All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 131
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Capítulo 131
Era o quinto dia no Hospital Mercy. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes percorri os corredores deste lugar, de quantas xícaras de café da máquina do térreo havia tomado, de quantas vezes acordei às cinco da manhã para chegar cedo e ficar com Christian.Minha rotina havia se tornado rígida: acordar, combater a náusea matinal com os biscoitos que Anne havia comprado especialmente para isso, tomar banho rapidamente, e correr para o hospital para chegar antes dos médicos fazerem a ronda das sete horas. Ficava lá o dia todo, saindo apenas para almoçar rapidamente na lanchonete quando Christian insistia, e só voltava para casa quando as enfermeiras me expulsavam gentilmente no final do horário de visita.Os sintomas da gravidez estavam ficando mais evidentes. A náusea matinal havia se tornado uma companheira constante, e a fadiga era algo que eu combatia com pura força de vontade. Christian havia notado, é claro. Ele notava tudo.— Zoey, você precisa ir para casa descansar — disse
Capítulo 132
— Então, deixa eu ver se entendi — disse Anne, se jogando na cadeira giratória do escritório com um drama teatral que só ela conseguia executar. — Nós vamos passar a tarde assistindo a filmagem de câmeras de segurança procurando por um carro suspeito. Basicamente, viramos detetives de série de TV.— Não é bem assim, Anne — respondi, enquanto Marco configurava o computador com as imagens que seu contato na empresa de segurança havia conseguido para nós.— Não, é exatamente assim — ela insistiu, girando na cadeira como uma criança. — Só estou esperando alguém aparecer com café ruim em copos de isopor e rosquinhas velhas. Marco, você trouxe rosquinhas?Marco, que estava concentrado na tela do laptop, mal olhou na direção dela.— Não — respondeu secamente.O clima gelado entre eles estava me deixando desconfortável desde que nos encontramos no escritório de Marco uma hora atrás. Havia uma tensão palpável entre ele e Anne que eu não conseguia entender.— Nossa, que animação — Anne murmurou
Capítulo 133
— O que foi? — Marco perguntou imediatamente, sua voz carregada de urgência. — Zoey, o que você viu?— Este adesivo — disse, apontando para o canto do para-brisa traseiro onde o pequeno adesivo estava claramente visível. — Eu reconheço este adesivo.Anne se aproximou da tela, franzindo o cenho enquanto estudava a imagem.— Espera... é aquele adesivo do clube de surfe de Búzios — disse ela lentamente, e então seus olhos se arregalaram. — Foi você quem colou aquele adesivo lá, não foi? Lembra? Você disse que o para-brisa estava muito liso e que precisava de alguma personalidade.A memória voltou como uma bofetada: um final de semana em Búzios, quando Alex e eu ainda estávamos juntos. Ele havia reclamado que o carro novo estava muito "sem graça" e eu, brincando, havia colado o adesivo que comprei numa barraquinha na praia. Ele brigou comigo na época por “estragar o carro”, mas depois acabou rindo e nunca o removeu.— Peraí, peraí — Marco levantou as mãos, claramente perdido. — De quem vo
Capítulo 134
— Sofia é um nome bonito — disse Christian da sua cama. — Em homenagem à minha nonna.— Sofia Bellucci — murmurei da cadeira perto da janela, testando como soava. — Tem um certo charme italiano. Mas e se for menino?—Giuseppe?— Giuseppe Bellucci Neto? — Ri, imaginando um bebezinho com o rosto sério do bisavô. — Muito formal para uma criança. Que tal algo mais moderno? Gabriel? Matteo?— Matteo... — Christian repetiu pensativamente. — Gosto. Matteo Giuseppe Bellucci. O Giuseppe no meio, em homenagem ao bisavô. — Ainda não consigo acreditar que vamos ser pais — confessou ele. — Quando penso que quase perdi isso... quase perdi você...— Não pense nisso — disse firmemente. — Estamos aqui, estamos juntos, e vamos ter nosso bebê. É tudo que importa.— Você está certa. E vamos dar ao nosso filho tudo que não tive dos meus pais. Presença, atenção, amor incondicional...— Uma família de verdade — concordei, sentindo lágrimas de felicidade ameaçarem cair.Estávamos tão perdidos em nossa bolha
Capítulo 135
— Finalmente em casa — suspirei, destrancando a porta do apartamento enquanto Christian me seguia.— Em casa — concordou ele, me puxando para um beijo suave antes mesmo de fecharmos a porta. — Onde quer que você esteja.Sorri contra seus lábios, sentindo aquela familiar onda de calor. Claro que ele não ia ficar aqui para sempre - apenas até estar liberado para viagens de avião, provavelmente uma semana ou duas. Então voltaríamos para a rotina de ele na Serra Gaúcha e eu no Rio. Mas por enquanto, por estes poucos dias preciosos, teríamos uma rotina doméstica real, sem horários de hospital ou enfermeiras interrompendo.— Como é bom estar fora daquele lugar — disse ele, respirando fundo como se estivesse inalando liberdade. — Acordar sem o som de monitores, dormir sem alguém checando sinais vitais a cada duas horas...— E ter sua própria enfermeira particular — acrescentei com um sorriso malicioso.— Muito melhor que as do hospital — murmurou, roubando outro beijo.Foi então que ele paro
Capítulo 136
Eu ainda estava ajustando o zíper do vestido quando ouvi Christian resmungar da cama, sua voz carregada de frustração e algo que reconheci como ciúme mal disfarçado.— É patético — ele disse, e pude sentir o peso do olhar dele em minhas costas. — Ver minha esposa se arrumando para um encontro com o ex-noivo enquanto eu mal consigo sair da cama.Revirei os olhos, verificando o decote no espelho pela terceira vez. O vestido era elegante - um azul marinho que realçava meus olhos - mas não provocativo demais. Pelo menos era o que eu esperava.— Não é um encontro, Christian — respondi, tentando manter a voz firme enquanto aplicava um pouco mais de rímel. — Você sabe muito bem que precisamos dessas informações.— Alex pensa que é um encontro — ele retrucou, e eu pude ouvir o ranger dos dentes mesmo de costas para ele. — A forma como ele falou no telefone... como se vocês fossem retomar alguma coisa.Não havia como negar isso. Alex tinha sido bem claro quando eu liguei, sua voz carregada daq
Capítulo 137
~CHRISTIAN~Sentado no banco traseiro do carro de Marco, ajustei o pequeno receptor no ouvido pela terceira vez nos últimos cinco minutos. O som estava claro - eu podia ouvir perfeitamente a conversa entre Zoey e Alex através do gravador que ela carregava na bolsa. Mas isso não estava fazendo nada para diminuir minha ansiedade.— Relaxa, cara — Marco murmurou do banco do motorista, me observando pelo retrovisor. — Você está parecendo um stalker neurótico.— Cala a boca, Marco — respondi entre dentes, mantendo os olhos fixos na janela do café onde conseguia ver as silhuetas de Zoey e Alex.— Ele tem razão — Anne se virou no banco do passageiro, um sorriso divertido no rosto. — Você está praticamente roendo as unhas. É quase fofo.A voz de Alex ecoou clara no receptor, carregada de um tom irritante que me fazia querer socá-lo."Zoey, você está linda. Sempre soube como me enlouquecer, não é?"Cerrei os punhos involuntariamente.— Uau — Anne assobiou baixinho. — Ele não está perdendo temp
Capítulo 138
Dois dias depois da revelação sobre Elise e o carro de Alex, eu ainda estava processando tudo que descobríramos. Christian havia passado a manhã ao telefone com Marco, discutindo os próximos passos da investigação, enquanto eu tentava manter uma rotina normal — ou pelo menos o que restava de normalidade em nossas vidas.Observei-o da porta do quarto, notando como ele se movia com mais fluidez, sem a rigidez dos primeiros dias após o acidente. Os hematomas no rosto estavam quase imperceptíveis agora, e ele parecia ter recuperado muito da energia que eu havia temido que perdesse para sempre.Quando terminou a ligação, encostei-me no batente da porta com um sorriso que tentava esconder minha ansiedade.— Já que você está se sentindo bem o suficiente para se enfiar em um carro durante uma investigação — comecei, cruzando os braços —, achei que talvez gostasse de me acompanhar em outro tipo de compromisso hoje.Christian levantou uma sobrancelha, fechando o notebook.— Que tipo de compromi
Capítulo 139
O cheiro de carne grelhada no quintal dos meus pais me trouxe de volta à infância, quando os domingos eram sagrados para reuniões familiares e churrasco do papai. Hoje não era diferente, exceto pelo fato de que agora Christian estava sentado na velha cadeira de plástico ao lado da churrasqueira, ouvindo atentamente as histórias que meu pai contava.Era engraçado ver Christian — um homem que normalmente frequentava restaurantes sofisticados e eventos de gala — perfeitamente à vontade no nosso quintal simples, vestindo uma camisa polo e jeans, como se tivesse nascido para isso. Meu pai havia insistido para que ele ficasse perto da churrasqueira, "supervisionando" o processo, o que na verdade significava ser bombardeado com anedotas e conselhos não solicitados sobre temperos.— Zoey — minha mãe apareceu na porta da cozinha com uma bandeja de saladas —, sua comida de grávida está pronta. E antes que você pergunte, sim, lavei tudo três vezes.Sorri, pegando a bandeja das mãos dela. Desde q
Capítulo 140
~ANNELISE~Nunca pensei que um dia estaria sentada em um café barato no centro da cidade discutindo tentativas de assassinato e conspiração empresarial. Mas com Zoey grávida e Christian ainda se recuperando do acidente, Marco e eu acabamos sendo os únicos capazes de ir atrás dessas informações. E, sinceramente, eu estava descobrindo que tinha jeito para isso.— Anne, concentre-se — Marco disse secamente, empurrando uma pasta pela mesa. — Temos informações que podem salvar a vida do Christian.— Calma, James Bond — brinquei, mas peguei a pasta mesmo assim. — Você está levando isso muito a sério. Daqui a pouco vai aparecer com óculos escuros e codinome.Marco me olhou com impaciência, claramente sem humor para brincadeiras. Ele estava focado, profissional, muito diferente do cara descontraído que eu conhecia. A situação tinha mudado ele.— Vamos ao que interessa — disse friamente. — Consegui reunir evidências substanciais. — Câmeras de segurança de três quarteirões diferentes mostrando