All Chapters of O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR : Chapter 271
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271 - VOCÊ ME PAGA POR ESSA VERGONHA
Uma semana havia se passado desde o terrível dia em que tudo veio à tona. O quarto de hospital de luxo onde Thor estava internado era silencioso, espaçoso e muito bem equipado — com uma televisão presa à parede, cortinas suaves e iluminação regulável. Apesar disso, para Thor, aquele lugar parecia uma prisão. Ele estava impaciente, nervoso, irritado por não aguentar mais ficar ali preso.Celina havia passado todos os dias com ele, saindo apenas à noite, a contragosto, para descansar. Quando saía, deixava-o sob os cuidados de uma enfermeira, garantindo que Thor estivesse sempre assistido. Mas naquela manhã, Celina já estava ao lado dele desde cedo.Thor suspirava. Seu rosto já não estava inchado, os hematomas amenizados com o tempo e os cuidados médicos. Ele usava uma tala leve na perna e um andador especial apenas para pequenas locomoções — como ir ao banheiro, sempre com a ajuda da enfermeira. Mas naquele momento, ele só queria uma coisa: Celina.A televisão estava ligada em um filme
272 - SÓ PRA SENTIR MEU ABRAÇO
A mídia ainda não havia deixado o caso Brown morrer. Um mês depois da morte de César e Cristina Brown, os noticiários continuavam explorando todos os ângulos possíveis: escândalos políticos, investigações judiciais, teorias conspiratórias e a reviravolta amorosa envolvendo Celina e Thor Miller.Celina tentava se manter distante, mas a tempestade da internet não dava trégua. Seu Instagram pessoal se tornara uma arena de guerra. Comentários cruéis se misturavam com mensagens de apoio. Ela lia em silêncio, o celular nas mãos trêmulas:"Golpista de luxo, trocou um advogado por um bilionário mancando. Parabéns." "César merecia coisa melhor. Você acabou com a vida dele." "Você sabia do passado dele com Karina e mesmo assim armou tudo. Se vingou do Thor pelo que Karina fez." "Daqui a pouco você larga o Thor e vive da pensão. Golpe da barriga!" "Cuidado, Thor! Ela vai fazer o mesmo com você!"Mas entre os insultos, algumas palavras de conforto surgiam como alento:"Sua história me deu for
273 - A LUA DE MEL É POR MINHA CONTA
No outro dia a noite, Zoe e Arthur foram na cobertura de Thor. Os amigos conversavam descontraidamente.Zoe sorriu, os olhos brilhando de empolgação.— Então poderoso chefinho e poderosa mamãe, nós temos um pedido pra fazer! — ela anunciou, cheia de energia. — Não é qualquer pedido, é um que queremos muito compartilhar com vocês!Zoe pegou o celular e olhou para Arthur com um sorriso de empolgação.— Espera... deixa eu chamar a galera primeiro — disse ela, animada, enquanto começava uma chamada de vídeo em grupo.Em poucos segundos, os rostos conhecidos começaram a aparecer na tela.— Oi, meus amores! — disse Tatiana, com os olhos sonolentos mas o sorriso pronto, sentada com Roberto no sofá de um elegante apartamento na Suíça. Logo em seguida, Gabriel apareceu na chamada. Ava, sentada ao seu lado no apartamento em Nova York, deu um tchauzinho animado para todos.— Agora sim. Estamos completos — disse Zoe. Ela pegou uma pequena caixa branca com laço dourado e a colocou delicadamente s
274 - PROTEJAM A BARRIGA DELA
Duas semana depois, Thor havia terminado mais uma sessão de fisioterapia naquela manhã. Ainda sentia dores ocasionais, mas seu progresso era visível. A cada semana, conquistava um novo limite do próprio corpo. A consulta com o fisioterapeuta foi rápida, mas eficiente. Ele havia sugerido mais alguns exercícios de resistência, e Thor, determinado, assimilou tudo com atenção.Celina o aguardava do lado de fora da clínica, sentada no banco de trás do carro, com os óculos escuros. Quando Thor entrou, ela o recebeu com um sorriso suave e uma das mãos repousada na barriga, em um gesto quase automático de proteção. Ele a beijou na testa e pediu que o motorista os levasse até o restaurante reservado que haviam escolhido no bairro Jardins, em São Paulo.O lugar era discreto, com paredes de madeira, janelas amplas cobertas por cortinas de linho e um jardim interno com fontes de água. Eles foram levados para uma mesa nos fundos, cercada por plantas, longe da vista de curiosos.O almoço transcorre
275 - ME TORNEI UMA SOMBRA DE MIM MESMA
Thor segurou Celina pelos ombros. Ela estava em choque, suja, o rosto molhado de lágrimas e gemidos contidos. Ele a guiou até a van, passando entre os seguranças.— Vai embora, assassina! — gritou alguém da multidão.— Isso é pouco pelo que você fez! — disse outra mulher, arremessando mais um ovo que se despedaçou no capô da van.— Vai arder no inferno, sua desgraçada! Mulher adúltera tem mais é que ser apedrejada em praça pública! Vagabunda sem vergonha!Eles entraram rapidamente. Celina mal conseguia respirar. A van blindada começou a se afastar em segurança, mas ainda assim, pedras foram lançadas contra as janelas de vidro do restaurante. Celina se encolheu no banco, ainda tremendo.— Eles me odeiam... eles queriam me matar... — ela sussurrou, como se não acreditasse no que estava acontecendo.Thor a abraçou com força.— Eu não vou deixar. Você vai ficar bem. Eles não vão te tocar, nunca. — disse, com a voz firme, mas o olhar tomado por revolta.— Me desculpa... — ela chorava. — M
276 - EU VIVIA ME DESCULPANDO POR EXISTIR
Celina passou a mão pelo rosto, sufocada pela dor.— E o pior... é que eu me culpava. Me punia todos os dias. Dizia pra mim mesma que tudo aquilo era castigo. Porque eu tinha me entregado ao César antes do casamento, desobedecendo a criação que meus pais me deram. Minha mãe sempre disse que sexo era só depois do altar. E porque... eu me casei com um homem que eles nunca aprovariam. Eu traí os valores que me ensinaram... e por isso... achava que merecia tudo aquilo.Ela acariciou a barriga com delicadeza.— Quando eu dormi com você... eu sabia que tinha feito algo errado. Me senti péssima depois, porque, no papel, ainda existia uma certidão de casamento. Uma parte de mim gritava que aquilo era errado. Mas, na prática... eu e ele já estávamos separados há muito tempo. Separados de corpos, de alma, de tudo. Ele só estava presente no sobrenome — e nem isso importava mais.Ela abaixou o olhar, a voz embargada.— Ele dizia que nenhum outro homem ia me querer como mulher. Que eu era comum, q
277 - VAMOS ESTREAR AQUELA JACUZZI
A luz suave da manhã entrava pelas janelas da mansão de Arthur, espalhando-se em faixas douradas pelo quarto elegante e silencioso. Zoe dormia tranquilamente, com os cabelos soltos sobre o travesseiro, os lençóis brancos cobrindo o corpo pequeno. Arthur, já desperto há algum tempo, observava-a em silêncio, com um sorriso sereno. Ele se aproximou devagar, deitando-se ao lado dela. Os beijos suaves que depositou em seu ombro e depois na bochecha fizeram-na se mexer, os olhos ainda semiabertos. — Hmmm... — Zoe murmurou, tentando manter o sono. — Vai mesmo continuar com esse mistério? Não vai me dizer pra onde nós vamos? Arthur sorriu, acariciando seus cabelos. — Surpresa. Mas precisamos nos apressar. Vem tomar banho comigo ou nós vamos nos atrasar. Zoe bocejou, se espreguiçando. — Pode ir na frente. Eu já vou. Arthur levantou e seguiu para o banheiro. Enquanto a água começava a correr, Zoe sentou-se na cama e esticou os braços novamente. O celular de Arthur, deixado sobre o
278 - ÉRAMOS SÓ UMA COINCIDÊNCIA IMPROVÁVEL
A noite em Nova York parecia ter sido feita sob medida para Gabriel e Ava.O céu estava limpo, salpicado de estrelas tímidas que competiam com as luzes da cidade mais viva do mundo. O vento soprava leve, quase como um sussurro.Gabriel, de alma leve e sorriso encantador, caminhava ao lado de Ava pela orla do Brooklyn Bridge Park, o blazer azul-marinho aberto, as mãos nos bolsos e um charme despretensioso em cada gesto. Ava, com sua postura firme e olhar analítico, caminhava ao seu lado com passos elegantes. Seu sobretudo bege realçava sua postura decidida. Ava era mulher de convicções, mas havia algo no jeito de Gabriel que a desarmava sem esforço.— Essa cidade não cansa de surpreender. — disse Gabriel, olhando para o horizonte. — Mas hoje... você é o meu ponto turístico preferido.Ava o olhou de lado, com um sorriso sutil.— Isso foi brega. Mas, admito... um pouco fofo.— Um pouco? — ele fingiu indignação. — Eu juro que no Brasil isso seria digno de um Oscar de romantismo.Ela sorri
279 - A NOIVINHA DO DOUTORZINHO VAI SURTAR
Arthur afastou a tábua de frios com um gesto rápido, colocando-a no chão, sem desviar os olhos dela. Zoe sorriu, sentindo o coração acelerar. — Cuidado, doutor... — ela brincou, a voz ficando mais baixa. — Não tem mais volta, senhorita Zoe. Você está presa comigo nessa cabana até segunda ordem. — E qual seria essa ordem? Arthur a puxou delicadamente para o seu colo, deixando que suas mãos a explorassem com delicadeza. Beijava sua nuca, os ombros, o rosto, enquanto ela se entregava aos arrepios. — Vou te mostrar o quanto eu te amo. Mesmo sem ultrapassar o limite. Zoe assentiu, entrelaçando os dedos nos cabelos dele. A forma como ele a tocava era reverente, apaixonada. Arthur beijava sua barriga por cima do moletom, deslizava as mãos pelas coxas dela, murmurava palavras ousadas e doces em seu ouvido, e Zoe sentia o corpo inteiro pegar fogo. — Eu vou enlouquecer você até o altar. — ele sussurrou. — Isso é tortura psicológica. — ela gemeu, rindo. Os dois sorriram juntos, mas o cal
280 - VOCÊ PERTUBOU MEUS PENSAMENTOS
O sol dourado de Santorini banhava as fachadas brancas e cúpulas azul-turquesa das construções ícones da ilha. Era o último dia de Thor e Celina na Grécia.Desde que chegaram ao Andronis Luxury, Celina estava encantada. Tudo parecia um sonho: a vista panorâmica, o atendimento impecável, os pequenos mimos pensados especialmente para ela, que estava grávida. Thor cuidava de cada detalhe com uma dedicação que fazia o coração de Celina estremecer.Naquela tarde, ele a surpreendera com um vestido novo sobre a cama, de tecido leve e esvoaçante, cor de pérola, e um bilhete escrito com sua caligrafia firme: "Hoje é um dia especial. Te encontro no mirante daqui uma hora. Com amor, Thor."Celina sorriu, passando os dedos sobre o papel. O coração acelerou com a curiosidade. Vestida com suavidade, os cabelos soltos dançando com a brisa salgada, ela caminhou até o mirante reservado pelo hotel. Era um local exclusivo, com vista panorâmica para o mar infinito e as casinhas brancas enfileiradas nas