All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 121
- Chapter 130
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Capítulo 121
~CHRISTIAN~Ouvi os passos de Zoey se aproximando da cozinha, mas não consegui tirar os olhos da caixa de madeira na dispensa, com um envelope preso na tampa.— O que foi? — A voz de Zoey soou atrás de mim, tensa.Peguei a caixa e a coloquei sobre a bancada da cozinha, arrancando o envelope com mais força do que necessário.— Você quer me explicar o que isso está fazendo aqui? — perguntei, minha voz saindo mais dura do que pretendia.— Christian... — ela começou, mas eu já estava abrindo o envelope.Tirei o cartão de dentro, as palavras douradas brilhando sob a luz da cozinha como uma sentença de morte:"À nossa mais valiosa colaboradora, Um pequeno agradecimento por todos os serviços prestados. Seu papel tem sido fundamental. Eduardo Mendez Diretor - Vale do Sol Vinícolas"Senti o sangue drenar do meu rosto. Li o cartão duas vezes, depois uma terceira, tentando processar as palavras que pareciam dançar diante dos meus olhos.— "Mais valiosa colaboradora"? — Li em voz alta, minha v
Capítulo 122
~CHRISTIAN~Sentei-me no carro e liguei o motor, mas não consegui sair imediatamente. Minhas mãos tremiam no volante, ainda processando o que havia acabado de acontecer lá em cima. A imagem do rosto de Zoey - devastado, em lágrimas, olhando para mim como se eu fosse um estranho - estava gravada na minha mente.Finalmente consegui colocar o carro em movimento, dirigindo automaticamente pelas ruas do Rio. Não tinha destino específico, apenas precisava me afastar daquele apartamento, daquelas garrafas de vinho, daquele cartão com as palavras que haviam destruído minha noite perfeita.O trânsito estava relativamente tranquilo para uma sexta à noite, e encontrei-me dirigindo em direção ao Hotel Milani, onde costumava ficar hospedado quando vinha ao Rio. Era um reflexo automático - quando as coisas ficavam complicadas, eu me isolava.Mas conforme os minutos passavam, uma sensação incômoda começou a crescer no meu peito. Não era apenas a raiva ou a confusão que sentia antes. Era algo mais pr
Capítulo 123
Acordei com os olhos inchados e a cabeça latejando. A luz do sol filtrava através das cortinas, indicando que já passava das nove da manhã. Havia dormido apenas algumas horas, e mesmo assim um sono agitado, interrompido por pesadelos onde Christian me olhava com desconfiança e desprezo.Sentei-me na beirada da cama, passando as mãos pelo rosto. Minha pele ainda estava sensível de tanto chorar na noite anterior. Depois que Christian saiu, fiquei horas no sofá, alternando entre raiva e tristeza, tentando entender como tudo havia desmoronado tão rapidamente.De certa forma, eu entendia a reação dele. Realmente parecia suspeito - os vinhos, o cartão de Eduardo, o timing de tudo. E eu sabia sobre Francesca, sobre como ela havia traído a confiança dele. Era natural que seus traumas do passado influenciassem suas reações, mesmo que isso não tornasse a dor menos real.Mas eu esperava que ele voltasse quando esfriasse a cabeça. Ou pelo menos que ligasse para conversar como adultos civilizados.
Capítulo 124
O táxi me deixou em frente ao prédio quando o sol já começava a se pôr. A reunião com Eduardo havia me deixado com mais perguntas do que respostas, e minha cabeça latejava tentando processar tudo que havia descoberto. Alguém estava se passando por mim, sabotando meu relacionamento com Christian e usando informações confidenciais da Bellucci para beneficiar a Vale do Sol.Subi os degraus da entrada do prédio e me dirigi ao elevador. Tudo o que queria era chegar em casa, tomar um banho quente e tentar organizar meus pensamentos. Talvez até tentar ligar para Christian mais uma vez, mesmo sabendo que provavelmente cairia na caixa postal novamente.Quando as portas do elevador se abriram no meu andar, quase tropecei.Alex estava encostado na parede ao lado da minha porta, as mãos nos bolsos, olhando para o chão como se estivesse reunindo coragem para alguma coisa. Quando me viu saindo do elevador, endireitou o corpo, seus olhos encontrando os meus com uma mistura de nervosismo e determinaç
Capítulo 125
~ANNELISE~O som da música eletrônica pulsava pelo bar enquanto tomava mais um gole da minha caipirinha, observando Amanda tentar chamar a atenção do bartender gostoso que estava claramente mais interessado no próprio reflexo no espelho atrás do balcão.— Mandy, desiste. Esse aí está mais apaixonado por ele mesmo do que qualquer mulher conseguiria estar — disse, rindo quando ela fez uma careta exagerada.— Fala isso porque você já tem seu italiano particular — ela respondeu, se virando para mim com um sorriso malicioso. — Aliás, cadê o Marco? Pensei que vocês estivessem grudados ultimamente.— Ele está na Europa trabalhando. — Encolhi os ombros, pegando uma azeitona do pratinho entre nós. — E a gente não está grudado. Só... nos divertimos quando ele está na cidade.— Ah, tá. — Amanda revirou os olhos. — "Se divertindo". É assim que vocês chamam agora?— É exatamente isso que é. — Insisti, embora sentisse uma pontada estranha no peito. — Marco é ótimo, mas não é como se a gente estives
Capítulo 126
A garrafa voou através da sala e se estilhaçou contra a parede, espalhando vinho tinto e vidro pelo chão. O som da destruição me deu uma satisfação momentânea, um alívio pequeno para a fúria que fervia dentro de mim desde que Alex havia ido embora.Peguei a segunda garrafa da caixa da Vale do Sol, pesando-a na mão. Seis garrafas de vinho de quinta categoria que alguém havia enviado para destruir minha vida. Que Christian havia encontrado e usado como evidência contra mim.— Vai à merda — murmurei, atirando a segunda garrafa com mais força ainda.O barulho do vidro se despedaçando ecoou pelo apartamento novamente, manchas vermelhas escorrendo pela parede branca como sangue. Era satisfatório de uma forma primitiva, destrutiva. Cada garrafa quebrada era um pouco da minha raiva sendo liberada.Estava pegando a terceira quando ouvi a chave girando na fechadura. Merda. Havia dado uma cópia para Anne semanas atrás, mas esqueci completamente.A porta se abriu e Anne entrou falando:— Zoey, a
Capítulo 127
Corri pelos corredores do Mercy Hospital como se minha vida dependesse disso, o coração batendo tão forte que mal conseguia respirar. As luzes fluorescentes passavam por mim em borrões, e o cheiro antisséptico me deixava ligeiramente nauseada - ou talvez fossem os hormônios da gravidez misturados com o pânico absoluto.— Christian Bellucci — disse ofegante para a recepcionista do andar indicado. — Onde está Christian Bellucci?— Um momento, por favor. — A mulher digitou algo no computador com uma calma que me irritou profundamente. — Ele está no quarto 412. Você é da família?— Sou a esposa — disse rapidamente, já me afastando em direção aos quartos.Anne estava logo atrás de mim, tentando acompanhar meu passo acelerado pelos corredores. Encontrei o número 412 e estava prestes a empurrar a porta quando uma voz me parou.— Você deve ser a senhora Bellucci.Virei-me e vi uma mulher de jaleco branco se aproximando. Era relativamente jovem, com cabelos ruivos presos em um rabo de cavalo e
Capítulo 128
O alívio me atingiu como uma onda, tão intenso que quase caí da cadeira. Christian estava acordado. Seus olhos, mesmo embaçados pela medicação e confusão, estavam abertos e me olhando. Ele estava vivo, consciente, falando comigo.— Christian — murmurei, minha voz embargada pelas lágrimas que não conseguia conter. — Graças a Deus, você está bem.Ele piscou lentamente, como se estivesse tentando focar melhor em mim, e tentou se mexer na cama. Uma careta de dor passou por seu rosto.— Devagar — disse rapidamente, me aproximando mais. — Você passou por uma cirurgia. Não se mova muito.— Você... — sua voz estava rouca, provavelmente pelos tubos que haviam retirado recentemente. — Você está aqui.Havia algo na forma como ele disse isso, uma mistura de surpresa e alívio que me fez perceber que talvez ele não esperasse me ver ali. Afinal, nossa última interação havia sido uma briga terrível. Eu o havia acusado de não confiar em mim, e ele havia saído do meu apartamento acreditando que eu o ha
Capítulo 129
— Medo de mim, eu acho — respondi hesitantemente. — Medo de finalmente ser feliz.Ele me estudou por um momento, como se estivesse tentando entender completamente o que eu quis dizer. Seus dedos acariciaram os meus, um gesto que havia se tornado tão familiar nos últimos meses.— Explica isso para mim — pediu suavemente.Respirei fundo, tentando organizar pensamentos que eu mesma mal conseguia compreender completamente. Era difícil verbalizar sentimentos que havia carregado por tanto tempo sem realmente reconhecê-los.— Acho que nenhum de nós dois realmente acredita que pode ser feliz no amor — disse finalmente. — Você por não conseguir se entregar sem reservas, por sempre esperar que a outra pessoa vá te decepcionar. E eu... eu nunca me achei merecedora de algo realmente bom.Christian apertou minha mão, seus olhos escurecendo com compreensão e algo que parecia dor.— Zoey...— Não, deixa eu terminar — interrompi gentilmente. — Toda minha vida, eu me contentei com migalhas. Com Alex,
Capítulo 130
O silêncio que se seguiu às palavras de Christian pareceu se estender para sempre. Encarei seu rosto machucado, tentando processar o que ele havia acabado de me dizer. Não foi um acidente. Alguém havia tentado matá-lo deliberadamente.— Como você pode ter certeza? — perguntei finalmente, minha voz saindo mais fraca do que pretendia.Christian fechou os olhos por um momento, como se estivesse revivendo a noite terrível.— Porque o carro estava me seguindo — disse lentamente. — Quando saí do seu apartamento, eu percebi que havia um SUV escuro atrás de mim há várias quadras.Senti um arrepio percorrer minha espinha.— Você tem certeza de que era o mesmo carro?— Absoluta. — Ele abriu os olhos, me encarando com uma seriedade que me deixou ainda mais assustada. — No começo achei que fosse coincidência. Afinal, as ruas do Rio são movimentadas, mesmo à noite. Mas quando comecei a prestar atenção, percebi que ele estava mantendo distância, mas sempre ali.Christian tentou se ajustar melhor na