All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 621
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Capítulo 621
~ RENATA ~Segunda-feira começou com uma ligação.— Renata? Sou o Fausto, lembra de mim? Você me pediu para investigar discretamente a situação financeira da Tenuta Montesi.Fausto era indicação de um contato antigo. Alguém que devia alguns favores. Alguém que tinha acesso a informações que pessoas normais não teriam.— Sim, sim, claro — respondi, arrumando minha postura na cama do quarto minúsculo da casa da minha tia. — Descobriu algo?— Descobri — confirmou Fausto. — E não é exatamente o que você esperava ouvir. A Tenuta Montesi está com problemas financeiros sérios. Dívida alta com o banco. Quarenta e dois mil euros, garantida pela propriedade inteira.Franzi a testa, confusa.— Espera, como assim dívida? Pensei que eles estivessem se recuperando. A propriedade está cheia, as reservas aumentaram, eles contrataram aquela consultora...— Pois é — disse Fausto. — Aparentemente a recuperação é recente e ainda não foi suficiente para cobrir o buraco. E tem mais: a dívida foi vendida há
Capítulo 622
~ BIANCA ~O rooftop do café era um dos meus lugares favoritos em Florença.Dava para ver a cúpula do Duomo de um lado, o rio Arno do outro, e ainda tinha aqueles croissants de amêndoa que eram praticamente uma experiência religiosa.Era sexta-feira de manhã, antes do trabalho, eu estava sentada em uma mesa com vista panorâmica, tentando não demonstrar o pânico que estava crescendo no meu peito.Dante estava sentado na minha frente, tomando seu expresso duplo com aquela tranquilidade irritante de quem não tinha nenhuma preocupação no mundo.— Você está estranha — observou, me estudando por cima da xícara. — Está comendo esse croissant há uns dez minutos e ainda não deu nem três mordidas.Olhei para o prato. Ele estava certo.— Estou nervosa — admiti finalmente.— Nervosa por quê? — perguntou, apoiando o cotovelo na mesa.— O Nico vem para Florença amanhã — disse, como se aquilo explicasse tudo.E de certa forma, explicava.Dante assentiu lentamente, processando.— Certo — disse. — E c
Capítulo 623
~ NICOLÒ ~Saí de casa antes do sol nascer completamente.Bella ainda estava dormindo, então entrei no quarto dela de ponta dos pés, dei um beijo na testa e sussurrei que voltaria domingo à noite.Na cozinha, Martina já tinha preparado café fresco e estava embalando algo em papel manteiga.— Lanche para a viagem — anunciou, me entregando um pacotinho cuidadosamente amarrado com barbante.— Mamma, são só algumas horas de carro — disse, meio rindo.— E daí? — retrucou com aquela teimosia maternal característica. — Você vai querer comer algo no caminho.Peguei o pacote, sentindo o peso reconfortante de pão caseiro e provavelmente queijo.Foi quando vi o bilhete grudado na lateral, claramente escrito pela Bella com aquela caligrafia infantil caprichada:"Boa viagem, papai! Come tudo! A nonna me ajudou a fazer especialmente pra você. Te amo muito! Volta logo! — Bella."Senti algo apertar no peito.Eram só poucas horas de viagem. Nem precisava de lanche. Mas o carinho por trás daquele gesto
Capítulo 624
~ NICOLÒ ~Desliguei o motor e fiquei por um segundo com as mãos no volante, como se ainda pudesse dar ré e fingir que tinha errado de cidade.Não dei.A garagem era limpa demais. Organizada demais. Carros caros ocupavam as vagas ao redor. O meu parecia ter entrado ali por engano.Segui as placas até os elevadores, tentando ignorar a sensação de estar no lugar errado.O painel era todo de inox, espelhado. Acima dos botões, uma pequena tela pedia código. Lembrei do que o porteiro tinha dito, peguei o papel que ele tinha me entregado e digitei a senha.O elevador aceitou com um bip discreto e o botão da cobertura acendeu.Cobertura.As portas se fecharam e eu me vi sozinho, encarando a minha própria cara no reflexo. A barba por fazer, a camisa simples, o cansaço.Por um segundo, a mensagem da Renata atravessou minha mente de novo:"Você não faz ideia de quem a Bianca realmente é."Fechei os olhos, respirei fundo.Eu sabia o suficiente. Sabia quem ela tinha sido comigo. Isso, por enquant
Capítulo 625
~ BIANCA ~Estava me sentindo tão desconfortável quanto o Nico.Talvez até mais.Mas tentava fingir que estava tudo normal, porque sabia que ele também estava tentando fingir que estava tudo normal.Não estava.A conversa durante o lanche improvisado foi forçada. Eu perguntava coisas genéricas sobre a viagem. Ele respondia de forma educada mas distante. Nós dois evitávamos cuidadosamente o elefante gigantesco na sala — ou melhor, a cobertura gigantesca ao nosso redor.Depois de comermos em silêncio constrangedor, limpei rapidamente a cozinha e me virei para ele com um sorriso que esperava parecer natural.— Vem — disse. — Quero te mostrar alguns lugares que eu gosto em Florença. Não só os pontos turísticos que todo mundo vê. Minha Florença de verdade.Nico assentiu, parecendo aliviado por ter algo para fazer além de ficar parado no meu apartamento tentando não olhar para tudo que gritava dinheiro.Descemos para a garagem em silêncio pesado.Quando as portas do elevador se abriram, hes
Capítulo 626
~ BIANCA ~Levantei tão rápido que a cadeira quase tombou para trás.— Nico! — chamei novamente, mais alto desta vez.Ele não parou. Não olhou para trás. Apenas continuou atravessando o restaurante com passos largos e determinados.Peguei minha bolsa, murmurei uma desculpa apressada para Paolo que estava completamente confuso, e corri atrás dele.Quando cheguei na rua, Nico já estava a quase uma quadra de distância, caminhando rápido, os ombros tensos, as mãos enfiadas nos bolsos.— Nico! — gritei, correndo na direção dele. — Espera!Ele diminuiu o passo. Parou. Mas não se virou.Alcancei-o ofegante, meu coração batendo descompassado — não pela corrida, mas pelo pânico crescente no meu peito.— Nico, por favor — disse, tocando seu braço.Ele se virou, então. E a expressão no rosto dele me cortou como uma lâmina.Não era raiva. Ou pelo menos, não era só raiva.Era humilhação. Vergonha. Mágoa profunda.— Por que você saiu daquele jeito? — perguntei, minha voz saindo trêmula.Ele me olho
Capítulo 627
~ BIANCA ~Respirei fundo, limpando as lágrimas do rosto com as costas da mão.— Eu sou a mesma pessoa que você conheceu na Tenuta — disse, minha voz saindo mais firme agora. — O fato de eu ter dinheiro ou não ter dinheiro não muda a essência de quem eu sou. E isso... isso você conhece muito bem.Nico ficou em silêncio por um momento, me olhando com aquela expressão dilacerada.Então deu alguns passos na minha direção.E me puxou para um abraço.— Desculpa — murmurou contra meu cabelo. — É só que... foi um choque muito grande.Balancei a cabeça contra o peito dele, sentindo o coração batendo forte.Mas ainda havia algo no tom de voz dele. Algo que soava como despedida. Como se ele realmente tivesse determinado a acreditar que aquilo não ia dar certo.E talvez não desse.Talvez ele estivesse certo. Talvez fôssemos muito diferentes e por mais que fosse fácil para mim dizer que isso não importava... para ele importava.Mas eu precisava pelo menos fazê-lo entender.— Podemos voltar pro me
Capítulo 628
~ BIANCA ~Nico ficou olhando fixamente para o rótulo da garrafa.Bellucci, em letras douradas elegantes sobre fundo escuro.Meu coração batia tão forte que tinha certeza de que ele conseguia ouvir.O silêncio se estendeu. Pesado. Sufocante.Até que finalmente ele ergueu os olhos, me encarando com aquela expressão que não consegui decifrar completamente.— Bellucci... — disse devagar. — Dos vinhos Bellucci?Era como se ele visse, mas não conseguisse acreditar. Como se precisasse ouvir em voz alta para processar. Para tornar real.— Exatamente — confirmei, minha voz saindo mais fraca do que pretendia.Ele colocou a garrafa de volta na mesa com cuidado exagerado, como se fosse quebrar.— Você é a dona dos vinhos Bellucci? — perguntou com todas as letras.— Tecnicamente, Christian é — corrigi rapidamente. — Ele é o CEO da Bellucci. Eu sou só a COO da Itália.Nico franziu a testa, claramente confuso.— COO? — repetiu. — O que significa isso?Achei fofo o jeito que ele não entendia sobre m
Capítulo 629
~ BIANCA ~Acordei com luz do sol entrando pelas cortinas que tinha esquecido de fechar completamente.Nico estava dormindo no quarto de hóspedes. Eu tinha ficado no meu quarto. Parecia certo dar espaço depois de tudo que tinha acontecido ontem.Mas quando saí para a cozinha, ele já estava lá.De pé perto da cafeteira, olhando os botões com expressão confusa.— Bom dia — disse, me aproximando.Ele se virou, sorrindo com aquele jeito meio sem graça.— Bom dia — respondeu. — Eu ia tentar fazer café mas essa máquina parece comandar uma nave espacial.Ri, me aproximando para mostrar.— É só apertar aqui — expliquei, pressionando o botão. A máquina italiana de última geração começou a trabalhar com eficiência silenciosa. — Café expresso duplo em trinta segundos.— Claro — murmurou Nico. — Trinta segundos. Porque esperar três minutos seria muito sofrimento.Peguei duas xícaras, servindo o café quando ficou pronto.Ficamos ali, bebendo em silêncio confortável, apenas aproveitando a manhã.—
Capítulo 630
~ BIANCA ~As mãos de Nico deslizaram das minhas costas até a cintura, firmes e possessivas. Ele me puxou com força, até que não restou espaço, nem ar, entre nossos corpos. Senti ele começar a nadar de costas, me levando junto, sem nunca afastar os lábios dos meus.Minhas costas encontraram a borda fria da piscina. O mármore gelado contrastava com a água morna e com o calor que emanava dele. Nico me pressionou contra a parede, seu corpo cobrindo o meu por completo. Através do tecido molhado, senti cada músculo tenso, cada linha rígida pressionada contra mim.— Bianca — ele murmurou contra minha boca, a voz rouca e carregada.Abri os olhos. Os dele estavam a centímetros, verde-escuros, quase negros na penumbra, incendiados por um desejo puro e desenfreado.Suas mãos subiram pelas minhas costas até o fecho do sutiã. Um clique suave, e o tecido molhado se soltou, subindo à superfície como uma folha esquecida. Ele se afastou alguns centímetros, apenas o suficiente para me olhar. Seu olhar