All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 491
- Chapter 500
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Capítulo 491
~ MARCO ~— É uma linda menina! — anuncia a Dra. Carvalho, levantando um pequeno ser coberto de verniz e sangue, ainda conectado pelo cordão umbilical. Ela está se contorcendo, os punhos minúsculos cerrados, a boca aberta num choro que preenche todo o quarto. — Uma menina linda e saudável!Sinto lágrimas queimando em meus olhos, embaçando minha visão. Aurora. Minha filha. Nossa filha. Real, viva, perfeita. Depois de tantos meses de espera, de preocupação, de medo, ela está aqui. Realmente aqui.A médica coloca a bebê rapidamente sobre o peito nu de Maitê, e ela imediatamente coloca as mãos trêmulas sobre o corpinho minúsculo, soluçando e rindo ao mesmo tempo. As lágrimas escorrem pelo rosto dela, misturando-se com o suor, mas ela nunca esteve tão linda.— Olá, pequena — ela sussurra, sua voz quebrada de emoção, beijando a cabecinha coberta de cabelo escuro. — Olá, meu amor. Meu amor, meu amor, você está aqui. Finalmente está aqui.Estou vagamente consciente da médica se aproximando, m
Capítulo 492
~ MARCO ~Saio da sala de parto ainda em transe, minhas pernas funcionando no piloto automático enquanto atravesso o corredor do centro obstétrico. Tirei a máscara e a touca, mas ainda estou com o avental cirúrgico verde. Minhas mãos ainda tremem levemente, a adrenalina do momento começando a dar lugar a uma euforia quase insuportável.Ela nasceu. Aurora nasceu.Minha filha está aqui. Real. Viva. Perfeita. Três quilos e duzentos gramas de pura perfeição. Cinquenta centímetros do milagre mais incrível que já testemunhei.O alívio é tão intenso que preciso parar por um segundo, apoiando a mão na parede fria do corredor, respirando fundo. Sou pai. Realmente, oficialmente, sou pai. A palavra ecoa na minha mente, ganhando peso e significado a cada repetição.Volto a caminhar, um sorriso idiota no rosto que simplesmente não consigo conter. Preciso contar para todos. Preciso gritar para o mundo inteiro que sou pai, que tenho uma filha linda e perfeita e...Passo por um homem no corredor.Aco
Capítulo 493
~ VIVIANNE ~Estava deitada na cama do quarto do hospital, mudando os canais da TV sem realmente prestar atenção em nada, quando a porta se abriu com tanta força que bateu na parede.Dominic entrou como um furacão.Levantei-me num reflexo, o controle remoto caindo no chão, meu coração disparando instantaneamente. Nunca o tinha visto assim — o rosto vermelho de raiva, os olhos praticamente faiscando, a mandíbula tão tensa que podia ver os músculos saltados mesmo de longe. Ele estava segurando uma sacola de papel pardo em uma das mãos, os nós dos dedos brancos de tanta força.— Dominic, o que...?— FILHA DELE! — ele gritou, e dei um passo para trás instintivamente. — A maldita criança é FILHA DELE!Por um momento, não consegui processar. Então entendi. A bebê. Maitê tinha dado à luz.Dominic atravessou o quarto com passos furiosos e jogou a sacola em cima da cômoda com tanta força que derrubou o abajur. Ele se virou e, num movimento brusco, varreu tudo que estava em cima da mesa de cabe
Capítulo 494
~ VIVIANNE ~Olhei para o uniforme de enfermeira estendido sobre a cama. Verde-claro, impecável, completo com crachá de identificação que dizia "Juliana Santos - Enfermagem".Vesti o uniforme com dedos trêmulos, ajustando cada botão, cada dobra. Prendi o cabelo num coque apertado antes de colocar a touca descartável, escondendo cada fio. A máscara cirúrgica foi a última peça, cobrindo metade do meu rosto, transformando-me em mais uma funcionária anônima dentre tantas no hospital.Olhei para meu reflexo no espelho do banheiro. Não me reconheci. Talvez fosse melhor assim.Já tinha feito muitas coisas ruins. Coisas das quais não me orgulhava. Tinha mentido, manipulado, feito vista grossa para atos que me deixavam enjoada só de pensar. Mas mexer com uma criança... com um bebê...Fechei os olhos com força, respirando fundo através da máscara.Eu sabia que tinha dito coisas. Coisas que sabia que Dominic queria ouvir. Era parte do meu plano. Sempre foi parte do plano. Mas nunca pensei que pr
Capítulo 495
~ MAITÊ ~O quarto estava mergulhado numa penumbra confortável, apenas a luz suave do abajur na mesinha de cabeceira iluminando o espaço. Era um dos quartos de luxo do hospital — praticamente uma suíte, com banheiro privativo, sofá, e o mais importante naquele momento: uma cama de casal onde Marco e eu estávamos deitados, lado a lado.Meu corpo ainda doía. Cada músculo reclamava do esforço sobre-humano que tinha feito algumas horas atrás. Mas era uma dor boa, uma dor que valia a pena. Porque agora, em algum lugar neste hospital, numa salinha de berçário, estava minha filha.Nossa filha.Ainda não acreditava completamente que era real. Que ela estava aqui. Que tinha realmente acontecido.Marco estava de lado, apoiado num cotovelo, olhando para mim com aquele sorriso bobo que não saía do rosto dele desde que Aurora tinha nascido. Seus dedos brincavam distraidamente com uma mecha do meu cabelo.— Você viu como ela é pequena? — ele disse pela milésima vez, e eu ri suavemente. — Sério, Mai
Capítulo 496
~ MARCO ~A enfermeira não respondeu. Seus olhos apenas se arregalaram, o pânico estampado tão claramente no rosto que senti meu estômago revirar. Ela deu um passo para trás, depois outro, as mãos tremendo visivelmente.— Eu... eu preciso... — ela gaguejou, sem conseguir terminar a frase. E então simplesmente se virou e saiu correndo do quarto.Por um segundo, nenhum de nós se moveu. Apenas ficamos ali, olhando para a porta vazia, como se ela fosse voltar a qualquer momento com uma explicação lógica, com Aurora nos braços, dizendo que tinha sido tudo um mal-entendido.Mas ela não voltou.E então Maitê se moveu.Jogou as cobertas para o lado e se levantou da cama num movimento brusco. Não disse nada. Não olhou para mim. Apenas começou a andar em direção à porta, seus passos rápidos apesar da dor que devia estar sentindo.— Maitê— comecei, mas ela já estava no corredor.Corri atrás dela, alcançando-a em poucos passos. Segurei sua mão, não para detê-la, mas para ir junto. Para estar ali.
Capítulo 497
~ MAITÊ ~— Spam — respondi rápido demais, guardando o celular de volta no bolso do roupão antes que Marco pudesse ver a tela. — Só spam.Mas vi a forma como seus olhos se estreitaram levemente. A forma como sua mandíbula se apertou. Marco me conhecia bem demais. Sabia quando eu estava mentindo.Mas não disse nada. Não naquele momento. Apenas assentiu lentamente e voltou sua atenção para o segurança que estava nos mostrando mais imagens das câmeras.As próximas horas se passaram em um borrão.Policiais chegaram. Muitos policiais. Fizeram perguntas. Tantas perguntas. Quando foi a última vez que vimos Aurora? Por que ela estava no berçário? Quem sabia que estávamos no hospital? Tínhamos inimigos? Alguém tinha feito ameaças recentes?Respondi tudo mecanicamente. Sim, tínhamos um inimigo. Dominic Sforza. Não, ele não tinha feito ameaças diretas recentemente, mas toda sua existência era uma ameaça. Sim, ele era capaz disso. Ele era capaz de qualquer coisa.Marco estava ao meu lado durante
Capítulo 498
~ MARCO ~Acordei com um sobressalto, o pescoço doendo pela posição estranha. Por um momento, fiquei desorientado, sem saber onde estava ou que horas eram. Então tudo voltou de uma vez.O hospital. Aurora. O sequestro.Estendi a mão automaticamente para o lado, procurando por Maitê. Meus dedos encontraram apenas lençóis frios.Abri os olhos completamente e virei a cabeça. O espaço ao meu lado na cama estava vazio, o travesseiro ainda com a marca de onde sua cabeça havia estado.— Maitê? — chamei, minha voz ainda rouca de sono. Não houve resposta.Talvez estivesse no banheiro. Sim, provavelmente era isso. Sentei-me na cama, sentindo cada músculo reclamar, e olhei para a porta do banheiro.— Amor? Está aí?Silêncio.Caminhei meio sonolento até lá e abri a porta. O banheiro também estava vazio. Escuro.Um frio começou a se espalhar pelo meu peito.— Maitê? — chamei mais alto agora, verificando o pequeno armário, até atrás da cortina do box como se ela pudesse estar se escondendo ali. Nad
Capítulo 499
~ MAITÊ ~— Onde você pensa que vai?Marco. Claro que era Marco.Suspirei fundo, fechando os olhos por um breve segundo antes de me virar completamente para encará-lo. Ele estava de pé ali, ainda de camisa amassada e cabelo bagunçado de ter dormido, mas os olhos completamente alertas. E furiosos.— Eu preciso fazer isso — disse, mantendo minha voz firme apesar do coração acelerado. — Preciso salvar nossa filha.— O que você recebeu naquele celular? — ele perguntou, dando um passo mais perto. Sua mão ainda segurava meu braço, não com força para machucar, mas o suficiente para me impedir de entrar no carro. — Aquela mensagem que você disse que era spam. O que era, Maitê?Não adiantava mentir agora. Ele já sabia. Sempre soube.— Uma mensagem de Vivianne — admiti, levantando o queixo desafiadoramente. — Ela quer que eu vá a um determinado lugar. Sozinha. E eu vou.— Não — Marco disse imediatamente, sua voz saindo dura como aço. — Não, você não vai. Vamos entregar isso à...— À polícia? —
Capítulo 500
~ MAITÊ ~Marco parou o carro a alguns metros do galpão, desligando o motor e deixando o silêncio nos envolver. Ficamos ali por um momento, apenas olhando para a construção à frente.Estávamos bem afastados da cidade. O endereço ficava numa área menos urbana, quase rural, onde casas antigas se misturavam com terrenos abandonados e vegetação crescendo sem controle. O tipo de lugar onde ninguém ouvia gritos. Onde ninguém fazia perguntas.O galpão em si não era grande. Parecia mais um depósito de alguma propriedade abandonada — estrutura de metal enferrujado, paredes de chapas corrugadas, algumas janelas quebradas ou cobertas com tábuas.Senti meu estômago revirar. Minha filha estava ali dentro. Ou pelo menos, informações sobre onde ela estava. Tinha que estar.— Espera — Marco disse quando comecei a abrir a porta. Ele estava mexendo em algo no painel do carro, apertando alguns botões que fizeram uma luz vermelha piscar.— O que você está fazendo? — perguntei, minha voz saindo mais impac