All Chapters of O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR : Chapter 421
- Chapter 430
431 chapters
421 - EU VOU SER PAI?
Dez anos haviam se passado desde aquele casamento simples e íntimo em Manhattan. Dez anos de trabalho árduo, noites maldormidas, reuniões intermináveis e conquistas que ultrapassaram qualquer expectativa. A empresa de tecnologia de Gabriel e Ava prosperava. A lógica afiada de Ava e o carisma determinado de Gabriel tornaram-se a combinação perfeita: opostos que se completavam.Ava, que antes parecia viver só de razão, havia mudado. Mantinha o senso prático, mas aprendera a suavizar o olhar, a deixar que a emoção também tivesse espaço. Fechou o escritório de advocacia para se dedicar inteiramente à empresa, como prometeram quando a empresa prosperou. Gabriel, por sua vez, conservava o mesmo jeito encantador, mas dentro da empresa era outro homem: sério, centrado, respeitado por todos.E, fora da empresa, havia os vínculos que ele mesmo cultivava com carinho. Desde cedo, dedicava parte do tempo a Safira e Antonella. Cumpria com rigor a promessa de ensinar música às meninas. Safira mergul
422 - HOMEM GRÁVIDO
Então, em um gesto instintivo, Gabriel a ergueu no alto e a girou pelo jardim, rindo como um menino que acabara de receber o maior presente da vida.— Meu Deus, Ava… — murmurava, sem conseguir conter as lágrimas. — Você me fez o homem mais feliz do mundo.Ele a beijou com intensidade e, em seguida, ajoelhou-se diante dela, passando a mão com cuidado pela barriga ainda discreta.— Eu sonhei tanto com esse momento. — disse, a voz embargada. — Eu esperei tanto por você, meu filho… Você não imagina o quanto.Ava acariciou os cabelos dele, emocionada ao ver aquele homem sempre encantador, mas agora vulnerável e cheio de ternura.Gabriel se levantou, enxugando as próprias lágrimas, e a puxou novamente para os braços.— Amor, eu esperava qualquer coisa de você… menos essa notícia. Você me deu tudo. E agora me dá o maior presente da minha vida.Ava sorriu, acariciando o rosto dele.— Já vou avisando: não quero chá revelação. Vou direto fazer o exame para sabermos o sexo.Gabriel riu, ainda e
423 - AGORA EU TENHO VOCÊ
A estrada se estendia diante de Felipe e Isabela como um corte infinito no asfalto. O céu começava a ganhar tons alaranjados, o sol mergulhando no horizonte, e a sensação de que algo maior se aproximava pairava no ar. Dentro do carro, Isabela olhava pela janela, tentando decifrar o destino daquela viagem silenciosa. O vento batia no vidro, o rádio estava desligado e o único som era o do motor constante.Ela franziu a testa, a inquietação crescendo.— Felipe, pra onde estamos indo? — perguntou, a voz baixa, mas carregada de curiosidade e uma ponta de receio.Ele não desviou os olhos da estrada. Apenas apertou o volante com firmeza e respondeu com serenidade:— Só confia em mim, amor.Aquela frase, dita de maneira tão convicta, a fez silenciar por alguns minutos. Mesmo assim, o coração dela acelerava. Conhecia Felipe o suficiente para saber que ele não falava aquilo por acaso. Se pedia confiança, era porque o que estava por vir não seria fácil.O tempo passou arrastado. Mais de uma hora
424 - EU VOU MANDAR EXECUTAR
Ela deslizou os dedos até o rosto dele, tocando-o como quem memoriza cada traço.— Felipe... — sussurrou, a voz embargada. — Eu nunca conheci ninguém capaz de me amar desse jeito. Às vezes acho que não mereço.Ele segurou a mão dela contra o próprio rosto, fechando os olhos por um instante, como se absorvesse aquela entrega.— Você merece muito mais, Isa. E se depender de mim, nunca mais vai duvidar disso.O silêncio que seguiu foi pesado, mas não vazio. Era como se o mundo tivesse parado, deixando apenas os dois ali.Isabela ainda sentia o peito tremer, as lembranças a sufocando, mas a força da presença de Felipe a mantinha de pé. Ele era sua âncora no meio da tempestade.Felipe inclinou-se mais perto, o olhar cravado no dela, firme e vulnerável ao mesmo tempo. Sua respiração estava pesada, o coração acelerado, mas havia uma ternura profunda nos gestos. Com uma das mãos, ele afastou uma mecha do cabelo dela que teimava em cair sobre o rosto.— Eu te amo, Isa... — disse baixo, quase n
425 - SÓ QUERO CURTIR VOCÊ
As mãos de Felipe tremiam, a raiva correndo como fogo em suas veias. O bastão vibrava em seus dedos, e o olhar dele era o de um homem disposto a perder tudo por justiça. — Felipe, não! — gritou Isabela, correndo até ele, a voz tomada pelo desespero. — Amor, por favor, você não é assim. Solta isso!!! Mas ele não ouvia. O mundo dele se reduzia àquela cena, ao corpo contorcendo diante dele, às risadas que zombavam do sofrimento da mulher que ele amava. A cada segundo, o impulso de aumentar ainda mais a descarga o consumia. Então Isabela o agarrou por trás, envolvendo-o com os braços trêmulos. Encostou o rosto às costas dele, as lágrimas molhando sua camisa. — Felipe! — a voz dela saiu quebrada, mas firme de sentimento. — Me escuta… por favor. Eu te amo porque você é um homem bom! Não deixa esse lixo transformar você em igual a ele… não suja suas mãos, vida, eu preciso de você inteiro, não com sangue nas mãos! Felipe respirava ofegante, o corpo rígido, a raiva pulsando como um ta
426 - VAMOS CUIDAR DELA
Naquela manhã, seguiram para Ouro Preto, onde o casarão colonial e as ladeiras estreitas compunham um cenário digno de cartão-postal. Felipe, animado, mostrava a ela a Igreja de São Francisco de Assis, obra-prima de Aleijadinho, enquanto Isabela se encantava com os detalhes dourados do barroco mineiro.— É lindo… — disse ela, observando a grandiosidade da construção. — Parece que o tempo parou aqui. Felipe sorriu, orgulhoso.— Minas é isso, amor. História em cada canto.Na parte da tarde, seguiram de carro até a Praça Tiradentes, onde turistas tiravam fotos e vendedores ambulantes ofereciam doces de leite caseiro. O semáforo fechou, e Felipe parou o carro. Isabela, distraída, olhou para o lado. Seu coração disparou.A poucos metros dali, sentada na calçada, estava uma mulher magra, com roupas rasgadas, os cabelos desgrenhados e os olhos perdidos. Mas havia algo inconfundível naquele rosto envelhecido antes do tempo.— Mãe… — o sussurro escapou de seus lábios como um grito preso por a
427 - QUINZE ANOS DE NÓS DOIS
Em São Paulo, do alto da cobertura de Thor, o mundo parecia pequeno, como se aquela cidade que nunca dormia estivesse ali apenas para assistir à história deles.Era meia-noite. Quinze anos de casamento. Quinze anos de amor, de superações, de lágrimas e vitórias. Todos os anos, sem falhar, Thor tinha o mesmo ritual: começava a comemoração à meia-noite. Era o momento sagrado do casal, o instante em que o tempo parecia voltar para o início de tudo, apenas os dois, longe de qualquer testemunha.Naquela noite não seria diferente.Thor entrou no quarto sem fazer barulho, fechou a porta atrás de si e girou a chave, trancando. Nas mãos, duas bolsas e um olhar travesso. Celina, já deitada, folheava um livro, mas levantou os olhos ao sentir a presença dele.— Amor… — ela sorriu, fechando o livro. — O que você está aprontando?— Nada que você não vá gostar. — A voz grave soou carregada de desejo.Ele deixou as bolsas sobre a mesa de cabeceira, aproximou-se devagar e apoiou um joelho no colchão.
428 - ALICE COMBINARIA MUITO MAIS
Ficaram ali, trocando palavras baixas, lembranças e risadas cúmplices. Até que, quando Celina já quase se rendia ao sono, Thor a cutucou de leve.— Ei, nada de dormir ainda. Vamos tomar um banho e nos vestir. Você sabe que quando o dia clarear, o nosso trio vai invadir o quarto com o café da manhã deles. — Ele riu. — E eu não abro mão da segunda rodada debaixo do chuveiro.Celina gemeu, manhosa. — Você continua insaciável, Thor Miller.Ele segurou o queixo dela, fitando-a com intensidade. — O fogo que você tem me faz ser assim. — Sorriu malicioso. — Você pode enganar o mundo com esse jeito doce… mas entre quatro paredes, você é uma diabinha, e eu amo isso. Nada de recatada.Celina corou, batendo de leve no peito dele, mas acabou rindo. — Seu atrevido.— Meu. — Ele a corrigiu, antes de envolvê-la nos braços.Num gesto firme, Thor a pegou no colo e a levou até o banheiro. O chuveiro se abriu, e ali dentro eles se amaram outra vez, rindo, provocando, entregues como adolescentes apaixon
429 - ALGUÉM QUE SUPERE O PAPAI
Mais tarde, enquanto Antonella e Safira acompanhavam Celina e Emma ao SPA para uma tarde de cuidados antes da festa, Ravi ficou em casa com o pai e James.— Pai, você acha que um dia eu vou ser como o senhor? — perguntou o adolescente, enquanto ajudava Thor a escolher o terno.Thor sorriu.— Você vai ser melhor que eu, meu filho.— Mas eu quero ser forte igual o senhor e cuidar da minha família igual o senhor cuida, pai.Thor olhando nos olhos do filho, falou.— A força não está aqui — mostrou o braço. — Está aqui dentro. — Apontou para o coração do filho. — E isso você já tem.Ravi abriu um sorriso satisfeito, sentindo-se grande demais para sua idade.James, que observava a cena em silêncio, aproximou-se e completou com a voz grave e serena:— Ouça bem, Ravi… um homem se mede pelo amor que entrega. Se você aprender a amar e respeitar como seu pai ama e respeita sua mãe, vai ser não apenas como ele… mas um exemplo ainda maior para quem vier depois de você.O adolescente ficou em silên
430 - A FAMÍLIA CONSOLIDADA
A empresa dos dois prosperava, agora com uma filial no Canadá. E havia outra novidade que muitos comentavam com alegria: Luzia, mãe de Gabriel, havia se casado com um americano viúvo e sem filhos, encontrando ao lado dele uma nova chance de amor.Isabela e Felipe também estavam ali, acompanhados dos filhos adotivos, Lorenzo, de dez anos, e Larissa, de seis. O gesto de acolher irmãos para não separá-los mostrava quem eles haviam se tornado: uma família que escolhia o amor todos os dias. Isabela seguia administrando a ONG com dedicação, rodava o país dando palestras inspiradoras. Publicou vários livros e ainda encontrava tempo para cursar um mestrado. Felipe, agora juiz, equilibrava sua rotina com sua pós-graduação e se mostrava sereno, maduro, um homem completamente realizado. A mansão que haviam comprado não era apenas uma casa confortável: era um lar pensado para as crianças e para a mãe de Isabela, onde a vida recomeçava diariamente em harmonia.Sabrina e Maurício estavam com os gêm