All Chapters of O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR : Chapter 91
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91 - VOCÊ É A PRIMEIRA MULHER QUE ELE TROUXE AQUI
Thor terminou de beber o café, limpou a boca com o guardanapo e se levantou.— Me surpreenda, Dona Lúcia. Eu confio no seu talento.Ela riu alto, balançando a cabeça.— Vou preparar algo bem gostoso então.Thor se aproximou e deu um beijo carinhoso na cabeça dela.— Eu vou cavalgar um pouco e resolver umas coisas. Se Celina acordar antes de eu voltar, fala pra ela que eu saí, mas que volto antes do almoço, tá?— Pode deixar, meu filho. Vai com Deus.Thor acenou, pegou seu chapéu e saiu pela porta da frente, deixando para trás o cheiro de café, bolo e a serenidade de um lar.Celina acordou com a luz suave da manhã penetrando pela janela. Pegou o celular e, ao ver que já eram 10h, se espreguiçou preguiçosamente. Sentiu o frio suave que vinha do campo e decidiu levantar. Caminhou até a janela, abriu-a, e um ventinho gelado acariciou seu rosto. Ela fechou os olhos por alguns segundos, inalando profundamente o ar fresco, sentindo-se renovada. O campo, com suas cores e sons, parecia dar-lhe
92 - QUANTOS MESES VOCÊ ESTÁ?
Aos poucos, Celina começou a melhorar. Ficou ali, ofegante, tentando entender o que sentia, enquanto Dona Lúcia a observava com olhos atentos. Então, sem rodeios, a senhora perguntou:— Quantos meses você está tá?Celina virou o rosto devagar, abaixou a cabeça. A voz saiu baixa e trêmula:— Como… como a senhora sabe?— Minha filha… sou mãe de três. Tenho experiência de vida. Quando a gente conhece o corpo da mulher, a gente sabe.— Estou caminhando para dois meses — confessou Celina, enfim.Dona Lúcia abriu um sorriso emocionado.— E Thor já sabe?Celina levantou os olhos, e as lágrimas começaram a escorrer silenciosas.— Ainda não… não encontrei o momento certo pra dizer.— Ele vai ficar muito feliz — garantiu Dona Lúcia, apertando com carinho a mão da jovem —. O sonho dele sempre foi ser pai.— Sério?— Muito. Desde novo, ele dizia que não ia demorar pra ter filho. Começou a namorar a Karina com 18, casou aos 20. Dois anos depois ela engravidou. Foi uma festa só nessa casa. Thor não
93 - NUNCA VOU TROCAR VOCÊ POR ELE
Celina permaneceu em silêncio, respeitando aquele momento. Apenas levou a mão ao braço dele e começou a fazer um carinho leve, como quem diz: "continua, eu estou aqui".— Sempre fui muito decidido em tudo — continuou ele. — Quando quero algo, vou até o fim. E eu quero você. Quero uma vida com você. Quero mesmo com medo, mesmo sem saber direito como fazer. Mas preciso saber se você também quer isso. De verdade. Porque eu não aguento mais sofrer por amor, Celina.Ele fez uma pausa, e sua respiração pesava contra o pescoço dela.— Você foi casada. Está em processo de divórcio. Eu também tive alguém. Mas a diferença é que a vida tirou a Karina de mim. Ela e o nosso filho. Numa única noite, perdi tudo. A mulher que eu amava e o bebê que eu sonhava segurar. Foi uma rasteira, Celina. Uma daquelas que a gente acha que nunca vai levantar mais.Celina apertou de leve o braço dele, agora com lágrimas nos olhos. Cada palavra de Thor era uma ferida aberta, mas também um passo em direção à cura. El
94 - É COM VOCÊ QUE EU QUERO VIVER
Ela respirou fundo, buscando as palavras certas. — Agora eu entendo seu comportamento, seu medo, sua intensidade. Meu Deus, me perdoa por ter saído do seu apartamento daquele jeito, por não ter te ligado, por ter ido pra casa do Gabriel… e depois ter mandado você ir embora. Eu fiquei desesperada. Ver ele levando aquele soco, por só estar me ajudando, me deixou mal… mas eu nunca quis te magoar. Me perdoa, amor. Eu nunca… nunca vou trocar você por ele. Porque é você que eu amo. Thor fechou os olhos e colou o rosto no pescoço dela, inspirando seu cheiro, como se aquele momento selasse algo dentro dele. Deu um cheiro carinhoso na curva do pescoço dela e sussurrou: — Eu também errei. Eu tenho que melhorar em muitas coisas, mas estou disposto a mudar… por mim, por você, por nós. Celina segurou os braços dele com força, sentindo o coração aquecido. — Você está me trazendo de volta pra vida, Celina — continuou ele, baixinho. — Me fazendo querer ter uma família de novo. Um lar. Um mot
95 - VOU ESTAR COM VOCÊ EM TODO MOMENTO
Ao entrarem na sala de jantar, Celina abriu um sorriso ao ver a mesa posta com esmero.— Nossa… o cheiro está maravilhoso! — exclamou, inspirando fundo e brincando — Vai ter um batalhão de gente almoçando aqui?Dona Lúcia servia as travessas com mãos experientes, orgulhosa do que havia colocado sobre a mesa. O aroma do tempero fresco enchia o ar, fazendo Celina sorrir só de respirar.— Eu exagerei, né? — disse Dona Lúcia, com um pano de prato no ombro e um brilho nos olhos. — Mas fazer pouca comida em casa cheia nunca foi comigo. Fiz arroz com alho dourado, feijão fresquinho com bacon, farofa de ovo do jeito que o Thor gosta, carne assada na cebola, frango caipira com quiabo... Ah! E a salada, que ninguém diga que eu não coloquei cor nesse prato.Celina soltou uma risada.— Isso aqui está parecendo ceia de Natal, Dona Lúcia!— E não é? — respondeu ela, divertida. — Qualquer dia com gente boa na mesa é dia de festa. E hoje tem motivo de sobra pra comemorar. A comida só ganha sabor quan
96 - SEU MALDITO EU VOU TE MATAR
Thor desligou o celular e virou-se para Celina.— Me promete uma coisa? Você só sai daqui comigo. Não importa o que acontecer lá dentro. Combinado?Ela segurou a mão dele com força e respondeu com firmeza:— Combinado. Eu aprendi a lição, Thor. Eu tô com você amor. — Então se inclinou e lhe deu um selinho carinhoso. — Vamos.Thor saiu do carro, deu a volta e abriu a porta para ela. Esperou que ela descesse, fechou o veículo e ativou o alarme. Entraram de mãos dadas no hospital, com os passos firmes, como quem enfrentava uma guerra juntos.Dentro do elevador, o silêncio retornou, mas era outro tipo de silêncio agora — denso, carregado de expectativa.O corredor branco do hospital foi engolido por um silêncio tenso até que a porta do elevador se abriu, e Thor saiu de mãos dadas com Celina. Seus dedos entrelaçados, o olhar protetor dele, o semblante cansado dela. Mas antes que pudessem dar dois passos em direção ao quarto de Isabela, um grito rasgou o ar feito uma navalha:— Seu maldito,
97 - O SONHO DELA ERA SE CASAR COM VOCÊ
Thor aproximou-se lentamente da cama. Seus passos eram pesados, o coração acelerado, o semblante fechado. O quarto hospitalar estava tomado por um silêncio espesso, rompido apenas pelo barulho constante do monitor cardíaco ao lado de Isabela. — Boa tarde, Letícia — disse ele, com a voz firme, embora contida. Letícia o olhou com os olhos vermelhos, profundamente marcados pela noite maldormida e o susto que ainda pesava em sua alma. — Quase perdi minha filha, Thor… meu neto. — A voz dela tremeu. — Por que você fez isso? Thor a encarou com frieza, como se estivesse protegendo uma última linha de defesa dentro de si. — Eu não tenho culpa das escolhas da sua filha. Ela foi infantil. Não quis aceitar o fim do noivado. Não venha jogar a responsabilidade dos erros dela em meus ombros. Relacionamentos acabam a qualquer momento. Principalmente quando uma das partes não teve escolha, sendo obrigado a aceitar a decisão da família. — Ela te ama, Thor. Sempre te amou. O sonho dela era se casar
98 - EU QUERO ESSE MOMENTO
No carro, Thor seguia em silêncio. A noite parecia mais densa do que o normal. As luzes da cidade passavam como vultos pelos vidros do carro, refletindo o conflito silencioso que o tomava conta. Ele permanecia com os olhos fixos na estrada enquanto dirigia em direção à sua cobertura. Mas, por dentro, o coração estava inquieto. O som do batimento cardíaco do bebê ainda ecoava em sua mente. Forte, vivo, inegável. Um lembrete do passado e da nova realidade que se aproximava.Celina quebrou o silêncio com um gesto suave — colocou a mão sobre a perna dele.— Está tudo bem? — perguntou com voz terna.Thor assentiu levemente sem tirar os olhos do caminho.— Está, sim.— E a Isabela? — insistiu ela.— Estava dormindo quando entrei no quarto — respondeu, ainda com os olhos fixos na estrada.— E o bebê? — a pergunta saiu em um sussurro, quase hesitante.— Está bem. O médico fez a ultrassom. Ela está com três meses... — fez uma pausa, respirou fundo — Eu ouvi o coraçãozinho. Forte. Acelerado. —
99 - VOCÊ NÃO PRESTA THOR
Quando tudo se acalmou, quando os corpos ainda ofegantes começaram a buscar ar e sossego, Ele repousou a testa na dela. Sentiam as respirações sincronizadas, os corações desacelerando juntos.Thor acariciou os cabelos dela com delicadeza.— Eu amo seus cabelos — disse, com a respiração ainda entrecortada. — Promete que nunca vai mexer neles?Ela sorriu, ainda com os olhos fechados, e respondeu baixinho:— Prometo.Thor se ajeitou um pouco, a manteve nos braços e, surpreendendo-a, começou a cantar. A voz dele era grave, suave, carregada de emoção. Era uma canção romântica, lenta, como uma declaração envolta em melodia.Celina arregalou os olhos, surpresa. Nunca imaginou que ele cantasse assim. A emoção a invadiu com tanta força que as lágrimas escorreram silenciosas, sem que pudesse controlar. Ela o olhava encantada, hipnotizada.Quando ele terminou, ela levou as mãos ao rosto dele, emocionada:— Você canta tão bem, amor…Ele sorriu e disse:— Essa música é nossa. É sobre o nosso amor.
100 - PRECISO QUE CONFIE EM MIM
O celular de Thor vibrou insistentemente na mesinha de cabeceira, rompendo o silêncio da manhã. Ele abriu os olhos devagar, ainda sonolento, e atendeu sem olhar o visor. Do outro lado da linha, a voz apressada de Letícia soou clara.— Thor, Isabela acordou… e está chamando por você.Ele esfregou o rosto, respirou fundo e respondeu:— Tô indo pro hospital. — E desligou.Ao seu lado, Celina dormia profundamente, entregue a um sono tranquilo. Thor se levantou devagar, tentando não acordá-la. Caminhou até o banheiro, escovou os dentes, fez a barba e entrou no banho. Ao sair, com a toalha enrolada na cintura e os cabelos ainda úmidos, seus olhos pousaram sobre o corpo de Celina. Ela estava de lado, com as curvas bem definidas sob o lençol leve. Linda. Desejável. Irresistível.Sorrindo, ele pegou o celular e, sem fazer barulho, tirou uma foto dela. Depois foi até o closet, vestiu-se com elegância e voltou para o quarto. Aproximou-se da cama, curvou-se sobre ela e começou a distribuir beijos