All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 71
- Chapter 80
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Capítulo 71
O vestido azul-marinho que encontrei no armário da suíte era impressionante – um modelo elegante da maison Valentino, com corte assimétrico que caía perfeitamente sobre meu corpo. Cristian havia providenciado um guarda-roupa completo para mim, prevendo qualquer eventualidade social. Apenas não previra que sua própria mãe seria a eventualidade a temer.Ajustei o colar delicado em meu pescoço, tentando controlar o tremor das minhas mãos. De vendedora de vestidos de noiva a anfitriã de um jantar para a elite vinícola italiana.Christian entrou no quarto, impecável em seu terno escuro. Algo em seu olhar ao me ver me aqueceu por dentro, momentaneamente afastando o nervosismo.— Você está deslumbrante — disse ele, aproximando-se para depositar um beijo suave em meus lábios.— Estou apavorada — confessei, ajustando seu lenço de bolso. — Aprendi o básico sobre vinhos trabalhando na Vale do Sol, mas isso foi mais marketing e relações públicas. Não sei se é suficiente para impressionar tantos p
Capítulo 72
Estava tentando recuperar um pouco da compostura na varanda quando percebi uma presença familiar se aproximando. A voz de Francesca cortou o ar antes mesmo que eu a visse.— Nossa, Zoey, que espetáculo constrangedor — comentou ela, materializando-se das sombras como uma aparição indesejada. — Arruinar uma garrafa de Brunello de 1985? Isso é quase criminoso nos padrões da família Bellucci.Virei-me lentamente, tentando não demonstrar o quanto suas palavras me afetavam. Francesca estava impecável, como sempre, vestida de vermelho escuro que ressaltava sua pele mediterrânea. Seus olhos brilhavam com malícia.— Foi um acidente — respondi, mantendo a voz firme. — Rolhas antigas são frágeis.— Ah, querida. — Francesca riu, um som zombeteiro. — Qualquer criança da nossa família saberia manusear aquela garrafa. Mas você... — ela acentuou as palavras com desdém. — Como poderia saber? Não faz parte do nosso mundo.O sangue subiu imediatamente ao meu rosto. Antes que pudesse formular uma respos
Capítulo 73
— E esta é a história por trás do Vinhedo Dourado — explicava Bianca, guiando-me por uma seção especial da adega onde garrafas mais antigas repousavam em nichos de pedra. — Começou quando meu bisavô Giuseppe Senior perdeu uma aposta para um produtor francês e, por orgulho ferido, decidiu criar um vinho que superasse os melhores Bordeaux.Já estávamos no quarto dia de minhas "aulas" com Bianca, e diferente do que imaginei, não passávamos o tempo todo provando vinhos. Em vez disso, ela estava me introduzindo à rica história da família Bellucci, revelando detalhes que Christian nunca mencionara.— E ele conseguiu? — perguntei, passando os dedos delicadamente pelo rótulo amarelado de uma garrafa dos anos 50.— Seis anos depois, em uma degustação às cegas em Paris, o Vinhedo Dourado ficou em primeiro lugar. O francês teve que admitir a derrota publicamente. — Bianca sorriu com orgulho ancestral. — Desde então, reservamos as melhores encostas para esta linha específica.Inspecionei a garraf
Capítulo 74
A manhã estava fresca e clara quando decidi tomar meu café na varanda da villa, aproveitando a vista dos vinhedos iluminados pelo sol nascente. Eu estava começando a me habituar ao ritmo mais lento da vida toscana, às refeições prolongadas e às noites estreladas.Christian havia saído cedo para uma reunião com produtores locais – algo sobre certificações orgânicas para seu novo projeto. Decidi aproveitar a manhã sozinha para organizar os pensamentos antes de outra aula com Bianca programada para a tarde.Quando abri a porta da varanda, o aroma de café forte me atingiu primeiro, seguido pela visão de Francesca Montero confortavelmente instalada em uma das cadeiras, uma xícara de expresso nas mãos. Ela usava um vestido branco simples mas elegante, que contrastava dramaticamente com seus cabelos escuros. A última pessoa que eu esperava encontrar tão cedo, sozinha.— Bom dia, Zoey — cumprimentou ela com uma cordialidade falsa. — Café?Hesitei por um momento, tentada a retornar para dentro
Capítulo 75
Depois que Francesca se retirou, permaneci na varanda por um longo tempo, as palavras dela girando em minha mente como folhas em uma tempestade. Precisava descobrir mais, entender o que realmente havia acontecido anos atrás.Lucia apareceu com meu café e, enquanto ela ajeitava a mesa, decidi que era minha oportunidade.— Lucia? — comecei hesitante, tentando organizar mentalmente meu limitado vocabulário italiano. — Posso... perguntar... algo?Ela sorriu gentilmente, assentindo.— Francesca e Christian... — hesitei, buscando palavras. — Molto tempo... insieme?Lucia franziu a testa, tentando entender minha pergunta malformada.— Francesca e Signor Christian? — Ela fez um gesto vago com as mãos. — Sì, sì. Da bambini. Cresciuti insieme.Crescidos juntos. Isso eu já sabia. Tentei formular algo mais específico.— Francesca... bambino? — tentei, fazendo um gesto de embalar um bebê. — Con Christian?O rosto de Lucia imediatamente se fechou. Ela balançou a cabeça vigorosamente, fazendo o sina
Capítulo 76
— Vamos precisar de roupas confortáveis — disse Christian, entrando em nosso quarto enquanto eu terminava de me arrumar para o jantar. Seus olhos se iluminaram ao notar o colar de ametistas em meu pescoço. — Você gostou.Não era uma pergunta, mas detectei um leve tom de insegurança em sua voz que parecia contradizer a imagem do manipulador confiante que Francesca havia descrito.— É lindo — respondi sinceramente, tocando o pequeno cacho de uvas. — Nunca tive nada parecido.— Combina com você. — Ele se aproximou, seus dedos roçando levemente a base do meu pescoço onde o pingente repousava. — As ametistas têm quase a mesma cor das uvas do vinhedo Zoey quando estão perfeitamente maduras.— Esse foi o critério de escolha? — perguntei, tentando manter o tom leve, apesar das dúvidas que ainda ecoavam em minha mente. — Combinação de cores?Christian riu.— Entre outras coisas. — Ele tocou uma das pequenas pedras. — Também dizem que ametistas protegem contra pensamentos negativos.Francesca.
Capítulo 77
O silêncio que se seguiu tinha uma qualidade especial, como se estivéssemos suspensos naquele momento sob as estrelas, sem passado nem futuro. Apenas nós dois e aquela vulnerabilidade compartilhada. De todas as coisas que Christian já havia me mostrado – a villa, os vinhedos, as adegas centenárias – este lugar, este momento, parecia o mais íntimo.— Você vem aqui com frequência? — perguntei finalmente, quebrando o silêncio.— Sempre que posso. — Ele ainda olhava para o céu, mas senti que sua mente havia vagado para outro lugar. — Menos do que gostaria. Os negócios consomem muito tempo.— A vinícola.— Sim. — Um suspiro. — A pressão nunca diminui. Meu vô acredita que estou pronto para assumir completamente, mas Lorenzo e Isabella têm outras ideias. O conselho está dividido.— Por causa do projeto orgânico? — perguntei, lembrando do que Bianca havia mencionado.Christian virou a cabeça rapidamente, seu olhar subitamente atento.— Como você sabe disso?Havia uma ponta de suspeita em sua
Capítulo 78
O som do chuveiro vinha do banheiro enquanto eu contemplava o teto ornamentado do quarto. Christian havia comentado que tomaria um banho demorado antes de dormir. Algo sobre "precisar pensar" depois de nosso passeio sob as estrelas.A conversa sobre filhos e futuro ainda me incomodava. Seu tom casual ao falar sobre não ter herdeiros, sobre como negócios e família não se misturavam bem... tantas certezas para alguém tão jovem.Peguei meu celular e, sem pensar muito, disquei o número que conhecia de cor. Três toques depois, a voz sonolenta da minha irmã veio do outro lado da linha.— Alô? — resmungou Annelise em um tom que sugeria que acabara de despertar.— Anne? Sou eu, Zoey.— Zoey? — Sua voz imediatamente ficou mais alerta. — Você tem noção de que horas são aqui?Arregalei os olhos, imediatamente calculando a diferença de fuso horário.— Ai meu Deus, desculpa! São... cinco da manhã aí?— Quatro e quarenta e dois, mas quem está contando? — Ela bocejou audivelmente. — Espero que estej
Capítulo 79
A possibilidade pairou no ar, quase tangível. As palavras de Anne reverberavam na minha mente como um eco impossível de ignorar. Quebrar o contrato? Transformar nossa farsa em realidade? Era algo que eu nem me permitia considerar, com medo de me perder em falsas esperanças.Mais uma vez, as palavras de Elise voltaram para me assombrar: "Ninguém nunca vai escolher alguém como você." Um homem como Christian Bellucci – rico, sofisticado, herdeiro de um império vinícola – escolheria voluntariamente ficar comigo quando não precisasse mais? Quando o acordo estivesse cumprido e seu avô seguro?— Eu não sei se ele...— Você perguntou?— Claro que não!— Então como sabe? — O tom dela era exasperado. — Olha, se ele está te mostrando lugares especiais, te dando joias, fazendo sexo incrível nos vinhedos...— Eu não disse que foi incrível!— Por favor, você não precisou dizer. É a Itália. Tudo é mais sensual aí. — Ela dispensou meu protesto. — O ponto é: esses não são comportamentos de alguém apen
Capítulo 80
Nossa última noite na Itália coincidiu com o encerramento do Festival da Colheita. Já estávamos na festa há quase duas horas, circulando entre barracas de comida, vinhos locais e artesanato. O festival estava ainda mais movimentado do que na primeira noite, com músicos tocando em cada esquina e jovens dançando nas ruas de pedra.Christian parecia completamente à vontade – mais relaxado do que eu jamais o vira no Brasil. Ele conversava em italiano fluente com os moradores locais, muitos dos quais o conheciam desde criança, e me apresentava com um orgulho que não parecia fingido. Para a comunidade local, éramos apenas um jovem casal apaixonado, aproveitando a noite italiana.— Você precisa experimentar este — disse ele, entregando-me um pequeno copo de um líquido dourado. — Licor de limão caseiro. A receita da Signora Ricci é lendária por aqui.Provei, sentindo o calor do álcool misturado com a doçura cítrica.— É delicioso! — exclamei, impressionada.A senhora idosa que nos servira sor