All Chapters of Vendida ao Sheik: Chapter 151
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Capítulo 15
Nayla Eu estava mergulhada até o pescoço na banheira de mármore, apreciando meu raro dia de luxo em Dubai, quando a energia elétrica foi cortada de repente. Me apressei para sair da água, enrolei o corpo no roupão de seda branca e, minutos depois, ouvi batidas discretas na porta. A recepcionista, sempre educada, pediu que eu permanecesse no quarto por questões de segurança até que a situação se normalizasse. Prometeu retornar se houvesse qualquer novidade e se foi tão silenciosa quanto chegou. Pouco tempo depois, batidas novamente. Imaginei que fosse ela, mas, ao abrir, dei de cara com Adir Rashid. Meu corpo reagiu no automático: tentei fechar a porta, mas ele a empurrou com facilidade e entrou com aquele sorriso arrogante no rosto. — Surpresa — disse ele, olhando ao redor como se avaliasse a suíte. Fiquei paralisada por alguns segundos, tentando entender que tipo de loucura era aquela. Adir Rashid: É assim que a senhorita recebe uma visita inesperada? Vai ficar muda? Nayla: O qu
Capítulo 16
NaylaFiquei encarando Adir Rashid. Ele estava claramente com raiva, o maxilar travado, os braços tensos ao lado do corpo. Mas eu não podia deixá‑lo sair dali sem cumprir o acordo. Se ele fosse embora, eu sabia exatamente o que aconteceria: ele mataria meu irmão.Eu lembrava perfeitamente da ligação. Lembrava das palavras que eu tinha dito, do tom exaltado, da raiva. Eu sabia que mandei ele matar. Mas tinha sido da boca pra fora, como toda irmã desesperada fala quando sente que está perdendo tudo. Ainda assim, de alguma forma, saber que ele não pretendia matá‑lo, que queria cobrar a dívida de outra forma, me deixou estranhamente mais tranquila.Adir voltou alguns passos, cruzou os braços e me encarou de cima a baixo. Eu fiz o mesmo. Me mantive de pé, braços cruzados, postura firme. Ele tinha quase dois metros. Se resolvesse me acertar, eu não teria chance nenhuma. Mas postura, naquele momento, era tudo o que eu tinha.Adir Rashid:— Você vendeu a sua virgindade para pagar a dívida do
Capítulo 17
NaylaAcordei com o corpo pesado e a mente em turbilhão. A noite havia sido longa, confusa, carregada de tensão demais para que eu conseguisse lembrar cada detalhe com clareza. Passei a mão pela cama instintivamente, ainda meio sonolenta, esperando encontrar alguém ali.Mas o espaço estava vazio.Abri os olhos de vez.Adir Rashid não estava mais no quarto.Sentei-me devagar, sentindo o frio do ar-condicionado na pele. A luz da manhã entrava pelas cortinas de linho, revelando o quarto impecável, silencioso demais. Foi então que vi, sobre a cômoda ao lado da cama, um bolo de dinheiro, organizado de forma quase indiferente.Meu estômago revirou.Caminhei até lá e contei sem dificuldade. Quase três mil. Um valor que eu demorava mais de um mês inteiro para juntar trabalhando sem descanso. Para ele, não passava de troco.O ódio subiu quente pelo peito.Quem ele achava que eu era? Uma mulher comprável? Alguém que se deita e recebe dinheiro em troca? Ou pior: alguém que ele toca uma vez e ach
Capítulo 18
Adir Rashid Voltei para a sala de reuniões tentando manter a expressão neutra, mas era impossível não sentir o peso dos olhares sobre mim. Rafiq estava recostado na cadeira, segurando o riso. Meu pai, Khaled Rashid, permanecia em silêncio na cabeceira da mesa, sério como sempre, analisando relatórios com a calma de quem já mandou em homens e impérios por décadas. Rafiq foi o primeiro a quebrar o clima. Rafiq: Pelo visto, a mulher que está te tirando do eixo não tem medo nenhum de você. Alguns executivos trocaram olhares discretos. Meu pai levantou os olhos lentamente. Khaled Rashid: Mulher? Suspirei, passando a mão pelo rosto. Adir Rashid: Não estamos aqui para isso. Vamos encerrar a reunião. Depois retomamos a conversa sobre a expansão da empresa e os contratos no Golfo. Rafiq arqueou a sobrancelha, provocador. Rafiq: Achei que você controlava tudo, Adir. Empresa, negócios… mas pelo visto tem alguém que entrou no jogo sem pedir licença. Meu pai fechou a pasta com calma. K
Capítulo 19
Khaled Rashid Voltei para casa mais tarde do que o habitual. A residência estava silenciosa, como sempre ficava depois do pôr do sol. As luzes do jardim iluminavam as palmeiras altas, e o som da fonte central trazia uma paz que raramente combinava com o peso que eu carregava no peito naquela noite. Lara estava na sala de estar, sentada no sofá claro, com um livro aberto no colo. Usava um vestido longo e simples, os cabelos escuros presos de forma elegante. Quando me viu, fechou o livro com calma e sorriu. — Você chegou diferente hoje — ela disse, sem acusação, apenas constatação. Sorri de lado e caminhei até ela, beijando sua testa antes de me sentar ao seu lado. — Nosso filho me deu trabalho — respondi. Ela inclinou a cabeça, atenta. — Adir? Assenti lentamente. — Há uma mulher. Lara não demonstrou surpresa exagerada. Apenas respirou fundo e apoiou melhor as costas no sofá. — E por que isso pesa tanto em você? Demorei alguns segundos antes de responder. Esc
Capítulo 20
Nayla Eu estava no banho tentando lavar as más energias que esses homens insistem em jogar na minha vida. Porque, sinceramente, como se já não bastasse o problema constante com o Youssef, agora eu tinha o Adir para completar o pacote. Eu tinha problema com todo mundo. A sensação era que o mundo inteiro resolvia desabar sempre em cima de mim. E ainda tinha o dinheiro. Uma quantidade absurda de dinheiro dentro da minha bolsa. Fiquei pensando no pior cenário possível: eu descendo a rua, passando por uma blitz privada, um controle qualquer, alguém resolvendo revistar… eu seria humilhada, questionada, tratada como se fosse uma criminosa. Aquilo não era vida para ninguém. Saí do banheiro enrolada na toalha, já mentalizando tudo o que precisava fazer naquele dia, quando vi Adir dentro do meu quarto. Abusado. Ele estava parado diante da cômoda, segurando uma fotografia antiga da minha família. Meus pais, eu e Youssef ainda adolescentes. Meu estômago revirou. — Abaixa essa foto agora
Capítulo 21
Adir Eu estava virando um idiota nas mãos daquela mulher. Não havia outra explicação. Nayla tinha acabado de levantar a voz comigo, me mandar ao mercado como se eu fosse um garoto obediente… e o pior: eu fui. Fui mesmo. Pedi a carne do jeito que ela mandou. Ainda peguei chocolate. Chocolate. Eu, Adir Rashid, herdeiro de uma das famílias mais poderosas da região, sendo mandado comprar chocolate. Ela não merecia nada daquilo. Abusada demais. Desbocada demais. Mandona demais. E, ainda assim, eu estava ali, fazendo exatamente o que ela queria. Paguei no caixa e a mulher que atendia começou a me lançar aqueles olhares óbvios, cheios de intenção. Em qualquer outro dia, eu teria devolvido o sorriso. Mas naquele dia, não. Nayla já tinha ocupado minha cabeça inteira. Eu estava sem paciência para joguinhos. Saí do mercado direto para a banca da senhora Ângela, que vendia doces caseiros no bairro havia décadas. Peguei o bolo de chocolate que Nayla tinha pedido. Quando estava colocando a sa
Capítulo 22
AdirFiquei olhando para Amir por alguns minutos, e pela primeira vez passou pela minha cabeça que, talvez, muito tarde, ele estivesse começando a agir como homem. Até então, ele tinha deixado a irmã carregar tudo sozinha, como se o peso da família fosse obrigação dela.Adir:— Infelizmente, você me fez essa proposta tarde demais. Se fosse um dia antes, eu teria aceitado. Mas agora sua irmã já pagou metade da dívida, e eu não posso simplesmente transferir tudo para você. Isso seria injusto com ela.Ele abaixou a cabeça, ouvindo em silêncio.Adir:— Se quiser, a partir de agora ela para de pagar o restante, e você assume. Isso sim seria atitude de homem. E quando eu digo assumir, não é só dinheiro. É postura. É responsabilidade. É se matar de trabalhar.Cruzei os braços.Adir:— Não estou dizendo para você sair dos negócios de segurança da família, mas estou dizendo para andar na linha. Começa pagando as contas da casa. Começa cuidando da sua irmã. Ela trabalha demais, Amir. Você pode
Capítulo 23
YasmimMeu nome é Yasmim, tenho vinte e três anos e nasci em um dos bairros populares mais antigos da cidade. Nunca fui apaixonada por trabalho. Sempre achei que a vida tinha caminhos mais fáceis — e, para mim, beleza sempre foi um deles.Comecei ajudando em um salão pequeno do bairro, aprendendo a me produzir, a chamar atenção. Foi ali que comecei a cruzar com homens importantes, ligados à segurança privada, aos negócios paralelos, às famílias influentes. Até que cheguei a Adir Rashid.Além de poderoso, ele é bonito. E paga muito bem para passar algumas noites comigo.É verdade que ele sempre me tratou com desprezo, nunca me chamou de mulher, nunca me assumiu. Às vezes me chamava de interesseira, outras de inconveniente. Mas enquanto o dinheiro vinha, qual era o problema? Ele tinha outras mulheres, claro. Homens como ele sempre têm. Mas eu sabia — ou pelo menos acreditava — que eu era a favorita.Nunca ouvi isso da boca dele. Mas ele me procurava mais do que as outras. Eu insistia, p
Capítulo 24
Nayla Ela veio para cima de mim como um animal enfurecido, como aqueles touros quando veem o pano vermelho. Não pensei. Quando ela chegou perto demais, eu a empurrei com força. Ela caiu no chão. Antes que pudesse reagir, eu já estava em cima dela, batendo o rosto dela contra o asfalto quente da rua. Ela começou a gritar. Conseguiu me acertar um chute e eu rolei para o lado. Aquilo só aumentou minha raiva. Antes que ela se levantasse, eu sentei em cima dela de novo e comecei a socar com a mão fechada. Nunca fui de bater com a mão aberta. Quando é para brigar, eu brigo de verdade. Yasmim: — Me solta, sua desgraçada! — gritava, se debatendo. Eu não soltei. Quando percebi, o nariz dela já sangrava. Me levantei por um segundo, e ela sentou no chão, tonta. Foi aí que puxei o cabelo dela e comecei a arrastá-la rua acima. As pessoas sa_toggle de casas, chocadas. Elas achavam que eu era educada, discreta. Não sabiam quem eu era quando cruzavam a minha linha. Nayla: — Est