All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 201
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Capítulo 201
~ Nathaniel~Assim que a porta se fechou atrás de Anne, me permiti um sorriso que havia estado contendo durante toda nossa reunião. Merda, essa mulher me deixava completamente fora do eixo.Me joguei na cadeira e passei as mãos pelo rosto, tentando processar o que havia acabado de acontecer. Dois meses. Dois meses inteiros desde aquele voo para Londres, e eu não havia conseguido tirar Annelise Aguilar da minha cabeça nem por um dia.E não era só o sexo - embora, meu Deus, aquilo havia sido... intenso de uma forma que eu não esperava. Era tudo sobre ela. A forma como havia se agarrado em mim durante a turbulência, completamente vulnerável e ao mesmo tempo corajosa. A conversa que fluiu tão naturalmente entre nós. A forma como seus olhos brilharam quando falou sobre suas ambições profissionais.Mas principalmente, era o fato de que ela havia me rejeitado.Nathaniel Carter, COO da Bellucci Londres, acostumado a conseguir qualquer mulher que quisesse, e ela simplesmente disse "não vai rol
Capítulo 202
A ligação de Margaret chegou na terça-feira de manhã, enquanto eu revisava relatórios de vendas com Bianca.— Annelise? — A voz dela soou formal e eficiente. — O Sr. Carter gostaria que você o acompanhasse no jantar com os investidores franceses na sexta-feira. Ele acredita que seu conhecimento sobre o mercado brasileiro seria valioso para a discussão.Senti meu estômago dar um salto mortal.— Claro — consegui responder, tentando soar profissional. — Que horas?— Às oito, no Le Bernardin. Eu enviarei os detalhes por e-mail. Obrigada.Quando desliguei o telefone, Bianca estava me olhando com aquele sorriso conhecedor.— Jantar de trabalho? — ela perguntou, mas o tom sugeria que achava que havia mais coisa envolvida.— É trabalho, Bianca. Investidores franceses.— Claro que é — ela riu. — Por isso você ficou vermelha só de ouvir sobre isso.Tentei me concentrar nos números na minha tela, mas era impossível. Um jantar. Com Nathaniel. Fora do escritório. Mesmo que fosse trabalho, mesmo qu
Capítulo 203
Sexta-feira, oito e meia da manhã, e eu estava atrasada. Claro que estava. Logo no dia do jantar com os franceses, meu despertador resolveu não tocar, meu chuveiro demorou uma eternidade para esquentar, e agora eu estava correndo pelos corredores da Bellucci como se minha vida dependesse disso.Equilibrando minha bolsa, uma pasta com documentos sobre a linha Épure e um copo gigante de café que havia comprado na esquina, corri em direção aos elevadores. Um deles estava com as portas se fechando.— Segura, por favor! — gritei, acelerando o passo.Uma mão apareceu entre as portas, impedindo que se fechassem completamente. Agradeci mentalmente ao bom samaritano que havia me salvado de mais cinco minutos de espera.— Obrigada, você é um an... — comecei a falar, entrando no elevador sem olhar direito.Nathaniel Carter estava encostado na parede do fundo, impecável em um terno azul-marinho, me observando com aquele sorriso que eu já estava começando a conhecer muito bem.Merda.— Bom dia, An
Capítulo 204
O silêncio se arrastou por alguns segundos eternos. Eu ainda estava ajoelhada no chão do elevador, minhas mãos apoiadas nas coxas de Nathaniel, completamente congelada. Ele estava sem camisa, com a respiração ainda irregular, e a mulher loira nos observava com uma expressão que oscilava entre choque e raiva.— Eu... posso explicar — comecei, tentando me levantar rapidamente, mas minhas pernas pareciam ter esquecido como funcionar.Nathaniel estendeu a mão para me ajudar, vestindo novamente a camisa molhada com movimentos eficientes.— Não precisa explicar nada — ele disse, sua voz voltando àquele tom controlado que eu já conhecia bem. Mas havia uma tensão em seus ombros que não estava ali antes.A mulher deu um passo para dentro do elevador, um sorriso divertido se formando em seus lábios perfeitamente pintados de vermelho.— Bem, bem — ela disse, olhando de mim para Nathaniel. — Vejo que você arranjou um novo brinquedinho, Nate.Brinquedinho. A palavra me atingiu como um tapa na cara
Capítulo 205
Consegui me manter ocupada por algumas horas, fingindo revisar relatórios e responder e-mails, mas minha mente estava completamente em outro lugar. Cada vez que alguém passava pela minha mesa, eu tinha a paranoia de que estavam me olhando de forma estranha.Até eu me dar conta de que não era paranoia. Realmente estavam.Notei os sussurros que paravam abruptamente quando eu passava, os olhares de relance seguidos de conversas baixas. Margaret, a secretária de Nathaniel, havia me cumprimentado com um sorriso que parecia forçado demais. James, do departamento financeiro, me olhou de cima a baixo de uma forma que nunca havia feito antes.Quando Bianca finalmente voltou do almoço, às duas e meia, ela veio direto para a minha mesa com uma expressão que misturava curiosidade e preocupação.— Ok — ela disse, puxando uma cadeira para perto da minha mesa —, por que a rádio corredor está toda agitada comentando sobre a brasileira que estava prestando... — ela fez aspas com os dedos — "favores se
Capítulo 206
Cheguei ao Le Bernardin às sete e vinte e cinco, cinco minutos antes do horário combinado. Pontualidade era importante em encontros de negócios. Isso não era um encontro, é claro. Era uma reunião de trabalho. Uma reunião estritamente profissional para discutir estratégias corporativas com investidores franceses.Escolhi um vestido azul-marinho que cobria tudo que precisava ser coberto, saltos médios para manter a formalidade sem parecer que estava tentando impressionar ninguém, e um blazer que deixava claro que estava ali para trabalhar. Cabelo preso em um coque impecável, maquiagem mínima, postura ereta.Eu era uma profissional. Uma especialista em desenvolvimento de mercado. Nada mais, nada menos.O maître me guiou até uma mesa reservada em uma área mais privada do restaurante. Nathaniel ainda não havia chegado, o que me deu tempo para revisar mentalmente os pontos que precisava cobrir sobre a linha Épure e as preferências do consumidor brasileiro.Às sete e trinta em ponto, o vi se
Capítulo 207
~POV Nathaniel~Se eu achava que Annelise estava agindo de forma estranha antes dos franceses chegarem, o que aconteceu durante o jantar me deixou completamente perplexo.Os três representantes da Château Delacroix - Pierre, o patriarca da família, seu filho Henri, e o consultor de exportação Jacques - foram recebidos com a versão mais profissional e articulada de Annelise que eu já havia visto. E era simultaneamente impressionante e frustrante.Durante as duas horas seguintes, ela brilhou. Não apenas brilhou - ela comandou a mesa de uma forma que me fez lembrar por que Christian havia insistido tanto para que ela viesse para Londres.Quando Pierre perguntou sobre o lançamento da linha Épure no Brasil, Annelise falou com uma paixão genuína sobre vinhos orgânicos que cativou os três franceses. Quando Henri questionou sobre diferenças culturais entre consumidores europeus e brasileiros, ela respondeu com insights inteligentes e exemplos práticos.O mais impressionante era como ela conse
Capítulo 208
~Nathaniel~Deixei dinheiro suficiente na mesa para cobrir a conta e corri atrás dela. Não podia deixar as coisas terminarem daquela forma, não quando finalmente entendia por que ela estava agindo como um robô corporativo.A encontrei na calçada em frente ao restaurante, olhando o telefone com uma expressão frustrada.— O Uber vai demorar quinze minutos — ela murmurou sem olhar para mim.— Annelise...— Por favor, não. — Ela balançou a cabeça, ainda evitando meu olhar. — Já disse tudo que precisava dizer.— Mas eu não disse.Ela suspirou profundamente, finalmente me encarando. Havia lágrimas nos cantos dos olhos que ela estava claramente tentando conter.— O que mais você quer de mim, Nathaniel? Já deixei claro que preciso manter distância. Que isso é pelo meu bem profissional.— Quero que você entenda uma coisa. — Dei um passo mais próximo, mas mantive distância respeitosa. — Não é porque transamos naquele avião que eu não te levo a sério.Ela me olhou com ceticismo.— Nathaniel...—
Capítulo 209
Dois meses se passaram desde o jantar com os franceses, e as coisas finalmente pareciam estar entrando nos eixos.O outono londrino havia chegado com força total, pintando Hyde Park com tons dourados e vermelhos que eu podia ver da janela do escritório. As manhãs estavam mais frias, exigindo casacos pesados e cachecóis, e as tardes escureciam cada vez mais cedo. Eu havia me acostumado com o ritmo da cidade, com o chá das três horas que Bianca insistia em tomar religiosamente, e com os ônibus vermelhos que ainda me faziam sorrir toda vez que passavam pela janela.Mais importante, eu havia me acostumado com minha nova rotina no escritório. Os sussurros nos corredores haviam diminuído até desaparecer completamente. As pessoas pararam de me olhar de forma estranha quando eu caminhava pelos corredores de mármore da Bellucci, e Margaret voltou a me cumprimentar com aquele sorriso genuíno.Tinha quase certeza de que Nate havia dado um jeito nisso. Nunca perguntei diretamente, mas notei como
Capítulo 210
O telefone tocou às três da manhã de uma sexta-feira, me tirando de um sono profundo. Por alguns segundos, fiquei completamente desorientada, tentando entender onde estava e por que meu celular estava fazendo barulho no meio da madrugada londrina.Quando finalmente consegui alcançar o aparelho na mesinha de cabeceira, vi o nome "Zoey" piscando na tela. Meu coração deu um salto - ligações no meio da madrugada nunca eram boas notícias.— Zoey? — atendi, ainda com a voz rouca de sono. — Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?— Oi, Anne! — A voz da minha irmã soou animada demais para três da manhã. — Como você está?— Zoey — disse, me sentando na cama e olhando para o relógio digital —, são três horas aqui.— São? — Ela pareceu genuinamente surpresa. — Merda, eu nunca vou conseguir acertar esses horários. É de manhã ou de tarde?— Madrugada! Muito madrugada!— Ah, desculpa! — Ela riu, mas não parecia nem um pouco arrependida. — É que eu não sei mais o que é dia ou noite. Sabe há quanto te