All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 261
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Capítulo 261
~ Nathaniel ~Então era isso. Íamos mesmo fazer isso.A realização atingiu como um raio enquanto eu olhava para o celular na minha mão, ainda processando o tom da voz dela, a forma como havia dito meu nome - bem, o meu apelido do aplicativo. Wanderer. Havia algo na maneira como ela pronunciava aquele apelido que me fazia sentir como se fosse realmente uma pessoa diferente, como se eu pudesse ser alguém além de Nathaniel Carter, COO da Bellucci, o homem que havia sido forçado a afastá-la do trabalho.Com Anne, como Wanderer, eu podia ser apenas um homem desejando uma mulher. Sem complicações corporativas, sem hierarquias, sem jogos políticos. Era libertador e aterrorizante ao mesmo tempo.— Talvez devesse... — respondi. — Estou fazendo isso agora... E você? O que está fazendo?Um suspiro audível atravessou a linha, carregado de tensão.— Talvez eu esteja... me tocando... — ela confessou, e o som da respiração dela, irregular, fez o ar ao meu redor parecer mais denso.Senti como se o te
Capítulo 262
~ Nathaniel ~Acordei com a voz de Anne ainda ecoando na minha mente, fragmentos da noite anterior se repetindo sem controle. O som dela gozando, cada gemido, cada palavra provocante reproduzindo-se na minha cabeça como um disco arranhado.Por mais que tentasse focar na rotina matinal, no banho, no café que preparei automaticamente, o peso de ter cruzado aquela linha como Wanderer começava a cair com toda força. Havia uma diferença entre trocar mensagens provocantes e realmente fazer sexo por telefone com ela. Era uma intimidade que mudava tudo, que tornava a mentira que eu estava vivendo ainda mais complicada."Até quando consigo manter isso sem que ela descubra?" pensei, mexendo o açúcar no café com movimentos mecânicos. "O que vou fazer quando ela quiser mais... de verdade?"Foi quando o celular vibrou na bancada da cozinha. Dessa vez não era uma notificação do aplicativo, mas uma mensagem diretamente no número do chip que havia comprado especificamente para isso.Mensagem de Anne:
Capítulo 263
~ Nathaniel ~— Você fala como se Anne não tivesse escolha — disse, me recostando na cadeira para encará-lo.Marco pausou, se inclinando ligeiramente para frente na cadeira com aquele sorriso calculado que me irritava profundamente. Havia algo no jeito dele que sugeria que estava sempre três passos à frente de todos os outros, como se fosse o único enxergando o quadro completo.— Ela tem escolha — respondeu, ajustando a posição na cadeira. — Mas parece que algo a prende a Londres. Algo que a faz hesitar em aceitar uma oportunidade claramente melhor para sua carreira.Ele se inclinou ainda mais para frente, estudando minha expressão um olhar penetrante. Era como se estivesse tentando ler cada microexpressão, cada pista que pudesse revelar o que eu realmente pensava.— Esse algo seria você, Nathaniel?A pergunta pairou no ar entre nós como uma bomba prestes a explodir. Mantive minha expressão neutra, mas internamente senti como se ele tivesse me acertado com um soco no estômago.— Não —
Capítulo 264
O celular vibrou na mesinha de centro enquanto eu terminava de arrumar o apartamento, ainda tentando processar mentalmente tudo que havia acontecido na noite anterior. A ligação com Wanderer havia sido... intensa de uma forma que eu não esperava. Cada vez que lembrava da voz dele, do que havíamos compartilhado através da linha telefônica, sentia uma mistura de excitação e nervosismo que me deixava completamente fora do eixo.Peguei o celular e vi uma mensagem dele com a resposta para a minha última pergunta. Meu coração acelerou imediatamente."Talvez o erro não seja tentar se reconectar… talvez o verdadeiro erro seja achar que diversão e algo sério não podem andar juntos. Afinal, não é isso que faz tudo valer a pena? Ontem foi incrivelmente divertido… e eu não consigo parar de pensar nisso. Mas também não consigo parar de imaginar como seria ter você todos os dias ao meu lado — e não só por diversão."Li a mensagem três vezes, sentindo um sorriso involuntário se formando no meu rosto
Capítulo 265
~ Nathaniel ~Parado no corredor em frente à sala do Conselho, com cinco minutos antes da reunião que decidiria o futuro de Anne — e possivelmente o meu —, peguei o celular. Meus dedos hesitaram sobre o teclado por alguns segundos antes de começar a digitar.A sétima pergunta que havia planejado fazer era diferente das outras. E de alguma forma sentia que precisava da resposta dela antes de tomar qualquer decisão sobre a proposta de Marco."Se tivesse que escolher entre o que você quer… e o que seria melhor para a pessoa que você ama… o que escolheria?"Olhei para a mensagem na tela, o dedo pairando sobre o botão de enviar. Era uma pergunta carregada demais, revelava muito sobre meu próprio estado mental. Mas talvez fosse exatamente isso que eu precisava — entender como Anne pensava sobre amor, sobre sacrifício, sobre fazer as escolhas difíceis.Apertei "enviar" antes que pudesse me arrepender.A porta da sala de reuniões se erguia diante de mim como um monumento à minha indecisão. De
Capítulo 266
O e-mail chegou às nove da manhã, formal e direto ao ponto: "Assunto: Reintegração ao Cargo - Anne Aguilar". Abri com o coração acelerado, mesmo já sabendo que a reunião de ontem havia resultado na minha volta ao trabalho segundo Bianca."Prezada Srta. Aguilar, informamos que o Conselho Administrativo da Bellucci Internacional decidiu por sua reintegração ao cargo. Solicitamos sua presença no Departamento de Recursos Humanos às 10h30 para assinatura dos documentos pertinentes e briefing sobre os procedimentos do período de supervisão temporária."Supervisão temporária. As palavras soaram como uma lembrança constante de que, mesmo inocentada, eu ainda estava sendo observada, julgada, avaliada. Era melhor do que o afastamento, mas longe de ser uma vitória completa.Cheguei ao RH no horário marcado, tentando manter uma postura profissional apesar do turbilhão de emoções. Clara, a funcionária de RH, me recebeu com um sorriso que não chegava aos olhos e uma pilha de documentos para assinar
Capítulo 267
Cheguei à casa de Nate com o coração acelerado, cada passo pelo caminho arborizado até a porta aumentando minha determinação e meu nervosismo em igual medida.Quando toquei a campainha, ele abriu quase imediatamente, apoiado no batente da porta, como se estivesse me esperando. Havia algo na postura dele que sugeria que ele sabia exatamente por que eu estava ali.— Então você já sabe — disse simplesmente, sem nenhuma surpresa na voz.— O RH me comunicou esta manhã — respondi, parando a alguns metros dele na entrada, tentando manter alguma distância física que pudesse me ajudar a manter a clareza mental. — Volto ao trabalho na segunda, mas sob supervisão.Havia algo na postura dele que me incomodava profundamente. Muito controlado, muito preparado, como se tivesse ensaiado essa conversa na cabeça antes da minha chegada. Era a mesma máscara profissional que ele usava durante reuniões importantes, quando precisava negociar contratos complicados ou lidar com situações delicadas.— Você que
Capítulo 268
Não foi um beijo romântico nem carinhoso. Foi abrupto, firme, cheio de toda a tensão que havia se acumulado entre nós ao longo de semanas de jogos corporativos e sentimentos não expressos. Era um beijo carregado de frustração, de desejo represado, de raiva, de todas as palavras que não conseguíamos dizer e de todos os sentimentos que havíamos tentado racionalizar.Nate correspondeu imediatamente, como se aquele gesto tivesse quebrado a última barreira de controle que ele mantinha. Suas mãos subiram para enquadrar meu rosto, os dedos se emaranhando nos meus cabelos, e seu corpo se pressionou contra o meu com uma intensidade que parecia uma resposta física a tudo que tínhamos evitado falar.O beijo foi ficando mais profundo, mais urgente. Cada respiração era curta, pesada, e cada toque parecia mais uma confissão silenciosa do que qualquer frase que poderíamos ter dito. Suas mãos desceram lentamente pelo meu corpo, firmes e seguras, como se não houvesse mais espaço para hesitação.Não se
Capítulo 269
Acordei sem saber exatamente que horas eram, apenas com a sensação de que o sono havia me abandonado completamente. A casa estava imersa num silêncio profundo, quebrado apenas pelo som distante do tráfego noturno de Londres filtrando pelas janelas. Ao meu lado, Nate dormia tranquilamente, o rosto relaxado numa expressão de paz que raramente via nele durante o dia.Deslizei cuidadosamente para fora da cama, tentando não acordá-lo. A camisa dele, que havia pego do chão mais cedo, ficava grande demais em mim, as mangas cobrindo metade das minhas mãos e a barra chegando quase na metade das minhas coxas. Era confortável e carregava o perfume dele, uma combinação de amadeirado e algo sutilmente masculino que me deixava estranhamente tranquila.Caminhei descalça pelos corredores da casa, aproveitando a oportunidade de observar detalhes que não havia notado durante nossas conversas tensas ou nos momentos mais intensos da noite. Havia fotografias emolduradas discretamente dispostas pelas pared
Capítulo 270
A cafeteria que escolhi tinha aquele charme tipicamente londrino que sempre me conquistava - paredes de tijolo aparente, mesas de madeira desgastada pelo tempo e o aroma reconfortante de café recém-moído misturado ao som suave de conversas matinais. Havia aproveitado a carona de Nate, que me deixou ali antes de seguir para o escritório, não sem antes me dar um beijo suave que ainda fazia meu coração acelerar só de lembrar.Enviei uma mensagem para Marco bem cedo, logo depois de acordar. Precisávamos conversar, e preferia fazer isso num ambiente neutro, longe do escritório e de todos os olhares curiosos. Ele chegou pontualmente, como sempre.— Bom dia — disse, se aproximando da mesa onde eu havia escolhido me sentar, próxima à janela que dava para a rua movimentada.— Bom dia, Marco — respondi, fazendo sinal para que se sentasse. — Obrigada por vir.Ele se acomodou na cadeira em frente à minha, pediu um expresso para a garçonete que se aproximou imediatamente, e me estudou com aquele o