All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 91
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Capítulo 91
Antônio Bellucci estava parado a poucos passos de mim, sua figura elegante destacando-se entre os convidados. Com um sorriso calculado que não alcançava seus olhos, ele estendeu um dos dois copos de champanhe que segurava em minha direção.— Uma mulher como você não deveria estar sozinha em uma festa como esta — comentou ele, sua voz suave como veludo, mas com uma nota que me fez sentir um arrepio desconfortável na espinha.— Obrigada, mas prefiro água esta noite — recusei educadamente, erguendo minha taça quase vazia.— Não está bebendo? — Seu olhar percorreu meu corpo lentamente, detendo-se por tempo demais em áreas específicas antes de retornar ao meu rosto. — Interessante.Havia algo na forma como ele disse aquela simples palavra que me fez sentir como se estivesse nua.— Apenas não estou com vontade — respondi, mantendo minha voz firme apesar do desconforto crescente.— Christian sempre teve sorte — comentou Antônio, ignorando completamente minha resposta e dando um passo mais pr
Capítulo 92
~ Christian ~Tentei manter uma expressão neutra enquanto ouvia o interminável monólogo do investidor japonês sobre taxas de exportação e regulamentações aduaneiras. Em circunstâncias normais, esse tipo de conversa teria toda a minha atenção – afinal, a expansão para o mercado asiático era um dos pilares do meu plano para a Bellucci. Mas meus olhos não paravam de vasculhar o salão, procurando o vestido bordô de Zoey.— Então, Sr. Bellucci, o que acha da nossa proposta sobre os portos alternativos? — perguntou Tanaka, o mais velho dos investidores.Forcei minha mente a voltar para a conversa.— É uma sugestão interessante. Podemos explorar melhor os detalhes amanhã, na reunião formal. — Sorri educadamente, esperando que minha resposta genérica fosse suficiente.Por sorte, Tanaka pareceu satisfeito, assentindo solenemente antes de tomar um gole de seu whisky. Aproveitei a pausa para escanear o salão novamente.Finalmente a avistei, perto de uma das janelas. Não estava sozinha. Antônio g
Capítulo 93
~ Christian ~— Christian, eu... — Zoey se ergueu lentamente, apoiando-se na bancada do banheiro. Seus olhos estavam fixos no teste de gravidez, mas logo voltaram para mim. — Não é o que você está pensando.Forcei-me a desviar o olhar da caixa para encará-la. Sua palidez era acentuada pela luz fria do banheiro, tornando as olheiras profundas ainda mais evidentes.— O que estou pensando? — minha voz saiu surpreendentemente calma, considerando o turbilhão em minha mente.— Annelise trouxe isso mais cedo. — Ela fez um gesto vago em direção ao teste. — Ela tem essa teoria maluca de que eu estou grávida só porque passei mal algumas vezes. Insistiu que eu fizesse o teste, mas...Uma teoria maluca. Claro. Respirei fundo, tentando organizar meus pensamentos.— Talvez ela tenha razão — sugeri, mantendo meu tom neutro. — Você tem estado indisposta. Seria prudente verificar.Zoey balançou a cabeça, suas mãos agarrando firmemente a bancada.— Não é necessário. Nós sempre nos cuidamos.— Sempre? —
Capítulo 94
~ Christian ~Zoey manteve o olhar fixo em suas mãos por alguns segundos, como se estivesse reunindo coragem. Finalmente, ela ergueu os olhos para encontrar os meus.— Acho que sim — respondeu ela, sua voz quase um sussurro, enquanto caminhava em direção ao banheiro — Você está certo. Precisamos saber.Peguei o teste na bancada, examinando as instruções impressas na embalagem. Parecia simples o suficiente. Entreguei-o a ela, recuando discretamente em direção à porta.— Vou esperar lá fora — ofereci, pressupondo que ela gostaria de privacidade.— Não. — Sua resposta foi rápida, quase desesperada. — Quer dizer... eu prefiro que você fique. Se não se importar.A vulnerabilidade em seus olhos me pegou desprevenido.— Claro. — Tentei soar casual, como se assistir minha "esposa de conveniência" fazer um teste de gravidez fosse algo completamente normal em nossa relação. — Ficarei aqui.Virei-me de costas enquanto ela utilizava o teste, oferecendo pelo menos essa pequena concessão à privacid
Capítulo 95
O hall de entrada da mansão Bellucci nos recebeu com seu luxo silencioso, o piso de mármore refletindo nossas figuras como espelhos discretos. Christian mantinha a mão nas minhas costas, um gesto de suporte que se tornara quase instintivo durante as últimas horas.— Virose — comentou ele, repetindo o diagnóstico do Dr. Mendes como se ainda estivesse processando a informação. — Pelo menos agora sabemos o que está causando os enjoos.— Tudo é sempre uma virose — respondi com um sorriso fraco, tirando os sapatos para sentir o mármore frio sob meus pés. — Febre? Virose. Dor de cabeça? Virose. Apocalipse zumbi? Provavelmente uma virose bem agressiva.Christian riu, o som reverberando pelo hall vazio, preenchendo o espaço com uma leveza inesperada. Seu rosto relaxou naquele sorriso raro e genuíno que ainda me pegava desprevenida – como se por um momento toda a tensão dos últimos dias se dissipasse.— Bem, o importante é que você vai ficar bem. — Ele ajustou uma mecha de cabelo que havia esc
Capítulo 96
Os dois homens se encararam por um momento que pareceu se estender infinitamente. Percebi então que estava prendendo a respiração, meus dedos agarrando o corrimão da escada com força desnecessária.Finalmente, um sorriso lento e calculado se espalhou pelo rosto de Antônio.— Cristalino. — Ele recuou meio passo, concedendo o espaço, mas não a derrota. — Apenas me pergunto se Giuseppe compartilha dessa... reordenação de prioridades.— Por que não perguntam pra mim diretamente? — A voz de Giuseppe soou do hall de entrada, surpreendendo a todos nós.O patriarca estava parado ao pé da escada, apoiado em sua bengala, com Carmem ao seu lado. Seu semblante era severo, mas seus olhos astutos não perdiam nada da cena à sua frente.— Nonno. — Antônio recuperou-se rapidamente da surpresa. — Não deveríamos incomodá-lo com assuntos operacionais.— Esta é a minha casa e a minha empresa. — Giuseppe começou a subir os degraus lentamente, cada passo deliberado. — Não há nada que aconteça aqui que seja
Capítulo 97
A tarde caía lentamente sobre a propriedade Bellucci, tingindo os vinhedos com tons dourados e alaranjados. Depois do dia todo de repouso forçado — com Christian supervisionando pessoalmente minha ingestão de líquidos e medicamentos com uma intensidade quase cômica — finalmente me sentia forte o suficiente para sair do quarto.Caminhava pelos jardins, respirando profundamente o ar fresco que tanto me faltara. A virose havia cedido, deixando apenas um cansaço residual e uma fome que finalmente começava a retornar após a dieta líquida.Christian havia insistido em me acompanhar, mas uma ligação urgente de Marco sobre os investidores japoneses exigiu sua atenção. "Dez minutos," prometeu ele, beijando minha testa antes de voltar à casa. "Não se afaste muito."O jardim da propriedade era um labirinto sofisticado de arbustos meticulosamente aparados e estátuas clássicas. Giuseppe havia mencionado que era uma réplica de um jardim na Toscana, projetado por seu próprio pai quando a mansão foi
Capítulo 98
A voz de Christian cortou o ar como uma lâmina. Ele estava na entrada do pequeno labirinto de arbustos, e jamais havia visto tal expressão em seu rosto. Não era apenas raiva – era uma fúria primitiva, uma promessa de violência contida apenas por um fio de autocontrole.— Christian. — Antônio recuperou a compostura rapidamente, ajustando o paletó. — Apenas uma conversa amigável com sua... esposa.— Afaste-se dela. Agora. — Christian avançou alguns passos, cada músculo visivelmente tenso.— Ela não parecia ter objeções até alguns segundos atrás. — Antônio olhou para mim, um brilho malicioso em seus olhos.— Ele tentou me agarrar — disse eu, minha voz tremendo ligeiramente com a adrenalina. — Ele sabe sobre...— Sobre o interessante acordo que vocês têm? — completou Antônio, um sorriso cruel formando-se em seus lábios. — Fascinante arranjo, devo dizer. Muito prático.Foi como assistir a um acidente em câmera lenta. Vi o exato momento em que o controle de Christian se rompeu. Foi sutil –
Capítulo 99
A porta do quarto se fechou atrás de nós com um clique suave. Christian caminhou diretamente para o banheiro, desabotoando a camisa ensanguentada com movimentos bruscos. Eu o segui hesitante, ainda processando os eventos no jardim.— Tire a camisa — disse, entrando no banheiro espaçoso onde ele já havia aberto o armário de primeiros socorros. — Preciso ver quanto dano ele causou.Christian me lançou um olhar que misturava exaustão e uma teimosia quase infantil.— Estou bem. É principalmente o sangue dele.— Tire a camisa. — repeti, minha voz firme. — Agora.Algo em meu tom deve ter deixado claro que eu não aceitaria discussão. Com um suspiro resignado, ele removeu completamente a camisa arruinada, revelando o torso que, mesmo naquelas circunstâncias, não deixava de ser impressionante. Contudo, minha atenção foi imediatamente atraída para uma mancha roxa que começava a se formar em suas costelas do lado direito.— Apenas um hematoma — murmurou ele, notando meu olhar.— E seu rosto — ap
Capítulo 100
— Vocês têm noção da confusão que criaram? — Marco estava em pé no meio da sala, gesticulando amplamente como só um italiano genuinamente exasperado consegue fazer. — Tive que inventar uma história ridícula sobre Antônio ter caído das escadas para explicar o nariz quebrado e o rosto ensanguentado!Christian, agora usando uma camisa limpa de algodão azul-escuro, mantinha uma expressão impassível, embora o hematoma em sua bochecha e o corte na sobrancelha contassem uma história diferente.— Giuseppe acreditou? — perguntou ele, ignorando a indignação dramática do primo.— Nem por um segundo. — Marco deixou-se cair no sofá ao lado de Annelise. — Mas fingiu acreditar, o que talvez seja pior. E aqueles dois... — ele balançou a cabeça. — Victoria estava literalmente jogando as roupas nas malas. Saíram como se o lugar estivesse em chamas.— Bom — declarou Christian, sentando-se na poltrona oposta, sua postura apenas ligeiramente revelando o desconforto das costelas machucadas. — Era exatament