All Chapters of Prazer sem limites: Sob o domínio do meu chefe.: Chapter 111
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No dia seguinte
Laura não podia acreditar que Heitor a deixaria dormir daquela forma. Algemada. Frustrada. E completamente vulnerável. Nunca sentiu tanto ódio dele como naquela noite. O corpo ainda ardia de desejo, os braços doíam pelo tempo presa, e a mente girava em círculos entre raiva, culpa e uma vontade absurda de gritar. Mas não gritou. Ficou ali, em silêncio. Insone. Ferida. Na manhã seguinte, seus olhos estavam fundos, olheiras marcadas denunciavam a noite em claro. O coração apertado só piorava com a culpa que sentia por estar longe de Joaquim. O toque insistente do celular dentro da bolsa foi como uma facada. Ela puxou as algemas num reflexo, mas as tiras de couro resistiram sem ceder. Bianca. Só podia ser ela, preocupada com seu sumiço ou para falar de Joaquim. Laura se sentia uma péssima mãe. Estava ali, presa por um homem que a sequestrou emocional e fisicamente, enquanto seu filho provavelmente chorava por sua ausência. Foi nesse instante que a porta se abriu. Heitor entrou co
Você não vai fugir de mim
Depois que ambos se arrumaram Laura sentou-se ao lado de Heitor no banco de couro do seu carro luxuoso e o encarou ,mas sem deixar de admirar aquele homem que era lindo de qualquer forma ,mas agora estava mais lindo ainda vestido como o poderoso CEO que ela conheceu um dia e nunca mais consegui esquecer. — Me deixa no hotel onde meu chefe está hospedado — disse Laura, o tom firme, a voz embargada pela tensão. — Preciso conversar com ele. Dizer que não vou ficar mais um dia sequer em São Paulo e quanto a nós dois ...Eu peço que por favor entenda Heitor que o que tivemos no passado acabou. Heitor bufou com sarcasmo, girando a chave do carro com força, sem sequer olhar para ela. — Acabou? — repetiu Heitor, com um sorriso torto, um corte frio nos lábios. O carro já estava ligado, mas ele não se mexia. Apenas a olhava. Cruel. Sarcástico. Furioso. — Claro que acabou — ele continuou, a voz repleta de veneno. — Vai fugir de novo, como sempre. Deve estar morrendo de medo do seu namor
Revelação
Ela o olhou, os olhos brilhando de lágrimas. — Você não entende... — ENTÃO ME FAZ ENTENDER! — ele rugiu, caminhando até ela e a empurrando contra a parede. — O que esse cara tem que eu não tenho?! Laura fechou os olhos, o corpo colado à parede fria. — Joaquim… — ela murmurou, engolindo em seco. — Joaquim é meu filho. O silêncio que se seguiu foi absoluto. Heitor a encarou como se ela tivesse acabado de estapear seu rosto. — O quê? Ela respirou fundo. Seus olhos encontraram os dele. — Ele é meu filho, Heitor. Meu filho. Ele recuou um passo. O olhar perdido, confuso. Como se tentasse digerir o que ela acabou de dizer. — Quantos anos ele tem? Foi tudo que ele conseguiu perguntar ,com uma outra pergunta bem mais importante começando a tomar conta da sua mente. Ela hesitou. — Três. Foi como se uma bomba explodisse entre eles. Heitor arregalou os olhos. As peças se encaixaram tão rápido que doeram. Ele fez as contas. O silêncio. A fuga. O sumiço dela sem nenhuma explic
Suspeitas
Heitor começou a andar de um lado para o outro, processando tudo. — Isso explica tudo... — murmurou, pensativo. — Sempre desconfiei que ela tinha algo a ver com sua fuga. Mas eu estava cego de ódio. Ressentido. Nunca fui atrás da verdade, ou de você. — E tem mais — continuou Heitor, a voz hesitante. — Algumas semanas atrás, ouvi a Patrícia ao telefone, falando com aquele seu ex-noivo, Augusto. Ela estava nervosa, tensa... algo não estava certo. Heitor parou de andar e se virou lentamente para ela. — Augusto? — franziu o cenho. — Você está me dizendo que ela... estava falando com o Augusto? — Sim. — Heitor confirmou. — Achei estranho, mas agora tudo faz sentido. Eles podem estar tramando algo. Algo grande, ou ele pode estar chantageando com algo do passado. — Patrícia e Augusto... juntos... — Laura murmurou, pensativa. — Isso é muito estranho. Ele a olhou com seriedade, os olhos firmes nos dela. — Depois conversamos sobre isso. Agora vamos buscar nosso filho. Mas voc
Conhecendo Joaquim
Laura ajeitou os cabelos atrás da orelha, nervosa, enquanto Bianca abria a porta. A amiga a observou com um olhar aflito, surpreso — e logo atrás dela, os olhos se estreitaram ao ver o homem alto, elegante, com a expressão carregada de tensão. — Laura...? — Bianca franziu a testa, confusa. — Heitor ... O que ele faz aqui ? — Depois eu te explico tudo — respondeu Laura, a voz embargada. — O Joaquim está acordado? Bianca assentiu, suavizando a expressão. — Está. Acordou faz pouco tempo. Estava chorando... sentindo sua falta. Eu fiz o que pude pra acalmá-lo. Laura sentiu o coração apertar. Sentiu Heitor paralisar atrás dela. Ele não disse nada. Mas o nome do filho, dito em voz alta por outra pessoa , pareceu atingir seu peito como um soco. Até aquele momento, tudo ainda era abstrato. Um susto. Uma revolta. Uma notícia inesperada. Mas ouvir outra pessoa mencionar o menino com aquele tom carinhoso tornou tudo concreto, visceral. — Posso... — ele pigarreou, tentando manter a v
Discussão com Patrícia
Do outro lado da cidade em um bairro nobre de São Paulo ,Patrícia caminhava de um lado para o outro pela sala luxuosa da casa onde vivia com Heitor. O celular colado ao ouvido, a expressão transtornada. — Atende, desgraçado... — ela rosnou entre os dentes, apertando o aparelho com tanta força que parecia prestes a quebrá-lo. O telefone chamava, chamava, e caía na caixa postal. De novo. Ela bufou com raiva, jogando o celular no sofá. O salto alto ecoou pelo piso de mármore conforme ela caminhava furiosa até a janela. Pedro, seu filho de três anos, chorava no quarto ao lado, mas Patrícia sequer se deu ao trabalho de ver o que era. Tinha perdido a paciência. Para ele, para Heitor, para o mundo. — Cala a boca, moleque! gritou com frieza e depois chamou pela babá. ___Marisa, por que diabos você ainda não descobriu o que esse moleque quer? Faça ele calar a boca antes que eu perca a paciência de vez! ___Desculpe senhora, mas eu já fiz de tudo e ele não para de chorar e chamar pelo se
Se sentindo presa
O sol mal havia surgido no horizonte quando Heitor desceu do carro preto e atravessou o jardim silencioso da mansão. O ar da manhã ainda estava frio, e o silêncio só era quebrado pelo som dos passos dele sobre o cascalho úmido. Era cedo demais para uma visita. Mas ele não conseguia esperar mais. Quando a porta foi aberta pela governanta, ele não disse uma palavra. Apenas assentiu com um leve gesto de cabeça e entrou. O interior da casa exalava perfume suave e tranquilidade, um contraste cruel com o turbilhão dentro dele. Encontrou Laura na varanda dos fundos, de camisola clara e um robe leve sobre os ombros. Os cabelos soltos estavam ainda um pouco bagunçados, o que a deixava absurdamente mais bela. Ela tomava um café, em silêncio, com os olhos perdidos na paisagem. — Bom dia — ele disse, com a voz baixa. Ela virou o rosto devagar, surpresa. — Heitor...? O que faz aqui tão cedo? — Vim ver como vocês estão. Como está o Joaquim? Ela sorriu de leve, um sorriso quase irônico. —
Disputa de poder
Capítulo 116 Ela tentou não reagir. Tentou fingir que a presença dele não mexia com cada centímetro do seu corpo. Mas o calor subiu por dentro, traindo-a. — Eu não vou casar com você sem amor, Heitor. Não vou criar meu filho num lar onde os pais só dividem responsabilidade... e sentem apenas tesão um pelo outro. O olhar dele escureceu. Mas não era raiva. Era algo mais profundo. Algo que ele mesmo não sabia nomear. — O amor nunca me trouxe nada além de sofrimento, Laura. O que eu sinto por você me assusta porque é real. Forte demais. E, sim, parte disso é desejo. Mas não só isso ,eu preciso de você como nunca preciso de mulher nenhuma em minha vida. Ela ergueu o queixo, firme. — Ainda assim, a resposta é não. Eu não vou entrar num casamento vazio. Só para te ajudar a conseguir a guarda do seu irmão, não vou condenar ele e muito menos o Joaquim a viver em um lar que os responsáveis por eles não se amem. Ele a encarou por longos segundos. Seus olhos se estreitaram. O maxilar trava
Atração irresistível
Heitor a puxou delicadamente pela cintura, fazendo-a inclinar o tronco para frente, apoiando as mãos na parede. Ficou ali, observando-a por um segundo, rendida mas ainda cheia de fogo. — Linda... deliciosa... e minha,toda minha. — ele murmurou. Ele se ajoelhou e afastou a calcinha dela lentamente, com os dentes. Roçou os lábios na parte de trás de suas coxas, mordiscando com leveza até alcançar o centro do prazer. Sem hesitar, passou a língua entre seus lábios íntimos, saboreando, explorando com precisão. Ela soltou um gemido abafado, mordendo os próprios lábios para não gritar. — Heitor... — ela arfou, tentando recobrar o controle. — Isso tudo que está fazendo não muda nada... — Não muda o que eu quero, mas muda o que você sente — ele retrucou, antes de mergulhar de novo. Ele a lambia com maestria, os dedos marcando sua cintura, os gemidos dela crescendo a cada segundo, o modo como lhe dava prazer, o poder dele sobre ela , a entrega quase que forçada , mas desejada... tudo er
Surpreendida no banho
Laura permaneceu em silêncio por alguns segundos, de costas para ele. A respiração ainda descompassada, o corpo nu coberto apenas por uma manta leve, a pele ainda quente pelas marcas deixadas pelo toque de Heitor. Mas então, lentamente, ela começou a se afastar. Sem dizer uma palavra, abaixou-se e começou a recolher as roupas espalhadas pelo chão do quarto.O vestido,, o salto caído próximo à poltrona. A calcinha rasgada foi ignorada. Seus movimentos eram lentos, porém firmes. Controlados. Como se tentasse reconstruir sua armadura emocional através de cada peça de roupa recolhida. Heitor a observava ainda nu, encostado na parede, o peito subindo e descendo, o olhar cravado nela. Ainda sentia o gosto dela nos lábios, o perfume misturado ao sexo impregnado em sua pele. Mas o que mais o inquietava era o silêncio dela. O jeito como estava distante mesmo estando a poucos passos. Ainda em silêncio,Laura virou-se na direção do banheiro, os olhos frios, a expressão cuidadosamente calcu