All Chapters of O Rei Lycan e sua Tentação Sombria: Chapter 831
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347. A PRESA E O CAÇADOR
THERONOlhei para todos os lados procurando por ela e não havia mais ninguém aqui.Minha vista ficou capturada pelo movimento de algo que saía do seu cóccix e balançava no ar.Uma… uma cauda de leoa? Ideias bem descabidas passavam pela minha mente cheia de calor.Eu a vi se erguer, lambendo os lábios como se tivesse feito uma boa refeição.Seus olhos nublados com tempestades escuras nas profundezas.Ela estava excitada; não tinha tido o seu prêmio e já tinha me dado o meu.Descobri que entre seu cabelo longo de cachos dourados havia duas coisinhas fofas como orelhas.Abri a boca, meio perdido, para perguntar quem ela era… embora a resposta estivesse sendo gritada dentro do meu cérebro.Mas a visão daqueles dois seios cremosos expostos enquanto engatinhava até meu corpo me deixou sem fala.Isso é o que chamam de pensar com o pau.— Você… — engoli seco ao tê-la sobre mim, suada e ofegante, pedindo sexo de maneira descarada.— Meu macho, dói… aqui… — ela pegou minha mão e deixei que a le
348. UMA MATE EM FUGA
THERONLambi a marca temporária na sua nuca, sentindo seus ronronados enquanto ela bebia do meu sangue.Não parecia machucá-la e, na verdade, aqueles sons eróticos que escapavam de suas sucções me diziam que ela adorava a minha essência.Girei um pouco de lado, levando-a nos meus braços e nos acomodando.Beijei seu pescoço e cheirei seu cabelo úmido.Eu me sentia bem demais para descrever, mas queria mais.Nosso vínculo não era permanente, ela não pertencia à minha raça e seu espírito animal não tinha tanta consciência quanto o meu lobo.Era só uma forma mágica, mais selvagem, um monte de instintos bestiais que nos chamavam.Teria que encontrar um jeito de nos emparelharmos de forma permanente, suponho que, para começar, eu precisava saber o nome dela.— Como você se chama, minha leoa linda? — sussurrei ao sentir que sua língua áspera fechava as perfurações dos caninos.Ela se remexeu um pouco, fazendo a gente gemer. O nó grosso tinha ficado cravado no seu interior macio.— Espera, ne
349. NA BOCA DO LOBO
THERONO corpo dela se contorcia sob meus músculos e eu tive que mover o focinho para trás para não levar uma mordida daquelas presas ferozes.“SE CONTROLA DE UMA VEZ, PORRA!”Meu rugido a fez ficar rígida.Pela marca temporária eu sabia muito bem que ela podia me ouvir mesmo não sendo da minha raça.As pupilas erráticas ficaram presas nas minhas pupilas lupinas.“Eu vou te soltar e a gente vai conversar, mas se tentar fugir de novo… saiba que minha paciência tem limite.”Minha mão áspera desceu para dar um bom tapa nas nádegas de leoa dela.Ela rosnou irritada, mas se conteve de atacar.Fui baixando-a devagar e, assim que afrouxei um pouco, ela se esgueirou, saltando para trás.Sua cautela comigo e esse estado arisco não se pareciam em nada com a fêmea sedutora de algumas horas atrás.O que aconteceu aqui?“Por que você foi embora assim? Por que estava fugindo do seu companheiro?!” Tentei me controlar, mas meu temperamento veio à tona.“Meu… meu companheiro? Você é mesmo isso?” Uma v
350. VOCÊ É A MINHA LIBERDADE
ZERAPHINAAcho que eu ainda estava alucinando.Quer dizer… como as coisas puderam tomar um rumo tão louco?Saí das minhas terras para correr porque me sentia sufocada e caí naquele buraco dos mil demônios.Lembro, em flashes, de como me joguei em cima desse macho, movida pela luxúria ardente que queimava minha mente.O que mais ficou foram todas as sensações deliciosas; as estocadas vigorosas dele ainda estremeciam meu interior.Agora eu o tenho completamente nu, montado sobre a minha forma animal, esfregando descaradamente a ereção em mim.Eu não o conheço de nada e o pior é que estou morrendo de vontade de ronronar e me deixar tocar por aquelas mãos rudes.O golpe na cabeça me deixou idiota?!Que eu sou a rainha Zeraphina dos homens-fera!— Mmnn… muda para a sua forma elemental, quero te ver…Ele rosnou, mordiscando minha orelha.Tento me contorcer e lutar, mas os músculos dele se tensionam como um grilhão e, embora não esteja naquela forma enorme de lobo, a força percorre cada um d
351. UM ACORDO JUSTO
NARRADORAZarek pediu que ela o acompanhasse, mesmo com grande esforço para se livrar de Rousse.Meridiana era muito sensível à morte e aos seres que viviam entre os dois mundos.— Ela deseja morrer, mas… carrega culpa demais. Está a um passo da libertação, porém há algo que não a deixa aceitar isso e ela está seguindo pelo caminho errado.Falou de cabeça baixa, usando sua magia para sentir os sentimentos de Lisa.Zarek pensou por um instante, olhando… apenas olhando a escuridão em forma de rosto humano.O que um dia foi uma mulher linda apodrecia junto à casca daquela árvore invocada por ela mesma.Ele estendeu a mão, suspirou, decidido a ver se conseguia um pacto.Não queria mais cadáveres femininos, muito menos um com tantos tormentos.Apagar aquelas memórias de uma vida sofrida era um problema com o qual ele não queria lidar.Era melhor convencê-la a partir em paz.— Protejam-se todos com sua magia. Meridiana, recue — ordenou com seriedade.Deu um passo à frente, quase se enfiando
352. SUA NOVA CUNHADA.
NARRADORACaminhando de volta à misteriosa caverna, ouviam-se os passos retumbantes de um enorme lycan carregando nos braços uma leoa preguiçosa.“Diga-me, em que direção fica o seu lar?”Zeraphina ficou tensa ao ouvir de repente a pergunta de Theron.Será que ele se arrependeu de levá-la com ele?“Não estava há algumas horas, de tirano, dizendo que ia me sequestrar”, sua voz baixa soou mais inquieta do que pretendia.Theron percebeu que, na verdade, tinha sido muito fácil convencê-la.Zera não deseja voltar?“Também não sou um macho tão irracional e de verdade te quero para o bem, Zera. Vou conhecer seus pais e sua família, para pedir tua mão.” Ele disse suas intenções de maneira honrosa. A cabeça da leoa ficou escondida sobre seu ombro e Zeraphina não falou por alguns segundos. “Meus pais morreram faz alguns anos numa briga entre as tribos e eu fiquei sozinha… não tenho lar para onde voltar”, disse uma meia-verdade. Só sentiria falta de sua guarda pessoal,
353. CHUPA-ME ATÉ A MORTE
NARRADORAAgora que o tesão tinha passado, perguntava-se se essa decisão impulsiva seria a correta.Ou seja, Lavinia parecia uma boa pessoa, mas era uma feiticeira e ela não tinha uma opinião muito boa dessa raça.Pelo menos, dos magos que habitavam neste continente, mas Theron vinha de outro lugar.Seu focinho se ergueu para o buraco por onde entravam os raios de sol.¿E se depois desejasse voltar e não pudesse? ¿Será que realmente a aceitariam em um mundo onde os homens-bestas eram raros?De repente, uma lambida suave caiu em seu narizinho e suas órbitas se enfrentaram com os olhos lobunos de seu companheiro.“Não tenha medo, Zera… não fique nervosa. Vou cuidar de você, meu amor, e ninguém vai te tratar mal.”A alma da leoa se encheu de calor e ela assentiu, pensando em como revelar depois a verdade a Theron.Era impossível ocultar sua identidade, bastava encontrar-se com a companheira de Aidan e o príncipe do inverno para ser reconhecida.Enquanto Theron avançava para a passagem má
354. ELA NÃO É LISA
NARRADORA— Porra com o sogrinho tóxico —, Drakomir apertou a ponte do nariz.“Pelo menos me deixa lavar as bolas, né?”, respondeu sem papas na língua.E mais, ia aproveitar muito o dia de hoje.Já queria ver a cara daquele príncipe esnobe quando soubesse que tinham consumado tudo até o final.“Melhor você calar a boca e se apressar, porque se eu continuar imaginando onde estiveram essas nojeiras, sou capaz de cortá-las.”“¿E ficar sem netos? Não acredito… sogrinho.”Metendo-se na água quente, o sorriso de bastardo desgraçado se ampliou na boca de Drakomir.Que estranho Zarek pedir ajuda a ele.Já coçava a curiosidade e logo soube qual era sua missão.Mentir para Rousse e afastá-lo com a desculpa de uma missão falsa.Drakomir ia se opor, claro. Como sempre, ia foder todos os seus planos.Além disso, não queria ficar longe de Victoria uns dias, mas quando soube o motivo, decidiu entrar no jogo.Meridiana era especial para todos, ela e Rousse mereciam a bênção que estava para chegar a
355. A TRAVÉS DOS TEUS OLHOS
NARRADORA— Deixa eu descer, Vincent. —Tanto insistiu que o Beta a colocou com suavidade no chão.Mal tocou a grama e a Centúria grávida avançou os passos que a separavam da bruxinha.— Lisa, achei que você tinha morrido, pela Deusa, eu…!— Não sou ela —a voz suave interrompeu a efusividade de Amber, corroborando o que Vincent tinha dito.As expressões da Centúria passaram por várias fases.Ela nunca odiou Lisa, apesar de que suas últimas ações não foram boas.A feiticeira os ajudou muito quando a relação entre ela e Vincent era um caos.Amber considerava Lisa sua amiga; no entanto, ela se distanciou deles pelo veneno que o pai colocou em sua cabeça depois do acidente de Isabella.— Mas os olhos dela… sinto essa aura… você é filha da Lisa? —chegou a perguntar por essa possibilidade maluca.— Não creio —Vincent se colocou ao lado dela de maneira protetora.Sua atenção também capturada pela pequena mulher de olhos esmeraldas.Agora estavam vermelhos e se notava o brilho de algumas lágri
356. A PUREZA DA SUA ALMA
NARRADORAPOUCOS DIAS DEPOIS…Rousse nunca tinha estado de tão mau humor na vida.Zarek lhe pediu, por favor, que acompanhasse Drakomir para resolver uma situação complicada.Mas, depois de uma viagem bem longa, acabou que a rebelião tinha sido “controlada”.Rousse se sentia inquieto. Algo cheirava a mentira em toda essa história.Afastar-se de novo de sua companheira não lhe agradou nem um pouco.Então voltou primeiro, sem sequer esperar por Drakkar e Drakomir, que também estavam na comitiva.Drakkar sempre aproveitando para arrancar informações do seu conselheiro, o Lord.A essa altura ele escreveria um livro e poderia dar aula de sexo.Quando Rousse chegou à fortaleza, todos os seus alarmes dispararam.Uma enorme barreira se erguia do lado de fora das muralhas.Tentou convocar seu poder ou chamar Zarek, mas a energia ricocheteava sem encontrar o destino.Com a ansiedade saindo do controle, começou a contornar a fortaleza, procurando uma brecha.Do lado de fora, as casas se mantinha