All Chapters of O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR : Chapter 371
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371 - EU VOU TE LEVAR À LOUCURA
Arthur se recostou na cadeira, os olhos vidrados nela, e murmurou para si mesmo, já sem ar:— Eu devo ter feito algo muito certo nessa vida… porque isso aqui… é o paraíso.Ela começou a dançar desamarrando o vestido. Seus movimentos eram suaves, mas provocantes. Os olhos de Arthur queimavam.— Essa lingerie puta que pariu Linda... — disse Arthur, com os olhos vidrados nela, hipnotizado. — Meu Deus, você grávida e desse jeito é meu maior fetiche, Zoe. Zoe sorriu maliciosa e mordeu de leve o lábio inferior enquanto caminhava nua até ele, a barriga saliente desenhando a silhueta do novo amor deles.— Você disse que ia me provar como o mousse... — sussurrou ela, parando bem diante dele. — Sem pressa. Saboreando cada pedaço…Ela se inclinou, os cabelos caindo de lado, a boca próxima ao ouvido dele.— Então me mostra, Doutor... ou vai fugir do desafio?Arthur soltou um sorriso rouco, aquele som grave que fazia Zoe arrepiar até a alma. Seus olhos percorreram o corpo dela lentamente, como se
372 - VOCÊ É TODINHA ELE
Era uma tarde serena de domingo nos Estados Unidos, com o céu límpido e uma brisa suave acariciando o jardim da mansão. Sob a sombra elegante de uma árvore frondosa, Emma e Celina estavam sentadas em uma mesa de madeira ornamentada com flores frescas colhidas naquela manhã. O aroma delicado de chá de camomila se espalhava pelo ar, enquanto o silêncio ao redor era preenchido apenas pelo cantar dos pássaros. As gêmeas dormiam tranquilas sob os cuidados da babá.— Como está a faculdade, meu amor? — perguntou Emma, com um sorriso acolhedor nos lábios, os olhos pousados com carinho sobre a filha.Celina ajeitou uma mecha do cabelo e respirou fundo antes de responder:— Estou amando, mãe. Mas não é fácil estudar e trabalhar com filhas pequenas. Mesmo tendo babá e com o Thor ajudando bastante, nas madrugadas, enquanto estou amamentando, eu fico lendo a matéria. — Seus olhos brilharam com orgulho. — Espero ser uma psicóloga maravilhosa igual a senhora. E, se eu conseguir, depois quero fazer D
373 - ME ENTREGUEI PRA ELE
Ela parou por um instante, e um suspiro profundo escapou de seus lábios. Um lamento silencioso por uma época que ainda doía ao tocar.— Por isso, filha, eu não aconselho casamento ser a solução de uma gravidez inesperada. — Sua voz soou mais firme agora, quase como um aviso, uma lição passada com o coração.Emma respirou fundo, tentando organizar os pensamentos enquanto lutava contra a emoção que queria transbordar.— Depois que ela perdeu a segunda gestação, ele tentou se separar. Mas... — sua voz falhou por um breve momento — ela tentou suicídio. Por isso ele continuava naquela vida... o medo de ela tentar de novo e ele não conseguir conviver com a culpa.O silêncio entre elas era denso, mas cheio de significado. As mãos de Celina se estenderam e seguraram as da mãe com firmeza, como se dissesse: Eu estou aqui. Pode continuar. Aquele toque deu forças a Emma, que sorriu com gratidão e prosseguiu.— Quando completei dezessete anos, ele se declarou. Eu fiquei em choque... mas também, t
374 - DEI A ÚNICA FILHA QUE PUDE GERAR
O silêncio caiu entre as duas. Um silêncio denso, cheio de sentimentos que não cabiam em palavras. Celina levou a mão ao rosto, limpando uma lágrima solitária, sentindo o coração doer com a intensidade de tudo que estava ouvindo. E, ainda assim, admirava profundamente a força da mulher sentada à sua frente. Emma não era apenas sua mãe. Era uma guerreira. E agora, mais do que nunca, uma heroína em sua história.Emma então baixou o olhar, e lágrimas rolaram por seu rosto cansado, mas forte.— Como disse, seu pai tinha três empregos. Era do exército e trabalhava em mais dois lugares. — sua voz saiu entrecortada por emoção. — Quando eu estava com cinco meses, ele foi numa missão... e voltou morto.A dor em sua voz perfurou o peito de Celina. Ela não dizia nada, mas seus olhos, cheios de lágrimas, diziam tudo.— Meu mundo desabou. — Emma continuou, engolindo em seco. — Fiquei sem chão, depressiva... e com uma filha pra criar sozinha. Meu pai me odiava por ter saído de casa, por ter estraga
375 - UM ENCONTRO DE ALMAS
Celina sorriu, em meio ao choro. Era como ouvir o desfecho de uma longa e dura sinfonia. A redenção de Emma era nítida.— Ele me fez voltar a estudar. Fiz Psicologia. Depois Direito. Consegui emprego na Universidade. Hoje sou reitora. Tudo foi graças a ele... que ajudou uma pessoa que não tinha nada a oferecer e, também, à minha vontade de mudar.Emma agora olhava a filha com orgulho nos olhos. Havia dor em suas memórias, sim, mas havia também superação e força.— Ele me ajudou a procurar você. Foi ele quem descobriu que meu pai... — sua voz vacilou — ...que meu pai encomendou a morte do seu pai, filha. James é tão nobre que em nenhum momento me incentivou a ficar com ódio dele, pelo contrário falou que eu tinha que perdoar. O James foi tudo pra mim. Celina arregalou os olhos, devastada pela revelação, mas não ousou interromper. A garganta estava travada, as palavras sumiram.Emma segurou suas mãos.— Você acredita que ele nunca teve ciúme de eu ficar com a única foto que eu tinha do
376 - VOCÊS SÃO TUDO PRA MIM
E, como se o universo respondesse àquela sincronia de corações, Thor surgiu no jardim, com a pequena Safira nos braços. A bebê choramingava baixinho, o rostinho vermelho colado ao peito do pai.— Ela quer uma coisa que só você pode dar, minha vida. — disse Thor, com um sorriso sereno, enquanto se aproximava e inclinava o corpo ligeiramente para entregar a filha à mãe.Celina a recebeu com ternura, com um instinto quase sagrado. Acomoda a bebê com cuidado no colo, guiando-a até o peito com mãos delicadas. Ao sentir o calor do corpo da mãe, Safira se aquietou, como se ali fosse o único lugar seguro do mundo.— Pronto, meu amor... mamãe está aqui. — murmurou Celina, enquanto acariciava a cabecinha da filha com os dedos. — Não precisa ficar assim.A cena era tão doce que parecia ter parado o tempo. Thor ficou ali observando, o olhar fixo na esposa e na filha, com o coração derretido pela imagem de amor puro.— Sogra, — disse ele, em tom de brincadeira afetuosa, olhando para Emma — ela é e
377 - NÓS PODEMOS FAZER MUITAS COISAS
As portas do elevador se abriram suavemente no último andar do edifício, revelando diretamente a sala de estar da cobertura de Thor em São Paulo. O aroma sutil de lavanda no ar misturava-se com o cheiro de café vindo da cozinha, e o som suave de uma música instrumental preenchia o ambiente com calma.Celina e Thor estavam de volta ao Brasil para alguns dias de compromissos e celebrações com duas bagagens preciosas: Antonella e Safira, que dormiam tranquilamente no carrinho duplo.Senhora Cortez estava ali, de prontidão, com um sorriso caloroso e os olhos marejados.— Meu Deus... elas estão cada dia mais parecidas com você, meu filho! — disse ela, inclinando-se com cuidado sobre o carrinho, encantada com as pequenas feições.Celina sorriu, ajeitando uma mecha solta de cabelo atrás da orelha.— Eu falo que elas só têm os meus olhos, porque o resto... veio tudo da fábrica do pai. — Ela olhou para Thor com carinho. — E elas tiveram oito meses pra se prepararem pra isso. Thor, que empurra
378 - O RIO LEVA EMBORA AS MENTIRAS
Ela se virou nos braços dele e o encarou com um sorriso travesso.— Volta pro banheiro e toma um banho gelado pra apagar esse fogo… porque eu preciso dar um banho rápido nelas antes de você me levar ao SPA. Vou amamentando no carro — disse, escapando do abraço dele.Thor ergueu as sobrancelhas, fingindo indignação.— Poxa, amor… vai me deixar assim?Celina apenas sorriu, indo em direção ao closet.— Amor… parece que foi ontem que a Zoe me ligou falando que estava grávida. E agora já está com sete meses… e amanhã é o chá revelação.— Não muda de assunto, senhora Miller — disse ele, estreitando os olhos.— Eles estão muito bem, né, amor? — perguntou Celina.Thor suspirou, com um meio sorriso.— Ok, você venceu… quebrou todo o clima. E sim, eles estão bem. Superaram os problemas. — A expressão dele ficou mais séria. — E você, dona Celina, não me escapa esta noite.Do closet, ela respondeu com um sorriso maroto:— Querido, não se esqueça que você ainda não fez a vasectomia… então não se e
379 - AS PALAVRAS ME TRAZIAM GATILHOS
Thor fechou o livro com cuidado e olhou para a plateia, depois de novo para Celina.— Esse foi o dia em que ela me disse que as bebês eram minhas. De sangue. Mas, como já sabem... mesmo que não fossem, eu as teria assumido. Porque eu já amava aquelas crianças antes mesmo de vê-las. — Ele fez uma breve pausa, a voz embargando. — Como eu poderia esquecer? Logo depois disso, nossas filhas mexeram pela primeira vez. Foi naquele momento… naquele exato instante, que o meu mundo mudou.Ele fez uma pausa, respirou fundo e concluiu:— Desde aquele dia na cabana, me comprometi a ser o melhor homem, o melhor marido, o melhor pai para as três mulheres da minha vida. Celina, meu amor... você lutou tanto por isso aqui. E ainda digo: é pouco. É apenas mais um degrau dessa escada que você vai subir até o topo.E eu estarei com você. Sempre.Parabéns, minha vida.A plateia o aplaudiu de pé. Celina chorava. Thor desceu do palco, ajoelhou-se diante dela e entregou-lhe a chave dourada, com o nome gravado
380 - VOCÊ É PERIGOSA DEMAIS
Ele suspirou, passando o polegar pelo queixo dela.— Tudo bem… ela sempre te ajudou. Não tem outra alternativa. Eu que lute com um banho gelado e minha solidão.— Para de ser dramático senhor Miller. Vamos pra lá também. As meninas já estão lá. Você fica conversando com seu amigo enquanto eu ajudo a Zoe.Thor deu um meio sorriso, mas a contrariedade estava nos olhos.— Amor, não estou com vontade de dormir na casa de ninguém hoje. Queria esse corpinho todinho pra mim gemendo meu nome… um momento só nosso, mas como não é possível, vou para casa. Vamos?Celina aproximou-se e lhe deu um selinho rápido.— Se você for bonzinho, te faço uma surpresa amanhã. Vou ao banheiro. Me espera no carro que já vou.Ela caminhou toda provocante e entrou no banheiro feminino. Depois de uns minutinhos, estava terminando de lavar as mãos quando ouviu a porta do banheiro bater com força. O som ecoou no azulejo, fazendo-a erguer os olhos para o espelho. Antes que pudesse se virar, Isabela girou a chave e tr