All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 271
- Chapter 280
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Capítulo 271
Anne: "Você acha que a gente sempre sabe reconhecer o momento certo… ou às vezes só percebe quando já é tarde demais?"Wanderer: "Talvez o momento certo nem exista. Só a pessoa certa. E o que a gente faz — ou deixa de fazer — quando ela aparece."Wanderer: "O que me leva à minha oitava pergunta: você perdoaria alguém que errou… tentando fazer a coisa certa?"Anne: "Acho que às vezes a gente até faz a coisa certa… mas na hora errada. E o universo nem sempre é generoso com segundas chances. Então… sim. Eu perdoaria. Mas não sei se conseguiria voltar exatamente pro mesmo lugar. Porque o momento certo… talvez seja a única coisa que não dá pra recriar."Anne: "E por falar em momento certo… você me odiaria se eu confessasse que acho… que esse não é o nosso?"Wanderer: "Essa é a sua nona pergunta?"Anne: "Acho que quero deixar a décima em aberto. Talvez… para o momento certo."Wanderer: "Eu jamais te odiaria, Anne. Algumas conexões existem só pra lembrar quem a gente é… mesmo que não durem.
Capítulo 272
A paisagem pela janela do carro mudava gradualmente, saindo do cinza urbano de Londres para tons mais verdes e suaves do interior inglês. Havia algo hipnotizante no movimento das colinas onduladas que passavam, salpicadas de casas de pedra e campos que se estendiam até onde a vista alcançava.— Para onde estamos indo mesmo? — perguntei pela terceira vez, me virando para encarar Nate, que dirigia com uma tranquilidade que contrastava com minha curiosidade crescente.— Disse que ia ser surpresa — ele respondeu, lançando-me um olhar divertido antes de voltar a atenção para a estrada. — Confie em mim.— Famosas últimas palavras — brinquei, mas me recostei no banco, decidindo aproveitar o mistério.Havia algo diferente em Nate hoje. Desde que me buscou em casa pela manhã, ele parecia mais relaxado, menos tenso que nos últimos dias. Como se tivesse deixado o peso do escritório e de todas suas complicações para trás, pelo menos temporariamente.Chegamos a uma cidadezinha que parecia saída de
Capítulo 273
A luz suave da sala criava uma atmosfera de aconchego que contrastava perfeitamente com a agitação de Londres lá fora. Havia colocado uma playlist baixinha de rock clássico enquanto preparava chá para nós dois, ainda tentando prolongar a sensação de paz que o dia no interior havia me trazido.— Essa caneca é... interessante — Nate riu, segurando a xícara que eu havia lhe dado.Olhei para a estampa e não consegui evitar rir. Era uma das minhas favoritas, com um desenho de um gato preguiçoso e a frase "Não fale comigo antes do meu terceiro café" escrita em letras garrafais.— Presente da Zoey — expliquei, me acomodando no sofá ao lado dele, dobando as pernas debaixo do corpo. — Ela disse que combinava perfeitamente comigo.— Sua irmã te conhece bem — ele disse, tomando um gole do chá de Earl Grey que havia preparado. — Três cafés mesmo?— Nos dias ruins, podem ser quatro — admiti, rindo. — Às vezes cinco, se for segunda-feira e estiver chovendo.— E eu que achava que minha necessidade d
Capítulo 274
— Então... tem algo que eu preciso te contar — disse, mexendo nervosamente com a xícara de café entre as mãos. — Mas é segredo, ok?Bianca imediatamente levantou uma sobrancelha, aquela expressão provocativa que sempre aparecia quando ela sabia que estava prestes a ouvir algo interessante. Inclinando-se ligeiramente sobre a mesa pequena do café, ela sorriu com cumplicidade.— Você e o chefão, né?Senti meu rosto esquentar imediatamente, mas não consegui evitar rir. Era impossível esconder qualquer coisa de Bianca por muito tempo - ela tinha uma capacidade quase sobrenatural de ler pessoas e situações.— Sim — confirmei, sem conseguir esconder o sorriso que insistia em aparecer toda vez que pensava em Nate. — A gente está... tentando. Mas sem tornar isso público ainda. Principalmente porque ainda estou sob supervisão direta.— E como está sendo? — ela perguntou, genuinamente curiosa, sem nenhum julgamento na voz.— Melhor do que eu imaginava — admiti, lembrando do final de semana que h
Capítulo 275
~ Nathaniel ~A tarde estava sendo particularmente produtiva quando ouvi batidas na porta do meu escritório. Através da parede de vidro, vi Bianca se aproximando com uma pasta nas mãos e aquela postura profissional que sempre assumia quando queria disfarçar que estava ali por motivos pessoais.— Entre — disse, salvando o documento que estava revisando e me recostando na cadeira.— Trouxe os relatórios de performance que você pediu — ela disse, fechando a porta atrás de si e se aproximando da mesa. — Os números do último trimestre estão melhores que o esperado.Peguei a pasta que ela me estendeu e a folheei rapidamente, mas podia sentir que havia algo mais por trás daquela visita. Conhecia Bianca há tempo suficiente para saber quando ela estava apenas cumprindo protocolo e quando realmente tinha algo importante para discutir.— Excelente trabalho — comentei, colocando os papéis de lado. — A equipe está se superando.— Sim, estão — ela concordou, mas não fez menção de sair. Em vez disso
Capítulo 276
~ Nathaniel ~A luz suave das velas que Anne havia espalhado pela sala criava uma atmosfera de aconchego que contrastava perfeitamente com o frio de dezembro lá fora. Estávamos afundados no sofá dela, cada um com uma xícara de chocolate quente nas mãos, assistindo a um desses filmes de Natal completamente previsíveis que passam direto na televisão durante toda a temporada natalina.Na tela, o protagonista estava correndo desesperadamente pelo aeroporto para alcançar a mulher por quem havia se apaixonado em exatas duas semanas de convivência, enquanto uma trilha sonora dramática tocava ao fundo. Anne riu, quase engasgando com o chocolate.— Já percebeu como todos esses casais se apaixonam em tempo recorde nesse tipo de filme? — comentei, passando o braço ao redor dos ombros dela e a puxando para mais perto. — Duas semanas e eles já estão dispostos a mudar de país um pelo outro.Anne se acomodou contra meu peito, ainda sorrindo.— Talvez porque eles saibam que o tempo é curto — responde
Capítulo 277
— Meu Deus, que frio — murmurei, puxando o cachecol até quase cobrir completamente o nariz enquanto observava a paisagem inglesa passar pela janela do carro. O céu estava completamente nublado, numa tonalidade acinzentada que prometia neve a qualquer momento, e os campos se estendiam infinitamente dos dois lados da estrada, pontilhados por pequenas casas de pedra que pareciam ter saído diretamente de um conto de fadas.— Você está bem agasalhada? — Nate perguntou, olhando rapidamente para mim antes de voltar a atenção para a estrada. — Posso aumentar o aquecimento.— Não, está bom — respondi, me ajeitando melhor no banco do passageiro. — É que eu ainda não me acostumei com esse frio de dezembro aqui. No Brasil, dezembro é verão, praia, um calor que derrete asfalto.— E você sente falta?— Às vezes — admiti, observando uma pequena igreja medieval que apareceu ao longe. — Mas tem algo sobre esse cenário que é... mágico. Parece que estou dentro de um filme romântico britânico. Só falta c
Capítulo 278
Nate tocou a campainha e senti meu estômago dar uma volta completa. Estava ali, parada na varanda de uma casa que conseguia ver claramente agora sob a luz dos postes da rua - elegante, clássica, com decorações natalinas discretas mas sofisticadas emoldurando as janelas georgianas. Exatamente o tipo de casa onde cresceu alguém com o refinamento natural que Nate possuía.A porta se abriu revelando uma mulher de estatura média, cabelos castanho-claros presos num coque baixo e descontraído, usando um suéter cinza que parecia ao mesmo tempo casual e elegante. Ela tinha um sorriso contido mas genuinamente caloroso, e pude ver imediatamente de onde Nate havia herdado seus olhos verdes.— Mãe — disse Nate, se inclinando para beijar a bochecha dela. — Esta é Anne.Elizabeth me encarou por alguns segundos com aquele tipo de avaliação maternal que não era hostil, apenas cuidadosa.— Anne — repetiu, como se estivesse testando como meu nome soava em sua voz. — É um prazer conhecê-la.— O prazer é
Capítulo 279
Descemos para o jantar de mãos dadas, e quando chegamos à sala de jantar, fiquei impressionada com a atmosfera que Elizabeth havia criado. A mesa estava posta com simplicidade elegante - não havia ostentação, apenas o tipo de sofisticação discreta que vinha naturalmente para uma família como aquela. Pratos de porcelana branca, talheres de prata que claramente tinham história, e velas baixas que criavam uma luz dourada e acolhedora.— Não é nada muito elaborado — disse Elizabeth, trazendo uma travessa fumegante da cozinha. — A ceia oficial será apenas amanhã à noite. Hoje é só um jantar para nos conhecermos melhor.O aroma que saía da travessa era reconfortante e totalmente desconhecido para mim - uma mistura de carne, temperos e algo que cheirava a massa folhada.— Shepherd's pie — anunciou Richard com orgulho, ajudando Elizabeth a servir. — Especialidade da casa.Provei o primeiro garfo e não consegui esconder minha surpresa genuína. Era delicioso - camadas de carne temperada, vegeta
Capítulo 280
A manhã do dia 24 de dezembro amanheceu gelada e silenciosa em Bath. Quando saímos da casa dos Carter, o ar estava tão frio que conseguia ver minha respiração formando pequenas nuvens de vapor, e as ruas estavam praticamente desertas - apenas alguns pedestres apressados carregando embrulhos de última hora e o som ocasional de carros passando pelas pedras antigas.Nate segurou minha mão enluvada na sua enquanto caminhávamos pelo centro da cidade, e pude sentir o calor dele mesmo através do tecido. Havia algo mágico sobre estar ali com ele, explorando as ruas que ele conhecia desde criança, vendo Bath através dos meus olhos pela primeira vez.— Ali é a Assembly Room — disse, apontando para um prédio imponente com colunas clássicas. — Onde aconteciam os bailes mais importantes da cidade no século XVIII.— Parece saído diretamente de um filme de época — comentei, admirando a arquitetura georgiana que dominava praticamente todas as construções ao nosso redor.— E ali — continuou, me guiand