All Chapters of O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR : Chapter 221
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221 - SEUS INTERESSES COINCIDEM COM OS MEUS
Celina e Zoe estavam na loja de grife, imersas em um mar de tecidos finos e vitrines luxuosas. Zoe, sempre animada e sincera, percorria os corredores com entusiasmo, ajudando Celina a escolher alguns looks que pudessem valorizar seu corpo, especialmente agora que a gestação começava a trazer pequenas mudanças.— Esse vestido vermelho vai ficar perfeito em você, amiga — disse Zoe, segurando a peça contra o corpo de Celina para visualizar melhor. — Mas olha, aproveita, porque daqui a pouco você vai ter que renovar o guarda-roupa de novo. A barriga vai crescer tanto e não vai te perdoar!Celina soltou uma risada leve e cúmplice.— Eu sei, Zoe. Mal terminei de me ajeitar e já estou pensando que em pouco tempo terei que comprar tudo novamente. — Ela alisou a barriga com carinho. — Mas confesso que estou amando tudo isso. Thor está tão empolgado quanto eu.— E com razão, amiga. Vocês merecem viver essa felicidade. — Zoe sorriu, pegando outro vestido e entregando para Celina. — Prova esse aq
222 - MOÇA QUE SE COMUNICA COM OS OLHOS
No final da tarde, Celina e Zoe chegaram ao prédio onde Gabriel morava. Há dias tentava falar com ele, mas Gabriel simplesmente havia sumido, não atendida ligações, não respondia mensagens. Ela não conseguia ignorar o aperto que sentia. Precisava vê-lo, precisava entender. — Tem certeza que ele está em casa? — Zoe perguntou.—Não. Mas vamos tentar. — Celina respondeu, determinada.Subiram e, diante da porta, Celina tocou a campainha. O coração batia acelerado, as mãos suavam. Quando a porta se abriu, Gabriel surgiu com um moletom cinza, os olhos ligeiramente cansados, os traços abatidos não passaram despercebidos por ela. Surpreso, demorou um segundo para reagir.— Boa noite, Gabriel... esqueceu de mim? — Celina disse com um sorriso doce, tentando esconder sua preocupação.Ele piscou, como se ainda processasse o que estava acontecendo, e depois sorriu de leve, com aquele jeitinho encantador que sempre amolecia o coração dela.— Esquecer você, moça dos olhos preocupados? Impossível. O
223 - VOCÊ SABE QUE HORAS SÃO?
Celina e Zoe chegaram na mansão entre risadas e conversas animadas, segurando as bolsas, como duas adolescentes voltando de uma aventura inesquecível. O clima leve e descontraído contrastava com o silêncio da casa. O som dos saltos de Celina ecoava no piso de mármore, misturado com o leve tilintar das pulseiras de Zoe.Quando atravessaram o hall, Celina avistou Thor sentado na ampla sala de estar, com um copo de uísque na mão, o olhar fixo em um ponto qualquer, como se estivesse imerso em pensamentos. Ao vê-lo, Celina abriu um sorriso carinhoso e se aproximou.— Oi, amor — disse ela, inclinando-se para lhe dar um beijo.Thor recebeu o gesto, mas manteve a expressão séria. Seus olhos a percorreram lentamente antes de murmurar:— Você sabe que horas são, Celina?A pergunta, seca, cortou o ar leve que ainda pairava sobre as duas amigas. Zoe, percebendo o clima tenso, rapidamente se despediu.— Boa noite, gente. Eu vou subir — disse, caminhando apressada em direção ao seu quarto.Celina s
224 - VOCÊ É MEU LAR
Um dia após a viagem de Thor, Celina e Zoe resolveram começar o dia de maneira leve. Foram ao Café Literário, um lugar acolhedor que Celina amou trabalhar. Era uma ótima oportunidade para apresentar sua amiga à encantadora Charlotte, dona do café e uma das pessoas queridas que Celina fizera questão de manter contato.Celina sabia que Arthur apareceria lá. Thor havia falado.Assim que chegaram ao café, Celina apresentou Zoe a Charlotte, que as recebeu com um sorriso caloroso e as conduziu a uma mesa aconchegante perto da janela. O aroma de café fresco se misturava ao leve perfume de livros antigos, criando uma atmosfera perfeita.— Que lugar gostoso, Celina! — disse Zoe, admirando o ambiente.— Amei trabalhar aqui. — respondeu Celina com um sorriso. — Eu precisava te trazer aqui.As duas começaram a conversar animadamente, rindo e compartilhando histórias. Zoe estava tão envolvida na conversa que não percebeu quando Arthur entrou, caminhando com passos leves e um sorriso travesso no ro
225 - FOI REALMENTE ESPECIAL
Era o terceiro dia desde que Thor havia viajado a trabalho, e Celina já sentia a falta intensa de sua presença. A mansão parecia espaçoso demais sem ele por perto, e os momentos de silêncio se tornavam ecoantes. Zoe continuava com Artur. Naquela manhã, os raios frios de sol atravessavam as janelas, aquecendo suavemente o ambiente enquanto ela ainda se ajeitava na cama. Com um suspiro, pegou o celular e abriu as mensagens, ansiosa para encontrar alguma novidade de Thor. Havia uma mensagem breve dele, enviada poucas horas antes: "Bom dia, amor. Estou com saudades. Hoje o dia será cheio, mas te ligo assim que puder. Amo você. Cuide bem dos nossos bebês."Celina sorriu, sentindo um calor confortante no peito. Logo depois, seus olhos foram atraídos para um e-mail inesperado. Emma Callahan. A reitora da universidade havia enviado um convite simpático para um café da tarde fora do ambiente acadêmico. Emma sugeria um encontro descontraído para trocar ideias sobre literatura e vida, sem forma
226 - EU SOU A MÃE DELA
O céu de Nova York estava encoberto por nuvens pesadas quando Thor saiu do carro com passos firmes e decididos. O vento frio da manhã balançava a barra de seu sobretudo escuro enquanto ele atravessava o pátio de pedra de um imponente edifício. O som dos sapatos ecoava pelos corredores de mármore, pesados, firmes, como se cada passo carregasse o peso de uma decisão inadiável. Thor caminhava com determinação, ignorando os olhares curiosos das pessoas ao redor. Seus olhos, frios como o aço, estavam fixos em uma única direção, e nada parecia capaz de desviá-lo de seu propósito. Seu coração pulsava com um turbilhão de emoções que ele mantinha sob rígido controle. O local era elegante, com paredes adornadas por quadros de renomados escritores e uma atmosfera solene, mas o ambiente parecia pequeno diante da intensidade que Thor carregava dentro de si.Chegando diante de uma porta robusta, ele bateu apenas uma vez antes de girar a maçaneta e entrar sem esperar permissão. Seus olhos se encont
227 - MEU INFERNO DELICIOSO
Ao sair da universidade, Thor seguiu diretamente para casa. O caminho até a mansão parecia mais longo do que de costume, como se a ansiedade para ver Celina fizesse o tempo desacelerar. Quando finalmente estacionou seu carro na imensa garagem, foi recebido pelo fiel mordomo, que o esperava com a serenidade de sempre.— Onde está Celina? — Thor perguntou, apressando o passo, como se seu corpo clamasse por ela.— Senhora Celina está dormindo, senhor Thor. — O mordomo respondeu com um leve sorriso.Thor franziu a testa, surpreso. Consultou o relógio: eram quase onze horas da manhã.— Ela ainda está dormindo a essa hora sem se alimentar?O mordomo, sempre atento, explicou:— Ela acordou cedo, tomou café da manhã e disse que iria descansar mais um pouco. Ela sabia que o senhor só chegaria à tarde.O coração de Thor se aqueceu com o cuidado de Celina em respeitar o horário que ele havia mencionado. Sem demorar, subiu as escadas e foi direto para o quarto. Ao empurrar a porta, foi brindado c
228 - CLUBE DAS MISSÕES IMPOSSÍVEIS
Eles ficaram juntos na banheira por um longo tempo, apenas trocando carícias, palavras doces, olhares carregados de emoção e desejo contido. Era um amor maduro, inteiro, onde o respeito e a cumplicidade transbordavam.Thor não sentia pressa. Ele queria viver cada detalhe, saborear cada instante daquele reencontro. Não era apenas sobre sexo, era sobre pertencimento, sobre se encontrar de novo nos olhos dela.E mesmo com o corpo em chamas, ele soube esperar, soube amar com paciência, com a intensidade que Celina merecia.Quando saíram da banheira, ele a envolveu em uma toalha macia e a carregou de volta para a cama, como se fosse o maior tesouro de sua vida.Ali, no conforto do quarto, Thor e Celina continuaram trocando beijos, carícias e promessas de amor eterno. Era um momento de entrega, de união, de renovação.E para ambos, ficou claro que aquele amor era o tipo raro que atravessa qualquer obstáculo, qualquer tempo, qualquer distância.Já passava das seis da tarde quando Celina e Th
229 - QUAL VAI SER A APOSTA DESSA VEZ?
Thor e Arthur chegaram na mansão depois de quase duas horas de missão. Thor carregava orgulhosamente as sacolas com as coxinhas ainda quentinhas, o açaí bem gelado, guaraná brasileiro e um generoso estoque de paçoca. Arthur vinha logo atrás, equilibrando as caixas como se carregasse ouro. Ao entrarem na casa, foram recebidos por Zoe e Celina que praticamente saltou do sofá. — Finalmente! — Celina exclamou com um sorriso enorme, pegando logo a sacola das coxinhas. — Vocês salvaram uma grávida faminta! — Uma grávida e uma gulosa — Arthur sussurrou para Thor, recebendo um olhar atravessado de Zoe. — Eu ouvi, hein? — Zoe apontou o dedo, fingindo seriedade. — Cuidado, Arthur, posso ser pequena, mas sou rápida! Celina já estava sentada, devorando a primeira coxinha com uma felicidade tão pura que arrancou risos de todos. — Isso aqui… — ela disse, fechando os olhos em puro deleite — parece que foi feito no céu. E esse guaraná… Nossa, vocês não existem! — Você merece, meu amor — Thor di
230 - EU CONFIO NELE
Alguns dias se passaram desde a noite de diversão entre os casais na mansão. Arthur retornou ao Brasil, pois tinha cirurgias marcadas e compromissos no hospital e Zoe o acompanhou, já que Thor havia lhe designado algumas tarefas profissionais em São Paulo. Enquanto isso, ele e Celina permaneceram em Nova York, aproveitando momentos a dois sempre que possível.Naquela tarde, Celina estava no escritório, sentada em frente ao notebook, digitando as últimas linhas do seu primeiro romance. O coração batia acelerado enquanto ela escrevia o desfecho emocionante, com lágrimas ameaçando cair de seus olhos. Quando enfim terminou, respirou fundo, um misto de alívio e orgulho a invadindo. Ela havia finalizado seu primeiro livro.Ainda emocionada, ouviu seu celular tocar. Ao atender, foi surpreendida pela voz de Emma Callahan do outro lado da linha.— Olá, Celina. Espero que não esteja te atrapalhando.— De jeito nenhum, Emma. Que bom falar com a senhora! — respondeu Celina, sorrindo.— Eu ia te m