All Chapters of Vendida ao Sheik: Chapter 41
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CAPÍTULO 40 - O PLANO DE NATÁLIA
narrado por Natália — A gente precisa de alguém dentro — falei, me levantando da cama com um brilho sombrio nos olhos. — Alguém que esteja perto dela. Que escute. Que veja. Que me diga cada passo que aquela desgraçada dá. Bianca, sentada na poltrona perto da janela, cruzou os braços com cara de dúvida. — Tipo quem? Os empregados adoram ela. O Khaled deve pagar todo mundo muito bem. — Os empregados têm filhos. Têm dívidas. Têm medos. Todo mundo tem um ponto fraco, Bianca. E se não tiver, a gente inventa um. Peguei o celular com raiva, deslizando o dedo pela tela até abrir o I*******m. A busca foi rápida. Eu já sabia o que procurar: marcações, localização, nomes árabes em posts discretos. Bastava encontrar alguém burro o suficiente pra postar algo de dentro da mansão. — Você tá ficando obcecada — Bianca comentou, meio assustada. — Isso tudo porque ele te deu um tapa? Virei pra ela com o olhar gelado. Firme. Imperturbável. — Não foi só o tapa, Bianca. Foi a humilhação. Foi a mane
CAPÍTULO 41 – O PLANO PARA DESTRUIR LARA
Narrado por Natália O celular vibrou nas minhas mãos e um sorriso lento e satisfeito se formou nos meus lábios. Bianca se aproximou, os olhos arregalados. — Foi ela? — perguntou, ansiosa. Assenti. A mensagem brilhava na tela como um convite para o inferno: Ranya: "Que tipo de informações vocês querem? Eu preciso muito de dinheiro. Estou ouvindo." Respirei fundo, sentindo o sabor da vitória antecipada. Ela mordeu. E agora, era questão de tempo até a nossa irmãzinha perfeita desmoronar. — Essa menina tá desesperada — murmurei, digitando com calma. — E a gente vai usar isso até a última gota. "Queremos tudo sobre a senhora Lara. Toda movimentação, com quem ela fala, se ela discute com o Khaled, se ela mostra sinais de tristeza, qualquer coisa fora do comum. Em troca... você vai receber muito mais do que imagina." Enviei. Bianca roía a unha do dedão, nervosa. — Você acha que ela vai conseguir mesmo? Eles parecem tão fechados… — Todo castelo tem rachaduras, Bianca. E é nelas
CAPÍTULO 42 – O SEGREDO QUE PODE DESTRUIR TUDO
Narrado por RanyaO dia estava quase terminando, e o palácio começava a se recolher para mais uma noite silenciosa. Eu já deveria ter ido embora para o meu alojamento, como todas as empregadas faziam religiosamente assim que cumpriam seus horários.Mas algo dentro de mim, uma inquietação que eu não conseguia explicar, me fez desacelerar os passos. Em vez de ir direto para o meu quarto, desviei discretamente pelos corredores dourados, arrumando vasos de flores e fingindo que tinha trabalho a fazer.Foi quando passei perto do escritório principal.A porta, geralmente fechada, estava apenas encostada.E de dentro vinham vozes.A voz dele.Parei, hesitando.Eu sabia que era errado. Que ouvir conversas de Khaled poderia ser mais perigoso do que enfiar a mão numa caixa de cobras venenosas.Mas... a curiosidade, a maldita curiosidade, foi mais forte.Aproximei-me, lenta e silenciosamente, até ficar ao alcance da fresta.Inclinei o corpo apenas o suficiente para ouvir.A voz de Khaled era gra
CAPÍTULO 43 – O DIA EM QUE EU PERDI TUDO
Narrado por NatáliaEu não estava preparada para ver o que vi naquela tela.Por mais que eu soubesse o que esperar, por mais que eu tivesse me preparado mentalmente, nada me salvou da explosão de raiva, inveja e humilhação que senti quando vi aquela maldita festa.Bianca estava sentada ao meu lado, com os olhos vidrados na televisão. A taça de vinho barata dela tremia na mão. Eu estava com a minha vazia, os dedos apertados em volta do vidro como se pudesse quebrá-lo apenas com o ódio que pulsava nas minhas veias.“Direto de Dubai, no palácio particular de Khaled Rashid, acontece hoje a celebração do primeiro mês de casamento do magnata com sua esposa, Lara Rashid.”A voz do repórter era animada, ridiculamente empolgada, como se estivesse anunciando a coroação de uma rainha.E de certa forma... era isso mesmo que estava acontecendo.As câmeras mostraram o palácio: iluminado como um sonho, cada detalhe reluzindo ouro e poder. Flores importadas da Holanda decoravam os jardins. Fontes bri
CAPÍTULO 44 – O LEGADO DO NOME RASHID
O final da tarde caía sobre Dubai como um véu dourado. A luz do sol atravessava as janelas do escritório de Khaled, refletindo nas paredes de mármore e nas molduras de ouro puro. Mas não havia calor ali dentro. O ar estava denso, pesado. A presença do pai de Khaled era como um manto de ferro sobre seus ombros.Sentado na poltrona à frente da mesa, o velho Rashid — elegante em seu traje tradicional, o olhar impenetrável e postura impecável — encarava o filho com a severidade de quem carrega séculos de tradição nas costas.— Um mês — disse o pai, com a voz grave, firme. — Já se passou um mês desde o casamento. E ainda não ouvi nenhuma notícia.Khaled cruzou os braços, encostando-se na cadeira. Sabia onde aquilo ia parar. Já conhecia aquele tom. Já conhecia aquele olhar. Ainda assim, tentou manter o controle.— Que tipo de notícia o senhor espera ouvir, pai?O velho estreitou os olhos.— A única que importa. Um herdeiro. O sangue da nossa linhagem. O futuro da nossa casa.Khaled apertou
CAPÍTULO 45 – SEM ESCOLHA
Narrado por LaraEu estava no meu canto favorito do jardim, sentada sobre uma manta macia, cercada de almofadas e com um livro aberto sobre o colo, mas meus olhos não conseguiam se concentrar em nenhuma linha. O sol estava começando a se pôr, pintando o céu de tons alaranjados, e o ar estava morno, sereno, como se o mundo lá fora estivesse calmo… mas dentro de mim, havia sempre um leve desconforto que não desaparecia.A mansão de Khaled era um lugar tão bonito quanto sufocante. Era como viver dentro de um palácio de cristal — lindo, impecável, mas com paredes invisíveis que me impediam de ser livre.A calmaria da tarde foi interrompida pelo som dos passos dele se aproximando atrás de mim. Não precisei olhar. Eu já reconhecia o som das solas dos sapatos dele no chão. Era uma presença pesada, constante, impossível de ignorar.— Posso me sentar? — ele perguntou, com a voz baixa.Assenti, ainda sem encará-lo.Ele se sentou ao meu lado, com a mesma elegância controlada de sempre. Não disse
CAPÍTULO 45 – MEU NOME, MINHA POSSE
Narrado por Khaled RashidÀs vezes, o silêncio é mais cruel do que qualquer grito.Estava sentado em minha sala privada, onde poucos pisam. Era um dos poucos lugares da mansão onde eu podia respirar sem o peso dos olhos dos outros. O copo de uísque repousava intocado sobre a mesa de vidro. O líquido âmbar refletia as luzes suaves do teto, dançando como se zombasse de mim.Meus pensamentos não paravam.Um herdeiro.Era o que meu pai queria. Era o que o conselho queria.Era o que o nome Rashid exigia.E talvez... fosse o que eu mesmo deveria desejar.Mas havia uma parte de mim — obscura, doentia, possessiva — que se recusava a aceitar a ideia de dividir Lara.Nem com o mundo.Nem com outra mulher.Nem com um filho.Um bebê.Só de imaginar outro ser humano tocando o corpo dela, mamando em seus seios, tomando seu tempo, arrancando suas atenções… meu estômago virava.Ela era minha.
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CAPÍTULO 46 – O PESO DO SANGUE RASHID
Narrado por Ranya Era fim de tarde quando percebi o movimento estranho nos portões principais da mansão. Eu estava no jardim lateral, recolhendo algumas louças da mesa externa, quando dois carros pretos, longos e espelhados demais para serem comuns, entraram lentamente no pátio interno. O motorista de Khaled desceu do primeiro, correu até a porta de trás e a abriu com uma reverência discreta. E então ele apareceu. O pai de Khaled. Eu já tinha ouvido falar dele. Os seguranças sussurravam seu nome com mais medo do que respeito. Diziam que ele era o verdadeiro cérebro da família Rashid — um homem que usava a tradição como arma e o silêncio como sentença de morte. Meu coração disparou só de vê-lo caminhando com aquele ar de realeza, as mãos cruzadas nas costas, o olhar rígido e inexpressivo. Não era comum visitas como aquela. E eu sabia que algo importante estava para
CAPÍTULO 47— E SE EU FOR MÃE?
Lara O silêncio do quarto era confortável, mas meu peito estava uma bagunça. A mansão parecia respirar em outro ritmo, alheia ao turbilhão dentro de mim. Me encolhi no sofá junto à janela, com os joelhos abraçados e o olhar perdido na paisagem. O céu de Dubai já estava começando a mudar de tom, um dourado suave se espalhava pelas nuvens, como se a cidade inteira estivesse sendo embrulhada num véu de calor e beleza. E ali estava eu, perdida em um pensamento que me perseguia há dias: e se eu tiver um filho com Khaled? Meus dedos acariciavam o tecido fino da camisola enquanto meus pensamentos giravam. A ideia surgiu desde o dia em que ele falou, com toda a segurança do mundo, que desfaria a vasectomia. Eu ri nervosa naquele momento, tentando escapar da conversa, mas desde então... não consigo mais parar de pensar nisso. Um filho. Um bebê com aqueles olhos escuros, com aquele ar de poder que o Khaled carrega até dormindo. Um bebê que talvez herdasse meu sorriso... ou minha covardia. Po
CAPÍTULO 48 — DESCONFIO DE QUEM SORRI DEMAIS
Narrado por KhaledDesde que me tornei o homem mais temido da minha família — e, talvez, de toda Dubai — aprendi que o perigo raramente vem vestido com sangue e faca. O perigo verdadeiro chega sorrindo. Servindo o chá. Dobrado no canto do quarto com um espanador na mão.Ranya.A mulher é discreta demais. Atenta demais. E embora tenha sido contratada para cuidar da limpeza da parte leste da mansão, ela vem aparecendo onde não deveria com uma frequência que me faz franzir a testa.Hoje de manhã, saí mais cedo do quarto, deixando Lara ainda adormecida. Ela parecia exausta da noite anterior — e de tudo que tem enfrentado desde que chegou à minha vida. Queria que ela descansasse, então me vesti em silêncio e desci para a biblioteca.Foi lá que vi Ranya.Parada diante de uma estante que já fora limpa no dia anterior. Estava com o pano na mão, mas os olhos fixos na porta entreaberta que dava acesso ao meu escritório. Onde, por acas