All Chapters of O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR : Chapter 381
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381 - MIGUEL OU CLARISSE
Desde o dia em que Zoe escolheu perdoar Arthur e decidiu, de verdade, lutar pelo casamento, a vida dos dois entrou em uma fase leve, madura e cheia de conexão. Eles vivem o que muitos chamariam de uma lua de mel — mas uma lua de mel real, onde o amor não é idealizado, e sim construído todos os dias com paciência, diálogo e presença.Nada ficou do mesmo jeito depois daquele recomeço. Eles continuam com a terapia de casal, não por estarem em crise, mas porque aprenderam o valor de se escutarem com profundidade. O diálogo e o respeito se tornaram a base da relação. Claro, ainda discordam, às vezes dizem coisas que o outro não gosta de ouvir, mas nunca vão dormir sem antes se entenderem. A maturidade tomou o lugar do orgulho.Arthur não esconde mais nada de Zoe. Ele aprendeu a dividir, a conversar, a deixar que ela conheça não só os planos dele, mas também as dúvidas e os medos. E Zoe, por sua vez, se tornou mais do que esposa — tornou-se parceira de vida em todos os sentidos.Foi ela, in
382 - EU PRESTO SÓ PRA VOCÊ
Zoe chegou de mãos dadas com Arthur, ambos vestidos de branco. Ela usava um vestido longo de renda, que abraçava sua barriga de sete meses com carinho. Ele, com camisa de linho e sorriso largo, guiava a cadeira de rodas com leveza e alegria. No local, alguns convidados já se espalhavam pelo espaço, e o casal foi recebido com abraços, beijos e cumprimentos calorosos, cada um celebrando aquele momento tão esperado ao lado deles.— Eu estou nervosa, Arthur. De verdade. — disse Zoe, andando de um lado pro outro no gramado, ajeitando o vestido como se isso fosse ajudar em alguma coisa. — Sério, minha bexiga já está pressionada, meu coração acelerado e eu estou suando em lugares que grávida nem devia suar.Arthur sorriu, girando levemente a cadeira de rodas para acompanhá-la com os olhos.— Você só está ansiosa. Respira Linda!— Ansiosa? Amor, eu estou a um passo de interrogar o piloto do avião pra ver se ele já sabe a cor do balão. — disse ela, colocando as mãos na cintura. — E olha… já te
383 - ISSO É O GLOW DA MATERNIDADE
Ela arqueou uma sobrancelha, sorrindo de canto, já sabendo onde aquilo ia parar.— Revelação diferente, Arthur?… Depois de tudo que você já falou, eu tenho certeza que sei qual é o tema.Ele sorriu lento, aquele sorriso de canto que sempre precedia confusão.— Então você já imagina que não vai ter nada a ver com cor de balão. Vai ser revelação de posição… muitas. Uma por uma. Até você esquecer até o seu próprio nome, quanto mais a cor do balão que vai cair do céu.Zoe cobriu o rosto com a mão, sorrindo envergonhada.— Eu não estou acreditando que você está falando uma coisa dessas... em plena luz do dia… no meio do nosso chá! — disse ela, ainda com as mãos no rosto. — Você não tem juízo mesmo, Arthur!— Não mesmo. Mas o que me falta de juízo... me sobra de intenção. E você vai gritar hoje, amor. Mas não é “É menino! ou "É menina!” não... é meu nome. Várias vezes.Zoe dá uma risada abafada, balança a cabeça e leva a mão à cintura, fingindo indignação:— Misericórdia, Arthur! Eu estou g
384 - MEU FILHO VAI TER PASSE LIVRE
Thor abraçou Arthur.— Tudo está lindo demais. — comentou Thor, olhando para Arthur. — E aí, irmão... preparado para trocar fralda?Arthur sorriu.— Espero que o Miguel venha com manual.— Vai sonhando — respondeu Zoe, dando um tapinha de leve no braço dele, sorrindo. — Manual nada… essa bebê vai é mandar atualização surpresa todo dia, de madrugada. — Já estou com ciúmes antecipado se for menino, hein. Que fique longe das minhas meninas. — disse Thor divertido.— Relaxa, amigo. O Miguel vai ser um cavalheiro. Mas vai ser lindo… então se prepare.Depois Tatiana chegou com o pequeno Enzo no colo, acompanhada de Roberto. O bebê estava todo vestido de verde, arrancando sorrisos dos convidados.— Se for menino, já temos companhia pro Enzo — disse Tatiana. — Mas eu estou achando que é Clarisse. Zoe tem vibe de mãe de menina.Zoe gargalhou.— O que eu tenho é fome, sono e inchaço, amiga. Mas obrigada, com certeza é Clarisse.A movimentação não parava. Os pais de Arthur, Otto e Eloísa, estav
385 - SUA FILHA VAI NASCER
Assim que ele se afastou, Ava foi até Celina e comentou em tom conspiratório:— Amiga… eu não sei o que colocaram nessa água ou nessa bebida, sei lá… mas esse povo está animado demais. Acho que batizaram alguma coisa aqui. Nunca fui num chá assim.Celina soltou uma gargalhada, cobrindo a boca com a mão.— Se foi, pelo visto, funcionou muito bem.Depois disso, todos almoçaram juntos. Entre garfadas e risadas, saborearam sobremesas, trocaram histórias e se deliciaram com a bagunça boa que se formava. Teve vídeo para as redes sociais, selfies em grupo, fotos posadas e outras completamente espontâneas. O clima era leve, cheio de afeto e descontração.E então… chegou a hora.Quando o sol começou a baixar, todos foram conduzidos para a área de revelação. Um espaço decorado com um pequeno coreto verde e lilás, rodeado de flores e balões, com cadeiras para os convidados em frente. Um clima de expectativa tomou conta do ar. Arthur e Zoe estavam de mãos dadas, olhando para o céu.— Pronta? — el
386 - ESPEREI TANTO POR ELA
Sabrina caminhava pelas ruas iluminadas de São Paulo, segurando a guia da pequena Mel, sua cachorrinha branca e agitada. Usava um vestido leve, que se movia com a brisa noturna, e acariciava a barriga já avançada de gestação.Pensava nos últimos dias turbulentos, tentando encontrar algum tipo de paz na simplicidade daquele passeio. Mel farejava as calçadas, puxando-a de vez em quando, e Sabrina sorriu.Foi então que, na esquina, o som de um motor acelerado fez seu coração disparar. Ela nem teve tempo de reagir.O farol vermelho não conteve o carro preto que avançou descontrolado. O impacto a lançou contra o asfalto. Mel latiu desesperada. A dor explodiu pelo corpo, e a primeira reação de Sabrina foi proteger a barriga.O carro freou a poucos metros adiante. O motorista, um rapaz que mal devia ter completado dezoito anos, saiu cambaleando, com o cheiro forte de álcool escapando junto com a respiração apressada.— Meu Deus… o que eu fiz? — balbuciou, a voz trêmula. Os olhos dele corriam
387 - FILHA EU TE AMO
Sabrina lutava para manter os olhos abertos. Como médica, sabia que cada segundo era precioso e que a vida da filha dependia deles.No centro cirúrgico, Sabrina tremia.— Mariana… por favor… salva minha bebê.— Vai dar tudo certo, Sabrina. A equipe vai te ajudar a ficar de lado para aplicarmos a anestesia, tudo bem? — disse Mariana, com a voz calma, enquanto três profissionais a posicionaram com cuidado. Um deles segurava a mão de Sabrina, transmitindo apoio.Sabrina mordeu o lábio quando sentiu a agulha entrar na coluna.— Calma… já estamos terminando — disse o anestesista.— Daqui a pouco você vai ver a sua princesinha, Sabrina. — completou Mariana, num tom suave.A luz forte da sala refletia no aço dos instrumentos, e o clima era de precisão e urgência. Sabrina sentia a respiração acelerar, o coração disparado, os olhos marejados fixos no teto. Cada som metálico parecia amplificar sua ansiedade.— Iniciando incisão — anunciou Mariana, com segurança, enquanto a equipe acompanhava ca
388 - VAI FALAR COM ELA?
Ele então voltou-se para Arthur, retirando de sobre a cadeira uma pequena bolsa feminina.— Esta é a bolsa da Sabrina — disse, estendendo-a.Arthur a pegou com o olhar fixo na bolsa por um instante, antes de erguer os olhos para o advogado.— Guarde com você, Álvaro… e entregue aos pais dela quando chegarem. Conseguiu falar com eles? — Já entrei em contato com os pais dela, mas eles só vão conseguir chegar no Brasil amanhã. — respondeu o advogado.— Meu Deus… os pais dela devem estar aflitos. — murmurou Eloísa, levando a mão ao peito.Álvaro então olhou para Zoe.— Zoe, já fui informado que Sabrina quer falar com você.— Não. — respondeu Arthur de imediato, firme, sem dar margem a discussão.Otto contraiu o rosto, denunciando o incômodo.— O que essa mulher quer com a minha nora?— Eu não tenho nada pra falar com a Sabrina. — respondeu Zoe, de forma direta e controlada.Eloísa se aproximou um passo, tocando levemente o braço de Zoe.— Minha filha… eu sei que é difícil pra você, mas…
389 - CRIA MINHA CLARISSE
Zoe demorou alguns segundos para responder. Olhou para Arthur, que estava sentado ao lado, e encontrou nele aquele olhar que já conhecia tão bem: preocupado, atento a cada detalhe dela. Ele estendeu a mão, e ela segurou, sentindo a firmeza quente dos dedos dele. — Eu vou — disse, simples, mas com firmeza. Arthur não soltou de imediato. — Amor… você não precisa se colocar nessa situação. — Fica tranquilo, lindo. Está tudo bem. Ele passou a outra mão pela perna, nervoso, antes de falar. — Por mim, você não iria. Mas, se eu disser “não”, como já aconteceu antes, vou estar me impondo… e eu não quero que pareça que estou decidindo por você. Zoe esboçou um pequeno sorriso, sincero. — Eu sei, amor. E fica tranquilo, eu não fiquei chateada com a sua postura antes. Sei que a situação é delicada. Eu decidi ouvi-la… e sei que pode ser algo bom ou ruim, mas eu quero ouvir. Arthur respirou fundo e assentiu. — Tudo bem… mas, por favor, se perceber que o que ela vai dizer vai
390 - VOU SER CARINHOSO LINDA
O corredor estava silencioso quando Zoe voltou. Seus passos eram firmes, mas um peso invisível recai sobre seus ombros. O ar frio do hospital parecia mais denso, e cada respiração exigia mais esforço. Ao se aproximar da sala reservada, viu Arthur com uma expressão séria, Otto e Eloísa ao lado e, um pouco afastado, o advogado Álvaro. Thor e Celina haviam chegado enquanto ela ainda conversava com Sabrina. Assim que Zoe cruzou a porta, Celina foi a primeira a se levantar. O olhar preocupado não escondia o alívio por vê-la. — Como você está? — perguntou, já envolvendo a amiga num abraço apertado. Zoe não conseguiu responder de imediato. Ficou apenas abraçada a Celina por alguns segundos, sentindo o calor daquele gesto. Quando se afastou, não olhou para Arthur, nem para ninguém. Seus olhos procuraram uma única pessoa. — Doutor Álvaro… por favor, me dá a bolsa da Sabrina? Álvaro, que a observava com atenção discreta, franziu levemente a testa, mas se levantou sem questionar. — Cl