All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 61
- Chapter 70
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Capítulo 61
O pôr do sol italiano tingiu o céu com tons de laranja e rosa enquanto nosso carro subia por uma estrada sinuosa ladeada por ciprestes. Depois de doze horas num voo com meus sogros e um dia exaustivo em Milão, meu corpo implorava por descanso, mas meus olhos se recusavam a fechar por um segundo sequer – não quando havia tanta beleza ao meu redor.— Estamos quase chegando — disse Christian, apontando para uma curva à frente.Quando o carro finalmente contornou a última curva, perdi completamente o fôlego. À nossa frente, banhada pelo ouro do sol poente, erguia-se uma villa toscana que parecia saída diretamente de um filme. Construída em pedra dourada, com janelas altas emolduradas por persianas verdes, a casa se estendia majestosamente no topo da colina. Videiras perfeitamente alinhadas desciam pelo vale adjacente, criando um padrão hipnótico de verde e terra.— Villa Bellucci — anunciou Christian, um toque de orgulho genuíno em sua voz que raramente demonstrava ao falar da mansão no B
Capítulo 62
A mesa na varanda principal havia sido preparada com um cuidado que só os italianos dedicam a uma refeição. Velas tremulavam suavemente na brisa noturna, iluminando a louça antiga e os talheres de prata polida que reluziam sob as estrelas. O aroma que vinha da cozinha era uma sinfonia de ervas frescas e molhos lentamente apurados.Lucia apareceu carregando uma travessa de antipasti – azeitonas escuras, queijos locais, presunto curado e tomates pequenos que pareciam joias.— Buon appetito, signori — disse ela com um sorriso caloroso antes de se retirar.— Ela realmente se superou — comentou Christian, puxando a cadeira para mim. — Lucia sempre reserva seus melhores pratos para ocasiões especiais.— Parece que nossa chegada é uma grande ocasião para ela — respondi, observando a atenção aos detalhes.— É a primeira vez que trago uma esposa aqui. — Brincou ele, servindo-se de um pouco de azeite em um pequeno prato. — Isso merece uma celebração adequada.Christian abriu uma garrafa de vinh
Capítulo 63
Permaneci deitada entre as vinhas, meu corpo ainda pulsando de desejo enquanto Christian se afastava para atender a ligação do avô. O vestido rasgado mal cobria meu corpo, a lingerie preta com detalhes vermelhos brilhando sob o luar. A brisa noturna acariciou minha pele quente, trazendo-me lentamente de volta à realidade.Os minutos se arrastaram enquanto observava as estrelas acima, minha mente uma confusão de pensamentos contraditórios. O que estávamos fazendo? Este casamento tinha prazo de validade – seis meses, não mais. Era apenas um acordo comercial, não era para me envolver. Para Christian era fácil. Sempre seria apenas sobre atração, sexo. Para mim, não era tão simples assim.Christian retornou, guardando o telefone no bolso. Seus passos eram calmos enquanto se aproximava, seu semblante preocupado à luz da lua.— Está pensando demais — observou ele, sentando-se ao meu lado entre as vinhas. — Consigo praticamente ouvir as engrenagens girando na sua cabeça.Ajeitei o vestido ras
Capítulo 64
O sol italiano já estava alto quando abri os olhos, raios dourados atravessando as cortinas entreabertas. Minha mão instintivamente tateou o outro lado da cama, encontrando apenas o lençol frio. Christian havia saído.No criado-mudo, um pedaço de papel elegantemente dobrado chamou minha atenção. Reconheci imediatamente a caligrafia precisa de Christian:"Tive que resolver alguns assuntos na vinícola. Volto para o almoço. Sinta-se à vontade para explorar a propriedade. Lucia estará à disposição para qualquer coisa que precise. - C."Suspirei, um misto de alívio e decepção. Depois da noite anterior, não sabia exatamente como enfrentar Christian à luz do dia. Nossa quase-intimidade nos vinhedos, seguida pelo constrangimento na cozinha e aquela promessa velada... era muita coisa para processar.Levantei-me e tomei um banho demorado, deixando a água quente relaxar meus músculos tensos. Vesti um vestido leve de algodão – felizmente, havia trazido várias opções de Milão – e desci para a cozi
Capítulo 65
A voz cortou o ar como uma navalha, destruindo instantaneamente a atmosfera íntima que havia se formado entre nós. Christian se afastou, seu corpo inteiro enrijecendo ao meu lado. Quando me virei, deparei-me com o rosto familiar de Francesca Montero.Ela estava deslumbrante como sempre: cabelos perfeitamente ondulados, pele bronzeada pelo sol toscano, um vestido de verão que parecia simples mas que eu sabia custar uma fortuna. Seu sorriso não alcançava os olhos calculistas que nos avaliavam.— Francesca — cumprimentou Christian, sua voz voltando àquele tom frio e controlado que eu raramente ouvia desde que chegamos à Itália. — Que surpresa te encontrar aqui.Ela riu, um som musical e falsamente encantador.— Surpresa? Você sabe muito bem que minha família sempre passa os verões aqui, Christian. Assim como a sua. — Seu olhar recaiu sobre mim. — Zoey, querida, que bom vê-la novamente. O casamento foi tão... inusitado. Mal tive tempo de conversar com você.— Francesca — respondi com um a
Capítulo 66
O sol da Toscana começava a se pôr atrás das colinas, tingindo os vinhedos com tons dourados e escarlates. Sentei-me na mureta de pedra antiga que circundava um dos terraços da villa, meus dedos girando distraidamente a taça de vinho. Abaixo, o vale se estendia como um mosaico perfeito de parreiras, oliveiras e ciprestes, uma beleza que parecia zombar do caos que se formava dentro de mim após o encontro com Francesca.– Conheço Christian desde que éramos crianças.As palavras dela continuavam a ecoar em minha mente. Mais uma mentira, mais uma camada de segredos. Eu estava cansada de descobrir que nada era o que parecia quando se tratava de Christian Bellucci.Ouvi passos se aproximando nas pedras do terraço e reconheci seu andar sem precisar olhar. Christian parou ao meu lado, um suspiro escapando de seus lábios antes de se sentar na mureta, mantendo uma distância prudente entre nós.– Desculpe por ter deixado você sozinha com ela – ele começou, sua voz baixa. – Não foi por escolha.T
Capítulo 67
Enquanto caminhávamos de volta ao festival, um silêncio confortável havia se instalado entre nós. As revelações sobre o passado de Christian com Francesca ainda pesavam em meus pensamentos, mas, de alguma forma, senti que ele tinha realmente se aberto comigo, mostrando uma vulnerabilidade que raramente permitia que alguém visse.A praça central da vila estava ainda mais animada agora, iluminada por centenas de lanternas coloridas penduradas entre os edifícios centenários. Uma banda local tocava música tradicional italiana, e o aroma de comida típica misturava-se ao perfume doce das uvas maduras.— Ainda quer ficar? — perguntou Christian, seu olhar cauteloso, como se esperasse que eu quisesse voltar à villa após nossa conversa.— Sim — respondi com mais firmeza do que esperava. — Não vou deixar nada estragar nossa noite.Um sorriso genuíno iluminou seu rosto, aquele raro sorriso que alcançava seus olhos e suavizava suas feições.— Nesse caso, acho que chegamos bem a tempo — disse ele,
Capítulo 68
Villa Bellucci era iluminado apenas pelo brilho prateado da lua e pelas estrelas que salpicavam o céu toscano. Nossos pés, ainda manchados de roxo do suco das uvas, deixavam marcas no caminho de pedra enquanto caminhávamos lado a lado, os ombros ocasionalmente se tocando.— Estou arruinada — comentei, olhando para meu vestido branco agora coberto de manchas violáceas. — Não sei se isso sai.Christian riu, o som descontraído e genuíno.— Considere uma lembrança autêntica da Toscana — respondeu ele, seu olhar percorrendo meu corpo de uma forma que me fez corar. — Além disso, o roxo combina com você.— É mesmo? — provoquei, girando para mostrar o estrago completo. — Acho que vou incorporar manchas de vinho em todos os meus trajes a partir de agora.— Só não deixe Isabella saber — brincou ele, seus olhos brilhando com divertimento. — Ela teria um infarto se soubesse que a nova Senhora Bellucci apareceu em público parecendo ter rolado em um barril de Nebbiolo.— Sua mãe teria um infarto só
Capítulo 69
A lua derramava sua luz prateada sobre os vinhedos quando Christian me puxou para seus braços com uma urgência que refletia meu próprio desejo. Não houve palavras - apenas o som de nossas respirações aceleradas enquanto ele me deitava suavemente entre as fileiras de vinhas que levavam meu nome.O solo macio sob minhas costas contrastava com a firmeza do corpo de Christian sobre o meu. Suas mãos exploravam meus contornos por cima do vestido manchado de vinho, detendo-se em pontos que me faziam suspirar.— Este vestido está no caminho — murmurou ele contra meu pescoço, seus dedos encontrando o zíper nas minhas costas.— Então tire-o — desafiei, erguendo-me levemente para facilitar.O tecido deslizou pelo meu corpo, deixando-me apenas com uma lingerie preta comprada em Milão. Os olhos de Christian escureceram ao me observar sob a luz da lua, minha pele pálida contrastando com o preto do conjunto e o verde escuro das vinhas ao nosso redor.— Meu Deus, Zoey — sussurrou ele, traçando com os
Capítulo 70
Acordei com o calor do sol toscano em meu rosto, um contraste com a brisa fresca da manhã. Por um momento, permaneci de olhos fechados, absorvendo a sensação de paz que me envolvia. O corpo de Christian estava junto ao meu, seu calor reconfortante contra minha pele. Então, percebi algo estranho – vozes. Várias vozes, falando em italiano rápido, a uma curta distância.Meus olhos se abriram de súbito, o pânico me atingindo como um balde de água fria. Estávamos ainda entre as vinhas, completamente expostos! Um movimento rápido ao meu lado me fez perceber que Christian já estava acordado. Ele havia jogado sua camisa rasgada sobre mim, cobrindo-me precariamente.— Bom dia — disse ele, parecendo irritantemente calmo para alguém que acabara de ser pego dormindo nu em meio a seus trabalhadores.— Christian! — sibilei, puxando a camisa para cobrir mais de mim. — Tem gente aqui!Ele sorriu, um meio sorriso divertido que, em qualquer outra situação, teria feito meu coração derreter.— Sim, perce