All Chapters of Prazer sem limites: Sob o domínio do meu chefe.: Chapter 281
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Em chamas
A confissão o deixou vulnerável, e isso mexeu fundo com Bianca. Ela tentou disfarçar a emoção, mas o peito subia e descia em ritmo acelerado. — Falando assim… até parece que me ama tanto quanto diz. Mas nós dois sabemos que o que sente é desejo, posse. Quer controlar a minha vida e até com quem eu me relaciono. Fernando se inclinou mais perto, o calor do corpo dele invadindo o espaço dela. Os olhos queimavam em intensidade. — É claro que eu te amo, Bianca. — disse baixo, firme. — Eu não teria me casado com você apenas por te querer. Para ter você na minha cama não precisava de uma aliança no seu dedo… nós já transávamos muito antes disso. Ela arqueou as sobrancelhas, o coração descompassado. — Então está dizendo que eu fui fácil pra você? — Não. — ele segurou o rosto dela com delicadeza, polegar roçando de leve seus lábios. — Estou dizendo que, se fosse só desejo, eu teria continuado a transar com você sem nunca te fazer minha mulher. Mas você… você foi a única que e
Uma inesquecível noite de prazer
Bianca estava arqueada sobre a mesa, o corpo em chamas. Cada músculo parecia vibrar, tomado pela explosão que Fernando havia provocado nela minutos antes. O grito ainda ecoava em seus ouvidos, e a madeira fria sob suas mãos era o único ponto que a mantinha conectada à realidade. Ele ergueu o rosto entre suas coxas, os lábios ainda úmidos, e um sorriso satisfeito se espalhou em sua boca. Os olhos azuis faiscavam como se tivesse conquistado uma vitória íntima, como se cada reação dela fosse o troféu que procurava. Sem dizer nada, ele a puxou com firmeza, fazendo-a levantar da mesa. Bianca, ofegante, deixou-se conduzir, as pernas ainda trêmulas do clímax arrebatador. E então, sem aviso, os lábios dele tomaram os dela, num beijo profundo, quente, devastador. Ela gemeu contra a boca dele, o gosto da cerveja misturado ao sabor de si mesma incendiando seus sentidos. Era avassalador, erótico demais. Fernando a fazia provar de sua própria entrega, e isso a enlouquecia de um jeito que ela
Um tempo para pensar
A respiração de Bianca ainda estava irregular, o corpo inteiro tremia, como se cada fibra dela tivesse sido incendiada por aquele homem. Fernando, com o peito arfando, o olhar sombrio e faminto, ajeitou-se, passando a mão pelos cabelos molhados de suor e disse com a voz grave, rouca de desejo e carregada de sinceridade: — Eu não vim aqui para isso, Bianca... — fez uma pausa, segurando o queixo dela e obrigando-a a encará-lo. — Mas não me arrependo de nada. Nem por um segundo. Porque eu te amo. E te desejo mais do que tudo. Se não estamos juntos, é só porque você é teimosa demais para voltar para mim. Aquelas palavras caíram sobre ela como um raio. Bianca sentiu o coração acelerar, mas não permitiu que ele visse a confusão em seu íntimo. Fernando, percebendo que havia dito mais do que deveria, respirou fundo, afastou-se e com a naturalidade de quem não queria prolongar o peso do momento, perguntou: — Posso tomar um banho antes de ir ? Bianca, ainda com o corpo em chamas, des
O perigo b**e a porta
Um arrepio percorreu o corpo dela dos pés à cabeça. Antes que pudesse reagir, Fernando abriu a porta e saiu, deixando-a ali, com o coração em chamas e os pensamentos em desordem. Bianca encostou-se à parede, o corpo ainda trêmulo. O gosto dele permanecia em seus lábios, a lembrança dele em sua pele. Era impossível negar: Fernando a dominava de uma forma que nenhum outro homem jamais conseguiria. Ela suspirou, rindo de si mesma, enquanto caminhava lentamente de volta para o quarto. Sabia que aquela noite seria longa, e que o fogo que ele reacendera em seu corpo não se apagaria facilmente. A noite parecia infinita. Bianca, deitada em sua cama, olhava para o teto escuro, incapaz de adormecer. A lembrança de Fernando ainda queimava em sua pele. O beijo, o toque, a força dele… tudo pulsava nela como uma chama insaciável. Mas junto com o desejo, havia a dor. Cada palavra dura, cada acusação, ecoava dentro de sua cabeça como marteladas. Queria odiá-lo, queria gritar que não merecia t
Caindo na armação de Walter
Bianca respirou fundo, finalmente sozinha na sala. O silêncio era quase um alívio depois da noite estranha que tivera. Walter estava no banheiro da suíte de hóspedes, e ela já se arrependia de tê-lo deixado entrar. O bom coração que tantas vezes fora sua maior virtude agora pesava como uma maldição. Mas a tranquilidade durou pouco. A campainha soou, quebrando o silêncio como um trovão. O coração de Bianca disparou. Ela correu até a porta, espiou pelo olho mágico… e sentiu as pernas fraquejarem. Fernando. O choque fez seu corpo inteiro tremer. O que faria? Como explicaria? Ainda assim, não havia como fugir. Com mãos trêmulas, girou a maçaneta. Fernando entrou sem que ela esperasse , dominando o espaço com a intensidade de sempre. Antes que ela pudesse dizer uma palavra, ele a puxou contra si, abraçando-a com força. — Eu sabia… — murmurou, o hálito quente contra seus cabelos. — Sabia que você também não conseguiu dormir… assim como eu. Bianca fechou os olhos por um
depois da armação de Walter
Bianca caiu de joelhos, as lágrimas desabando em silêncio. Walter se aproximou, com expressão calculada de consolo, mas por dentro triunfante. O caos estava instaurado, Fernando saiu dali , achando novamente que ela o traiu e por que isso queria lhe tirar o direito de criar sua própria filha. O silêncio pesava no ar como uma cortina espessa. Bianca ainda tremia da discussão devastadora com Fernando, cada palavra dele gravada em sua mente como ferro em brasa. Seu peito arfava, o coração parecia querer explodir, e ainda assim, diante de Walter, ela tentava se recompor. Walter se afastou, retornando para a sala com passos lentos, quase desafiadores. Agora completamente vestido, a camisa bem ajustada, a gravata perfeitamente alinhada, cada gesto transmitia confiança e controle. Seus olhos, porém, continuavam sendo a peça mais perigosa: um olhar frio, afiado, carregado de triunfo. Finalmente, depois de anos de ressentimento e ódio silencioso, tinha a oportunidade de acertar conta
Walter ainda não se senti vingado
Walter caminhou até a porta, abrindo-a devagar, como quem não tem pressa de encerrar o espetáculo. Antes de sair, olhou por sobre o ombro e lançou um último golpe. — Mas lembre-se, Bianca… cada vez que Fernando olhar para você, ele vai lembrar da cena que presenciou esta noite. E isso, minha querida, é uma cicatriz que nem o tempo vai apagar. A porta bateu atrás dele, e o silêncio retornou, pesado, sufocante. Bianca ficou ali, imóvel, com as mãos tremendo, o rosto ainda ardendo pelo choro e pela raiva. O coração parecia despedaçado, mas, ao mesmo tempo, algo dentro dela se erguia. Ela havia perdido muito naquela noite — o pouco da confiança de Fernando que já estava muito abalada , a tranquilidade de seu lar, a segurança no emprego. Mas havia ganhado também uma certeza: jamais se curvaria a um homem como Walter. Com os punhos cerrados e a respiração entrecortada, murmurou para si mesma: — Eu vou lutar. Pelo Fernando .Pela minha filha. E nunca mais deixarei que um verme com
Bianca vai buscar a filha
O sol mal havia despontado no horizonte quando Bianca se levantou da cama. A madrugada inteira havia sido um suplício: entre sonhos agitados e o vazio dolorido de Valentina não estar em seus braços, ela se sentia à beira do colapso. A cada vez que fechava os olhos, via o rosto de Walter, cínico e cruel, repetindo suas palavras como uma sentença — “já que o destino estava ao meu favor, não vou perder a chance de me vingar de Fernando.” Essas lembranças faziam seu estômago se revirar. Bianca abraçou o travesseiro, imaginando que era sua filha. O silêncio do apartamento pesava, cortado apenas pelo som distante do trânsito começando a ganhar vida. Ela respirou fundo e, com lágrimas ainda frescas nos olhos, tomou uma decisão. — Hoje eu vou buscar a minha filha e o Fernando não vai me impedir. — sussurrou para si mesma, a voz falhando, mas carregada de determinação. Fez um café forte, mas o líquido quente não trouxe conforto, apenas um gosto amargo na boca. Vestiu-se sem muito cuidado
Bianca de mantém firme
Bianca sentiu a fúria borbulhar dentro dela, mas também a necessidade de manter a calma. Ela respirou fundo e respondeu com firmeza: — Eu vou levar minha filha comigo, Fernando. E você não é louco de tentar me impedir. Sem esperar mais, ela se dirigiu ao quarto de Valentina, o coração acelerado, sentindo cada batida como um tambor de guerra. Fernando a seguiu, o olhar determinado, cada passo calculado, a tensão aumentando como uma corda prestes a arrebentar. Paola permaneceu na sala, assistindo com um sorriso sarcástico, absorvendo a cena como se fosse um espetáculo privado. Célia, preocupada, foi atrás deles, tentando interceder, manter a calma, acalmar os ânimos antes que a situação se tornasse irreversível. Ao chegar à porta do quarto de Valentina, Bianca estendeu a mão para abri-la, mas Fernando a impediu. O choque foi imediato, o corpo de Bianca pressionado pelo braço firme dele. — Se quiser vê-la, tudo bem… — disse Fe
Entrando num acordo
Seguiram para o escritório, o som dos passos ecoando pelos corredores. Célia os acompanhava a uma distância cautelosa, aflita, mas não interveio quando Fernando fechou a porta atrás deles, isolando-se a sós com Bianca. O ambiente estava carregado, a tensão densa como fumaça. Fernando caminhou até a mesa de madeira maciça, apoiou-se nela e cruzou os braços, encarando-a com um olhar duro. —Nós estamos em um impasse e eu tenho uma ótima solução para resolver isso. — começou, a voz baixa, mas firme. — Se quer continuar convivendo com Valentina, vai ter que largar esse seu amante e vir morar na mansão comigo. Bianca ficou boquiaberta, a incredulidade estampada no rosto. — Amante? — repetiu, a voz embargada. — Fernando, eu já disse mil vezes: Walter armou tudo! Eu não sou e nunca fui amante dele. Ele ergueu a mão, como se não quises