All Chapters of O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR : Chapter 101
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101 - EU NÃO TENHO MEDO DAS SUAS AMEAÇAS
Thor entrou pelos corredores do hospital com passos firmes, o maxilar travado, os olhos de aço. Ele não hesitava, não tremia. Mas foi interceptado por uma presença que exalava ódio.— Se você ousar maltratar a minha filha de novo… — Otávio rosnou, surgindo de repente no corredor, parando bem na frente dele — você sai desse hospital morto.O silêncio cortante durou segundos. Thor parou. Seus olhos fitaram os de Otávio como gelo contra labaredas.— Eu não tenho medo das suas ameaças, Otávio — disse, a voz baixa e afiada. — E se a sua filha tá nesse estado… parte da culpa é sua também. Criou uma mulher mimada, que acha que pode controlar tudo e todos com lágrimas.Otávio se encheu de sangue, os punhos cerrados.— Se você fizer ela sofrer mais uma vez, Thor… eu juro… eu acabo com você.Thor deu um passo adiante, o rosto a centímetros do rosto do sogro.— Se ela sofrer mais alguma coisa, vai ser pelas próprias escolhas. Não pelas minhas. E se quiser mesmo proteger a filha… comece ensinando
102 - MINHA NOSSA SENHORA DA OVULAÇÃO CERTEIRA
Isabela apertou a mão de Thor com força, como se o toque pudesse mantê-lo preso ali.— Fica, por mim… pelo nosso bebê. A gente precisa de você. Eu preciso de você… Só hoje. Só esse dia. Me deixa sentir que ainda tem uma chance pra gente…Thor permaneceu em silêncio por alguns segundos. Seus olhos estavam fixos nela, mas não havia suavidade em seu olhar. Respirou fundo antes de responder, a voz baixa, firme, sem hesitação:— Eu entendo o que você tá sentindo, Isabela. Mas o que você precisa agora não é de promessas, é de equilíbrio emocional. Se continuar se desestabilizando assim, quem vai sofrer é o bebê. E eu não vou deixar que isso aconteça.Ela o olhou, implorando por qualquer traço de emoção, mas Thor não cedeu.— Eu vou conversar com a médica e ver se consigo reorganizar meu dia — disse, sem tocar em sentimentos, sem consolar. — Mas só se você se comprometer a comer tudo e manter a calma. Você precisa fazer sua parte.Isabela assentiu com a cabeça rapidamente, as lágrimas escorr
103 - AGORA NÓS VAMOS SER VIZINHAS
Quando o expediente acabou, Celina estava na recepção olhando o endereço no Maps, com o cenho franzido. Zoe apareceu.— O dia hoje foi turbulento — disse, suspirando.— É… — Celina concordou, sem tirar os olhos do celular. — Não conheço esse lugar…— Qual lugar?— É um apartamento que vou visitar. Penso em alugar. Mas não conheço a região…Zoe se aproximou para ver.— Menina! Isso é perto de onde eu moro! Vamos juntas. Hoje não tenho aula. E não aceito não.Celina hesitou, mas aceitou. Zoe sugeriu irem de metrô para evitar trânsito. Celina torceu o nariz, mas sabia que precisava se acostumar com a nova realidade.O metrô estava lotado, mas a conversa animada entre as duas fez o tempo passar rápido. Depois de 25 minutos de metrô e 15 de ônibus, chegaram ao prédio.Celina se identificou na portaria e subiram até o terceiro andar. A corretora já esperava. Apresentou o apartamento: dois quartos, sendo um suíte, sala, cozinha com área de serviço e banheiro. Todo mobiliado.— E aí, o que ac
104 - DEIXA EU CURTIR VOCÊ UM POUCO PRIMEIRO
Na manhã seguinte, Tatiana seguia para sua empresa e deixou Celina no trabalho. Ao entrar em sua sala, Celina foi surpreendida por um buquê de rosas vermelhas ao lado de uma caixinha de chocolates finos sobre sua mesa. O perfume das flores encheu o ambiente e ela, curiosa, aproximou-se. Havia um bilhete delicadamente preso entre as pétalas: "Me perdoe. — Thor." Ela sorriu, emocionada, ao ler a mensagem. Foi então que ouviu passos suaves e, ao erguer os olhos, viu Thor parado na porta, observando sua reação. — Acho que estou perdoado — disse ele, sorrindo com suavidade. Celina o olhou, ainda com o sorriso no rosto. Ele caminhou até ela, envolveu-a num abraço caloroso e lhe deu um beijo cheio de saudade. — Estava com saudade, amor — murmurou ele. — Eu também, Thor — respondeu Celina, com ternura. — Como estão as coisas? — ela perguntou, tentando quebrar um pouco a emoção que pairava entre os dois. — Deixa eu curtir você um pouco primeiro — disse ele, sentando-a na mesa e
105 - EU NÃO VOU COMPETIR COM SEU FILHO
No quarto do hospital, o celular de Thor começou a vibrar sobre a mesinha ao lado da cama de Isabela. Ele havia saído para jantar rapidamente no restaurante do hospital, depois de passar o dia inteiro ali, cuidando de Isabela. Esquecera-se do celular na pressa.Isabela, que estava deitada, se ergueu rapidamente ao ouvir o toque. Assim que viu o nome "Celina" iluminando a tela, seus olhos brilharam com uma malícia disfarçada. Sem hesitar, estendeu o braço em direção à amiga.— Atende pra mim, Lívia — pediu, entregando o aparelho à jovem, que a olhou surpresa.— Tem certeza?Isabela fez que sim com a cabeça, o sorriso cínico nos lábios.Lívia, relutante, levou o celular ao ouvido e falou:— Alô?Celina ficou paralisada.A tela do celular brilhava em sua mão, mas a única coisa que ela sentia… era o mundo desabando em seu corpo.— Alô? — disse Lívia mais uma vez com a voz doce, mas casual, como se fosse algo corriqueiro.Do outro lado da linha, Celina congelou. Sua respiração travou. Aque
106 - SE AFASTA DO MEU FILHO
Angélica chegou ao hospital com o semblante carregado de preocupação. Pediu informações na recepção e seguiu pelos corredores até o quarto de Isabela. Ao entrar, encontrou a jovem deitada, com os olhos inchados, o rosto pálido e o olhar perdido. O quarto estava em silêncio, apenas o som contínuo dos aparelhos médicos preenchia o ambiente.— Bom dia, Isa… — disse Angélica suavemente, tentando trazer algum conforto.Isabela ergueu os olhos devagar, forçando um sorriso frágil.— Achei que não viria… — murmurou com voz trêmula.— Claro que viria. Você é importante pra mim.Isabela soltou um suspiro, teatral, deixando escorrer uma lágrima. Com uma das mãos sobre a barriga, falou com dor propositalmente visível:— Eu não sei como vou viver sem o Thor, Angélica. Eu… eu não aguento mais. Não como, não durmo. Meu coração dói o tempo todo… E se meu bebê sentir tudo isso?Antes que Angélica pudesse responder, a porta do quarto se abriu devagar e Lívia entrou. A moça carregava um semblante de ang
107 - THOR NUNCA VAI SABER DESSA CONVERSA
Angélica segura a emoção e continua:— Você é linda, inteligente, jovem… vai encontrar alguém que te faça feliz. Um homem livre, que possa te dar o mundo que você merece. Talvez até esqueça o Thor. Mas agora… agora eu preciso pensar no meu neto. E eu não posso correr o risco de perdê-lo. Por isso estou te pedindo… deixa o Thor.O silêncio pesa entre as duas.Celina permanece imóvel, lágrimas escorrendo pelo rosto sem esforço para contê-las. Depois de alguns segundos, ela enxuga os olhos com as costas da mão, se recompõe com dignidade.— Fica tranquila, senhora Angélica. Eu não vou ser a responsável pela morte do seu neto.Ela respira fundo, engole o choro que ainda insiste em sair.— O que a senhora me pediu… eu vou fazer. E pode ficar tranquila: o Thor nunca vai saber dessa conversa.Celina se levanta.— Com licença.Ela sai do restaurante sem olhar para trás, sentindo o coração em pedaços. Lembra da ligação que fez no dia anterior, da mulher que atendeu o telefone dele… Lembra do ol
108 - MAS HOJE SOU SEU PORTO SEGURO
Gabriel respira fundo, e então fala com a voz baixa e sábia:— Eu entendo sua dor. E sua raiva. Mas guardar isso pra você pode te machucar mais do que imagina. Você não precisa decidir tudo agora. Mas não tome decisões movida pela mágoa. Pensa com calma. Pelo bem deles… e pelo seu também.Enquanto isso, em outro ponto da cidade, Thor entra em um bar. Pede um uísque, depois outro, depois mais um. O ódio ainda o domina. A imagem de Celina entrando no prédio com Gabriel queimava sua mente como fogo. Os olhos estavam vermelhos, não só pela raiva, mas também pela dor. Era como se alguém tivesse arrancado seu coração com as próprias mãos. Queria apagar aquilo. Queria não sentir.— Maldita… me enganou… — repete em voz alta.Ele bate o copo na mesa com força.De volta ao apartamento de Gabriel, a conversa chega ao fim.— Preciso ir… — diz Celina. — Aluguei um apartamento. Quero começar a arrumar tudo ainda hoje.— Agora? Não quer deixar pra amanhã?— Não. Eu preciso tocar minha vida.Gabriel
109 - POBRE TEM OBRIGAÇÃO DE SE ADAPTAR RÁPIDO
Elas continuaram arrumando as malas em silêncio. Era um silêncio compreensivo, entre duas amigas que se conheciam com o olhar. Minutos depois, tudo estava pronto.Tatiana foi até a sala e chamou Roberto e Gabriel.— Gente, podem ajudar a descer as malas?Os dois levantaram-se na hora e começaram a levar as coisas até o carro de Gabriel, que estava estacionado em frente à casa. Pouco depois, tudo estava acomodado no porta-malas.Dentro da casa, Celina parou por um instante na sala, observando tudo. Era como se estivesse se despedindo de uma parte de sua vida. Encarou Tatiana e Roberto, emocionada.— Obrigada… por tudo. Por abrirem as portas da casa e do coração de vocês pra mim. Eu nunca vou esquecer.Tatiana a abraçou forte.— Se cuida, tá? Cuida dos nossos afilhadinhos aí… — disse, tocando a barriga de Celina com carinho. — A gente vai estar sempre com você.— Sempre — reforçou Roberto, dando um beijo na testa dela.Celina sorriu com os olhos marejados e caminhou até Gabriel, que a e
110 - NA CAMA É UM VERDADEIRO FURACÃO
Celina riu alto.— Zoe, você é doida. Quem compara prova com pinça?— Ué, dor é dor! — Zoe deu de ombros. — E a minha foi das brabas! Mas e você, Celina? Fez faculdade?— Não... eu ia fazer, mas conheci o César. Quando me casei, me dediquei só a ele. Me arrependo. Ele nunca me incentivou a crescer.— Claro, né? Aposto que ele é um daqueles homens que gostam de ver mulher totalmente dependente. Mas você é nova, amiga. Ainda dá tempo. Faz uma faculdade, investe em algo...— Eu quero voltar a escrever. — Celina falou pensativa.— Escrever? O quê? — Zoe perguntou curiosa.— Romances. — respondeu com sorriso nos lábios.— Mentira! Minha amiga é escritora? — Zoe perguntou empolgada.— Eu sou só uma amadora... — Celina falou toda sem graça. — Amadora é o caramba! Investe nisso, Celina! Você pode trabalhar de casa, cuidar dos bebês e ainda fazer seu dinheirinho escrevendo. Vai dar bom, confia! Sério, o que mais tem é mulher largada por macho ruim lendo romance como se fosse manual de sobrevi