All Chapters of Vendida ao Sheik: Chapter 51
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CAPÍTULO 49 – “O PESO DE GERAR UM HERDEIRO”
Narrado por LaraOlhei meu reflexo no espelho pela terceira vez em menos de dez minutos. O vestido dourado de seda fluía pelo meu corpo como uma segunda pele. O decote era elegante, mas ainda assim ousado o suficiente para fazer minhas bochechas corarem. Meus cabelos estavam soltos, com ondas suaves caindo sobre os ombros. A maquiagem leve deixava meus olhos mais marcantes. Eu estava bonita. Muito bonita.Mas também estava nervosa.Era estranho. Eu tinha convivido com Khaled tempo suficiente para saber que ele era um homem perigoso. Mas também... um homem de camadas. E desde a noite do hospital, ele tinha sido diferente comigo. Cuidadoso. Atento. Como se estivesse tentando me proteger de tudo, até mesmo dele.Hoje, ele tinha dito que queria me levar para jantar. Nada grandioso, só nós dois. Um momento a sós. Só que desde que ouvi a conversa dele com o pai, algo vinha martelando na minha cabeça: o bendito herdeiro.Ouvi uma batida lev
CAPÍTULO 50 — A NOITE MAIS LINDA DE DUBAI
Narrado por LaraO restaurante escolhido por Khaled era elegante, mas discreto. Nada daquela ostentação exagerada que eu costumava ver nas redes sociais quando pesquisava sobre Dubai. Era um lugar com luzes baixas, velas nas mesas e uma vista ampla para a marina. A música ambiente era suave, instrumental, e o som das águas batendo nos iates ao longe dava a sensação de que o tempo havia parado ali.Ele puxou minha cadeira com a gentileza que poucas vezes demonstrava em público e se sentou à minha frente, vestindo aquele terno escuro que contrastava com o brilho das velas. Por um momento, tentei imaginar como alguém tão... intenso podia parecer tão calmo naquela noite.— Você gostou daqui? — ele perguntou, enquanto servia água na minha taça.— Gostei muito. É diferente do que eu imaginava.— Eu sei. Por isso escolhi esse lugar. Você precisava respirar. Precisava sentir que, apesar de tudo, ainda pode ter paz.A comida veio ráp
Capítulo 51 - Hots
LaraO silêncio entre nós era denso, mas não desconfortável. A brisa morna do deserto, as lanternas balançando levemente, o cheiro doce do chá e o som sutil do vento acariciando a areia… tudo parecia conspirar contra a minha sanidade.Khaled se aproximou devagar. As mãos dele tocaram meu rosto com delicadeza, como se ele estivesse com medo de me quebrar.— Posso? — ele sussurrou, a voz rouca, controlada.Assenti. E foi o suficiente.O beijo veio calmo no começo. Terno. Mas com ele... nada ficava calmo por muito tempo.Ele deslizou a mão pela minha nuca, intensificando o beijo até me deitar entre as almofadas. O vestido subiu um pouco com o movimento. A respiração dele já quente contra minha pele.Khaled: Eu sonhei com você assim. Nesse deserto. Debaixo de mim.Minha pele queimava, mas não era por causa do calor do deserto.Ele levantou meu vestido até a cintura e tirou minha calcinha com lentidão.
Capítulo 52 - Hot
Lara O cheiro de incenso suave ainda pairava no ar quando abri os olhos. A luz do sol invadia a tenda, filtrada pelos tecidos brancos que balançavam levemente com a brisa. Estava nua sob as almofadas, coberta apenas por um lençol leve e pelas marcas da noite anterior. Minha pele ainda ardia nos pontos em que ele me mordeu. Entre as coxas, a memória do corpo dele em mim ainda latejava. Khaled dormia com um dos braços jogado sobre a minha cintura, o peito nu subindo e descendo devagar. Mas era só aparência. Eu sabia que ele estava acordado — seu toque firme demais pra alguém adormecido. Passei a mão com delicadeza por seu peito, desenhando os contornos dos músculos, as linhas do abdômen. Ele continuava quieto. Mas a respiração dele mudou. A pele arrepiou. E a coisa toda entre nós começou de novo. Khaled (voz rouca): Acha que pode me acordar assim e sair impune? Lara: Eu só estava te ad
CAPÍTULO 53 — UM OLHAR QUE DIZ TUDO
Narrado por Lara O caminho de volta foi silencioso, mas não desconfortável. Eu estava recostada no banco do carro, sentindo ainda o perfume das dunas no meu cabelo, a memória das estrelas gravada na pele. Olhava de canto para Khaled enquanto ele dirigia. Ele parecia relaxado, com uma mão no volante e a outra entrelaçada à minha, como se não fosse permitir que o mundo nos separasse nem por um segundo. Chegamos na mansão e tudo parecia calmo demais. A entrada estava iluminada suavemente, os empregados já recolhidos, as janelas fechadas como se o mundo inteiro tivesse parado para nos esperar. Subimos sem pressa, lado a lado. Quando ele abriu a porta do nosso quarto, a primeira coisa que fez foi caminhar até o banheiro. Ouvi o som do chuveiro sendo ligado, o barulho da água batendo forte no piso de mármore. Me virei devagar, encarando minha imagem no espelho. Ainda estava com o vestido dourado que usara no jantar. Os cabelos soltos, a maquiagem intacta. Mas meus olhos... meus olhos e
CAPÍTULO — EU NÃO PERDOO SOMBRAS
Narrado por KhaledO mundo dormia.Era o que me dava vantagem.Gente que dorme não vê o que acontece nas sombras, e eu... eu sempre preferi viver nelas. Era antes do sol nascer que as verdades mais cruas vinham à tona. Quando o silêncio da madrugada engolia a cidade e tudo que se ouvia eram os próprios pensamentos — aqueles que nem mesmo o mais valente é capaz de encarar durante o dia.Sentei-me no salão menor da ala leste da mansão, a que uso para reuniões que não podem ser documentadas. Lara dormia no andar de cima, exausta da noite que tivemos. A leveza no rosto dela enquanto sonhava era o único motivo pelo qual eu ainda me controlava. Ainda não havia sangue. Ainda.Mas estava cada vez mais perto.A campainha discreta da porta interna soou. Youssef.Cinco horas em ponto. Como sempre.— Entra. — falei sem me virar.Ele cruzou a sala com passos firmes e fechou a porta atrás de si. Não falamos por
CAPÍTULO — O ERRO QUE ME CONDENOU
Narrado por RanyaEu me considerava boa no que fazia. Discreta. Invisível quando necessário. Sempre soube me mover pelos cantos das casas onde trabalhei sem ser notada, escutar sem ser ouvida, observar sem ser vista. E naquela mansão de ouro e sombras, eu achei que continuava jogando bem. Mas naquele dia, algo mudou.Talvez eu tenha ficado confiante demais.Ou talvez... eu simplesmente tenha subestimado quem era Khaled Rashid.Fazia três dias que eu estava seguindo uma rotina cuidadosa: limpava onde devia limpar, servia onde devia servir, e escutava onde ninguém mandava. Eu sabia onde estavam as câmeras, os pontos cegos, os horários em que os seguranças mudavam de posição, quando Youssef saía para dar suas voltas silenciosas. Eu sabia que Khaled tinha mandado me observar — o que só me obrigou a ser mais cautelosa ainda.Ou assim eu pensei.A verdade é que, por dentro, eu já estava vacilando. A pressão de Natália e Bianca pesava mais do que eu admitia. Elas queriam informações, nomes,
CAPÍTULO — O ERRO QUE ME CONDENOU
Narrado por RanyaFui jogada dentro da sala com brutalidade. A porta foi trancada atrás de mim sem uma palavra. O clique metálico do cadeado ecoou na minha espinha como um aviso do destino: você cruzou a linha, e agora vai pagar.A sala era fria. Sem janelas. Sem móveis além de uma cadeira e uma pequena mesa de vidro no centro. As paredes, de concreto cru, tinham uma acústica silenciosa que dava a impressão de que tudo que eu pensasse podia ser escutado.Eu me encolhi no canto. Meu peito subia e descia como se faltasse ar. Passei a mão pelos cabelos e tentei controlar o tremor das mãos, mas era inútil.Khaled me viu. Ele me flagrou. Ele sabia.E o olhar dele… não era de decepção.Era de sentença.Eu fiquei ali, sentada no chão, por horas. O tempo parecia ter congelado. As luzes da sala nem piscavam. Nenhuma sombra se movia além da minha. E foi aí que começou o verdadeiro castigo: o silêncio. O abandono.Não houve gritos. Não houve ameaças.Apenas o peso do arrependimento crescendo den
CAPÍTULO — EU FUI VENDIDA COMO UM ANIMAL
Narrado por RanyaEu não dormi.A luz daquela sala fria permanecia acesa o tempo inteiro. Meus olhos ardiam. A pele colada ao chão gelado parecia gritar por socorro, mas ninguém ouvia. Desde que Youssef me deixou ali, horas antes, o silêncio tinha sido minha única companhia. Silêncio e o som do meu próprio coração batendo cada vez mais rápido.Pensar era uma tortura. Toda hora eu lembrava do olhar de Khaled no corredor. Da firmeza com que ele pronunciou minha sentença, sem levantar a voz, sem ameaçar, sem discutir. Apenas com a calma de quem já decidiu que você não vale mais nada.Eu achava que era esperta. Que podia brincar de espionagem com as irmãs da esposa dele e sair ilesa. Mas aquele homem não deixava brechas. E agora eu estava presa, trancada e, pelo que parecia... condenada.Quando a porta se abriu com violência, eu já não sabia mais se era dia ou noite.Dois homens entraram. Eram diferentes dos seguranças da casa. Não usavam o uniforme preto discreto, nem tinham o olhar prof
CAPÍTULO — ENTRE MENTIRAS E VERDADES
Narrado por LaraA porta da frente ainda ecoava na minha cabeça. O som da madeira pesada se fechando sobre os gritos de Ranya me deixava enjoada, como se tivesse uma âncora presa no estômago. Eu não conseguia entender. Não conseguia aceitar.Ela foi... vendida.Por ele.Por Khaled.Eu subi as escadas com as pernas trêmulas. O robe branco grudava no meu corpo suado, e eu sentia meu peito arder de um jeito que não sabia se era raiva, dor ou medo.Encontrei Khaled no escritório dele. Sentado, calmo, como se nada tivesse acontecido.— O que foi isso? — perguntei, a voz mais alta do que eu pretendia. — Você enlouqueceu? Você Vendeu uma mulher?!Ele não se moveu.— Sente-se, Lara.— EU NÃO VOU ME SENTAR! — gritei. — ME RESPONDE!Ele apoiou os cotovelos na mesa, entrelaçou os dedos, e me olhou como se estivesse diante de uma criança fazendo birra.— Eu vendi uma traidora.
Last Updated : 2025-05-15Read more