All Chapters of O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR : Chapter 261
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261 - É UM PENDRIVE
Thor passou os dedos pelas rendas da lingerie, contemplando cada centímetro do corpo dela com adoração. Nada era apressado. Tudo era reverente, intenso, íntimo.Ele era ao mesmo tempo forte e delicado, ousado e cuidadoso. Seus toques eram quentes, mas protegiam. Seus beijos eram profundos, mas respeitosos. Ele a conhecia, sabia onde tocá-la, como fazê-la se sentir bela mesmo grávida, como fazê-la se sentir a única mulher do mundo.— Você é a visão mais linda que eu já tive, amor. Meu lar, meu refúgio, minha perdição.Ela acariciou o rosto dele com ternura e o puxou de volta para si.— Me ama, Thor... assim, desse jeitinho que só você sabe.E ele a amou.A intensidade do momento cresceu entre carícias e olhares. Thor não tirava os olhos dela enquanto suas mãos percorriam lentamente cada curva, como quem memorizava um mapa precioso. Ele ajoelhou-se na beira da cama, deslizando as mãos pelas coxas dela, subindo com lentidão e devoção.A respiração de Celina se acelerava aos poucos, não p
262 - JÁ SUPERAMOS O PASSADO
Thor logo perguntou:— Quem mandou isso? Tem algum bilhete? Deixa eu ver amor. — disse ele disparado, pronto para pegar a caixa. — Isso deve ser uma brincadeira de muito mal gosto.Celina vendo a reação dele, colocou o pendrive de volta na caixa cuidadosamente, levantou e disse:— Se é brincadeira ou não, não me importa. — falou bem tranquila. — Esse é o nosso momento. Estamos tendo um final de semana incrível e nada vai estragar isso. Só amanhã que irei ver os presentes que ganhei. Até porque, Zoe falou que tem coisas que não é pra ver ao seu lado.— Celina só quero ver o que tem nesse pendrive, pode colaborar comigo? Tem um inimigo ou inimiga, não sei, solto por aí, querendo fazer mal pra você e nossos filhos. — disse Thor um pouco nervoso.Celina deixou a caixa sobre a penteadeira, caminhou até a cama, e disse: — Amor eu te proíbo de mexer naquela caixa entendeu? Nada do que tem alí, sendo ruim ou não, irá nos separar. Agora senta aqui, vem. — disse Celina dando batidinhas na cam
263 - FELIZ ANIVERSÁRIO QUERIDA ESPOSA
Thor ficou contente ao ouvir o que Celina disse. Seus olhos se iluminaram com orgulho.— É só escolher qual faculdade você quer. Eu vou investir em você, no seu futuro. É um prazer fazer isso.Ela sorriu.— Eu sei, amor. E sou eternamente grata por tudo o que você tem feito por mim. — Ela pegou uma uva da bandeja, mordeu com gosto e, sorrindo completou — Hum… gostoso.Thor arregalou os olhos em fingida surpresa.— Eu sei que sou gostoso!Celina deu uma risada— Bobo!— Eu sou sincero — ele respondeu com um sorriso malicioso. — E então? Já decidiu o que vai cursar?— Estava na dúvida entre Direito ou Psicologia. Mas… vou fazer Psicologia.Thor assentiu.— Excelente escolha. — E então, com um tom provocador, completou — Depois você pode fazer uma pós-graduação em Sexologia. Vai ajudar bastante na sua nova profissão.Celina soltou uma gargalhada.— Thor! Você é muito pervertido!Ele sorriu.— Ué, amor… só estou pensando no seu desenvolvimento profissional. É o mínimo que posso fazer!Na
264 - ELA NÃO É MAIS SUA
O céu estava encoberto naquela noite. Nuvens cinzentas se acumulavam como a pressão no peito de Thor. Ele dirigia como se cada segundo fosse precioso, como se cada batida do coração o empurrasse com mais fúria em direção ao que precisava enfrentar.— Seu maldito... filho da puta... isso acaba hoje! — rosnou entre dentes cerrados, acelerando.Enquanto isso, na cobertura, Celina andava de um lado para o outro como uma leoa enjaulada. O celular tremia em suas mãos, mas Thor não atendia.— Amor, pelo amor de Deus... me atende... — a voz dela saía entrecortada, afogada em lágrimas. — Não faz isso comigo... não vai atrás dele...Ela deixou o telefone escorregar dos dedos, apertando o rosto com as mãos, o desespero transbordando.— Zoe, ele não atende! — gritou, a voz falhando. — O que eu faço? Como eu vou atrás dele? Por que eu fui ver aquela droga daquele vídeo?! Se acontecer alguma coisa com o Thor... — ela respirou fundo, em soluços — a culpa vai ser minha...— Celina, calma... — Zoe ten
265 - TALVEZ ELA ESTIVESSE VIVA
A respiração dos dois se misturava ao som seco dos impactos, numa guerra sem vencedores, apenas marcas.— AQUELE CORPO DELICIOSO QUE EU DEVOREI COM FOME ANIMAL ME PERTENCE, MILLER! — César cuspiu as palavras como veneno, com um sorriso torto de escárnio no rosto ensanguentado. — ELA GEMIA COMO UMA CADELA NO CIO, LATINDO O MEU NOME ENQUANTO GOZAVA POR MIM!Ele gargalhou, louco, provocador, querendo ver Thor enlouquecer de vez.— VOCÊ QUER SABER DE UMA COISA? ELA CHORAVA... CHORAVA DE PRAZER DEBAIXO DE MIM!— SEU MALDITO FILHO DA PUTA! EU VOU ACABAR COM VOCÊ POR FALAR ASSIM DA MINHA MULHER! — Thor gritou, a voz carregada de ódio, como um rugido vindo das entranhas.Os dois corpos colidiram com força. Punhos voavam com brutalidade animalesca. O som surdo de ossos sendo atingidos ecoava pela noite. O sangue de César jorrava do nariz quebrado, mas ele gargalhava enlouquecido.— Isso, Miller! Mostra que estou certo! Você só pensa com o pau! — provocou César, cuspindo sangue no rosto de Thor
266 - OUTRO DISPARO
Cristina continuou:— EU NÃO ESTOU DE BRINCADEIRA! — ela vociferou, olhos arregalados, o braço trêmulo segurando a arma com força. — EU PASSEI ANOS ENGOLINDO ESSE ÓDIO! Thor fechou os punhos, respirando com dificuldade. Tudo em sua volta parecia girar. O peso do passado de Karina, o medo do que viria a seguir, e a certeza de que aquela noite não terminaria sem marcas profundas.— Fui eu quem matou a Karina. — Cristina disse com um sorriso torto, os olhos faiscando de loucura. — Ela não ia ficar com você, Thor. Nunca. Já tinha destruído o meu filho... ela não merecia ser feliz.As palavras flutuaram no ar por um segundo, como uma sentença fria.Thor com a voz embargada, trêmula, em estado de choque:— Você... está dizendo que matou a Karina...? — ele tenta respirar, mas falta ar. — A mulher que eu amava... a mãe do meu filho... você... você tirou ela de mim? Você tirou meu filho de mim?César empalideceu, como se o próprio sangue tivesse evaporado de suas veias.— O quê...? — ele murm
267 - ELE MORREU
O disparo rasgou o silêncio da noite como um trovão vindo do inferno.Arthur gelou no volante. O coração quase parou.— Merda... THOR! — gritou ele, destravando a porta com brutalidade e correndo em direção à mansão, sem olhar pra trás.Celina arregalou os olhos no banco de trás, os lábios entreabertos. A alma dela saiu do corpo.— NÃO... NÃO! — gritou, abrindo a porta com as mãos trêmulas. Ela saiu mal conseguindo ficar em pé, como se o chão tivesse desaparecido sob seus pés. Os olhos fixos na entrada da mansão. — Ele morreu... ele morreu... o que eu vou fazer, Zoe?! O QUE EU VOU FAZER SEM O AMOR DA MINHA VIDA?! VOU FICAR SEM FAMÍLIA MAIS UMA VEZ... POR QUE DEUS? PORQUE ESTÁ SENDO TÃO RUIM PRA MIM? POR QUE ESTÁ ME CASTIGANDO? Ela andava vacilante, como se estivesse bêbada de dor, os joelhos falhando, o coração gritando mais alto que a própria voz.— AMIGA, NÃO É ELE! NÃO FOI O THOR! NÃO PODE SER ELE! Pensa nos bebês, por favor! Fica calma! — Zoe a segurava pelos ombros, desesperada,
268 - AMOR EXIGE CUIDADO
Depois de um tempo Zoe parou finalmente com carro na entrada da emergência. Celina desceu com pressa, o olhar desesperado vasculhando os arredores como se pudesse enxergar Thor ali, esperando por ela. Mas tudo o que encontrou foram portas de vidro se abrindo automaticamente e o cheiro forte de antisséptico.— Demoramos demais! — murmurou Celina, ofegante. — Meu Deus, por que demoramos tanto?Zoe, com as mãos firmes nos ombros da amiga, respondeu com calma:— A passagem entre os carros é só para ambulância, amiga. Fiz o que pude.Celina correu até a recepção, batendo as mãos no balcão com desespero.— Por favor! Thor Miller! Ele foi trazido agora há pouco numa ambulância! Eu sou a esposa dele! Como ele está?A recepcionista, mantendo a calma diante da tensão, digitou rapidamente no computador.— Senhor Thor Miller deu entrada há 20 minutos. Ele foi levado direto para a sala de cirurgia. A senhora pode aguardar na sala de espera cirúrgica, no final deste corredor à direita.— Obrigada..
269 - DEITA COMIGO UM POUCO
Celina fez que não com a cabeça, os olhos vermelhos de tanto chorar.— Eu não quero dormir... eu preciso saber como ele está... por favor...Zoe apertou sua mão, firme.— Você não vai dormir, só vai conseguir respirar melhor. Confia na gente, amiga. Você precisa se acalmar ou vai acabar internada.A enfermeira se aproximou com a seringa preparada. Celina hesitou, mas quando olhou para o monitor ao lado, mostrando seus batimentos tão descompassados, assentiu com um aceno fraco.A picada foi rápida. O líquido morno percorreu seu braço como um abraço silencioso. Em poucos minutos, ela sentiu o corpo relaxar ligeiramente, como se a tensão nas costas e no peito desse uma trégua. Ainda estava alerta, mas menos sufocada.— Isso... muito bem. — disse a psicóloga com doçura. — Agora continue respirando assim. O seu corpo precisa dessa pausa. Thor está sendo cuidado. Confie nisso.Celina fechou os olhos por um momento. Sua mente ainda girava, tentando visualizar cada segundo da cena do jardim.
270 - PRONTO PARA MAIS UMA
Zoe entrou devagarinho no quarto, com passos leves, como quem caminha sobre vidro. Ela se aproximou de Celina, que dormia abraçada a ele, encolhida, como se aquele contato fosse a única coisa mantendo-a de pé.— Amiga... — Zoe sussurrou, tocando de leve no ombro dela. — Celina... acorda, amiga... acorda.Celina abriu os olhos devagar, como se despertasse de um sonho onde finalmente estava segura. Olhou para Thor, beijou levemente seu ombro, se ergueu com cuidado e levantou da cama. Zoe a puxou pela mão, sorrindo com doçura.— Vamos lá fora um pouquinho? Arthur está esperando e precisa falar com você.Do lado de fora, Celina respirou fundo. O ar fresco do corredor era um contraste com o turbilhão de emoções que vivia desde o dia anterior.— Como você está? — perguntou Arthur, com uma expressão preocupada.— Bem... agora que sei que o Thor está fora de perigo, acho que estou bem. — respondeu Celina com um sorriso fraco. — Acho que dormi por horas. — disse, tentando se localizar.— Você