cabeça para agradecer.Foi então que Rousse percebeu.A faixa tinha caído.Seus olhos estavam cobertos por uma camada branca de cegueira, os cílios bem loiros estavam úmidos.Ao redor deles, cicatrizes profundas se estendiam como manchas num quadro bonito.Meridiana também sentiu o vento roçar seu rosto.Estava mostrando praquele homem suas deficiências, sua vergonha.— Não me olha! — gritou, enterrando o rosto no pescoço dele, tremendo ainda mais.Não, não, não… com certeza el
205. GOSTA DO MEU PRESENTE?
NARRADORA— Senhorita Victoria! — ao ouvir a voz dela, ele se assustou.Parecia um amante pego no flagra.Os lábios de Meridiana grudaram úmidos na bochecha dele quando ele virou o rosto.Se Rousse pudesse corar, estaria mais vermelho que um tomate.— Isso… não é o que parece…— Ah, não é? — Victoria não resistiu e zombou um pouco.Observava com curiosidade a mulher que agora se afastava. Era bonita.— Devo ir embora? Precisa de um tempinho a sós com sua namorada?— Ela não é minha namorada! — ele até se defendeu, nervoso.Não queria que Meridiana interpretasse errado.— Quem é ela, Rousse? — a voz baixa da bruxinha perguntou.As mãos dela se agarraram à capa pesada, como se tivesse medo de que ele a afastasse.Por algum motivo, ela parecia alerta e um pouco amarga.Quem era essa mulher falando com tanta intimidade com ele?Rousse aproveitou para levantá-la e se afastar um pouco.— Esta é a Senhorita Victoria. Trabalho para a família dela. E esta é… Meridiana, uma feiticeira — Rousse
206. ESSA VAMPIRA NÃO TE PERTENCE!
NARRADORAA voz suave ecoou na cabeça dele.A sensação daquela magia rondando sua mente, nutrindo seu corpo morto, era algo indescritível."Eu..." Rousse não sabia o que dizer.Tocava o rosto e o pescoço, com as memórias todas confusas."Isso é uma ilusão?""Não é uma ilusão... bom, não posso tornar isso permanente, mas enquanto eu estiver no seu corpo posso te devolver ao que era antes. Você tá muito lindo!"Meridiana podia "ver" o mundo pelos olhos de Rousse, sentir tudo o que os sentidos afiados dele transmitiam.O reflexo daquele homem bonito e másculo, com traços quadrados e sensuais, fazia o coração dela bater de um jeito inexplicável.Ela gostava de como a magia dela vibrava com Rousse. Ele era especial."Sim, eu gostei do seu presente... muito... obrigada."A voz rouca dele saiu estrangulada por tantos sentimentos que ainda eram novos.Meridiana sorriu satisfeita; era a primeira vez que alguém agradecia pelo seu dom.O general enxugou uma lágrima com a ponta dos dedos, ainda t