All Chapters of Prazer sem limites: Sob o domínio do meu chefe.: Chapter 131
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O resgate
Do lado de fora, Laura estacionava o carro a poucos metros do local. Tinha chegado a tempo de ver Patrícia e Heitor desaparecerem nos fundos do galpão. Deixou o motor ligado, por segurança, e começou a explorar silenciosamente os arredores. Sua atenção foi chamada por um leve ruído vindo de um dos cômodos trancados da antiga loja. Com o coração batendo desenfreado, empurrou a porta enferrujada e viu dois pequenos corpos encolhidos no canto, cercados por alguns brinquedos antigos e sujos. Joaquim e Pedrinho. Eles estavam juntos, abraçados, os olhinhos arregalados e assustados. Laura correu até eles, ajoelhando-se com rapidez e abraçando os dois. — Meu amor... meu filho... é a mamãe, estamos indo pra casa... vocês estão bem? Não se preocupem, a mamãe está aqui agora...E você Pedrinho
Espera angustiante
A sala de espera do hospital era fria, impessoal, iluminada demais para o momento que Laura vivia. O relógio na parede parecia zombar dela, os ponteiros se arrastando como se o tempo fizesse questão de torturá-la. Sentada em uma das cadeiras desconfortáveis, ela abraçava os próprios joelhos como se quisesse proteger o pouco que restava de si. Seus olhos, inchados de tanto chorar, não piscavam mais. Fixos na porta da UTI, como se esperassem que Heitor aparecesse ali a qualquer momento, com aquele sorriso convencido e a voz firme dizendo que tudo não passou de um susto. Mas ele não aparecia. Henrique, o advogado e grande amigo de Heitor, estava ao lado dela. Cabelos desgrenhados, camisa para fora da calça social, rosto pálido. Ele também não dormia havia horas. Estava ali desde que soube do ocorrido. Tentando dar apoio, tentando enten
O retorno à mansão
Ele a olhou, os olhos vazios. — Laura ? Eu não conheço nenhuma Laura. — murmurou, com expressão confusa. Laura sentiu o chão sumir. Um desespero mais forte do que qualquer dor tomou conta dela. A cabeça girou, os olhos se encheram de lágrimas. — Não… não, por favor… — Ela levou as mãos à boca, tentando conter o choro. — Isso não pode estar acontecendo… A porta se abriu e a enfermeira entrou, seguida por Henrique. — Ele acordou! — Laura anunciou, entre soluços. — Mas… ele não lembra de mim… Henrique olhou para Heitor, que agora tentava conter um sorriso no canto dos lábios. Henrique olhou para Heitor, que agora tentava conter
Cheio de desejo
Ele hesitou, mas depois correu, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, Heitor o puxou com o braço livre e os abraçou juntos. Dois meninos. Dois corações. Dois filhos. — Vocês são os motivos da minha vida — murmurou, emocionado. — Papai ama vocês demais. Pedrinho sorriu, tímido, e murmurou: — Eu também te amo. Heitor fechou os olhos. Aquilo o atravessou como uma flecha certeira. Chamado de pai. Por aquele pequeno guerreiro que, mesmo sem laços de sangue, já era parte dele. Totalmente. Bianca enxugava os olhos discretamente ao lado de Laura, ambas comovidas com a cena. — Vamos pra dentro? — Laura disse, tentando controlar a emoção. <
Uma noite de entrega
Laura se afastou com suavidade, sorrindo. — Nada de gracinhas, senhor Arantes. Hoje, café da manhã na cama e repouso absoluto. Ordens da sua médica pessoal. — Isso não é justo... — ele resmungou, cruzando os braços com um falso bico. — Justo seria você não ter brincado com meu coração fingindo perda de memória. — Ela lançou um olhar divertido, mas ainda com certa mágoa contida. — Vai levar um tempinho até eu te perdoar totalmente. — Ah, então vamos equilibrar as contas. — Heitor virou-se levemente para encará-la. — Quando eu estiver melhor, vou me redimir da única forma que sei: te deixando toda molhadinha por mim e implorando para eu te matar de tanto prazer.
O casamento
O céu estava tingido por tons dourados e rosados quando Laura desceu lentamente os degraus da escadaria de mármore, segurando com firmeza o buquê de flores brancas e lavanda. O vestido fluía como um rio de seda ao redor do corpo, moldando-se com leveza às suas curvas, e o véu se arrastava atrás dela, brilhando sob a luz do entardecer. Seus olhos estavam úmidos. De emoção, de lembranças, de amor. Cada passo a levava não apenas ao altar, mas a uma nova vida. Uma vida ao lado do homem que a transformara por inteiro — que a amara com força, desejo e, por fim, com alma. Ao longe, ela viu Heitor. De terno preto impecável e olhar firme, ele a esperava de pé, ao lado do altar decorado com milhares de pequenas luzes, como estrelas presas aos galhos das árvores. Mas não eram as luzes que faziam os olhos dela brilharem. Era el
Dias depois ...
A mansão estava silenciosa naquela tarde de verão, banhada pela luz dourada que atravessava as cortinas esvoaçantes. Um dia pertencera a Patrícia, mas agora carregava outra alma, outro amor. Após sua morte, Heitor deixara todos os bens do pai para Pedrinho — seu filho do coração, que agora o chamava de “papai” com doçura nos olhos. Mesmo sem ter recebido carinho da mãe, Pedrinho sentia sua falta. Explicar a morte de Patrícia não foi fácil, mas com paciência e noites embaladas por histórias e abraços, Heitor e Laura o ajudaram a curar aquela dor. Agora, noivos e a poucos meses do casamento, viviam um novo tempo. Ele, recuperado e mais forte, retomava os negócios — e os momentos de entrega com Laura, cada vez mais intensos. Naquela tarde, bastou um olhar para que o desejo entre eles voltasse a arder… como uma chama prestes a consumir tudo.
Last Updated : 2025-07-17Read more
Núpcias Ardente
A noite havia caído como um véu sobre a mansão secreta, envolvendo tudo em silêncio e desejo. O luar entrava pelas cortinas finas, tingindo os lençóis escuros com luz prateada. O cheiro de vinho, madeira e sexo já impregnava o ar. Heitor e Laura estavam nus na cama, os corpos ainda entrelaçados, ofegantes e suados depois de mais uma rodada de prazer intenso. Mas aquela noite ainda estava longe de terminar. Era a primeira noite de casados — e eles tinham uma casa inteira para explorar… novamente. Laura deslizou os dedos pelo peito dele, os olhos brilhando de satisfação. — Essa foi a terceira vez, senhor Arantes... e ainda nem saímos do quarto — provocou, rindo baixinho. — É que eu sou viciado na minha mulher — ele disse, puxando-a para um beijo lento, profundo, possessivo. Os lábios se colavam com sede e ternura, as línguas se buscavam com intimidade e familiaridade. Beijavam-se como quem pertence um ao outro
A paz abalada
Um ano havia se passado desde que Laura e Heitor se casaram, desde que Bianca e Fernando uniram suas vidas com juras de amor e planos de uma família feliz. As tempestades pareciam ter ficado no passado. A calmaria havia se instalado com uma doçura inesperada.Laura e Heitor seguiam apaixonados, cúmplices, intensos. Bianca e Fernando viviam a plenitude do casamento, e a gestação de Bianca veio como um presente divino. Ela esperava uma menina — Valentina — e a maternidade a tornava ainda mais radiante. Fernando não escondia o orgulho de se tornar pai.Tudo ia maravilhosamente bem.Mas naquela tarde, Laura não conseguia explicar o aperto no peito. Uma angústia repentina se instalara, sem razão aparente. Sentada em sua sala na holding Arantes, tentava se concentrar em documentos importantes, mas as letras pareciam embaralhadas. Ela suspirava, passava a mão pelos cabelos, olhava o celular a cada cinco minutos. Não era só saudade de Heitor. Era algo mais.Do outr
Maus pensamentos
— Ela é tão pequenininha… — murmurou Laura, acariciando com ternura a ponta dos dedinhos minúsculos de Valentina, dentro da incubadora. — Mas é forte. Tem o coração da mãe.Fernando assentiu, engolindo em seco, os olhos marejados.— Eu não sei o que vai ser da minha vida se… se a Bianca não acordar, Laura. Eu não sei.— Ei… — ela virou-se para ele, segurando seu rosto entre as mãos com delicadeza. — Ela vai acordar. Eu sinto. Ela é teimosa. Teimosa demais pra deixar essa menininha crescer sem ela.— E se não? — a voz dele quebrou.Laura puxou-o para um abraço apertado, acolhedor. Ambos choraram em silêncio. Ali, não havia romance. Não havia tensão. Apenas dois amigos feridos, unidos pela dor de amar profundamente a mesma pessoa.Ela passou a mão pelas costas dele num gesto instintivo, reconfortante. E foi nesse exato momento que Heitor entrou na sala.A princípio, seus olhos captaram ap