All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 211
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Capítulo 211
— Primeira foto: séria demais. Você parece que está entrevistando para um cargo de diretora de banco — Bianca disse, analisando meu telefone como se fosse um estudo de caso importante. — Segunda foto: muito casual. Parece que você acabou de acordar. Terceira foto...— O que tem a terceira foto? — perguntei, ansiosa.— Nesta você está bonita, mas tem uma expressão de quem está constipada.— BIANCA!Era segunda-feira à tarde, e estávamos na cafeteria perto do escritório, supostamente em uma "reunião de trabalho" que na verdade era uma sessão de criação de perfil para aplicativo de relacionamento. Bianca havia insistido que não podia deixar eu fazer isso sozinha, alegando que eu tinha "zero instinto para marketing pessoal".— Calma — ela riu, passando mais fotos na galeria do meu telefone. — Vamos encontrar algo bom. Ah! Esta aqui. Você está sorrindo naturalmente, o cabelo está bonito, e dá para ver que você tem personalidade.— Essa é da festa de aniversário da Margaret — lembrei. — Eu
Capítulo 212
~Nathaniel~Na terça-feira de manhã, não consegui mais fingir que não estava curioso sobre o que havia acontecido na véspera. Passei a noite toda repassando a cena - o jeito como Anne havia virado o telefone para baixo com movimentos tão óbvios que beiravam o cômico, a expressão de criança pega comendo doce antes do jantar, e principalmente aquele "estratégias de estratégia" absolutamente patético que Bianca havia inventado na hora do desespero.Tentei me concentrar nos relatórios financeiros que estavam espalhados na minha mesa, mas cada cinco minutos meu olhar se desviava para o corredor, procurando Anne. Quando a vi passar pela minha porta às nove e quinze, carregando uma xícara de café e sorrindo para alguma coisa no telefone dela, senti uma pontada estranha no peito.Não que fosse da minha conta, é claro. Éramos amigos, como tínhamos estabelecido claramente naquela noite no restaurante . Amigos respeitavam a privacidade um do outro. Amigos não ficavam investigando a vida pessoal
Capítulo 213
Quinta-feira estava sendo um daqueles dias em que tudo conspirava contra mim. Primeiro, acordei meia hora atrasada porque meu despertador decidiu não tocar. Depois, descobri que não tinha mais leite para o café. E quando finalmente cheguei ao escritório, Nate apareceu na minha mesa às três e meia da tarde com uma expressão séria.— Annelise, preciso que você me acompanhe em uma visita à Whitmore & Associates — ele disse, pegando algumas pastas da minha mesa. — Eles têm uma adega em St. Albans e estão interessados em distribuir nossa linha Épure exclusivamente no interior da Inglaterra.Olhei para o relógio. Três e meia. Meu encontro com David era às sete em Covent Garden, e St. Albans ficava a mais de uma hora de Londres.— Hoje? — perguntei, tentando não soar desesperada. — Não pode ser amanhã?— Infelizmente não. — Nate pegou seu casaco. — Eles só tinham disponibilidade hoje à tarde, e é uma oportunidade importante. O mercado do interior está crescendo muito, e você conhece a Épure
Capítulo 214
Sábado de manhã em Londres tinha algo de mágico. O ritmo frenético da semana dava lugar a uma atmosfera mais relaxada, com pessoas caminhando devagar pelas ruas, casais tomando café em mesas na calçada apesar do frio, e aquele ar geral de que ninguém tinha pressa para chegar a lugar nenhum.Decidi que era o dia perfeito para finalmente visitar o famoso Portobello Road Market, em Notting Hill. Bianca havia mencionado várias vezes que eu precisava conhecer, especialmente a seção de antiguidades, que segundo ela era "um tesouro escondido onde se pode encontrar qualquer coisa, desde discos raros até joias vintage".Peguei o metrô até Notting Hill Gate e caminhei pelas ruas residenciais até chegar à Portobello Road. O mercado estava em pleno vapor, com centenas de barracas se estendendo pela rua, vendendo desde antiguidades e livros usados até roupas vintage e artesanato. O aroma de comida de rua misturava com o cheiro característico de livros velhos e incenso.Era exatamente como eu imagi
Capítulo 215
Segunda-feira de manhã cheguei no escritório quinze minutos antes do horário normal. Mas Bianca já estava lá, sentada em sua mesa com uma xícara de café fumegante e uma pilha de documentos espalhados à sua frente. Ela levantou o olhar quando me viu entrando, me estudando com aquela expressão curiosa que eu já conhecia bem.— Bom dia, princesa — disse, tomando um gole do seu café. — Como foi seu fim de semana de exploração londrina?— Foi interessante — respondi vagamente, pendurando meu casaco no encosto da cadeira e ligando o computador. — Comprei um disco dos Beatles pro meu pai — disse, me dirigindo à minha mesa sem dar muitos detalhes.Foi quando vi.Duas embalagens elegantes estavam cuidadosamente colocadas ao lado do meu teclado. Uma mais fina, embrulhada em papel marrom discreto com um laço simples, e a segunda era o tipo de caixa aveludada que faz o coração de qualquer mulher acelerar. Havia um cartão pequeno, de papel creme fino, apoiado entre elas.— Ah — Bianca comentou, cl
Capítulo 216
Passei a manhã inteira ensaiando mentalmente o que ia dizer para Nate. Era uma conversa simples, em teoria: agradecer pelos presentes, aceitar o disco, devolver o colar. Simples, direto, sem complicações.Por que, então, minhas mãos estavam tremendo quando peguei a caixinha de veludo azul?Eram quase duas da tarde quando finalmente consegui reunir coragem suficiente para caminhar até o escritório dele. A porta estava entreaberta, e pude vê-lo concentrado em alguns documentos, uma mecha de cabelo caindo sobre a testa de uma forma que me fez lembrar do sábado no mercado.Bati levemente na porta.— Entre — ele disse sem levantar os olhos.— Nate? — chamei hesitantemente. — Posso falar com você um minuto?Ele ergueu o olhar e sorriu quando me viu, aquele sorriso genuíno que sempre fazia algo se mexer no meu estômago.— Claro, Anne. Sente-se.Entrei no escritório, fechando a porta atrás de mim.— Vim agradecer pelos presentes — disse, permanecendo de pé e segurando a caixinha com as duas m
Capítulo 217
Na quinta-feira de manhã, um burburinho diferente tomou conta do escritório. Não era o usual falatório sobre reuniões ou prazos apertados, mas algo muito mais animado, quase festivo. Pessoas se aglomeravam ao redor dos computadores, sussurrando e sorrindo de uma forma que só acontecia quando algo social e empolgante estava sendo planejado.— O que está acontecendo? — perguntei para Bianca quando cheguei na minha mesa, notando que até Margaret, a secretária sempre séria de Nate, estava conversando animadamente com duas colegas do departamento financeiro.— Você não viu seu e-mail ainda? — Bianca perguntou, sem levantar os olhos da tela do computador, mas com um sorriso no canto da boca.— Ainda não. Por quê?— Grande festa amanhã — ela explicou, finalmente me olhando. — Comemoração do aniversário da Alessandra. Lugar fechado e exclusivo, um clube privado em Mayfair. Todo mundo está convidado.Senti meu estômago dar um nó. Claro que Alessandra faria uma festa extravagante. E claro que t
Capítulo 218
— Próximo — murmurei, passando o dedo na tela do celular para rejeitar mais um perfil. — Michael, 34 anos, advogado. Primeira foto: ok, terno, sorriso profissional. Segunda foto: ele segurando um peixe morto do tamanho de uma criança. Por que homens acham que pescar é atraente?— Talvez porque demonstra habilidade de caça e provedor? — Bianca sugeriu, sem levantar os olhos do próprio trabalho, mas claramente prestando atenção na minha saga desesperada.— Provedor de quê? Salmonela? — revirei os olhos, passando para o próximo candidato. — Ah, este aqui parece normal... não, espera. "Procuro mulher que saiba cozinhar, lavar, limpar e não seja feminista demais." Meu Deus, estamos em 2025 ou 1925?Eram três horas da tarde de quinta-feira, e eu estava há duas horas e meia tentando encontrar um acompanhante minimamente decente para a festa de amanhã. O que deveria ser uma tarefa simples havia se transformado numa expedição arqueológica através dos piores exemplares masculinos de Londres.—
Capítulo 219
Eram oito e quinze da noite quando finalmente vi Charles se aproximando da entrada do Annabel's. Eu estava ali há vinte minutos, tentando não parecer uma idiota parada sozinha na frente de um dos clubes mais exclusivos de Londres, observando casais elegantes entrarem juntos enquanto eu checava o telefone pela vigésima vez.— Annelise? — ele perguntou hesitantemente quando chegou perto.— Charles! — forcei um sorriso animado, embora já estivesse ligeiramente irritada com o atraso.— Desculpa o atraso — disse, passando a mão pelo cabelo de uma forma que parecia nervosa. — O trânsito estava impossível.Notei imediatamente que ele parecia... menor do que esperava. No perfil, ele havia listado 1,85m, mas claramente estava mais perto de 1,70m, mesmo com os sapatos que obviamente tinham salto interno. Não que altura fosse fundamental, mas mentir logo no primeiro encontro não era exatamente promissor.— Tudo bem — disse, decidindo relevar. — Vamos entrar?— Nossa — ele murmurou quando entramo
Capítulo 220
Caminhei de volta para a mesa com passos firmes, minha irritação fervendo. Como Nate se atrevia a me julgar? Como se o relacionamento dele com Alessandra fosse algum exemplo de perfeição romântica.Quando cheguei à mesa, Charles estava contando alguma história obviamente fabricada sobre suas "aventuras acadêmicas" para Margaret, que parecia educadamente entediada.— Desculpem a demora — disse, me sentando novamente.— Charles estava nos contando sobre a vez que ele descobriu um manuscrito raro numa biblioteca em Oxford — Bianca disse, seus olhos brilhando com uma diversão mal disfarçada.— É — Charles confirmou entusiasticamente. — Um manuscrito do século... er... dezesseis. Muito raro. Sobre... cavaleiros.Século dezesseis? Cavaleiros? Até eu sabia que os cavaleiros medievais eram dos séculos anteriores.— Que interessante — consegui dizer, tomando um gole grande da minha bebida.Bianca me olhou com uma expressão que claramente dizia "que merda você trouxe aqui?", e eu não pude disco