All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 501
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Capítulo 501
~ MAITÊ ~— NÃO!O grito saiu de mim antes mesmo que conseguisse processar completamente o que tinha acontecido. Vi Marco cambalear. Vi sua expressão de surpresa e dor. Vi ele levar a mão ao corpo instintivamente.— NÃO, NÃO, NÃO!Corri para ele, meus joelhos atingindo o chão de concreto no mesmo momento em que ele desabou. Segurei-o antes que sua cabeça batesse no chão, puxando-o para o meu colo.— Marco, não, por favor, não — chorava, minha voz quebrando completamente. — Fica comigo, amor, por favor, fica comigo!Seus olhos encontraram os meus. Azuis. Aqueles olhos azuis que Aurora tinha herdado. Mas estavam turvos agora, a dor neles me partindo em pedaços.Ele tentou falar, sua boca se abrindo, mas apenas um som estrangulado saiu. Tentou de novo, forçando as palavras para fora com esforço visível.— Salva... — ele sussurrou, tão baixo que quase não ouvi. — Salva... nossa filha...— Não! — gritei, apertando-o mais contra mim. — Não me deixa! Marco, não me deixa! Eu preciso de você!
Capítulo 502
~ MAITÊ ~Vivianne me empurrou para dentro de um carro — um sedan escuro estacionado atrás do galpão — e entrou no banco do motorista. Deu a partida e saiu em alta velocidade, os pneus cantando no asfalto.Fiquei sentada no banco do passageiro, completamente entorpecida. Não chorei. Não gritei. Apenas olhei pela janela enquanto a paisagem passava, cada vez mais escura, cada vez mais isolada.Ela dirigiu por cerca de quinze minutos, afastando-nos ainda mais da cidade, entrando em estradas de terra, passando por áreas completamente desertas.E então entendi. O endereço que Vivianne tinha mandado. Nunca foi o destino final. Foi uma armadilha. Um teste. Se eu viesse acompanhada — e vim — eles se livrariam da companhia antes. Exatamente como fizeram.Marco. Deus, Marco.A dor ameaçou me consumir novamente, mas forcei para baixo. Não podia pensar nele agora. Não podia me deixar quebrar. Ainda não. Aurora precisava de mim. Precisava que eu fosse forte.O carro finalmente parou em frente a um
Capítulo 503
~ CHRISTIAN ~Desliguei o telefone e o coloquei na mesa com mais força do que pretendia. Passei a mão pelo rosto, sentindo o cansaço das últimas horas pesando em cada músculo.Estávamos no nosso apartamento em São Paulo. Tínhamos vindo para cá assim que soubemos do nascimento de Aurora, querendo estar perto de Marco e Maitê. Agora, olhando pela janela para as luzes da cidade, me arrependi de não ter insistido para ficarmos no hospital com eles.Zoey estava ao meu lado imediatamente, sua presença reconfortante mesmo no meio de todo esse caos.— E então? — ela perguntou, sua voz baixa mas ansiosa. — Conseguiu algo?Olhei para ela — minha esposa, a mãe do meu filho, a pessoa que sempre me mantinha ancorado quando tudo ameaçava desmoronar.— A polícia italiana está nisso — respondi, tentando manter minha voz firme e profissional, mesmo sentindo o nó de preocupação no estômago. — Interpol também. Aurora é cidadã italiana, então o consulado está pressionando. E o melhor... eles estão trabal
Capítulo 504
~ MAITÊ ~— Você é nojento.As palavras saíram antes que pudesse pensar melhor. Mas não me arrependi. Olhei diretamente para Dominic, para aquele sorriso arrogante no rosto dele, e senti náusea.— Só assim mesmo para você conseguir o que quer, não é? — continuei, minha voz ganhando força apesar do medo. — Com sequestro. Com morte. Com coação. É assim que você opera. Porque sozinho, por mérito próprio, você não conseguiria porra nenhuma.Esperava raiva. Esperava que ele explodisse, que me batesse, que fizesse algo violento.Mas Dominic apenas riu.Não foi um riso nervoso ou forçado. Foi genuíno. Como se eu tivesse contado uma piada particularmente engraçada.— E você acha que eu me importo? — ele perguntou, inclinando a cabeça, ainda sorrindo. — Sério, Maitê. Você realmente acha que suas opiniões sobre meus métodos me afetam de alguma forma?Deu um passo mais perto, e tive que me forçar a não recuar.— No fim — ele continuou, sua voz suave mas com aquela borda perigosa que eu conhecia
Capítulo 505
~ MAITÊ ~Maitê Salvani, é de livre e espontânea vontade que aceita Dominic Sforza como seu legítimo esposo?A pergunta ecoava na minha mente. Livre e espontânea vontade. Que piada cruel.Mas dessa vez não tinha escolha. Dessa vez não tinha fuga. Não tinha uma moto esperando na esquina com um estranho de jaqueta de couro pronto para me levar embora. Não tinha Marco para me salvar. Não tinha ninguém além de mim.Dessa vez só tinha uma resposta que podia ser dada.Mas antes... antes precisava saber. Precisava ter certeza.— Minha filha — disse, e minha voz saiu mais firme do que esperava. — Quero ver minha filha antes.Dominic franziu a testa, sua expressão mudando de expectativa para irritação.— Estamos no meio de uma cerimônia aqui, querida — ele disse, e havia um tom de aviso em sua voz.— Minha filha primeiro — repeti, mais dura agora. Olhei diretamente nos olhos dele, não recuando. — Quero saber se ela está viva, se está bem. Ou nada feito.Vi a raiva passar pelo rosto de Dominic.
Capítulo 506
~ MAITÊ ~— Sim.A voz de Dominic ecoou depois da minha, confirmando, selando.E então ele me puxou pela cintura, uma mão possessiva nas minhas costas, e me beijou.Senti náusea subir pela minha garganta. Seus lábios contra os meus eram frios, exigentes, completamente repulsivos. Quis empurrá-lo. Quis gritar. Quis cuspir e esfregar a boca até arrancar a sensação dele de mim.Mas não fiz nada. Apenas aguentei. Aguentei aquela encenação horrível enquanto ouvia o som do celular de Vivianne tirando mais fotos. Clique. Clique. Clique. Registrando aquele momento grotesco para a posteridade.Finalmente, Dominic me afastou. Havia um sorriso satisfeito em seus lábios.— Parte prática — ele disse, como se estivéssemos concluindo uma negociação de negócios qualquer.Caminhou até a mesinha ao lado do altar improvisado e pegou uma pasta de documentos. Voltou e abriu na minha frente, apontando uma linha no final da primeira página.— Assine aqui.Olhei para o documento. Era uma certidão de casament
Capítulo 507
~ CHRISTIAN ~Os paramédicos trabalhavam em Marco com eficiência clínica, movendo-se rapidamente, mas com precisão. Eu estava sentado ao lado dele na ambulância, observando cada movimento, cada verificação de sinais vitais, cada ajuste nos equipamentos médicos conectados ao meu primo.Ele estava pálido. Tão pálido. E imóvel demais para alguém que geralmente não conseguia ficar quieto por cinco minutos seguidos.Haviam conseguido estabilizá-lo no local antes de colocá-lo na maca. Controlado o sangramento. Administrado fluidos. Feito todas aquelas coisas que profissionais médicos fazem quando alguém leva um tiro. Mas eu não era médico. Tudo o que via era meu primo pálido e inconsciente, com sangue ainda manchando sua camisa rasgada.A ambulância acelerou, a sirene ecoando pela noite. Cada solavanco da estrada fazia meu estômago apertar, imaginando a dor que Marco sentiria se estivesse acordado.Mas então, no meio do caminho para o hospital, seus olhos se abriram.Lentamente. Com esforço
Capítulo 508
~ MAITÊ ~Fechei os olhos.Era instintivo. Automático. Quando você sabe que vai morrer, quando vê uma arma apontada para você e ouve a ordem sendo dada, você fecha os olhos.Esperei o tiro me atingir. Esperei a dor. O impacto. O sangue. Seja lá o que viesse quando uma bala perfurasse meu corpo.Esperei pelo fim.O barulho veio.O estampido alto e seco de um disparo ecoando pelo jardim silencioso.Mas o resto não veio.Não houve dor. Não houve impacto. Não houve nada além daquele som cortando o ar.Abri os olhos confusamente, meu cérebro tentando processar porque ainda estava de pé, por que ainda estava respirando, por que ainda estava viva.E então vi.Dominic.Desabando.Não cambaleando. Não tropeçando. Simplesmente desabando de uma só vez, como se todas as cordas que o mantinham ereto tivessem sido cortadas simultaneamente.Caiu de costas, batendo no chão do jardim decorado com um baque surdo e final.E então vi o resto.O buraco perfeitamente redondo bem no meio de sua testa. O san
Capítulo 509
~ VIVIANNE ~— Vingança? — Maitê perguntou, sua voz ainda trêmula. — Que vingança?Apontei para o corpo de Dominic com a cabeça, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.Vi Maitê olhar para ele novamente. Ela estremeceu visivelmente ao ver o corpo ali, o sangue ainda escorrendo, formando aquela poça grotesca no chão do jardim que ele tinha tão cuidadosamente decorado. Mas mesmo assim, mesmo com toda a repulsa estampada em seu rosto, ela não conseguiu conter o revirar de olhos.— Por que vingança? — ela corrigiu a pergunta, olhando de volta para mim.Senti algo apertar no meu peito. Não tinha contado essa história para ninguém. Não assim. Não completa.Mas Maitê não era uma estranha, era? Não depois de tudo. Não depois de tudo que ela tinha passado por minha culpa. Não depois que ela tinha visto eu matar Dominic bem na frente dela.Ela merecia saber. Merecia entender.Mesmo que não perdoasse. Mesmo que nunca perdoasse.— Foi há sete anos atrás — comecei, e minha voz saiu diferente. M
Capítulo 510
~ VIVIANNE ~O nome dele na minha boca era como veneno.— Ele andava obcecado por ela. Observava ela pela faculdade há meses. Deixava presentes. Mandava flores. Aparecia em lugares que ele sabia que ela estaria. Ela tinha dito não. Várias vezes. Educadamente no início. Depois firmemente. Depois com medo.Minha voz ficou mais dura. Mais fria.— E depois de tantas negativas, ele fez o que Dominic sempre faz quando não consegue algo que quer. Ele simplesmente pegou.Vi Maitê levar ambas as mãos à boca agora, um som estrangulado escapando.— Ele a sequestrou quando ela saía da faculdade — continuei, implacável. Ela precisava ouvir. Precisava entender. — Levou para uma casa que tinha. Manteve ela lá por dez dias. E o que ele fez com ela durante esses dez dias...Minha voz falhou de novo, mas me forcei a continuar.— O que ele fez com ela você pode imaginar, Maitê. Use sua imaginação. Pense no pior que conseguir. E será pior ainda.— Meu Deus — Maitê sussurrou, sua voz quebrada. — Meu Deus,